perspectivas

Quarta-feira, 30 Setembro 2009

O “Caso Polanski” e a elite cultural psicopata

Quando as elites culturais se movimentam em determinado sentido, podemos constatar as tendências da cultura em um futuro muito próximo. O caso de Roman Polanski é paradigmático.

Em 1977, Roman Polanski seduziu uma adolescente americana de 13 anos, tendo relações sexuais com ela, o que é considerado em qualquer parte do mundo ― com excepção dos países islâmicos ― como sendo um crime de pederastia. Polanski permaneceu, desde então, isolado em França e ao abrigo da lei francesa que impedia a extradição para os Estados Unidos para ser julgado por esse crime. Mas a justiça americana não desistiu, e finalmente Polanski foi apanhado fora de França e preso na Suíça, onde aguarda extradição para os EUA para ser julgado.

Em resultado da prisão de Polanski, a elite cultural ocidental, e europeia em particular, indignou-se ― não se indignou com o facto de Polanski ter seduzido uma menina de 13 anos, mas indignou-se por Polanski ter sido preso por ter cometido um crime. Isto significa que para a elite cultural, o sexo entre um adulto e um(a) adolescente de 13 anos não deveria ser considerado crime. Mas não só a elite cultural: a elite política também. Vejamos a notícia:

A detenção de Polanski, que tem nacionalidade francesa e polaca, já mereceu críticas do Governo francês e de diversas figuras da cultura europeia. A Sociedade dos Autores e Compositores Dramáticos francesa iniciou uma petição internacional para a libertação do realizador e conta já com apoios de peso, como os cineastas norte-americanos Woody Allen, Martin Scorsese e David Lynch.

Se você, caro(a) leitor(a), é pai ou mãe de uma filha que virá a ter ― ou já tem ― 12 ou 13 anos, prepare-se para ter o governo de Sarkozy (ou outro do mesmo calibre) a defender um pederasta que a seduza na Internet, por exemplo; por esta e por outras é que me causa nojo pertencer a esta Europa ― a uma União Europeia claramente engajada numa política declarada de legalização não só da pederastia, como da pedofilia.

Se Você, caro(a) leitor(a), tinha alguma dúvida sobre a tendência das elites para permitir o abuso sexual de adultos sobre menores, deixou de a ter quando vê o governo de um país que é um dos principais mentores da União Europeia a defender a libertação de um pederasta.


adolescente

Tudo o que Vc vê defendido, por exemplo, através do psiquiatra “progressista” Daniel Sampaio, insere-se nesta agenda política de legalização da pederastia através do abaixamento legal da idade de consentimento sexual. A distribuição de preservativos nas escolas pretende ser um instrumento importante para se poder invocar, mais tarde, o argumento da legalidade do sexo de adultos com crianças.

Quando o Dr. Daniel Sampaio aparece na televisão e nos me®dia em geral a defender o progressismo dos preservativos nas escolas para crianças de 12 e 13 anos, ele nunca diz que os problemas da gravidez precoce e da transmissão de doenças transmissíveis por via sexual não são devidas a falta de informação (veja-se o caso de Inglaterra, onde não falta informação do governo socialista), mas à falta de capacidade de julgamento dos adolescentes que só será suprida com o tempo; é absolutamente natural que um adolescente não tenha a capacidade de discernimento de um adulto, independentemente de toda a informação que lhe possa ser dada.

Outra coisa que o Dr. Daniel Sampaio nunca disse nem nunca dirá na televisão porque contraria a agenda pederasta e pedófila dos compagnons de route socialistas, é que o cervix uterino de uma adolescente de 12 ou 13 anos tem uma espessura unicelular ― uma espessura finíssima ― o que a torna extremamente vulnerável a qualquer doença sexualmente transmissível, como por exemplo, o HPV (Vírus Papiloma Humano) . O mesmo já não acontece em uma mulher adulta em que o cervix uterino está já coberto com muitas dezenas de camadas de células o que a torna muito mais imune à transmissão de doenças por via sexual.

Portanto, aquilo que o Dr. Daniel Sampaio defende é ideologia pura e dura, e não é ciência. Uma coisa é “liberdade sexual”, e outra é “saúde sexual”; o Dr. Sampaio confunde propositadamente as duas coisas para agradar aos seus camaradas ideológicos. Quando a liberdade sexual é a prioridade da agenda política, a saúde sexual ressente-se necessariamente.

