perspectivas

Segunda-feira, 14 Setembro 2009

A hostilidade espanhola (2)

A interferência espanhola na política portuguesa continua. Gostaria de ser bem claro: preferiria viver na pior das merdas do que depender ― seja no que for, de uma forma subalterna ― dos espanhóis.

O presidente do governo regional da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández Vara, considera que “suspender o projecto do TGV entre os dois países” provocará “uma crise entre os dois países”.

Gostaria de dizer daqui ao presidente da junta espanhola: vá para a grande puta que o pariu! E pode levar consigo os seus correlegionários, para não ir sozinho.

Existe uma coisa em comum entre a esquerda marxista (CDU e BE), a esquerda maçónica (PS) e o governo espanhol: a política da terra queimada para Portugal. A esquerda marxista, a esquerda maçónica e o governo espanhol estão irmanados do mesmo desiderato: destruir Portugal, atomizar a sociedade portuguesa, pulverizar a economia nacional ― para que depois do país destroçado, os abutres possam partilhar o cadáver.

Manuela Ferreira Leite afirma, com razão:

“A reacção do Governo espanhol vem dar razão àquilo que eu disse ― que há efectivamente
interesses espanhóis neste empreendimento”

mfl

Portugal tem outras prioridades muito mais prementes do que por-se de cócoras em relação aos espanhóis. Temos um nível de endividamento que não permite alienar o futuro dos nossos filhos com investimentos megalómanos que só servem para dar um melhor nível de vida aos espanhóis ― como aconteceu desde que Portugal entrou no Euro, com cerca de 35% das importações portuguesas vindas hoje de Espanha e sem outro critério de escolha que não seja a proximidade geográfica ― não faz sentido comprar mais caro em Espanha só porque está mais perto.

É preciso que o ICEP venha a funcionar com eficiência no apoio aos nossos empresários, não só no que respeita às exportações como no apoio aos negócios de importação.

E mesmo que o projecto seja totalmente abandonado ― o que é uma hipótese ―, recordo o que escrevi no postal anterior sobre este assunto: a Irlanda é um dos países europeus com maior rendimento per capita e não tem TGV. Países ricos como a Noruega, Finlândia Suíça, Áustria, entre muitos outros países europeus, não têm TGV.

1 Comentário »

  1. […] político : os recentes acontecimentos da reacção espanhola ― incluindo a reacção do presidente da região espanhola da Extremadura, e outras ameaças ― em relação à intenção de Manuela Ferreira Leite em adiar a construção […]

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    Pingback por O nacionalismo português incomoda Espanha? « perspectivas — Quinta-feira, 24 Setembro 2009 @ 10:19 pm | Responder


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