perspectivas

Domingo, 19 Julho 2009

A constatação do facto de que o Bloco de Esquerda já controla Portugal

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Talvez as pessoas ainda não se tenham dado conta, mas é já a esquerda radical que controla este país. Naturalmente que o partido socialista de José Sócrates perdeu já toda a legitimidade moral para se opor a quem quer que seja, de forma que a opinião do BE assume a cada passo a forma de decreto-lei. Dir-me-ão que “não, que eu estou a exagerar”. Vou passar a dar um exemplo que ilustra a razão da minha opinião.


No dia 18 de Julho de 2009 vi uma notícia (PDF) segundo a qual o presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Gabriel Olim, reiterou a exclusão de homossexuais masculinos da dádiva de sangue.

Fique o leitor sabendo que neste momento, eu não posso dar sangue porque estou a ser medicado devido a uma gripe, e nem por isso saio à rua para reclamar “os direitos dos engripados” a dar sangue. As pessoas hipertensas não podem dar sangue, e nem por isso existe a “associação dos direitos dos hipertensos” que acusam a sociedade de violação dos direitos constitucionais.

Existe uma série infindável de “grupos de risco”, isto é, de pessoas que pelas mais diversas razões não podem dar sangue, mas o activismo político apanascado tinha que tentar fazer um caso sobre a dádiva de sangue. Será que os rotos querem dar sangue? Claro que não; ninguém acredita nisso; o que eles querem é ter direitos especiais que, por exemplo, os hipertensos ou as pessoas medicadas, não têm.

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Antes de continuar, devo dizer que a sociedade portuguesa já começa a ficar muito cansada com as reivindicações dos panascas, porque já não há paciência. Peço desculpa pela forma como coloco este desabafo, mas é realmente o que sinto: a paneleiragem já começa a meter nojo.

O “problema” começou quando um grupo de activistas gayzistas se deslocaram propositadamente e em atitude provocatória, a um hospital do Porto para darem sangue, e previamente se declararam como sendo “homossexuais”. Naturalmente que o hospital recusou a dádiva desses senhores. Imediatamente se verificou que existia um “serviço combinado com a CP”: os me®dia que são controlados pela maioria dos jornaleiros esquerdistas que lá trabalham, e que fazem da notícia uma narrativa política, vieram logo a terreiro que “Aqui d’El Rei” que os rotos não podem dar sangue, e cai o “Carmo e a Trindade”. A personalidade sinistra que é o Louçã veio a todas as televisões exigir a demissão de Gabriel Olim, e neste país de políticos covardes de uma direita inepta, ninguém teve a coragem e a lucidez de dizer a verdade.

Apresento, desde já, alguns documentos em PDF para quem sabe ler em inglês:

Argumentação

  1. Os homossexuais masculinos ― repito: masculinos ― são um grupo de risco (as lésbicas não são consideradas um grupo de risco), não só no caso do HIV/SIDA, mas também de outras doenças transmitidas por via de um comportamento sexual promíscuo. No Reino Unido, mais de 60% dos diagnósticos de HIV são de homossexuais masculinos. Nesse país, a incidência da sífilis nos homossexuais masculinos aumentou em 117% de 2002 a 2006 (mais do dobro em 4 anos).
  2. Em países como os Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido, os homossexuais masculinos não podem (por lei) dar sangue.
  3. As análises de sangue não detectam imediatamente o HIV/SIDA depois de uma infecção. Existe aquilo a que se chama “Window Period” ― uma “janela de tempo” ―, em que o vírus da SIDA não é detectado ou detectável. Se uma pessoa que tem um comportamento sexualmente promíscuo e apanha a SIDA hoje, e vai dar sangue nas próximas semanas, a probabilidade de não ser detectado vírus é enorme.
  4. Dizem-me: “nem todos os homossexuais são sexualmente promíscuos”. OK, aceito o argumento. Agora, digam-me como é que eu posso ter a certeza de que este ou aquele homossexual masculino em particular, não é promíscuo. Será que devemos todos correr riscos graves de saúde pública porque existe uma percentagem de homossexuais masculinos que não são sexualmente promíscuos? Como é que se resolve este problema se as análises de sangue podem errar na detecção do vírus nas primeiras semanas depois da infecção?
  5. Dizem-me: “não há grupos de risco porque a maioria dos infectados com a SIDA são heterossexuais”. Eu digo que não é verdade, porque os heterossexuais com comportamentos de risco também são um “grupo de risco”. Por exemplo, os heterossexuais que “chutam na veia” são um grupo de risco; os heterossexuais que visitam prostíbulos são um grupo de risco. E por aí fora. Por isso é que existe um questionário que é dado aos dadores antes da dádiva de sangue e que os responsabiliza criminalmente. Se um heterossexual masculino declarar nesse questionário que frequenta prostitutas, os serviços de sangue também recusam a dádiva desse heterossexual, logo à partida e sem qualquer análise de sangue desse senhor.
  6. Por outro lado, existe uma completa irresponsabilidade dos serviços de saúde em nome do politicamente correcto. Passam a mensagem errada todos os dias para não ofender os apanascados e para permitir que a doença alastre alegremente. Eu não conheço os números em Portugal ― até porque não confio em quaisquer números divulgados por este governo ―, mas se no Reino Unido, 60% dos infectados com o HIV/SIDA pertencem a uma comunidade que se constitui como 5% da população (homossexuais, em termos médios e para que não me acusem de baixar os números, ver anexo a e anexo b) , e 40% dos infectados com a SIDA são heterossexuais, é fácil ver que uma minoria está na origem de uma maioria de infecções. É só fazer as contas.

Perante isto, não houve nenhum político com “eles no sítio” para vir dizer ao povo uma coisa muito simples: não é o Bloco de Esquerda que manda aqui, nem os me®dia a seu mando e controlo.

A ler:

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2 comentários »

  1. Do que conheço das pessoas que me rodeiam, infelizmente estão a ser conquistados pelo BE. Não há discernimento suficiente para ver que Louçã (BE=Louçã) é um actor, tão actor como Sócrates ou melhor. De actor a ditador é um passinho…
    As pessoas nem são levadas pelas ideologias, são atraídas por personalidades. Com os esclarecimentos que prestas sobre como se aplica a proibição de doar sangue, estou de acordo que os homossexuais sejam excluídos.

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    Comentar por Henrique — Segunda-feira, 20 Julho 2009 @ 10:32 am | Responder

  2. Mas será que ninguem se percebe que o Bloco De Esq,é so disidentes do PS.
    Qual é a dificuldade em perceber que o BE é o braço armado do PS que cria a ilusão que são completamente opostos mas não passam de disidentes do PS.
    não tarda muito está lá o M.Alegre batido, é só ele apanhar espaço no BE a ver se não entra logo para a galeria dos notáveis.

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    Comentar por Streetwarrior — Segunda-feira, 20 Julho 2009 @ 1:41 pm | Responder


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