perspectivas

Terça-feira, 15 Setembro 2009

Ronda televisiva dos partidos não representados no parlamento

Confesso que não ouvi ontem até ao fim o debate entre os partidos políticos que ainda não têm representação no parlamento, porque normalmente durmo com as galinhas e acordo com o galo (salvo seja). Porém, da primeira parte gostaria de destacar o seguinte:

  • Surpreendeu-me o representante Partido Trabalhista. Por detrás de uma linguajar bem português mas que os lisboetas chamam de “provinciano”, revelou-se como o interveniente com um dos maiores níveis intelectuais no debate (as aparências “aparudem”);
  • Concordei com o representante do MRPP num ponto: a existir a construção do TGV, Portugal deve ligar a linha do lado português ao tradicional caminho da emigração, isto é, via Lisboa / Coimbra/ Vilar Formoso, e depois, em Espanha, via Burgos / Irun. Se os espanhóis acham que todas as linhas de TGV têm que passar por Madrid, nós também temos o direito de achar que não precisamos de um TGV a passar por Madrid para chegar a França.
  • Votar no MMS ou votar no PS é praticamente a mesma coisa; penso que é uma questão de tempo até vermos a sua assimilação pelo PS.
  • Concordo com o representante do PNR, segundo o qual a saída faseada e paulatina de Portugal da União Europeia é não só uma necessidade como será uma imposição da realidade política, a médio / longo prazo. Mas não só Portugal: a Irlanda já obteve concessões especiais e excepcionais em relação ao Tratado de Lisboa, e outros países ― como a república Checa ― acabarão por seguir o caminho da recusa do federalismo do leviatão europeu, que é mais federal para uns países do que para outros. Portugal já sente na pele as consequências do Tratado de Lisboa mesmo sem este estar ainda em vigor através da ingerência clara dos espanhóis na nossa política interna.
  • O PND ― como sempre ― puxou dos galões e depois “enrolou” a conversa.
  • O POUS foi igual a si mesmo. No POUS não há nem nunca haverá uma violação do princípio de identidade; é talvez o único partido português que nunca é apanhado em contradição.
  • A coligação Partido da Terra / Partido Humanista parece-me um PS mais conservador.
  • O MEP? Não sei o que diga…
  • A Fatinha esteve sobranceira; deu a sensação de que o programa tinha uma importância menor.

Deixe um Comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: