perspectivas

Domingo, 20 Setembro 2009

Os interesses de Espanha são incompatíveis com os interesses de Portugal, senão com o sacrifício do país mais pequeno (3)

Filed under: Portugal — O. Braga @ 2:27 pm
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Em relação a este postal que fez referência a estoutro da minha lavra:

Por otra parte, yo jamás he avistado en mi persona hispanofobia alguna en Portugal. Y me he dado cuenta de que si te ven chapurreando en portugués, te lo agradecen mucho y te tratan a las mil maravillas.

O mesmo não acontece quando um português se desloca a Espanha. É invariavelmente maltratado.

Tengo mi teoría que el portugués tiene en buena medida una mezcla exacerbada de gallego y extremeño, no sé si algún día lo podré demostrar….

O Portugal primordial é fruto da mesclas de diversas estirpes étnicas.

Em primeiro lugar, os celtiberos, uma tribo dos quais ― os Lusitanos ― ocupava, de uma forma dispersa, o centro de Portugal equivalente à área entre o Douro e o Zêzere. Na mesma época, a norte, entre o Douro e Minho e entrando pela Galiza adentro, a mistura entre celtas e iberos era menos profusa, ou seja, prevaleciam os celtas num território em que os iberos estavam em franca minoria, e por isso não se produziu grande mistura entre as suas etnias. A preponderância céltica em Espanha (com excepção da Galiza) foi muitíssimo menor do que a que existiu em Portugal do centro-norte e a Galiza.

Em segundo lugar, os romanos. A influência de Roma em Espanha foi proporcionalmente maior do que em Portugal, o que significa que a mistura étnica dos romanos com a população autóctone foi relativamente maior nos territórios da actual Espanha (excepto a Galiza) do que em Portugal.

Em terceiro lugar, as invasões bárbaras ― e aqui acentuam-se as diferenças étnicas entre Portugal e a Galiza, por um lado, e Leão e Castela e todas as outras regiões de Espanha, por outro lado.

No norte de Portugal, com capital em Braga, instalam-se os suevos, que dominaram esta região até à Corunha sobre a maioria celta e a minoria ibera que já se encontravam nesse território. Há quem estime a população sueva invasora em apenas entre 20 mil e 30 mil membros, em contraponto com os mais de 100 mil visigodos que ocuparam as regiões centrais de Espanha.

Enquanto que os suevos que invadiram o noroeste peninsular ― em duas tribos: os Quados e os Marcomanos ― faziam parte de uma conglomeração de tribos originárias da região alemã de Schwaben que corresponde hoje à zona de Baden-Württemberg e Baviera, os Visigodos eram oriundos da zona fronteiriça entre a Alemanha de leste (a ex-RDA) e a fronteira com a Polónia. Os visigodos instalaram o seu núcleo duro na região de Cauca (ou Coca) que era o centro de um triângulo de influência política dominante que ia desde o norte de Palência, Saragoça e Toledo.
Embora ambas sejam tribos germânicas, os suevos eram diferentes dos visigodos, não só culturalmente ― incluindo línguas diferentes ― como sob o ponto de vista étnico (raça).

Apesar de os visigodos, em maior número, terem derrotado os suevos em 585 a.D., aqueles não permaneceram em grande número nos territórios conquistados aos suevos (norte de Portugal e Galiza), retornando os exércitos visigodos ao centro de Espanha, depois de deixarem ficar nessa região uma pequena elite (em número de efectivos) visigótica que passou a ser a “nomenclatura política” da confiança do reino visigótico instalado na zona central da actual Espanha. Portanto, não existiu praticamente mestiçagem entre suevos e visigodos.

Em quarto lugar, os alanos. Ao contrário do que se diz, os alanos não eram povos germânicos, mas eram oriundos da zona ocidental da actual Rússia. Podemos dizer que dos alanos descenderam os cossacos que ilustraram os romances de Dostoievski. Os alanos instalaram-se numa zona do actual Portugal que naquela época era considerada como uma “terra de ninguém”, porque era praticamente desabitada devido ao terreno acidentado e fraco para a agricultura: um triângulo geográfico compreendido entre a actual Vila Flor (Trás-os-montes), Mogadouro e as arribas a sul do Douro até às cercanias de Figueira de Castelo Rodrigo. Em Espanha, os Alanos ocuparam a zona sudeste.

