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Sábado, 26 Setembro 2009

Finalmente, temos em Portugal uma direita sem complexos de esquerda

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 2:46 pm
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moral-direita

Uma coisa positiva que os últimos quatro anos de exercício político do PS trouxe ao país ― do ponto de vista do povo menos esclarecido ― foi a erosão do preconceito (culturalmente implantado depois do 25 de Abril de 1974) segundo o qual a esquerda seria a detentora de uma superioridade moral intrínseca. Não só os muitos casos de suspeitas fundamentadas corrupção e tráfico de influências (como no caso de José Lello e o cônsul honorário de Portugal no Brasil que foi preso) como a defesa, por parte da esquerda, do aborto livre e da eutanásia, levou a que o povo menos letrado compreendesse que a esquerda não detinha o monopólio da moralidade. Pelo contrário, as agendas culturais de direita compagináveis com visão da moral cristã fizeram com o que o povo menos esclarecido começasse agora a perceber, embora de forma ainda rudimentar, que existe uma moral teleológica ― a de esquerda ― e uma moral ontológica ― a de direita.

Pela primeira vez, depois da hegemonia cultural da esquerda desde 1974, a direita deixou de ter vergonha de assumir como tal. Aquela direita envergonhada e complexada já não tem razão de existir, porque nem o povo compreenderia a não-assunção dos seus princípios e valores.

Naturalmente que, do ponto de vista formal, não existe um só “direita”, assim como não existe uma só esquerda. Porém, e pela primeira vez desde a “revolução dos cravos”, o PSD assumiu-se nesta campanha eleitoral clara e descomplexadamente como pertencendo ao centro-direita keynesiano; já vão longe os tempos em que Sá Carneiro teve que engolir e aplaudir o marxismo, e parecem estar afastados os pruridos e os complexos de culpa de Pacheco Pereira quando, não vai muito tempo, solicitamente definiu o PSD como “um partido da não-direita que não é de esquerda”.


O que realmente separa a esquerda da direita é o marxismo nas suas diversas manifestações ― económicas, culturais, sociais e políticas. A “terceira via” do socialismo fabiano de José Sócrates e Zapatero (entre outros) significa a materialização política da visão gramsciana do marxismo, e portanto, ou o PSD se desmarca do marxismo cultural, ou desaparece como partido político. Manuela Ferreira Leite, Aguiar Branco, Santana Lopes, Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa ― e o próprio Pacheco Pereira ― entre muitos outros, sabem isso, e “já sabem que o povo já sabe que eles sabem”. E não há como voltar atrás senão através da migração política e partidária.

A diferença entre a esquerda (marxista) e a direita (não marxista) pode ser demonstrada através do conceito de maioria parlamentar levado ao absurdo. Se o Bloco de Esquerda trotskista tivesse uma maioria absoluta, estariam criadas as condições objectivas para que actual democracia parlamentar fosse colocada em causa, em função dos próprios valores marxistas acerca do sistema político considerado como ideal; provavelmente teríamos uma guerra civil entre os partidários da democracia parlamentar e os partidários da ditadura do proletariado. Se o CDS tivesse a maioria absoluta, as eleições livres não seriam nunca colocadas em causa por essa maioria de direita.

A deriva neoliberal da terceira via socialista fabiana é apenas o cumprimento do ideário gramsciano segundo o qual a estatização e a colectivização da economia ― através da implantação de um sistema totalitário ― apenas poderá ocorrer quando se inverterem os valores culturais e morais presentes na sociedade. Gramsci e Lukacs foram bem claros: a revolução marxista só terá sucesso na Europa ocidental quando forem erradicadas as religiões e os valores morais destas decorrentes. Portanto, a deriva neoliberal socialista fabiana é apenas o cumprimento de um calendário político, na medida em que a inversão cultural passa a ser o primeiro estádio no processo de assalto ao poder.

Conclui-se que a diferença entre o PS, BE ou PCP, é apenas uma diferença de método e de concepção de implantação do marxismo. Uns trabalham a longo prazo destruindo, em primeiro lugar, a cultura portuguesa de raiz cristã; outros querem a revolução marxista a curto prazo através insurreição popular. No fundo, trata-se de substituir uma religião metafísica por um monismo religioso naturalista.