E no seguimento da legalização da pederastia, seguir-se-á a legalização da pedofilia. É neste sentido que se movimentam as elites culturais, e é nossa obrigação chamar os bois pelos nomes: estamos em presença de perigosos criminosos, psicopatas e sociopatas.

Actualização (4/10/2009) :

Polanski terá aceite pagar 500 mil dólares para travar processo judicial

12 comentários »

  1. Estou totalmente de acordo consigo em relação à gravidade do crime.

    Com a devida vénia, porém, devo dizer o seguinte:

    Os crimes são (devem ser) julgados de acordo com regras legais e o Direito.

    O crime em causa foi perpetrado em 1977.

    Diz o meu amigo que ainda não foi julgado.

    Há quem diga que houve julgamento e condenação em 1978.

    Em Portugal para que um crime possa ser julgado há um prazo máximo, chamado prazo de prescrição, que é de 15 anos (artº 118º do Código Penal).

    Na generalidade dos países ocidentais também há um prazo de prescrição do procedimento penal (prazo máximo que permite o julgamento).

    Em Portugal, depois da condenação, há um prazo máximo para que a pena possa ser executada que é de 20 anos (artº 122º do Código Penal) – prazo de prescrição das penas.

    Segundo o que consta o crime foi cometido em 1977 e poderá ter havido condenação em 1978.

    Quer se trate de prescrição do procedimento criminal (possibilidade de levar a julgamento), quer se trate de prescrição da pena (prescrição da pena), já se passaram mais de 30 anos sobre a data do crime ou da condenação.

    É neste pressuposto que a maioria das pessoas se opõe a que Polansky seja, AGORA, preso, pois a grande interrogação é se nos EU não há qualquer prazo de prescrição, como aquelas referidas.

    Nesta base, também eu me espanto com a detenção ou prisão, AGORA,de Polansky.

    São as regras de Direito – para quem aceita, assume, respeita e quer um Estado de Direito para todos, mesmo para os criminosos.

    Os crimes são (devem ser) julgados e punidos (SEMPRE) segundo as regras do Estado de Direito, o mesmo se dizendo quanto ao cumprimento de penas, seja o crime mais ou menos hediondo.

    São as regras por que, a meu ver, se deve sempre lutar.

    Com a devida vénia e os meus melhores cumprimentos, aceite por bem este comentário.

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    Comentar por Victor Rosa de Freitas — Quinta-feira, 1 Outubro 2009 @ 1:01 am | Responder

  2. Em primeiro lugar, eu não digo nada. A notícia diz que ele foi julgado à revelia e fugiu ao cumprimento da pena. Em segundo lugar, os crimes nos Estados Unidos não prescrevem à moda portuguesa tipo “Vale e Azevedo” que daqui a uns anitos vem a Portugal no seu Iate de luxo.

    Nos Estados Unidos aplicam-se as leis dos Estados Unidos, e não as leis do Vale e Azevedo sancionadas pela máfia da Assembleia da República. A sua visão é enviesada na medida em que parte do princípio de que as leis nos EUA deveriam ser iguais às de Portugal; não têm que ser! Os crimes contra pessoas nunca deveriam ser prescritos, e essa é uma enormidade da nossa cultura legal — que neste caso dá muito jeito para defender os direitos de um pederasta, esquecendo-se mais uma vez a vítima. A nossa cultura legal é a de protecção do criminoso e desprezo pela vítima.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 1 Outubro 2009 @ 10:43 am | Responder

  3. Caro amigo, você exagera, mas entretém. E parece-me que o escopo destes seus textos rebarbativos é justamente esse. E eu aceito-o de bom grado, senão não o estaria a ler, obviamente. De qualquer forma, afirmar que «no seguimento da legalização da pederastia, seguir-se-á a legalização da pedofilia» raia a senilidade.

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    Comentar por AMorais — Quinta-feira, 1 Outubro 2009 @ 1:16 pm | Responder

  4. Amorais:

    Vc insulta por um de dois motivos: ou porque eu, sem querer, toquei “naquilo”; ou porque Vc não se apercebeu ainda “daquilo”.

