perspectivas

Quarta-feira, 20 Maio 2009

A copralalia pedagógica da ‘educação sexual’ da professora de Espinho

A agenda política da Esquerda: a disrupção radical de uma ordem moral utilizando como pretexto a “educação sexual” das crianças, e a decomposição dos nossos valores civilizacionais milenares no sentido da destruição da razão humana.

Em relação à copralalia pedagógica e didática da professora de Espinho (PDF) , gostaria de dizer duas ou três coisas porque também tenho o direito a opinião.

Em primeiro lugar, verifico o absurdo do nosso Código Penal. Pelo que se sabe, a professora vai processar a aluna que fez as gravações áudio na sala de aula que levaram à sua suspensão. Se aquela apelar para o artigo 199 do CP, não sei como um juiz pode fugir à pena de prisão do fautor da gravação, e tratando-se de uma menor, a uma pena de prestação de serviços à comunidade ou coisa que o valha.

copralalia-de-espinho

Resulta disto que a lei é feita para proteger os vigaristas, os corruptos, a imoralidade, a ilegalidade; e que o legislador é genericamente um FDP quando não salvaguarda na lei situações de auto-defesa ou de auto-protecção de direitos comutativos.

(sentido do texto corrigido nos comentários)

Verifica-se a mesmíssima situação no caso do Apdeites, em que o JPG foi vigarizado ― é este o termo: vigarizado! ― e ainda tem que responder em tribunal por ter feito uma gravação para se proteger do vigarista. O artigo 199 do Código Penal deve ser alterado de forma a poder defender as vítimas de prevaricação; uma justiça comutativa nunca o será plenamente sem que o direito de quem sofre quebras de contrato ou atentados à dignidade pessoal seja assegurado de maneira a que se possam defender com meios adequados a cada situação particular.


Em segundo lugar, a escola em causa [Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho] é uma escola básica, isto é, tem alunos a partir dos 10/11 anos. É nisto que resulta a agenda política do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista: a disrupção radical de uma ordem moral utilizando como pretexto a “educação sexual” das crianças, e a decomposição dos nossos valores civilizacionais milenares no sentido da destruição da razão humana.

Nesta agenda política inserem-se várias iniciativas que a priori nos parecem desconexas, mas que obedecem a uma ordem moral disruptiva que consciente ou inconscientemente existe de facto e é alimentada pela propaganda política do esquerdalho. Entre essas iniciativas está uma visão radical da educação sexual nas nossas escolas, está a distribuição de preservativos a alunos de 11 / 12 anos, e está a defesa da poligamia e da abolição do casamento por parte de um “filósofo bosta” que tem acesso a palanque numa rádio nacional.

É tempo de dizer “basta!”.


Adenda:

Isabel Stilwell tem uma visão estranha do problema. Considera ela que a professora tinha “preocupações moralistas”

“Ameaça, primeiro, descobrir a virgindade da aluna, ou a falta dela, o que é no mínimo insólito, e diz que o fará recorrendo a informadores, os amigos do filho. Tudo com intuitos moralistas, de impedir que andem para aí aos linguados uns aos outros. Extraordinário.”

Isto é um exemplo de desconstrução ideológica de um texto. Eis um trecho do discurso da professora:

“Os rapazes sonham com experiências sexuais desde cedo. Mesmo que seja, já vos expliquei, quando vocês se levantam com as cuecas ou as calças molhadas, já aconteceu a toda a gente e não estou a dizer nada de errado. Se os vossos pais ainda não vos disseram é porque não vos sabem educar”.

Intuitos moralistas? A preocupação anti-moralista da Isabel Stilwell é tanta que vira ao contrário o contexto.

2 comentários »

  1. Caro Orlando:

    O Código Penal não é tão “absurdo” nem tão “linear” como à primeira vista poderá parecer.

    Sendo a gravação da aula da “dita” professora em princípio ilícito penal previsto e punido pelo artº 199º daquele Código, a eventual condenação do autor da gravação não será assim “tão” automática, por isso que há juízes para julgar.

    E isto porque, se o meu amigo der uma vista de olhos pelos artigos 31º a 39º do mesmo compêncio legal (causas de exclusão da ilicitude e da culpa) verá que não é NADA linear uma condenação do autor da gravação. Dir-lhe-ei mais, que é muito possível que, caso venha existir procedimento criminal por isso, resulte em ABSOLVIÇÃO em julgamento, com base naqueles artigos que lhe citei. E isto porque (ainda)acredito que “ainda há juízes em Berlim!”, para usar a famosa expressão do moleiro prussiano.

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    Comentar por Victor Rosa de Freitas — Quarta-feira, 20 Maio 2009 @ 11:30 pm | Responder

  2. @ VRF: Obrigado pelo esclarecimento.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 21 Maio 2009 @ 1:18 am | Responder


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