Quando os muçulmanos entraram na península, encontrámos em Portugal um cenário de mestiçagem “em curso” de celtas, celtiberos e suevos (para além de um pequeno número de alanos e vândalos asdingos). Porém, e ao contrário do que aconteceu em Espanha onde a influência visigótica foi determinante, em Portugal e na Galiza os visigodos tiveram muito pouca influência na formação do português e do galego típicos. Além disso, a influência árabe, tanto a nível cultural como do ponto de vista da formação da raça, foi muito menor em Portugal e na Galiza do que em Espanha. São estas diferenças que justificam as diferenças rácicas entre o galaico-português, de um lado, e o castelhano e o leonês, do outro ― para além de outras zonas de Espanha com diferenças rácicas e culturais evidentes, como os bascos, a Baetica a sul, e a Catalunha tarraconensis.


“No deben desdeñarse los portugueses de que se junte aquella Corona con la de Castilla, pues de ella salió como Condado y vuelve a ella como Reino; y no a incorporarse y mezclarse con ella, sino a florecer a su lado, sin que se pueda decir que tiene rey extranjero, sino propio, pues no por conquista, sino por sucesión…Poseía el Reino y lo gobernaba con sus mismas leyes, estilos y lenguajes, no como castellanos, sino como portugueses. Y aunque tenía su residencia en Madrid, resplandecía su majestad en Lisboa. No se veían en los escudos y sellos de Portugal ni en sus flotas y armadas el León y el Castillo, sino las Quinas…No se daban sus premios ni dignidades a extranjeros, sino solamente a los naturales, y éstos gozaban también de los de Castilla y toda la Monarquía, favorecidos con la grandeza, con las encomiendas y puestos mayores de ellas, estando en sus manos las armas de mar y tierra y el gobierno de las provincias más principales. El comercio era, como en todas partes, común; también la Religión y el nombre general de españoles….”

Este texto é elucidativo da ambiguidade castelhana que, com a mesma ambiguidade centrípeta, “engoliu” o reino da Galiza no início do século 19. Por um lado, diz o texto que sendo Portugal um reino, não se deve integrar em Espanha como um condado. Por outro lado diz que a essa integração de Portugal como reino, deve corresponder a denominação dos habitantes de Portugal como sendo “espanhóis”.


Oliveira Martins ― que para além de maçon era descarada e despudoradamente iberista ― como Fernando Pessoa, outro simpatizante da maçonaria ― enganaram-se praticamente em tudo nas suas análises “iberistas”. Contudo, estou em acordo com o último quando escreveu:

“A primeira nação inimiga da Ibéria é Espanha ― no sentido da actual Espanha, Castela imperando antinaturalmente num agrupamento que não conseguiu absorver, porque não absorveu a Galiza nem a Catalunha.”

Esta visão de Fernando Pessoa traduz fidelissimamente a ideia maçónica que, desde o Vintismo em Portugal, foi gradativamente tomando corpo até Oliveira Martins, e depois afirmando-se não só nos sectores maçónicos da política, como influenciando de algum modo o próprio Integralismo Lusitano de António Sardinha. É a ideia da Confederação, e não da federação ou absorção. É a ideia do maçon Zapatero que subordina José Sócrates.

O problema desta visão é a sua característica de ucronia, para além de partir de pressupostos errados. Desde logo, sob o ponto de vista político, parte do princípio de que é possível “ter sol na eira e chuva no nabal”: por um lado, nega-se a civilização através da negação da religião que a marcou e definiu (cristianismo) ― defende-se um conceito de civilização que exclui o catolicismo. Escreve Fernando Pessoa, traduzindo a visão maçónica clássica:

«Tivemos em comum [Portugal e Espanha], em nosso grande período, que ambos tentámos, dum modo ou de outro, impôr o catolicismo, religião estranha a uma origem ibérica

Qualquer pessoa com dois dedos de testa pode verificar a contradição maçónica intrínseca a este pensamento ― que também é de Oliveira Martins: o elemento civilizacional de ambos os países (o catolicismo) foi o que os separou, e por isso a visão maçónica renega a própria civilização de ambos os países quando considera o catolicismo como anti-natura para a construção da Ibéria ― o que transforma essa visão em uma ucronia.
Além disso, sem o elemento civilizacional que foi o catolicismo, provavelmente a Espanha não existiria hoje porque estaria divida pelas etnias prevalecentes quando a romanização da península foi abalada pelas invasões bárbaras. Se a Espanha existe hoje como tal, deve-o ao catolicismo; a negação do catolicismo não leva a uma confederação mas antes a uma divisão étnico-cultural independentista da Espanha. Portanto, a visão confederal maçónica da Ibéria, para além de ucrónica é contraditória em si mesma ― e por isso é que é extremamente perigosa.
Em suma: a maçonaria fundamenta o iberismo confederal com argumentos que resultariam, na prática, exactamente no seu contrário. É impossível manter uma unidade confederal baseada somente na economia ou na política.


