perspectivas

Segunda-feira, 19 Outubro 2009

O empirismo ateísta na corda-bamba

Reparemos neste conjunto de proposições que respiguei aqui e que dizem respeito a este outro artigo:

Eu não acreditar em deus é uma posição circunstancial, não metodológica ou a priori. Caso ele descesse do céu e fizesse milagres na minha frente eu teria que repensar a ideia. Caso alguém definisse deus de uma forma que fizesse sentido e apresentasse evidências de que ele existe eu teria que repensar a ideia. Agora, enquanto isso não acontece, sugiro que é bem mais acreditável que ele seja um personagem mitológico.


lobotomia-empirica

A única forma de refutar este tipo de proposição não é através da metafísica ou mesmo da lógica clássica, mas através da filosofia quântica (ciência), porque quando alguém não quer ver o milagre que constitui o próprio universo, não há filosofia que sirva o propósito de qualquer argumentação de uma refutação ateísta. Hoje, o grande inimigo do ateísmo é a ciência mais actual.

O ateísta que escreve esse trecho faz apelo ao “mundo sensível” ― o mundo dos sentidos ― para poder supor a possibilidade de repensar a sua ideia da existência de Deus. O próprio conceito de “evidência” exarado no trecho é condicionado por conceitos da Física clássica, como por exemplo o princípio da causalidade que coordena o “mundo sensível” ― ou como se diz em linguagem filosófica, o “mundo dos fenómenos”: diz o ateu que “ou há um milagre que eu veja, ou não há Deus”. O apelo ao mundo sensível e ao princípio da causalidade é evidente.

Por mais incrível que possa parecer, este tipo argumentação ateísta pretende ser “racional” e “científico”. E é incrível porque o ateísta parte do princípio de que a natureza é absolutamente condicionada pela lei da causalidade (causa-efeito), e de que a ciência estabelece as suas leis exclusivamente segundo essa lei da causalidade. De certa forma, o ateísta reclama para si o monopólio do bom-senso ou senso-comum quando atribui as qualidades desse senso-comum a uma visão empírica da realidade ― o que é verdade.

Porém, e o que é extraordinário, é que a Física quântica traduz hoje, basicamente para a ciência, e através do formalismo matemático, a teoria de Berkeley não só sobre a inexistência de um nexo causal determinístico no chamado “mundo real” ― que é aquele que se esconde por detrás das aparências do “mundo sensível” ― como também a ideia do filósofo irlandês sobre um mundo real descontínuo. Contudo, o ateísta não verifica, através dos seus sentidos, a existência desse “mundo real” quântico, o que significa que ele apenas crê na imanência do formalismo matemático que identifica esse “mundo real” mas que não o consegue experimentar. O resultado disto é que o senso-comum determinado pelo empirismo (experiência) deixa de ser aplicável no mundo das “realidades verdadeiras” onde só entra o cientista que consegue separar-se, por algumas horas do seu dia, do antropocentrismo e do geocentrismo inerente ao senso-comum.

Paradoxalmente, esta atitude do cientista moderno, de desapego ao antropocentrismo natural no ser humano e prevalecente no senso-comum, tem muito mais a ver com a atitude religiosa clássica do que com a atitude ateísta antropocêntrica e geocêntrica por natureza. Isto significa que uma postura ateísta deixou de ser caracteristicamente uma atitude científica como foi no tempo da ciência clássica e determinística; isto é, o ateísmo já deixou de ser uma condição do cientista, não só porque o ateísmo se baseia numa mundividência antropocêntrica do universo como se baseia numa visão empírica [do universo] que se tornou obsoleta.

Em suma: o ateísta é ― ao contrário do metafísico ― um troglodita actual na medida em que valida somente o mundo dos fenómenos e a sua causalidade e determinismo, quando a ciência moderna, que se desenvolveu a partir do princípio da incerteza de Heisenberg, determina que existe um mundo das “realidades verdadeiras” que não obedece às mesmas leis do “mundo dos fenómenos”. Naturalmente que esse mundo das “realidades verdadeiras” é imanente e não-transcendente, mas a simples demonstração científica de que aquilo que parece aos sentidos humanos não é aquilo que é ― mesmo que não saibamos exactamente o que é aquilo que é ― é o suficiente para colocar em causa a validade e a verdade de um dos principais argumentos do ateísmo: o empirismo.

