perspectivas

Sábado, 5 Setembro 2009

O risco calculado

O “caso TVI” demonstra a estratégia socialista do “mal menor” e do “risco calculado”. Entre deixar Manuela Moura Guedes “à solta”, por um lado, e correr o risco de um escândalo censório a três semanas das eleições, por outro, a máquina socialista e maçónica optou pela segunda solução. A esperança socialista é de que, passadas três semanas e até ao dia das eleições, o povo já não se lembre do atentado à liberdade de imprensa perpetrado, enquanto que a opção do Jornal de Sexta “à solta” seria um incómodo permanente até ao dia das eleições.


Por outro lado, e para quem ainda tinha dúvidas, este caso demonstra a promiscuidade entre a maçonaria e o partido socialista a ponto de se tornarem praticamente indescerníveis. A maçonaria está infiltrada em praticamente todos os partidos políticos, mas no PS essa infiltração é praticamente coincidente com a cúpula política do partido [José Sócrates é o bobo da Corte].

A maçonaria especulativa sempre defendeu, entre outras irracionalidades, duas coisas: em Portugal, a subordinação do nosso país a Espanha; no mundo, uma superestrutura política global construída através da alienação sucessiva das nacionalidades. A União Europeia do Tratado de Lisboa é um leviatão de iniciativa maçónica.

Desde o tempo dos Illuminati e dos jacobinos, a maçonaria foi assimilando as influências ideológicas mais radicais ― o marxismo cultural, o abortismo, o eugenismo, etc. ―, incorporando-as de uma forma acrítica em nome de uma obsessão herética. O fundamento da maçonaria é o gnosticismo, e tudo o que alimente o gnosticismo maçónico em detrimento das religiões tradicionais é bem-vindo pela maçonaria ― incluindo o materialismo mais radical e irracional. Enquanto que a maçonaria especulativa do século XVIII e XIX era composta por muitos cristãos nos três graus mais baixos da hierarquia maçónica ― por exemplo, em Inglaterra, Escócia e Estados Unidos ―, hoje é objectivamente impossível a um cristão coexistir em ambiente maçónico. A maçonaria é hoje uma associação secreta radical.

As conexões entre a maçonaria portuguesa e espanhola que se ligam directamente ao PS e PSOE, operaram o caso TVI. A ideia de que o PS e o PSOE agiram sozinhos neste caso é falaciosa, porque faltaria uma voz de comando, e esta é coordenada pela maçonaria de ambos os países ― com preponderância para maçonaria espanhola. Para a maçonaria, como para o PS, seria pior que Manuela Moura Guedes continuasse a “matraquear” José Sócrates até ao dia 27/9: mal por mal, preferiram “cortar-lhe o pio” agora, através de um execrável acto de censura política.


Ver vídeo censurado pela TVI que terá tramado Manuela Moura Guedes

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