«Quien pise Portugal y España observará ciertamente, o no tiene ojos, una afinidad innegable de aspecto y de carácter, un parentesco evidente entre los pueblos de los dos lados del Miño, del Guadiana, de la Raya Seca del Este».

Esta observação de Oliveira Martins é falaciosa, e portanto falsa. Parte de um pressuposto falso que é o seguinte:

“Um habitante de Melgaço, no Alto Minho, tem afinidades culturais e étnicas com um habitante de Vigo. Logo, um lisboeta tem afinidades culturais e étnicas com um valenciano.”.

Seria o mesmo que eu afirmasse que se A ≈ B, e B ≠ C, → A = C.

Isto significa que, através deste argumento, as evidentes diferenças étnicas espanholas são utilizadas para dirimir e esbater a genuinidade da etnicidade e da cultura portuguesas: se Espanha tem cinco ou seis etno-culturas diferentes, Oliveira Martins procura o que pode existir de comum a essas etnias espanholas em relação a Portugal, para depois dizer que é tudo idêntico. É esta a essência da falácia iberista.

Seguindo o mesmo raciocínio, poderíamos dizer que existindo algumas afinidades linguísticas e culturais entre os alemães e os holandeses, não faz sentido a existência da Holanda e da Alemanha separadas. Porém, isso não passaria pela cabeça tanto de holandeses como de alemães (excepto os nazis); mas já faz parte do pensamento de Oliveira Martins e da maçonaria.

A diferença entre um basco e um sevilhano é tão evidente que só um cego não a vê; ou a de um galego e um valenciano ― e não precisam do linguajar para que vejamos as diferenças. Porém, Oliveira Martins é cínico: esquece a cultura, que não é só a língua. Propositadamente. E por isso é que ele não me merece a mínima credibilidade. A forma como Oliveira Martins vê Portugal é totalmente diferente da forma como Agostinho da Silva o vê: é a diferença entre o político e o filósofo, entre o maçon e o homem livre.


Quanto ao “legitimismo” de Filipe II e sucessores até Olivares, ver este postal.

O legitimismo espanhol, levou a que Portugal fosse o território onde os impostos eram mais elevados em todo o Império espanhol. O legitimismo espanhol foi, objectivamente, a servidão, inaudita em todo o império espanhol, do povo português à custa da compra de uma elite portuguesa que se transladou para Madrid e que corroborava essa servidão consubstanciada na transformação do português em burro de carga e carne para canhão.

«España no puede ser libre sin Portugal y Portugal no puede ser libre sin España. Y hasta que no entendamos esto, y volvamos al tópico hispano de matarnos entre nosotros(*), no arreglaremos nada. Pero a algunos parece que les va la marcha. Pues bien, que siga la fiesta, y sigan viendo muchos las culpas fuera y no analicen lo que hay dentro.»

Esta ideia vai ser a perdição da própria Espanha como país, como essa ideia esteve na origem do desmembramento do Império espanhol de uma forma prematura.

Portugal não pode ser livre sem a Espanha, como não pode ser livre sem o Brasil, sem Angola, sem Moçambique, sem Timor, sem a França, como não pode ser livre sem a Inglaterra, a Rússia ou os Estados Unidos, etc. Quando a liberdade é condicionada por um parâmetro ou regra, que não sendo um princípio axiomático, a condiciona à partida, não é liberdade.

Não é racional que alguém defenda a sua lógica nacionalista contra a lógica nacionalista dos outros, senão baseando a contradição intrínseca desta posição na tradicional posição ambígua de Saavedra, a que fiz referência acima, e que permitiu a anulação do reino da Galiza.

Não duvido das boas intenções do António, mas a verdade é que, hoje, já ninguém fala ou se lembra do reino da Galiza que foi erradicado através de um legitimismo espanhol exactamente idêntico ao legitimismo filipino. Este é um argumento impossível de contrariar, porque se baseia em factos históricos.


A ler sobre esta série:

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11 comentários »

  1. > considero impossível discutir a História com um espanhol, porque pura e simplesmente os factos históricos não contam absolutamente nada.