Adenda: eventuais críticas a este postal devem ser fundamentadas. Comentários como “Vc está errado porque está errado”, ou “vc não sabe porque não sabe”, não serão publicados.

14 comentários »

  1. Concordo com a crítica do meu amigo, sem restrições.

    Só que a abordagem que faz só é compreensível por “mentes inteligentes” e superiormente (a nível “espiritual”) desenvolvidas, o que não é o caso do autor que comenta e da generalidade dos ateus.

    Com efeito, tal autor diz (e cito o meu amigo):

    “Eu não acreditar em deus é uma posição circunstancial, não metodológica ou a priori. Caso ele descesse do céu e fizesse milagres na minha frente eu teria que repensar a ideia. Caso alguém definisse deus de uma forma que fizesse sentido e apresentasse evidências de que ele existe eu teria que repensar a ideia. Agora, enquanto isso não acontece, sugiro que é bem mais acreditável que ele seja um personagem mitológico.”

    O autor comentado “quer que Deus desça do céu”, quer que “Deus seja definido”.

    Ora o absurdo começa nestas afirmações-proposições.

    Para “Deus descer do céu” teria que ser um “ser” limitado. ORA, DEUS É ILIMITADO. Depois, Deus não desce do céu porque o “céu” está CONTIDO NELE.

    Não se pode “definir” Deus porque Ele é indefinível.

    Só quando o Homem encontrar a Verdade (e, para tanto for igual a Deus) poderá saber quem é Deus e, então, não o “definirá”, mas partilhará da Sua Glória.

    O grande “problema” quando se fala com os ateus é que estes são ignorantes e nunca reflectiram sobre a Divindade. Confundem Deus (o Pai) com o Filho (Cristo) este sim a encarnação Daquele (no Espírito Santo) mas “limitado” (fisicamente) enquanto homem.

    A “culpa” será da ICAR que ao dignificar divinamente o Homem com Cristo-Filho-de-Deus e nosso irmão, pôs as mentes “atrasadas” dos ateus em confusão.

    Esperemos pela evolução “espiritual” dos ateus e estes também chegarão a perceber.

    Até lá, resta apenas aos Religiosos irem espalhando a semente da Palavra.

    Como o meu amigo faz, e bem!

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    Comentar por Victor Rosa de Freitas — Segunda-feira, 19 Outubro 2009 @ 5:36 pm | Responder

  2. Conheci o Blog hoje e os textos que já tive o prazer de ler são excelentes, meus parabéns pela página.

    Aliás, concordo 100% com o post e com comentário do Victor.

    Forte abraço e Deus te abençõe.

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    Comentar por thiago — Segunda-feira, 19 Outubro 2009 @ 7:34 pm | Responder

  3. A física quântica desafia completamente o edifício do nosso mundo material.
    E o que nos diz exactamente a física quântica?Diz-nos que o universo é dinâmico e que o mundo material é a última das realidades.
    O mundo sub-atómico é probabilístico,existe uma infinidade de estados possíveis.Tal coisa é impossível no mundo material determinista.Uma determinada coisa só pode ser essa coisa e não outras coisas,isto nos mundos de matéria física.Ao nível sub-atómico as coisas não se passam assim.A base do mundo material e real é não material e não real.

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    Comentar por Skedsen — Segunda-feira, 19 Outubro 2009 @ 11:20 pm | Responder

  4. […] […]

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    Pingback por Deus no existe e a Religio uma treta - Page 215 - Chupa-mos.com amor sabers o seu sabor — Terça-feira, 20 Outubro 2009 @ 10:49 am | Responder

  5. «a simples demonstração científica de que aquilo que parece aos sentidos humanos não é aquilo que é ― mesmo que não saibamos exactamente o que é aquilo que é ― é o suficiente para colocar em causa a validade e a verdade de um dos principais argumentos do ateísmo: o empirismo.»

