perspectivas

Sexta-feira, 2 Outubro 2009

A refutação do neodarwinismo através da simples evidência

nykid-darwinism

« Horia Cretan, dono de uma loja na Avenida Zerega, no Bronx, passou de desconhecido a herói na tarde da passada quarta-feira. Tudo porque, enquanto trabalhava, ouviu um grito e decidiu correr em direcção ao edifício em chamas de onde partira o pedido de ajuda.

Dentro do mesmo, um rapaz de quatro anos encontrava-se encurralado no quarto, enquanto o edifício ardia. Horia Cretan, subindo a escada de incêndio exterior do prédio, recebeu a criança dos braços de um bombeiro, ajudando nas operações de salvamento. »

(ler notícia no JN, com vídeo)

Para pessoas como Richard Dawkins, isto é, para um ateu qualquer, a Madre Teresa de Calcutá só é compaginável e imaginável como alguém que, evidentemente, calculou a sua recompensa celeste. No entanto, o que move um ser humano, que não é religioso e que não espera nenhuma vida eterna, irromper numa casa em chamas, a fim de salvar uma criança desconhecida ?

As acções egoístas e agressivas e mesmo brutais, são muitas vezes fáceis de entender, porque quem assim age espera ser compensado. Porém, muitas vezes parece que as acções altruístas ― que não são tão raras como podem parecer ― não têm qualquer motivo compreensível.

Podemos definir o altruísmo como um comportamento em prol de outrem, associado ao sacrifício próprio, realizado sem expectativa de uma recompensa de fontes externas, ou pelo menos não realizado a priori por causa de uma eventual recompensa.

O mundialmente conhecido psicólogo Morton Hunt escreveu que “até agora, é simplesmente desconhecido o que leva heróis impulsivos a arriscarem as suas vidas por pessoas estranhas; a investigação não oferece praticamente nada como resposta a esta questão” (“Das Rätsel der Nächstenliebe”, 1992).

A compreensão dos sentimentos do outro e a compaixão levam-nos a sentir o que a outra pessoa sente. Este é um processo enigmático; como e por que motivo havia a natureza de nos dar sentimentos como os de uma outra pessoa desesperada ― isto é, sentimos o desespero dos outros sem olhar à nossa situação?

A filosofia quântica explica precária e parcialmente este fenómeno através do conceito de “emparelhamento quântico” (do inglês, “quantum entanglement”) que faz com que as consciências universais estejam todas interligadas e interajam.

Segundo Schopenhauer, a compaixão é um sentimento contrário à natureza (entendida aqui como “natureza macroscópica” onde são válidas as leis das ciências empíricas).

Através da pura evidência constatamos que tanto o “gene egoísta” de Dawkins, como o animal laborans de Karl Marx que, segundo este, veio substituir o animal rationale e, por isso, esbater as diferenças entre o ser humano e os outros animais ― através da evidência constatamos que o pensamento modernista tende a contrariar a própria essência do Homem.

4 comentários »

  1. Os «mainstreams» estão absolutamente convictos que o darwinismo é uma verdade científica, e não apenas uma hipótese. Vide capa do Público hoje:
    http://ad.xpt.in/darwin
    Existem mais coisas que nos fazem duvidar da tese darwinista. Por exemplo, animais inteligentes (ou espertos como os cães) que não são da família dos macacos de que supostamente descendemos.

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    Comentar por Henrique — Sexta-feira, 2 Outubro 2009 @ 9:29 pm | Responder

  2. Henrique: o meu problema não é com Darwin em tese — a adaptação ao meio ambiente. O meu problema é com a extensão da teoria de Darwin a todo o universo e a todas as coisas (neodarwinismo = naturalismo monista). O problema é que a mutação das formas é impossível de ser explicada, embora possa ser constatada em alguns casos de adaptação ao meio-ambiente. Neste sentido, o neodarwinismo é um mito, assim como o criacionismo bíblico é outro mito.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 2 Outubro 2009 @ 9:36 pm | Responder

  3. “…o criacionismo bíblico é outro mito”

    Acreditas em Deus, mas não acreditas na Bíblia…!?

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    Comentar por eclypse — Sexta-feira, 2 Outubro 2009 @ 11:43 pm | Responder

  4. Meu caro: eu sou cristão, não sou judeu. E não sigo a Apologética. Como cristão, conheço bem os Evangelhos de Jesus Cristo, como é a obrigação de qualquer cristão. Aliás, as referências de Jesus ao Torá são muito poucas, e quase sempre em crítica. Jesus veio trazer uma nova mensagem, e não glorificar a velha.

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    Comentar por O. Braga — Sábado, 3 Outubro 2009 @ 12:16 pm | Responder


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