O CDS assumiu-se claramente nesta campanha eleitoral já não como um partido do “centro” ― como era o o CDS do complexado Freitas do Amaral, ao contrário do que foi a coragem de direita de Adelino Amaro de Costa ― mas como um partido de direita com matizes da democracia cristã.

O nacionalismo do PNR é hoje perfeitamente compreendido e aceite pelo povo. As várias e diferentes direitas assumem-se sem complexos ― e isso foi das poucas coisas boas da herança política de José Sócrates.

O povo já percebeu que a superioridade moral está intimamente ligada à coerência política. A partir daqui, estão criadas as condições para a inversão do espectro político português, com uma maioria constituída por diversos partidos de direita e em apenas alguns anos. Assim saibam os partidos de direita escolher os seus líderes não apenas através de critérios de imagem telegénica, da retórica vácua e de demagogia política ou populismo, mas essencialmente através das ideias, da coerência e da honestidade pública e política.

1 Comentário »

  1. Portugueses abram os olhos enqunato têm tempo e por favor não votem no PS.

    Querem saber porque?

    Leiam.

    Em primeiro lugar, o Ps é o partido de castela em Portugal, é o partido que defende os interesses dos Castelhanos em Portugal, e penso que já ninguém tem dúvidas quanto a isso, e como tal defende um TGV a ligar Lisboa a Madrid quando isso devia ser a última coisa que um governo patriótico e responsável deveria fazer em Portugal, contudo e como toda a gente já se apercebeu o Ps não está aqui para defender os interesses dos Portugueses mas sim dos castelhanos, visto que é um partido anti-patriótico e iberista e que defende e apregoa a dissolução de Portugal como estado independente para passarmos todos a ser vassalos dos castelhanos e termos o mesmo destino dos Galegos, Cascos, Catalães e Leoneses.

    Sendo assim , o governo do Ps está repleto de traidores à pátria, iberistas e maçónicos iberistas, começando logo pelo pseudo-primeiro minsistro que nos governa, ou melhor desgoverna, de nome José Socrates, o Miguel de Vasconcelos do sec. XXI, que mal tomou posse que disse logo que a sua prioridade era a Espanha, Espanha, Espanha. Este mesmo aquando da campanha das europeias não teve vergonha de ir a Valência apoiar o seu tutor , entenda-se o zapatero, rebaixando-se a falar castelhano, enquanto que o zapatero quando veio os comício do Ps a Coimbra falou em castelhano e nem uma palavra disse em Português, esse filho da puta.

    Mas os sinais de traição à pátria não se ficam por aqui, temos também o boi do Mário Lino que não teve vergonha de dizer em Vigo em 2006 aquando da apresentação do TGV na Galiza que Portugal devia ser uma integrado na Espanha, o que lhe valeu uma queixa na procuradoria geral da república interposta por militares.

    Mas se um ministro Iberista já é o cúmulo, dois é surreal, e mais recentemente temos outro ministro iberista, desta vez foi o Luís Amado, ministro dos negócios estrangeiros que se descuidou e disse no dia 16 deste mês em Leiria em plena campanha que o futuro para Portugal passa pela união com Espanha, isto está-se a tornar vergonhoso, doentio e perigoso para o país, temos que correr com estes filhos da puta.

    Para finalizar este quadro de honra temos o iberista mor, o senhor Rui Pereira, Grão mestre do oriente lusitano e que não faz mais nada do que abrir centros de controle fronteiriços mistos da GNR com a Guarda Civil castelhana, em pleno território Português e com bandeira espanhola hasteada em Quintanilha e Vilar Formoso para já, estando já previstos mais uns poucos, um em Elvas, outro em Vila Verde da Raia e outro em Vila real de santo António, isto é uma rebaixeza para Portugal e uma clara passagem de soberania.

