perspectivas

Sexta-feira, 5 Junho 2009

Portugal passa a país do terceiro mundo

Filed under: economia,Portugal,Sociedade — O. Braga @ 8:20 am
Tags: , , ,

Le Monde escreve sobre a “gangrena dos recibos verdes” em Portugal

Na edição especial dedicada às Eleições Europeias, o jornal francês Le Monde dedica um artigo a Portugal sobre os recibos verdes. O autor chama-lhe a “gangrena” dos recibos verdes, que afecta 1 milhão de portugueses.

“Criados em 1980 para os trabalhadores independentes e profissões liberais, os recibos verdes tornaram-se progressivamente o normal para um em cada cinco trabalhadores em Portugal”, escreve Jean-Jacques Bozonnet, no Le Monde.

O autor do artigo “Em Portugal os recibos verdes encarnam o extremo da precariedade laboral” dá o exemplo de duas portuguesas: Myriam Zaluar , jornalista, 39 anos, e Cristina Andrade, psicóloga e funcionária do Ministério do Trabalho. Desde que se despediu do seu trabalho, em 1998, Myriam está a recibos verdes, e Cristina assinou este ano o primeiro contrato de trabalho (por três anos) depois de cinco anos a recibos verdes.

Cristina Andrade é também fundadora do movimento FERVE (Fartos Destes Recibos Verdes), responsável pelo lançamento do debate para a opinião pública, divulgação de casos e luta contra a precariedade laboral.

O artigo explica como em Portugal é possível tantos portugueses estarem nesta situação: “Mesmo que se apresentem todos os dias na oficina ou no escritório, com horários fixos e colegas de trabalho, durantes meses ou anos, o patrão permanece um simples cliente a quem eles prestam um serviço e que pode interromper a colaboração de hoje para amanhã”.

A obrigatoriedade de pagamento de Segurança Social para os trabalhadores a recibo verde, assim como o facto de não terem direito a subsídio de desemprego, são outras das questões abordadas.

O Secretário Geral da CGTP, Carvalho da Silva, também é citado, dizendo que a situação de desemprego e precariedade em Portugal só vai piorar.

A culpa será de Bruxelas? O politólogo Villaverde Cabral responde:”Maastricht, a conversão para o euro, foram sem dúvidas demais para nós. Mas se os portugueses vêem que estamos mal com o euro, também sabem que estaríamos bem pior sem ele”.

Nota sobre o raciocínio de Villaverde Cabral: Se a minha avó tivesse rodas, era um autocarro. Como nunca saberemos como estaria Portugal hoje e sem o Euro, o Cabral assume que a minha avó tinha rodas.

Deixe um Comentário »

Ainda sem comentários.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: