perspectivas

Domingo, 21 Junho 2009

A mentalidade psicótica de esquerda

Se analisarmos este texto, verificamos a contradição de pessoas que se sentem orgulhosamente diferentes se sentirem na necessidade (sic) de mostrar que são iguais aos outros. A partir dele, podemos resumir “o problema” do nosso tempo: bastará a criação de condicionalismos sócio-económicos, a aplicação da técnica nas nossas vidas e, no caso concreto, a formatação do direito positivo, para que a vida humana seja valorizada ― sem necessidade e independentemente da reflexão de ordem moral, ética, estética e religiosa ? (1)

Segunda Realidade

Segunda Realidade

À parte a afectação ideológica do texto que se caracteriza por uma auto-punição psicológica em tudo semelhante à auto-fustigação religiosa da Idade Média, o texto pretende ser inclusivo, ou seja, pretende que em nome da uma alegada igualdade se distribuam a todos os mesmos direitos perante a lei.

Porém, da mesma forma que dois gays se podem casar, a inclusividade de critérios da escriba não pode (em coerência) obstar a que ― por exemplo ― um pai e uma filha, sendo adultos, se possam casar; ou que a dois irmãos, ele e ela e adultos, seja impedido o casamento. A questão está em saber se um pai e uma filha não deverão ter, e à luz dos critérios igualitaristas exarados no texto, o mesmo direito ao casamento que é ali reclamado para uma dupla de homossexuais. Não há nada na Constituição Portuguesa que discrimine o casamento entre um pai e uma filha; o que impede o casamento entre um pai e uma filha ― tal como impede o casamento entre dois gays ― é o Código Civil.

O tipo de argumentos utilizados no texto aborrecem-me não pelo conteúdo, mas porque deliberadamente só se pretende ver uma parte da realidade concreta, por um lado, e porque apela a um determinado tipo de raciocínio primário, por outro lado. O inclusivismo que se pretende desboca num niilismo, em que o valor principal é a necessidade de revogação dos valores.

O que está realmente em causa não é a igualdade de direitos, porque se fosse esse o caso a escriba teria que defender também, e em coerência, o casamento entre um pai e uma filha e/ou o casamento entre irmãos. O que está em causa é uma necessidade ― decorrente de uma psicose ― adquirida por lobotomia ideológica, de viver uma “segunda realidade” que não coincida de forma alguma com a realidade primeira e natural. A pessoa que escreveu aquele texto passou por uma metanóia ― um processo ideológico de substituição de uma realidade que é concreta, por uma realidade virtual ― em que acontece um processo de “conversão religiosa” através do qual a realidade tal qual se nos apresenta passa a ser considerada como falsa e incorrecta.

O princípio de identidade diz-nos que A=A. Ora, através do texto, esse princípio é literalmente revogado em várias ocasiões, o que revela a psicose característica de uma mente revolucionária.

(1) Sobre “o problema” do nosso tempo escreverei num próximo postal.

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