    Mas os sinais da ingerência castelhana em Portugal não se ficam por aqui, e os sinais de conivência, promiscuidade e de subserviência deste Ps para com os castelhanos são mais que muitos, não se esqueçam que também na cimeira Luso-espanhola de 2006 em Braga, em que lançaram logo mais uma semente deste iberismo que o Ps tanto defende, que o foi o também ibérico centro de nano tecnologia de Braga, quando muito devia chamar-se de centro luso-espanhol, agora ibérico.

    Mas que merda é esta?

    Até parece que já existe de facto um país com o nome de Ibéria, porque de jure parece que sim, com estes nomes que se colocam a estas entidades. Uma autêntica vergonha.

    Mas se alguém ainda tinha dúvidas quanto ao antipatriotismo e iberismo do Ps, penso que as
    perdeu todas depois do que se passou na TVI, em que o pseudo-primeiro ministro de Portugal, esse traidor à pátria Portuguesa e um vendido aos Espanhóis, não teve problemas em pedir ao seu amiguinho zapatero que controla a Prisa que saneasse o Moniz e a Moura Guedes, penso que esta gente é capaz de tudo, até de vender o nosso país aos Castelhanos.

    Deste caso da TVI há que tirar uma lição, não podemos deixar que meios de comunicação em Portugal caiam em mais de capitais estrangeiros muito menos de espanhóis, e o próximo governo que com toda a certeza não vai ser PS, tem que imediatamente a seguir a tomar posse passar imediatamente a TVI para capitais portugueses, quer seja por nacionalização seguida de privatização ou então por um convite à Prisa a vender a sua participação na média capital a um grupo Português.

    Em relação ao TGV serviria apenas para endividar Portugal até ás orelhas para depois sermos vendidos em saldo aos castelhanos passados 900 anos de luta, é esta a táctica seguida pelos Ps português que se ajoelhou á maçonaria, e esta que por sua vez se ajoelhou ao psoe espanhol e ao maçom mor castelhano, o cão do zapatero, e atáctico consiste em endividar Portugal, em enfraquecer o nosso tecido produtivo e a nossa indústria propositadamente, de modo a depois convencer os portugueses de uma forma pacífica que o país não tem futuro e que temos que ser espanhóis e passar a pertencer ao império colonial castelhano.

    Que grandes filhos da puta estes gaijos do ps, era criar umas brigadas de limpeza estilo Eta e limpar o cebo a esta corja toda

    Voltando ao TGV, a ligação de Lisboa a Madrid não serve em nada os interesses de Portugal, caso viesse a ser feita o que eu não acredito que aconteça serviria apenas para endividar Portugal e levar á fuga de mais empresas de Lisboa para Madrid, mas este é mesmo o objectivo do Ps, rebentar com a economia nacional e depois vender o país aos castelhanos em saldo.

    O argumento de que Portugal precisa de um TGV porque é periférico não faz o mínimo sentido, porque ninguém ia deixar de apanhar um avião por meia dúzia de euros como se faz hoje com as low costs para ir para Paris, Berlim, Roma, Bruxelas ou qualquer outra cidade da Europa para dar para um balúrdio por uma viagem de TGV e demora o triplo do tempo, este argumento da periferia é vazio de razão, não faz sentido nenhum, o TGV só é competitivo para distancias máximas de 400 a 500 Km, a partir daí perde competitividade para o avião.

    A única linha que Portugal poderia vir a fazer se tivesse dinheiro para o fazer seria uma linha no sentido longitudinal do pais a começar em Braga, a passar no Porto, Aveiro Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa Évora Beja e a acabar em Faro, contudo penso que Portugal deve apostar é na ferrovia convencional a ligar as diversas capitais de distrito e melhorando a já existente linha Lisboa porto, que já permite fazer a viagem em 2 horas e pico, o que já é muito bom no alfa pendular, em relação a este tempo o TGV tiraria apenas uns 15 a 20 minutos, daí não se justificar gastar esta pipa de massa.

