perspectivas

Quinta-feira, 19 Novembro 2009

A manipulação ideológica da mulher através da doença da Europa

Um dos grandes problemas do nosso tempo são os mitos sociais alicerçados em uma pretensa ciência que nada mais é do que cientismo. Se analisarmos este texto, verificamos que quem está por detrás do conceito de “liberdade da mulher = controlo populacional” pretende outra coisa completamente diferente: transformar a mulher em um agente privilegiado de determinada ideologia.

A ideia cientificista e mitológica, que se pretende assumir como um dado empírico, é bem expressa num comentário ao artigo:

“Se o mundo fosse governado por mulheres não era preciso estarmos com estas medidas.
Se algum dia, lá muito atrás, os homens tivessem tido essa lucidez,hoje o mundo continuaria a ser o paraíso que já foi.”

Quando os portugueses começaram a explorar, com mais rigor, o território interior da costa oriental africana (Moçambique) a partir do século XVII, chegaram à conclusão que a tribo autóctone mais populosa em Moçambique era a tribo dos Macuas. Acontece que essa tribo Bantu era uma sociedade matriarcal em que era comum a poliandria (hoje essa cultura já foi alterada significativamente por via dos missionários católicos) ― e era a mulher que escolhia livremente os seus parceiros sexuais. E no entanto, os Macuas eram (e são ainda) a etnia moçambicana mais populosa.

Portanto, o “governo da mulher” não significa automaticamente a diminuição da população, até porque a mulher é naturalmente sensível à maternidade. O que tornaria a mulher como um instrumento da diminuição da população seria, eventualmente, a transformação da mulher num agente privilegiado de uma determinada ideologia e de uma agenda política da esquerda fabiana ― através de uma metanóia que aliene a mulher separando-a da sua própria natureza ―, controlada e financiada pela plutocracia ocidental, e que nada tem a ver com os verdadeiros interesses do terceiro mundo.

A Europa utilitarista, niilista e abortista já entrou em pânico. As famílias numerosas sempre foram uma ameaça para os poderosos. É o crescimento da população no terceiro mundo que incomoda a sociedade rica ocidental onde a população decresce a olhos vistos. A Europa tem medo do futuro, e por isso impõe ao resto do mundo uma ideologia “ecológica” que lhe permita, mesmo que em minoria, a manutenção dos seus privilégios historicamente adquiridos.

Adenda: o primeiro link já não existe; era do diario.iol.pt e passou para a tvi.24.iol.pt

4 comentários »

  1. Capitalismo, o mais atual, o mais tutorial, a cortina mais pertinente… E nós mal percebemos.

    Gostar

    Comentar por Rogério dos Prazeres — Quinta-feira, 19 Novembro 2009 @ 12:03 pm | Responder

  2. Penso que não é bem “capitalismo”. Enquanto existirem três seres humanos na Terra, existirá sempre capitalismo. Do que se trata aqui é de uma ideologia que é financiada por uma plutocracia — literalmente, “poder do dinheiro” — o que releva mais num imperialismo do que no capitalismo “tout-cours”.

    Gostar

    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 19 Novembro 2009 @ 6:48 pm | Responder

  3. P’ra começar, literalmente, plutocracia não significa “poder do dinheiro” nem aqui, nem na China. Também não existem correntes de Capitalismo. Ou você não sabe o que afirma, ou aplicou mau a expressão “tout en cours”. O que manteve historicamente as cidades senão o “aparelho comercial”? O conceito Plutocracia, arcaico, está em desuso. Isso porque não se entende mais em polítca o “governo dos ricos”, mas benemerente do empresariado. O destaque é para infraestrutura econômica do Estado, o que distingue o capitalismo, não tão somente capitalismo, mas capitalismo. No foco,não se interpreta um determinismo hisórico que impediria as mulheres, ou mesmo qualquer outro grupo de alternarem-se na administração pública, ou mesmo favorecê-lo. Acontece que na faixa do descentralismo, o que vale é a eficiência do controle e sustento dos recursos públicos do Estado liberal. No sentido extrito de Ideologia,a realidade velada e contorcida, a sociedade não distingue os efeitos da alienação. Outra questão é a supremacia dos blocos econômicos, outrossim, não mais figura o imperialismo em virtude das modalidades de concorrência que, por sua vez é apenas um meio, e não um fim alicerçado em si mesmo. Destarte, você postula desconhecedor do complexo pilar social atual da modernidade, tanto no Brasil, quanto no exterior. Reconfigure suas premissas (pegam mal). Em público, não sôa bem, ou fede para uma “platéia” mais crítica.

    Gostar

    Comentar por Rogério dos Prazeres — Segunda-feira, 23 Novembro 2009 @ 1:46 pm | Responder

  4. Att. Rogério: sobre a palavra “Plutocracia” veja no dicionário a raiz etimológica. Você, como é brasileiro, está-se cagando para a etimologia da língua, e burros somos nós que alinhamos na porcaria do acordo ortográfico.

    O Empresariado é pobre? Só se for no Brasil. Aqui não é. E quando me refiro à “plutocracia” refiro-me a uma elite dos 100 mais ricos do mundo, e não ao empresário “mixuruca” que tem uma merda de um pequeno negócio ou uma pequena e média empresa.

    Dada a sua estupidez manifesta, Vc fica impedido de comentar aqui.

    Gostar

    Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 23 Novembro 2009 @ 2:40 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: