perspectivas

Sexta-feira, 21 Agosto 2009

A imprensa tradicional moribunda

Filed under: cultura,me®dia — O. Braga @ 9:37 am
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A recente e flagrante ocultação da realidade obâmica nos Estados Unidos revela o toque de finados do “sistema me®diático” tradicional. Como conservador, tenho imensa pena que a morte anunciada da imprensa tradicional esteja bem patente, mas a verdade é que a culpa é essencialmente da própria imprensa tradicional e não só dos meios de comunicação alternativos. Quando começarem a “chover” jornalistas desempregados, estes terão que meter a mão na consciência em vez de acusarem a sociedade e/ou terceiros: eles serão a principal causa da sua situação.

press

A imprensa tradicional (jornais, TV, rádio) perdeu a sua autoridade de direito em função do sistemático enviesamento das notícias e da manipulação das redacções por gente de esquerda; o marxismo sempre foi contrário à liberdade de imprensa e ao estatuto do jornalista como veículo do relato objectivo da realidade.

A imprensa tradicional ainda se julga o quarto poder, mas já só ela acredita nisso. Fechou-se nesta sua crença, dogmatizou-se enquanto se suicida irremediavelmente. Contudo, a informação escrita [em papel, e não na pantalha de um computador] continua a ser a mais eficaz forma de transmissão do conhecimento [para além da oralidade dialéctica tradicional que nunca perderá o seu valor] ― e por isso é que eu digo que é lamentável o que está a acontecer à imprensa escrita.

A crise da imprensa escrita poderá significar o aumento do enviesamento informativo na medida em que deixam de existir paradigmas considerados como “credíveis” por uma larga maioria da sociedade; quando não existem pontos de referência credíveis, a realidade objectiva dos factos deixa de existir, e corremos o risco de passarmos a viver num mundo virtual em que cada cidadão passa a gerir o seu próprio sistema de crenças independentemente dos factos objectivos.

2 comentários »

  1. «corremos o risco de passarmos a viver num mundo virtual em que cada cidadão passa a gerir o seu próprio sistema de crenças independentemente dos factos objectivos» É isso que parece, de facto.

    No que ao papel diz respeito, pode ser que haja saída. Conheço de perto o esquema de jornais e revistas em circulação no país, há duas distribuidoras, a VASP e a LOGISTA que, se não pertencem no fundo aos mesmos, que não me chame Henrique. Dão bons descontos aos que compram muito e os pequenos vendedores têm que se abastecer nos grandes e têm uma margem de 5%. Vender jornais e tabaco não compensa, as pequenas tabacarias têm os dias contados. Já só nas grandes superfícies em lojas como as Yellows para onde os que ainda vão escapando à crise global afluem.
    A tecnologia permitiria dar a volta à coisa mas seria incompatível com o cartel VASP-LOGISTA e com a dependência dos merdia em relação aos poderes.

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    Comentar por Henrique — Sexta-feira, 21 Agosto 2009 @ 7:56 pm | Responder

    • É um círculo vicioso: eles não dão condições à distribuição porque não têm pilim, e acabam por perder o mercado por não darem condições à distribuição.

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      Comentar por O. Braga — Sábado, 22 Agosto 2009 @ 8:43 am | Responder


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