perspectivas

Sexta-feira, 16 Outubro 2009

Bruxelas está preocupada com a opinião pública e com o futuro

Um tal Mário David ― que segundo esta notícia é um deputado português ao parlamento europeu pelo PSD e que foi o chefe de gabinete de Durão Barroso quando este foi PM de Portugal (antes de ter fugido para Bruxelas) ― defende (ver link acima) que deveriam existir aulas obrigatórias nas escolas para alunos adolescentes, aulas essas que lhes ensinassem “a maravilha que é a União Europeia”. Do que se trata aqui realmente é de lobotomia ideológica.

A doutrinação política de crianças sempre foi uma característica de movimentos revolucionários com tendências tirânicas. O que o tal Mário David revelou foi a faceta para-totalitária da União Europeia, por um lado, e a introdução de uma “História da União Europeia” nos curricula do ensino tendente a substituir a História de Portugal ― como referi neste postal sobre o Tratado de Lisboa ― por outro lado.

good-europeanO estupor do Sr. Mário David é de tal modo que ele não compreende que a educação não pode desempenhar nenhum papel na política, porque na política se lida sempre com pessoas já educadas. E quando alguns políticos falam em educação de adultos, o que se pretende é agir como seus guardiões e afastá-los da actividade política.

Em relação às crianças, quando se pretende educá-las para a política para virem a ser cidadãos de um amanhã utópico, o que se está a fazer é negar o seu papel futuro no corpo político, uma vez que ― do ponto de vista dos novos ― por mais novidades que o mundo adulto lhes possa propor, essas novidades serão sempre mais velhas que eles próprios.

Faz parte da natureza da condição humana que cada geração cresça no interior de um mundo velho, e por isso é que a que a “preparação doutrinária” de uma nova geração para um mundo novo só pode significar que se deseja recusar àqueles que chegam de novo a sua própria possibilidade de inovar ― e é por isso, entre outras razões, que a educação das nossas crianças deve ser conservadora e tendo a família natural em grande consideração, de forma a que a geração do futuro possa inovar ― a inovação é sempre um acto de liberdade ― tendo como referência a origem do seu passado colectivo.

É nisto que reside a paranóia para-totalitária do Sr. Mário David ― mas não só dele: uma grande parte dos deputados ao parlamento europeu são pessoas politicamente alienadas (leia-se, “compradas e vendidas”).

Pessoas como o Sr. Mário David demonstram inequivocamente a sua má consciência. Perante a impossibilidade de rebaterem com argumentos ― mediante o exercício do contraditório ― o absurdo da ucronia europeia construída à custa do sacrifício, a longo prazo, dos pequenos países da Europa ― como é o caso de Portugal ― e à custa da coerção da liberdade de cada país em determinar a sua história e cultura, essas pessoas demonstram o seu desespero perante a realidade objectiva através do uso de tácticas e práticas totalitárias que a História já provou serem inúteis, para além de terem causado sofrimentos desnecessários a milhões de seres humanos no passado.

É preciso continuar dizer “não” a esta União Europeia. A razão está do nosso lado e por isso é uma questão de tempo e acabaremos por fazer prevalecer os nossos pontos de vista. Queremos uma União Europeia das nações e dos cidadãos, e não um leviatão determinado por elites oligárquicas e politicamente correctas.

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