perspectivas

Sexta-feira, 6 Novembro 2009

A seguir ao aborto, vem aí o infanticídio a pedido da mulher

peter-singer

Singer, divertido

O mais famoso bioeticista do mundo, o conhecido utilitarista Peter Singer, escreveu o seguinte no seu livro “Rethinking Life and Death” (Repensando a vida e a morte):

« Uma vez que nem uma criança recém-nascida nem um peixe são pessoas, o grau de gravidade em matar tanto a primeira como o segundo não é o mesmo do que a gravidade de se matar uma pessoa. »

Peter Singer compara uma criança nascida a um peixe.

Na Holanda, 8% dos óbitos de crianças são assassinadas pelos próprios médicos nos hospitais. Pela primeira vez, em toda a História, foi constituída a figura jurídica e cultural do “humano não pessoa” (HNP). O feto é um HNP. A partir do conceito de HNP chegaremos ao conceito de PNH (Pessoa Não Humana). É uma questão de tempo enquanto as elites poderosas se movem e apontam o caminho da política, da cultura e das ideias do futuro.

6 comentários »

  1. Bioeticista = eugenista. MUita, MUITA atenção a esta gente.
    E sobretudo aos seus patrocinadores.

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    Comentar por Tono — Sexta-feira, 6 Novembro 2009 @ 11:43 pm | Responder

  2. A equivalência peixe – feto humano é macabra. Quer dizer que se pode, em vez de peixe assado ter feto assado ao jantar.

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    Comentar por Henrique — Sábado, 7 Novembro 2009 @ 8:58 am | Responder

  3. Orlando, tem aí a fonte sobre os 8% de crianças nascidas na Holanda serem mortas pelos médicos?

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    Comentar por Fenéco — Sábado, 7 Novembro 2009 @ 11:39 pm | Responder

  4. « In 1996, the Lancet published a study finding that 8 percent of all Dutch infant deaths each year — between 80 and 100 — result from lethal injections, many without parental consent. I wrote about the matter extensively in my 1997 book Forced Exit.»

    http://www.nationalreview.com/smithw/smith200503220759.asp

    Nota e correcção: são 8% das mortes de todas as crianças e não 8% de crianças nascidas. A leitura rápida dá nisto, mas mesmo assim estamos a falar de 100 crianças nascidas assassinadas todos os anos pelos próprios médicos. Já fiz a correcção no postal.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 8 Novembro 2009 @ 1:36 am | Responder

  5. O Artigo refere-se a protocolos usados em “neonatal intensive care unites”. Eu não conhecia a situação, mas agora que vivo com uma enfermeira especializada em cuidados intensivos neo-natais, não considero que tal se possa incluir na mesma categoria do aborto. Não que aqueles bebés não sejam pessoas. Apenas que existem muitas situações limites, originadas pela tecnologia presente nas nossas sociedades. Creio que a injecção, será apenas forma de abreviar e acelerar situações que sem esse suporte tecnológico não seriam viáveis e diminuir também o sofrimento dos próprios bebés. Ainda assim à claramente uma questão ética que necessita ser discutida. Só para dar o exemplo de um caso que está a ser acompanhado pela minha mulher, uma criança prematura (com 5 ou 6 meses) que nasceu e para além dos problemas pulmonares, dos problemas cerebrais, nasceu igualmente sem rins. Esta criança, não é um corpo humano com autonomia. Encontra-se em cuidados especiais neo-natais e têm-lhe sido prestados os cuidados, mas a única coisa que se espera é a sua morte em breve. Será talvez mais interessante apreciar que, esta é a segunda tentativa de pais de grande “sucesso profissional”, que deixaram para tarde demais a procriação. Esta criança é profundamente amada e desejada pelos pais, mas o corpo humano tem um fisiologia que deve ser respeitada… levaram-lhe um postal com o seu nome e uma foto do quarto que lhe tinham preparado, com um postal a dizer que o “esperam lá”. Confesso que fico com o coração partido com tantos casos como este.

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    Comentar por Pedro — Domingo, 8 Novembro 2009 @ 7:11 pm | Responder

  6. @Pedro

    O problema não tem a ver com a “viabilidade” da criança. Se for necessário farei a tradução do link. Uma criança com “síndroma de Down” é uma criança “inviável”? Na Holanda é! e leva a tal injecção. É disso que estamos a falar e é disto que é necessário falar; não podemos deitar “água na fervura”.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 8 Novembro 2009 @ 7:53 pm | Responder


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