perspectivas

Terça-feira, 2 Junho 2009

Marinho Pinto no “Prós e Contras”

Filed under: Política,Sociedade — O. Braga @ 1:05 am
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O verdadeiro progresso é a tradição que se prolonga, embora com pequenas reformas espaçadas no tempo. Por outro lado, uma tradição é um progresso que se impôs pela racionalidade, na medida em que a Razão é parte integrante da Verdade.

gal1Marinho Pinto assume o papel e o estatuto de “revolucionário” dentro da Ordem dos Advogados; contudo, esqueceu-se de que a revolução só tem sucesso quando realizada dentro dos costumes e das ideias ― uma revolução que não respeite a tradição como progresso adquirido, está condenada ao fracasso.

Se Marinho Pinto tende a ignorar a tradição, os que se lhe opõem não fazem coisa diferente, e não são revolucionários também só porque não passam de conservadores de antigas anarquias.

Sinceramente, depois de ver o programa Prós e Contras de ontem, tirei uma benigna conclusão que é uma verdade de La Palice: trata-se de um problema interno da Ordem dos Advogados. E quem faz a extrapolação da problemática para o campo da política são o meios de comunicação social, por uma questão de tiragem dos pasquins, e o Poder instalado no Terreiro do Paço, como forma de desviar a atenção dos portugueses dos verdadeiros problemas da Nação.

3 comentários »

  1. a tradição que se prolonga não é boa ideia, temos o caso da civilização Romana que atirava Humanos para os leões segundo a tradição.
    é necessario um Homem como O Bastonario, que apenas é contestado porque põem o dedo na ferida dos poderes(na “tradição”: neste caso (dos advogados)”.
    sobre “o Poder instalado no Terreiro do Paço”, não compete ao bastonario,essa afirmação é demagogia absoluta e fora de contexto. tenho dito!

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    Comentar por Duarte — Terça-feira, 2 Junho 2009 @ 10:56 am | Responder

  2. @Duarte:

    Os direitos humanos passaram a ser uma tradição através do “progresso que se impôs pela racionalidade — na medida em que a Razão é parte integrante da Verdade” — em função da tradição dos “romanos deitarem humanos aos leões”. As tradições sucedem-se umas às outras, e o que o bastonário não pode cometer é o erro que o comentador anterior cometeu: transportar para a mentalidade do século XXI os costumes do tempo de Nero. A isso chama-se “falácia de Parménides”.

    Conforme disse — e muito bem — o anterior bastonário, respeitando a tradição Rogério Alves fez muito mais reformas do que o “revolucionário” Marinho Pinto.

    Este tipo de comentários traduz bem o aproveitamento político ilegítimo que o PS está a fazer de um problema interno da Ordem dos Advogados.

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 2 Junho 2009 @ 1:21 pm | Responder

  3. O. Braga!

    a palavra revolucionario, não tem que ser visto, com uma “coisa” negativa( “do caos a luz” .sobre o que o antigo Bastonario fez???,como bem sabe!a falácia de Parménides.
    foi o melhor truque, já feito para justificar,os maus actos do passado.no interesse grego da altura,já agora!mas tudo bem.
    a minha opinião é que as coisas tem que ser esclarecidas e não o eram, para bem ou para o mal.sobre o aproveitamento político, concordo consigo, mas também acho que são todos os partidos que o fazem.intè

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    Comentar por Duarte — Terça-feira, 2 Junho 2009 @ 2:12 pm | Responder


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