perspectivas

Segunda-feira, 6 Abril 2009

A aliança entre a plutocracia maçónica e o movimento comunista internacional

Muitas vezes já falei aqui do sincretismo ideológico de José Sócrates que decorre da chamada “terceira via” dos denominados “socialistas fabianos” ― epíteto que vem do general romano Fábio, que combateu o exército de Aníbal com uma guerra de guerrilha.

O sincretismo ideológico dos socialistas fabianos resulta do compromisso político entre o movimento comunista internacional e a plutocracia maçónica da Nova Ordem Mundial.

Olavo de Carvalho escreve:

“Ninguém entenderá nada do mundo histórico em que vive hoje se não tiver em conta a longa colaboração entre o movimento comunista e algumas das maiores fortunas do Ocidente, por exemplo Morgan, Rockefeller e Rothschild.”


Pode parecer um absurdo conceber um apoio financeiro de alguns dos maiores capitalistas mundiais ligados intimamente à maçonaria ― como é o caso dos nomes das três famílias acima citadas ― ao movimento comunista internacional, mas esse apoio é francamente lógico, e prende-se com objectivos tão fáceis de compreender como o controlo populacional a nível mundial (e só possível a redução drástica da população através de assassínios em massa justificadas por purgas políticas, acções de esterilização em massa e aborto descriminado, indiscriminado e compulsório, etc.) e o impedimento do crescimento da classe média na maioria dos países em desenvolvimento. O que está em causa para a plutocracia maçónica é o “problema” da repartição dos recursos disponíveis.

Esses dois desideratos da plutocracia maçónica só são possíveis com a eliminação da liberdade política através de ditaduras que se adequarão em modo e em grau distintos às condições culturais de cada país. Como se diz, “uma mão lava a outra”. Em troca do apoio financeiro ao movimento comunista internacional, a plutocracia maçónica pretende que a classe média seja contida numa percentagem considerada “desejável”. Como escreveu Frederico Bastião:

“Imaginemos a crise no nosso País, o que aliás não requer grande imaginação hoje em dia. Suponhamos que temos dez milhões e meio de pessoas e que, de entre estas, 500.000 pessoas têm dificuldades financeiras e o seu número duplica a cada ano de crise, o que o mesmo artigo de jornal diz que aconteceu em 2008. Admita-se ainda, para simplificar, que há cinco mil ricos e que o seu número a cada ano se reduz a metade. Significa isto que no momento inicial, o ano 0, há uma classe média de 9.995.000 pessoas, ou cerca de 95% da população. Porém, após o primeiro ano de crise já teremos um milhões de pobres e a classe média já terá caído para 90% da população; nada de preocupante, mas quand même!
Ao fim do segundo ano de crise já teremos dois milhões de pobres e a classe média terá caído para 80% do povo. Se ainda não vos preocupa, meus queridos leitores, ao fim de quatro anos de crise os pobres já serão mais de 75% da população e a classe média terá menos de dois milhões e meio de pessoas.

Podemos então calcular o momento em que a classe média fica reduzida a zero pessoas, isto é, desaparece. Isto acontecerá no momento em que teremos 10.499.779 pobres e 211 ricos, sobreviventes da hecatombe. Para que se possam preparar, meus queridos leitores, posso dizer-vos que tal se dará ao fim de quatro anos, cento e dezoito dias, duas horas, nove minutos e quatro segundos. Este é o tempo que têm para se pôr a mexer do País para fora. Mas se vos parece pouco tempo, lembrem-se: já lá vai um ano de crise.”


O movimento comunista nivela por baixo e combate as comunidades da sociedade civil, atomizando a sociedade e polarizando a sua organização entre o indivíduo controlado e o Estado totalitário ― e é exactamente isso que interessa à plutocracia maçónica. O texto do Prof. Bastião, embora humorístico e exagerado, revela contudo como pode existir uma clara estratégia política que conduz à redução da classe média aos membros do partido totalitário no Poder.

1 Comentário »

  1. […] este filme (duas horas aprox.) Estou a meio do filme, e até agora não há nada nele que desdiga este postal, e alguma contradição que possa aparecer entre o filme e este postal é esclarecida neste […]

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    Pingback por Obama: abertura a Cuba, fechamento a Israel « perspectivas — Terça-feira, 14 Abril 2009 @ 11:48 pm | Responder


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