    Subscrevo! Em relação ao autor comentado, se bastassem milagres para ele repensar a ideia, restaria saber o que é que ele classifica como milagres. O ateísta não consegue ver o milagre em nada quando ele está permanentemente à vista. Faz-me lembrar, mais uma vez, «O Drama de João Barrois», se calhar o ateísta não passa de um egoísta que só acredita num Deus que lhe faça as vontades, que o cure de doenças incuráveis, que o tire da miséria, que o torne mais novo, não o deixe morrer, etc..

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    Comentar por Henrique — Terça-feira, 20 Outubro 2009 @ 4:59 pm | Responder

  6. Olá O. Braga,

    Estava rondando na net e, por coincidência, achei uma página de usuário na Wikipédia de alguém que também possui o nick de nome Aurius. Até aí tudo bem. Mas olhe então essas páginas dele:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Aurius/Omnipot%C3%AAncia_Divina

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Aurius/Omnisci%C3%AAncia_Divina

    Leia o que esse indivíduo chamado Aurius escreveu sobre os conceitos de “Onipotência Divina” e “Onisciência Divina”…

    —-

    Achei também o texto no qual o ateu tratado no seu post Sérgio de Biasi dá uma resposta ao seu artigo. Dê uma olhada:

    http://www.oindividuo.org/2009/09/12/ateismo-para-principiantes/comment-page-1/#comment-1343

    Abraço!
    Eclypse

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    Comentar por eclypse — Terça-feira, 20 Abril 2010 @ 5:00 pm | Responder

  7. @ Eclypse: leia este artigo:

    https://espectivas.wordpress.com/2010/04/20/a-fe-e-a-religiao-nao-sao-incompativeis-com-a-ciencia/

    Depois voltarei ao assunto.

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 20 Abril 2010 @ 6:56 pm | Responder

  8. @ Eclypse: obrigado pelo link do comentário do escriba ateísta de que eu não tinha dado conta.

    Vou responder aqui e só desta vez (não vou alimentar uma polémica basista), porque os argumentos do escriba são muito pobres e primários — e explico por quê.

      1. O escriba classifica o meu texto de “fraco e confuso”, mas não diz por quê. A sua classificação é subjectiva. Eu posso dizer que a teoria da relatividade é fraca e confusa, e estou no meu direito.

      2. O escriba invoca o termo “evidências”. Vamos definir “evidência” .

      Segundo o dicionário de língua portuguesa, “evidência” é a “certeza manifesta”, e “evidências” são “provas” ou “demonstrações”.

      Segundo a filosofia, a “evidência” é a verdade que se impõe imediatamente ao espírito, sem necessidade de demonstrá-la. Segundo Descartes, a evidência é fruto da intuição intelectual, e tudo o que pode ser considerado verdadeiro é evidente ou deduzido a partir de evidências que são mais importantes.
      O sentido de “evidência” dado pelo escriba é o do empirismo. Para o empirismo, a evidência não é intelectual, mas sensível — é o “mundo sensível” a que fiz referência no artigo supra. Para o empirismo — e para o escriba — os elementos principais do saber não são as ideias claras mas antes as impressões dos sentidos.

      3. Diz o escriba que não se segue do “mistério do universo” a ideia de que ele foi criado por Deus, ou seja, que não existe “evidência” da criação do universo por Deus.

      O problema aqui e agora é saber se podemos considerar a teoria do Big Bang como uma evidência. Segundo o empirismo e talvez segundo o escriba, o Big Bang não é evidente porque a sua dedução não decorre da pura indução através das impressões dos sentidos ou da experiência. O escriba validará ainda a Física de Aristóteles ou a de Newton, em que o universo era eterno e infinito — o que não é o caso das evidências da ciência moderna actual.

      Provavelmente, o escriba dirá que a teoria do Big Bang é falsa e que não existem “evidências” de que o Big Bang existiu, na medida em que — alegará ele — não existe uma relação causal (non sequitur) entre a existência do universo e um seu improvável início.