    Se há quarenta anos atrás ― depois do 25 de Abril ― lhe dissessem que duplas de gays, depois de “casadas”, adoptariam crianças progénitas de um deles e não-progénitas, Vc acreditaria? Se lhe dissessem, em pleno rescaldo do 25 de Abril, que na Holanda de 2007 existiria um partido político que defende a legalização da pedofilia, Vc acreditaria? Se lhe dissessem que na Holanda um adulto pode “transar” com uma criança de 12 anos desde que a “transa” seja autorizada por escrito pelos pais, Vc acreditaria?

    Ele há coisas do diabo…eu não acreditaria. Aliás, isso tudo não existe: é tudo invenção que raia a minha senilidade. E a estupidez de quem fala sem saber o que diz é incomensurável.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 1 Outubro 2009 @ 5:46 pm | Responder

  5. Peço desculpa, não tinha intenção de o insultar a si, mas tão-só àquela parte específica do texto. Uma pessoa vai apreciando a inteligência do discurso até que V. se sai com tiradas daquele jaez que enodoam o resto e ferem a sensibilidade do leitor. E, é claro, leitor insurge-se – acho que tem esse direito.

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    Comentar por AMorais — Sexta-feira, 2 Outubro 2009 @ 12:50 pm | Responder

  6. Eu sei que dizer a verdade incomoda. Há uma frase de Albert Camus no seu livro, “A Peste”, que diz assim:

    “Chega sempre um momento da História em que quem diz que dois mais dois são quatro, é condenado à morte.”

    A sua posição perante aquilo que eu escrevi não é racional; é de alguém que está já condicionado e preparado para condenar à morte.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 2 Outubro 2009 @ 4:53 pm | Responder

  7. […] — O. Braga @ 3:30 pm Tags: ética, Justiça, pederastia, Pedofilia, Roman Polanski Já aqui escrevi sobre o caso Polanski. Sobre este postal sobre o caso, estou em desacordo com algumas ideias, a […]

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    Pingback por Ainda sobre o caso Polanski « perspectivas — Quarta-feira, 7 Outubro 2009 @ 3:30 pm | Responder

  8. Os médicos não deveriam gozar de uma autoridade maior do que as restantes profissões em matérias relacionadas com o sexo. E esse parece ser um dos pontos fracos das ideologias da direita, que conferem a médicos e advogados um estatuto superior que não tem justificação.

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    Comentar por José Ferrão — Domingo, 13 Fevereiro 2011 @ 3:55 pm | Responder

  9. ********

    José : a psicologia — e as ciências ditas “humanas” em geral — têm vindo a ser manipuladas pela esquerda. A psicologia actual está totalmente ao serviço da política de esquerda. Veja-se o caso da APA (Associação Americana de Psicologia) no que respeita à homossexualidade.

    Portanto, penso que a sua afirmação segundo a qual “esse parece ser um dos pontos fracos das ideologias da direita”, não tem fundamento.

    Por outro lado, a direita conservadora não tem propriamente uma ideologia no sentido das ideologias políticas — ou religiões políticas — saídas da revolução francesa.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 13 Fevereiro 2011 @ 4:55 pm | Responder

  10. …o cervix uterino de uma adolescente de 12 ou 13 anos tem uma espessura unicelular ― uma espessura finíssima ― o que a torna extremamente vulnerável a qualquer doença sexualmente transmissível, como por exemplo, o HPV (Vírus Papiloma Humano) .

    Além disso, pode haver deslocação de ossos, orgãos, rompimento de tecidos, ou pode provocar a esterilidade.

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    Comentar por @ — Domingo, 13 Fevereiro 2011 @ 7:51 pm | Responder

  11. outro caso:

    «at age 13 she started dating 47-year-old The Rolling Stones bassist»

    http://en.wikipedia.org/wiki/Mandy_Smith – 46k

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    Comentar por | — Domingo, 13 Fevereiro 2011 @ 7:55 pm | Responder

  12. também há o caso do pederasta woody allen que se meteu com a filha adoptiva. um porco!

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    Comentar por * — Domingo, 13 Fevereiro 2011 @ 8:06 pm | Responder


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