perspectivas

Sábado, 26 Dezembro 2009

A Espanha de Zapatero é um Estado terrorista

É preciso que os portugueses se recordem de que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”. Espanha transformou-se em um Estado pária e sujeito a chacota internacional, tornando-se numa espécie de “Irão europeu” ― trata-se de um Estado terrorista controlado pela maçonaria.

Quando aconteceu um atentado à integridade física do Papa e aparece na Internet um clube de apoio à mulher que tentou agredir o Papa, torna-se cada vez mais difícil exigir aos católicos (e às pessoas religiosas em geral) a tolerância em relação à violência que lhes é movida.

Se alguém cria um site em que apoia a violência física sobre gays, levanta-se um clamor de protestos e o sítio é fechado ou por iniciativa judicial, ou por auto-censura do servidor hospedeiro. Se alguém cria um site em que se apoia a violência sobre o Papa ― o que significa o apoio à violência sobre os católicos em geral ―, sai a notícia nos me®dia e nada acontece. Retira-se daqui a conclusão de que se prepara, na Europa, uma “guerra civil” assimétrica e de baixa intensidade, em que a violência é implícita e subliminarmente considerada legítima quando proveniente do lado do politicamente correcto, e ilegítima quando vinda do lado tradicionalista e conservador da sociedade.

A Espanha é, para já, o único país europeu que entrou numa “lógica chinesa”, não só de repressão das liberdades individuaiscomo é o caso da proibição da objecção de consciência em relação ao aborto ― como instalando o terror na estrutura da Justiça ― o que já acontece em Portugal, de uma forma ainda mitigada, com a tentativa de manipulação da justiça por parte do socretinismo. José Sócrates e os socialistas portugueses, controlados pela maçonaria, são bons alunos e vão tentando seguir à risca o exemplo dos radicais espanhóis instalados no poder.


A Inquisição Gay espanhola

No sítio http://www.juezcalamita.com conta-se a história de um juiz espanhol, de seu nome Fernando Ferrín Calamita, que foi condenado pelo tribunal supremo espanhol a dez anos de inabilitação de exercício das suas funções de magistrado (sem remuneração, naturalmente), por ter tentado cumprir a lei da adopção de crianças ― tal qual ela se aplica aos casais naturais (heterossexuais) ― no caso do requerimento da adopção de uma criança por parte de uma dupla de lésbicas.

Este caso ― e outros ― que aconteceu em Espanha serve de exemplo para que não deixemos cair a nossa bandeira de exigir para os gays uma condição jurídica diferente da que se relaciona com o casamento propriamente dito (o casamento natural e portanto heterossexual), e com a consequente adopção de crianças.

Juiz Ferrín Calamita

A história começa quando uma lésbica (Susana, e homónima da outra lésbica que tentou agredir o Papa) fez em 2005 uma inseminação artificial, ficando grávida. Meses depois, Susana “casou-se” ao abrigo da lei espanhola do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo com outra lésbica, de seu nome Vanessa. Em Fevereiro de 2006, nasceu a criança, filha de Susana, e logo a Vanessa pediu a adopção da criança nascida (Maio de 2006). Em Junho de 2006, o juiz encarregado do processo de pedido de adopção (Fernando Ferrín Calamita) solicitou um parecer ― sem qualquer dilação sob o ponto de vista processual ― ao Gabinete Psicossocial Forense (GPF), como manda a lei espanhola para os casos de pedido de adopção por parte de casais naturais. Em Agosto de 2006, o GPF deu um parecer favorável à adopção mas sem uma entrevista legalmente exigida ao casal adoptante, como manda a lei espanhola.

Uma vez que os procedimentos legais normais da adopção não estavam a ser cumpridos neste caso, o juiz Ferrín decidiu solicitar à Dirección General de Familia a nomeação de um defensor judicial para a menor (a criança) que lhe enviou um parecer favorável à adopção das duas lésbicas sem no entanto se pronunciar sobre uma questão essencial que lhe tinha solicitado o juiz no seu pedido de parecer: se é bom ou mau, relevante ou irrelevante, que uma criança tenha duas mães.