      Porém, se o escriba aceitar a evidência da teoria do Big Bang deduzida através do formalismo da lógica matemática e da ciência astrofísica, automaticamente aceita o princípio do universo, ou seja, concorda com a ideia de que o universo é um efeito, e neste sentido, uma criação, seja de Deus ou de outra coisa qualquer. O que incomodaria o escriba é que o criador do universo fosse Deus — e isto por razões emocionais e culturais que o ligam a uma qualquer religião política —, porque é uma evidência que se o universo teve um início, ele é finito e foi, de certa forma e por isso, criado.

      4. Portanto, é uma evidência que o universo foi criado — independentemente da entidade ou causa que o tenha criado e/ou dos processos utilizados nessa criação.

      5. Segue-se que a evidência da criação do universo não é uma questão de fé, ao contrário do que pretende dizer o escriba. A evidência da criação do universo é intuitiva e deduzida; a sua dedução é absolutamente primária e básica, em termos da lógica. É totalmente irracional negar esta evidência a não ser que se coloque em causa a própria ciência em nome de uma qualquer subjectividade — o que está a acontecer hoje com a prevalência do politicamente correcto no ocidente. O politicamente correcto nega a “ciência que incomoda a política”. É evidente que temos sempre uma tendência a simpatizar com uma ou outra teoria, mas não podemos negar as evidências.

      6. O escriba refere-se ao “determinismo lógico”. Temos que definir a “lógica”.

      A lógica é a ciência das inferências válidas — e uma inferência é válida quando está em conformidade com os procedimentos que governam o pensamento correcto do homem e da sua realidade qua inserido no macrocosmos.

      Por isso, o objecto da lógica é o de destrinçar as leis do mundo macrocósmico que autorizam estes procedimentos, e de os explicar e formular.

      Em termos matemáticos, uma “singularidade” é um ponto em um determinado domínio de uma função no qual o valor da função se torna indefinido. Em uma singularidade típica, a função “aponta para o infinito”, ou seja, na área em torno da singularidade, o valor da função aumenta à medida que se aproxima da singularidade.

      Na astrofísica, o buraco-negro é também referido como uma “singularidade”. Quando a matéria de uma estrela em fim de vida é comprimida para além de um terminado ponto ― conhecido como “radius de Schwarzchild” ―, torna-se impossível a alguma coisa escapar à sua gravidade, produzindo um ponto de massa de uma “densidade infinita”. Na singularidade, as leis da Física deixam de ser aplicáveis.

      O conceito de “singularidade” quântica implica a noção de colapso total e literal das leis da física e da ciência. Naturalmente que não se vê como o escriba poderá dizer que existe um “determinismo lógico” intrínseco e implícito na noção de “singularidade” quântica. Dou outro exemplo, entre muitos que poderia dar: o princípio da incerteza de Heisenberg.

      Resumidamente, o princípio da incerteza de Heisenberg diz que não podemos conhecer simultaneamente tanto a posição como o percurso de um objecto em movimento. Se determinarmos um destes atributos com perfeita exactidão, fá-lo-emos sempre à custa do outro. Assim, por mais exactas que possa ser as nossas observações, o mundo é sempre algo incerto — o que significa que, a nível microcósmico, as “evidências” empíricas (indução) e macrocósmicas valem pouco.

      Em suma, o princípio de Heisenberg vai contra o “determinismo da lógica” tal qual a concebemos e definimos como sendo aplicável ao nosso mundo macrocósmico e empírico, na medida em que, em termos lógicos e a nível do macrocosmos, uma coisa não pode simultaneamente ser e não-ser. A quântica acabou com o princípio da não-contradição — ou melhor, restringiu a sua aplicação lógica ao macrocosmos.

      O escriba revela uma perfeita ignorância em termos dos rudimentos da física quântica.

      7. O escriba fala em “explicação mística” em relação ao “indeterminismo no mundo físico” — “indeterminismo” que afinal acaba por reconhecer como sendo evidente! Vamos definir “misticismo”.