    Esta es una acusación tan grosera que da la risa. Qué arrogancia. Lo más patético de todo es la insistencia en la discusión de quien la hace.

    Espero que la actual crisis económica retrase el projecto de tren de alta velocidad unos cuantos años. No me parece que a España le sea de especial interés. En España es un tema del que simplemente NO se habla. Portugal no existe para los españoles, por así decirlo.

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    Comentar por AMDG — Domingo, 20 Setembro 2009 @ 3:39 pm | Responder

  2. Folgo em saber que para Espanha, Portugal não existe. Fico bastante contente por isso, para não ter que me rir — se não fosse caso sério — do iberismo saloio.

    Arrogância como a espanhola não existe em todo o mundo: nem os ingleses são tão arrogantes! E o chauvinismo francês pede meças ao espanhol.

    Contudo, Espanha deveria estar agradecida a Portugal na colaboração que este sempre deu àquela no combate ao terrorismo da ETA; porém, se há alguma coisa que os espanhóis não conseguem fazer, é agradecer seja a quem for — nem a Deus!

    Na minha opinião e se dependesse de mim, não haveria TGV. Passamos bem sem ele.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 20 Setembro 2009 @ 4:10 pm | Responder

  3. E mais uma coisa: o tipo de comentário do AMGD significa a falta de argumentos: quem não tem grande coisa na cabeça, insulta. Se o AMGD me insultasse mas baseasse o insulto em argumentos racionais, seria diferente; mas em vez disso, insulta sem dizer por quê. Mas também não é novidade, a atitude; sempre assim foi, e nós, portugueses, não temos que esperar outra coisa.

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    Comentar por O. Braga — Domingo, 20 Setembro 2009 @ 7:15 pm | Responder

  4. «Portugal no existe para los españoles, por así decirlo.»
    Portugal e Espanha são como líquidos não miscíveis, há uma antipatia natural e, quanto a mim, saudável. 😆 É bom que se mantenham as distâncias, as milhas. A milha verde, o corredor da morte, vulgo TGV, não passará.

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    Comentar por Henrique — Domingo, 20 Setembro 2009 @ 8:28 pm | Responder

  5. O mesmo não acontece quando um português se desloca a Espanha. É invariavelmente maltratado.

    Tudo um exemplo de vitimismo que nao corresponde-se com a realidade. Ainda Huelva, Salamanca, ou outras cidades espanholas tem ” colonias ” de portugueses e sem nenhum problema. Os portugueses em Espanha nâo sao maltratados; pelo contrário, eu sei de espanhois que dizem que em Portugal sim que foram maltratados; isso eu nunca achei-o, a verdade. Em Espanha habrá espanhois que maltratem os portugueses, mas nao mas que em Portugal acontece con os espanhois. Ainda diz-se em Portugal ” trabalhar como um galego “….Que isso é outra coisa: A ideia de ” Portu-Galiza ” no nacionalismo português….Para logo falar de agressôes espanholas….

    Voce nâo é objectivo. Apresenta a história como uma ideologia nacionalista. E como nâo é objectivo, está disposto a apresentar que as razzias do marqués das Minas foram ” pacificas “, como quando Zapatero está a vender armas a Venezuela ou Israel; que diz que nao sao ” ofensivas “….

    Porém, o descarado interesse em ignorar que Portugal queria expandir o Reino dos Algarves subtraindo terras ao Reino de Sevilha, con terríveis razzias durante muitos anos que ainda ficam na ” memoria colectiva ” da muitas populaçoes de Huelva. Vitimismo nacionalista de interesse seu, nao historia.

    Acho que a arrogancia é característica sua, nao dos portugueses. Arrogancia ideologica que va a desprezar a obra do eminente Oliveira Martins, e ainda também de Sardinha. Arrogancia que va a ensinar neste blog a bandeira ” monarquista ” liberal que foi a desgraça da legitimidade lusa e significa a absoluta decadencia, bandeira total da usurpaçao. Arrogancia ideologica que pensa que só os portugueses podem falar de história portuguesa, e da espanola, pois pois…Porque os espanhois somos uma má raça ou alguma coisa assim….Nao estavam a pensar isso os legitimos Braganças.

    Em Portugal acontece como em Espanha: Que a direita é ainda pior que a esquerda. Querem ser diferentes quando sempre imitam o pior….

    É certo que Portugal tem colaborado contra ETA. Como também é certo o que voce sempre esqueça: Que a Revoluçao dos Cravos foi a colaboraçâo definitiva para o democratismo na Espanha, tendo em Lisboa o PCE. E pense agora no ascenso do voto comunista….