Sem demora, o juiz Ferrín solicitou ao psicólogos da DGF que se pronunciassem sobre o referido ponto ― se é bom ou mau, relevante ou irrelevante, que uma criança tenha duas mães ― em um prazo de dez dias, o que não aconteceu porque a DGF nem sequer deu qualquer resposta ao requerimento do juiz. Em face disto, o juiz viu-se na obrigação de decretar a cessação da DGF como defensora oficial da menor, e de paralisar o processo alegando uma questão de inconstitucionalidade.

É bom que se diga que se o casal adoptante fosse um casal normal (natural e heterossexual), o procedimento do juiz estaria correcto e sem mácula ou reparo.

“Tengo la conciencia muy tranquila y duermo muy bien, que es lo más importante, y estoy seguro que el verdadero Juez Supremo, ante el que todos compareceremos más pronto o más tarde, me absolverá”. ― Juiz Fernando Ferrín Calamita

Em Junho de 2007, a lésbica Vanessa solicitou o afastamento do juiz Ferrín tendo como base o argumento de que ele era católico ― reparem como, em Espanha, o alegado facto do catolicismo de um juiz pode ser causa de afastamento de um processo. Em Novembro de 2007, a lésbica Vanessa processou o juiz Ferrín acusando-o de atrasar os procedimentos judiciais de adopção (em espanhol: retardo malicioso).

Em Maio de 2008, um juiz substituto autorizou a adopção da criança sem que todos os procedimentos legais referidos acima, e exigidos para a adopção por parte de um casal natural e normal, fossem cumpridos.

Em Dezembro de 2008, o TSJ de Murcia condenou o juiz Fernando Ferrín Calamita a dois anos de inabilitação para função de cargo público e a uma indemnização de 6.000 Euros às lésbicas.
Fernando Ferrín Calamita recorreu para o Tribunal Supremo, que a 23 de Dezembro de 2009 (a véspera de Natal escolhida propositadamente para fazer passar a mensagem da “indiferença natalícia”) agravou a pena do TSJ de Murcia, de dois anos para dez anos de inabilitação.


O caso do juiz Fernando Ferrín Calamita está longe de ser único. A juíza Laura Albau, os juízes Francisco Javier García, Paz de Pinto, Antonio Alonso ― e muitos outros sujeitos a pressões políticas diárias ― foram afastados da carreira judicial, ou porque tentaram cumprir a lei à risca (como foi o caso do juiz Ferrín), ou porque invocaram objecção de consciência (como foram os casos de Paz de Pinto e de Antonio Alonso).

É preciso que os portugueses se recordem de que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”. Espanha transformou-se em um Estado pária e sujeito a chacota internacional, tornando-se numa espécie de “Irão europeu” ― trata-se de um Estado terrorista controlado pela maçonaria. E ao compreenderem a gravidade do que se está a passar em Espanha, os portugueses devem utilizar esse conhecimento para prevenir que o mesmo aconteça no nosso país, através das políticas socratinas patrocinadas pela maçonaria portuguesa e com apoio explicito da esquerda totalitária.

5 comentários »

  1. É bom não esquecer que um dos elementos do «casal adoptante» é mãe biológica da criança.

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    Comentar por Diogo — Sábado, 26 Dezembro 2009 @ 4:13 pm | Responder

  2. @ Diogo:

    O que é que tem a ver o facto natural de uma mulher parir, com:

    1) A adopção legal automática da criança por uma outra mulher que vive com a mãe da criança;

    2) O privilégio, em termos de facilitismo do processo de adopção, concedido aos gays em Espanha, quando em comparação com a adopção por um casal natural (heterossexual).

    Não tem nada a ver o facto natural de uma mulher parir, com o resto.

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    Comentar por O. Braga — Sábado, 26 Dezembro 2009 @ 4:31 pm | Responder

  3. ¿Qué decisión adoptará la Sala Segunda del TS respecto al Juez Baltasar Garzón Real?

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    Comentar por filomeno — Quinta-feira, 31 Dezembro 2009 @ 7:52 pm | Responder

  4. El Juez Calamita estudió el bachillerato en la gallega ciudad de Orense

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    Comentar por filomeno — Quarta-feira, 3 Fevereiro 2010 @ 6:35 am | Responder

  5. Las cosechas sembradas en la Tierra, se recogen en el Cielo

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    Comentar por filomeno — Quarta-feira, 3 Fevereiro 2010 @ 12:44 pm | Responder


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