      Em filosofia, “misticismo” é a crença segundo a qual é possível ter acesso a uma verdade primordial através da união com o absoluto.

      Isto significa que só se pode falar em “misticismo” quando uma tese tem como princípio um nível de realidades sobrenaturais que só se podem atingir por uma intuição de tipo não-racional. Só se pode falar em “misticismo” quando estiverem reunidas estas duas condições: assim, a afirmação de um conhecimento racional de realidades que ultrapassem a experiência empírica não é misticismo, mas sim a afirmação da possibilidade de um conhecimento extra-racional ou extracientífico, da própria natureza.

      A verdade é que a quântica coloca alguns conceitos básicos da física clássica em causa. Só um ignorante não se deu conta disso. E de tal forma que físicos eminentes como Roland Omnès sentem a necessidade de tentar explicar o que eles próprios consideram de difícil explicação, não só à luz das leis da física clássica, como à luz da própria lógica-matemática.

      Da mesma forma que o Big Bang intui — em uma mente com dois dedos de testa — a ideia lógica de criação do universo, também a física quântica permite extrapolar para inferências que podem ser consideradas subjectivamente de carácter místico — o que é coisa diferente do que o escriba quis dizer.

      O “misticismo”, a existir neste caso, é inferido ou é consequência de evidências científicas, ou uma afirmação da possibilidade de um conhecimento extra-racional ou extracientífico que a própria física quântica revela através da linguagem formal da matemática. Neste caso, o “misticismo” não é o ponto de partida ou o princípio de tese ou da demonstração; antes existe como consequência ou como ilação da demonstração lógica (dentro do nosso macrocosmos, bem entendido).

      Exactamente por isto não é correcto falar em “misticismo” mas antes em “filosofia” — a não ser que se considere a filosofia como misticismo, ou se reduza a filosofia ao positivismo.

      8. Os cientistas que desenvolveram e trabalham em quântica, na sua esmagadora maioria, não são ateus. O escriba é totalmente ignorante nesta matéria. Desde Niels Bohr até Bernard D’Espagnat, passando por Roland Omnès (que é católico assumido) e John Wheeler, etc., a maioria deles não são ateus embora possam não ser religiosos praticantes. O facto de um indivíduo não frequentar, assiduamente ou não, uma igreja, não significa que seja ateu.

      9. A ciência baseia-se em crenças. A evidência empírica ou científica em termos gerais, é a crença na sua certeza como expressão da verdade — ou pelo menos da verdade parcial. É um absurdo que alguém venha, em nome da ciência, criticar as crenças em geral porque se está a criticar a si mesmo. Revela uma inteligência indigente — palavrosa, mas indigente.

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 20 Abril 2010 @ 10:42 pm | Responder

  9. […] sobre o tema deste postal, ver este meu comentário. Deixe um […]

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  13. Honestamente, eu acho que a intelegencia humana está longe de comprovar tanto a inexistência quanto a existência de Deus. Éssa disputa de concepções entre ateus e não ateus ainda irá durar milênios pela absoluta incapacidade de ambas as partes de provar o que defende.Essa é a verdade que temos, por enquanto. Mas, como em tudo, acho mais razoável que a prova venha de quem defende existir algo porque o não existir não precisa ser provado, não existe e pronto

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    Comentar por Eliseu — Segunda-feira, 12 Julho 2010 @ 10:39 pm | Responder

    • @Eliseu

      Quando uma pessoa afirma alguma coisa é porque está convencido de que tem razão. E portanto, é a pessoa que discorda que compete provar o contrário. E isto aplica-se tanto a ateus como a não-ateus.

      Se eu digo que Deus existe, cabe ao ateu provar que não existe.

      Por outro lado, a ciência nunca pode provar que algo não existe; a ciência só pode provar que alguma coisa existe (se constatar que essa coisa existe).

      Portanto, você tem falta de prática, tem que praticar mais o seu raciocínio. Você precisa de se inscrever no curso de filosofia online do professor Olavo de Carvalho, para ver se desenvolve o seu raciocínio.

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      Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 12 Julho 2010 @ 10:49 pm | Responder


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