    Em fim, como sempre, uma perda de tempo. Uma pena. Povre Portugal.

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    Comentar por Antonio — Terça-feira, 22 Setembro 2009 @ 11:44 am | Responder

  6. As suas apreciaçôes da raça continuam no ideologismo nacionalista. Os alanos nao eram da Rússia, senao do IrÀo. Os mouros estiveram o mesmo tempo nos Algarves que na Andaluzia, e mais tempo nos Algarves que em Castela o Leao. Coimbra por exemplo foi uma cidade bem romana que tinha defesa contra os suevos. Os galegos e os portugueses falam uma lengua latina, nao germanica. O dominio godo sim qu tuvo importancia na Lusitania, cuia capital era Mérida. Dostoievksi nao fiz romances do cosacos, que sao eslavos e nao iranios ( Porém, os descendentes de alanos sim podem ser os osetios ); voce em tudo caso falaria de Gogol.

    Sevilha está cheia de bascos. Eu mesmo sou andaluz e loiro e de pel muito branca, y ate onde eu sei, tuda a minha familia é de Andaluzia.

    Sao iguais minhotos que algarveses, por outra parte ?

    O Reino da Galiza estiva na Corona de Castela, como o reino de Sevilha, o reino de Cordoba, Biscaia….Como o principado catalao estiva na Coroa de Aragao. E dize vosse que foi erradicado…Pela malvada Castela, quando voce nao sabe diferenciar Corona de Castela de os diferentes reinos que ela conteria, como acontecia com Aragao.

    Nao foi um burro de carga Portugal com Pombal ? Sempre buscando o alheio….Por nao olhar o de dentro.

    Voce fala desde a ideologia, nao desde o conhecimento. E percebe-se muita arrogancia por isto mesmo. Qué vergonha.

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    Comentar por Antonio — Terça-feira, 22 Setembro 2009 @ 11:57 am | Responder

  7. […] […]

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    Pingback por Contra el Iberismo: Apuntes para una Epifana Ibrica - Pgina 7 — Terça-feira, 22 Setembro 2009 @ 2:00 pm | Responder

  8. 1. Os Alanos são os tártaros que se tornam célebres com o cognome histórico de “cossacos”. Tiveram orígem na Ossétia (actual Rússia)

    http://en.wikipedia.org/wiki/Alans

    http://www.probertencyclopaedia.com/cgi-bin/res.pl?keyword=Tartar&offset=0

    2. No século XV ainda existia em Espanha o reino mouro de Granada. Em Portugal, os mouros foram definitivamente expulsos do Algarve durante o reinado de D. Afonso III. Dizer que a influência árabe é igual ou idêntica nos dois países vai contra os factos históricos.

    3. Eu não disse que em Portugal não existiu presença romana. O que eu disse é que em Espanha essa influência foi muito maior.

    4. Os portugueses e os galegos, como os castelhanos e catalães, falavam a “língua franca” : o latim. Isso significa que os suevos tinham a sua língua mas por uma questão de comunicação com os visigodos,por exemplo, utilizavam a língua franca. O mesmo aconteceu na Palestina com o aramaico que era a língua franca e comercial daquela região no tempo de Jesus.
    O iberismo pretende transformar o castelhano na nova língua franca da península ibérica, face ao recente fenómeno de reafirmação das línguas nacionais como o galego, o basco e o catalão. A presença de Portugal como uma nação independente dessa dinâmica de transformação do castelhano como língua franca é uma ameaça ao centralismo de Madrid. Mas esse é um problema de Espanha; Portugal não tem nada a ver com isso, nem tem nada que se meter em assuntos internos de Espanha.

    5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ethnographic_Iberia_200_BCE.PNG

    A Capital em Mérida foi designada pelos romanos. Antes dos romanos não existia uma capital da Lusitânia, até porque não existia uma administração do território. A designação de Mérida como capital da Lusitânia nada tem a ver com a vontade dos lusitanos e prova a maior influência de Roma no actual território espanhol. As próprias fronteiras da Lusitânia foram artificialmente desenhadas pelos romanos.

    6. “The Possessed”, by Fyodor Dostoyevsky

    http://ebooks.adelaide.edu.au/d/dostoyevsky/d72p/chapter15.html

    Afinal, sempre há histórias em livros de cossacos em Dostoievski; ou não? Porque é que V.Exa me quer fazer de ignorante à força, quando V.Exa. ignora?!