    Para transporte de mercadorias e na eventualidade de fazermos uma ligação à europa poderíamos então pensar numa linha no sentido transversal do pais de Aveiro a Vilar Formoso, e de Santarém, passando por Castelo Branco em direcção a Vilar Formoso, e daí seguir pelo corredor Valladolid – Irun em direcção a Bordéus, sendo este o percurso mais curto de ligação á Europa e o percurso seguido tanto pelos nosso emigrantes que vão para a Suíça e para a França como pelo tráfego rodoviário que entra em Portugal vindo de França e da restante Europa.

    Este ideia de fazer a ligação por Madrid não cabe na cabeça de ninguém e basta olhar para um mapa para ver que não faz sentido e torna a viagem muito mais longa, é literalmente andar ao para trás, visto que de Madrid depois se teria que ir a Barcelona e a viagem demoraria uma eternidade

    Mas é claro que o ps não está aqui para defender os interesses de Portugal e dos portugueses como já foi dito anteriormente, esta sim para defender o interesses dos castelhanos, e para eles interessa esta linha para por um lado poderem fazer toda a linha Madrid –Badajoz de borla sob o argumento da trans-nacionalidade da linha como disse e bem a Dra. Ferreira Leite.

    Contudo o Ps como tem um plano secreto para destruir Portugal quer a linha de Lisboa para Madrid, visto que para eles Portugal já não passa de uma província espanhola e a linha do TGV seria o reconhecimento tácito de Portugal da perda de soberania do país para o império Castelhano e provocaria a fuga das empresas que ainda estão em Lisboa para Madrid.

    Os Portugueses têm que abrir os olhos enquanto têm tempo e correr com estes maçónicos iberistas de que se compõe o Ps daqui para fora, em nome do nosso Portugal que eles querem destruir e matar para fazer de nós parte do império castelhano.

    O sócrates, e o zapatero que não é mais que o Conde duque de olivares dos sec, XXI, juntamente com a maçonaria portuguesa e a castelhana, a denominada ibero maçonaria está a delinear e a pôr em prática um plano macabro e hediondo para matar Portugal, actuando as máquinas dos socialistas de ambos os países na sombra.

    Eu não tenho dúvidas nenhumas disto e espero que os Portugueses abram os olhos e corram com estes vigaristas e traidores de Portugal, correndo com este traidor à pátria do Sócrates, o Miguel de Vasconcelos do séc. XXI, talvez também o devêssemos mandar pela janela como fizeram em 1640 o grupo dos 40.

    Sendo assim, no próximo domingo temos a hipótese de empurrar Sócrates para fora do governo, visto que nos desgovernou durante estes últimos 4 anos e anda a destruir Portugal para depois o vender aos castelhanos em saldo, está rodeado de traidores á pátria e não merece ser primeiro ministro do nosso pais, por isso e por um imperativo de ordem nacional não votem no Ps, porque o Ps é o partido de castela e o partido que defende os interesses dos castelhanos e não dos Portugueses.

    No meio de tudo isto uma das coisas que mais me surpreende é a hipocrisia deste ps, deste partido anti-patriótico que pinta carros de campanha e autocarro com as corres de Portugal que tem como slogan “ Avançar Portugal”, quando este mesmo partido advoga a extinção de Portugal como nação independente passados 900 anos de história, penso que de acordo com a sua agenda escondida ao Ps seria mais adequado adoptar como slogan “Matar Portugal”.

    Por tudo isto e por um imperativo de interesse nacional não votem PS.

    Viva Portugal e Olivença Portuguesa.

    Morte à Espanha, ou melhor ao Império Colonial Castelhano.

    Independência para a Catalunya, Galiza e Euskadi (País Basco)

    Viva Portugal, estaremos cá pelos menos 900 anos, à Espanha eu ainda a vou ver desaparecer do mapa e nesse dia deitarei foguetes e todos os Portugueses o devem fazer.

    E lembro a estes traidores á pátria que ainda há Portugueses de bem, e que amam o seu país e estão cá para o defender se for preciso tal como fizeram os nosso antepassados.

    Viva Portugal sempre.

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    Comentar por alves — Domingo, 27 Setembro 2009 @ 2:14 am | Responder


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