    7. Os cossacos são tártaros, e não iranianos. E sendo tártaros, são descendentes dos alanos.

    9. Mais do que Gogol, seria Tolstoi que tem inclusivamente um livro com o título “O Cossaco”.

    10. A Catalunha está cheia de madrilenos. Mas o presidente do Barça fala catalão na TV. Porque será?!

    11. A diferença entre um minhoto natural e um algarvio natural é menor do que a diferença entre um basco natural e um sevilhano natural.

    12. A Galiza, através do reino da Galiza, foi independente até princípio do século 19, até que foi integrada em Espanha através do argumento do “legitimismo” da coroa de Madrid. Ver:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_da_Galiza

    13. Se não fora o terramoto de 1755, que exigiu muitos sacrifícios ao povo português na reconstrução, podemos dizer que sob Pombal o povo não foi tão sobrecarregado com impostos (em termos relativos e proporcionais)como na era filipina. Sobre este assunto, ler:

    https://espectivas.wordpress.com/2009/09/19/os-interesses-de-espanha-sao-incompativeis-com-os-interesses-de-portugal-senao-com-o-sacrificio-do-pais-mais-pequeno-2/

    14. Ficou aqui provada a sua opinião enviesada e, em muitas áreas, errada. Uma vergonha! E ficou provado que um português pode ter mais massa cinzenta que um espanhol (já se acabou há muito tempo o determinismo da superioridade espanhola de Olivares; o próprio Filipe IV encarregou-se de o eliminar).

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 22 Setembro 2009 @ 3:40 pm | Responder

  9. Sobre o comentário nº 5, que me tinha escapado:

    1.

    Os portugueses sabem se são maltratados ou não. Naturalmente que nas cidades da raia (fronteira) entre os dois países esse fenómeno não acontece porque os espanhóis também se deslocam à fronteira portuguesa (compras, comércio, negócios em geral). Mas se formos mais para o interior de Espanha, os portugueses sabem bem qual é o tratamento que recebem.

    2.

    Eu trabalhei para uma empresa alemã que tinha em Espanha os armazéns de distribuição para a península (incluindo Portugal). Os espanhóis chamavam-me, em tom depreciativo, de “galego”; mal eles sabiam que eu prefiro ser galego a ser um Schwarzkopf.

    3.

    Se eu “não sou objectivo”, há que dizer por quê, para que ambas as opiniões não passem disso mesmo. A ideologia nacionalista incomoda a grande Espanha; à grande Espanha só interessa a ideologia nacionalista da grande Espanha, que infelizmente, não existe como tal. Tirem-lhe o rei e vejam no que dá a grande Espanha.

    4.

    Sobre o marquês de Minas, o que eu disse é que a sua expedição militar praticamente não causou vítimas em Espanha; inclusivamente, Carlos II foi aclamado pelo povo como sendo o rei de Espanha em Salamanca.

    5.

    Você faz lembrar aquela estória de um homem de 2 metros de altura que mata o anão de 70 cm, e depois vai fazer queixa à sua mãe dizendo que o anão lhe queria bater.

    6.

    Em todos os seus comentários, se existe alguma coisa que não lhe falta, é a arrogância de que me acusa. Quando faltam argumentos, entra-se no ataque ad Hominem. Só lhe falta a cereja em cima do bolo: o Reductio ad Hitlerum contra mim.

    7.

    Da História espanhola não percebo grande coisa, a não ser quando os espanhóis não ficam em suas casas. Gosto muito dos espanhóis quando eles ficam em suas casas e não se decidem a expropriar a casa dos outros.

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 22 Setembro 2009 @ 4:14 pm | Responder

  10. […] ponen de manifiesto que, en su opinión, para Portugal la amenaza española es un peligro vital: Os interesses de Espanha são incompatíveis com os interesses de Portugal, senão com o sacrifíci…. ¿Por qué usó hipócritamente la mentira antes?. No sé. Pero si lo último es cierto, España y […]

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    Pingback por ¿España fue siempre un problema para Portugal? o el final de una relación | La Yijad en Eurabia — Quinta-feira, 24 Setembro 2009 @ 5:30 pm | Responder

  11. […] Os interesses de Espanha são incompatíveis com os interesses de Portugal, senão com o sacrifício… […]

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    Pingback por O nacionalismo português incomoda Espanha? « perspectivas — Quinta-feira, 24 Setembro 2009 @ 10:26 pm | Responder


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