perspectivas

Domingo, 22 Fevereiro 2009

Um exemplo da agenda radical gayzista

Chamo a vossa atenção para este postal. Podemos ver, de uma forma límpida e cristalina, de como a chamada “hostilidade heterossexista” justifica a “hostilidade anti-heterossexista” (naturalmente que “heterossexismo”, como “heterossexual”, tem dois “esses”; convém que o escriba corrija o erro de ortografia). O que está sempre presente é a auto-vitimização gay, como podemos ler:

O heterossexismo é criminologia institucionalizada: a homossexualidade é estigmatizada em todos os sectores institucionais da sociedade heterossexista e esta hostilidade institucional dá consistência e legitimidade às hostilidades individuais.

Em função desta proposição supra, podemos fazer algumas perguntas:

  • Quando é que a homossexualidade deixa de ser estigmatizada na nossa sociedade? Em função dos termos da proposição, a resposta é única: quando o “heterossexismo” deixar de existir.
  • Quando é que o “heterossexismo” deixa de existir? Quando a heterossexualidade deixar de ser valorada pela sociedade como um bem em si mesma.
  • Existe alguma diferença entre “homofobia” e o “exercício de violência sobre gays”? Segundo o escriba, não existe diferença, porque o que se pretende é transformar a homofobia em crime punível no Código Penal― e aqui é que está o problema da agressividade da agenda política gayzista.

O problema do desconstrucionismo ideológico é que pode atribuir os mais diversos significados às palavras. Um “homófobo” ― na minha opinião ― é uma pessoa que não concorda nem com a cultura nem com o comportamento sexual gay, e não é uma pessoa que exerce violência física sobre os gays.
Uma pessoa que exerce violência física sobre os gays é um criminoso porque infringe o Código Penal no que respeita aos crimes contra pessoas, nomeadamente o artigo 143 e seguintes ― e não um homófobo.

Um homófobo não exerce violência física sobre ninguém, salvo em caso de legítima defesa. A partir do momento em que exerce a violência (sem ser em legítima defesa), passa a ser um criminoso. E se é um criminoso, tem que ser punido de acordo com a lei.

Note-se que não existe nada no Código Penal sobre a chamada “violência psicológica” (não confundir com “ameaça à integridade física”; vamos colocar as coisas nos seus termos reais) ― salvo no que diz respeito à tortura nos crimes contra a humanidade (artigo 243) ― porque se parte do princípio de que a “violência verbal” e psicológica tem um cariz biunívoco e não coloca “a priori” ninguém em desvantagem objectiva. Coisas diferentes disto são a injúria e a difamação.
A alusão do escriba ao bullying nas escolas é incompreensível, porque o bullying não é exclusivamente dirigido aos homossexuais; existe até bullying relacionado com as cores clubísticas de jovens adeptos de um determinado clube de futebol. O bullying é um fenómeno que deve ser combatido como um todo, e não com ênfase num determinado tipo dirigido de bullying. Porém, o bullying não pode ser confundido com a natural auto-afirmação da identidade de um indivíduo, que é o que o escriba claramente pretende.

O acto de rejeição ideológica de um determinado tipo de comportamento não pode ser criminalizado, e é isso que está em causa com os chamados “crimes de ódio” ― de outra forma, entramos já no absurdo. Eu tenho todo o direito de rejeitar o comportamento gay sem ser punido por isso, exteriorizando as minhas ideias e convicções desde que não incite à violência sobre ninguém.

Nazismo Gay

Nazismo Gay

Ao ler os textos do escriba, ocorre-me que o que se pretende é que a cultura e o comportamento gays passem a ser obrigatórios, isto é, impostos contra a vontade das pessoas que não a aceitam. Para isso, o escriba começa por criminalizar a própria heterossexualidade utilizando um termo paralelo: “heterossexismo”.

O termo politicamente correcto “heterossexismo” consiste na crítica à heterossexualidade como padrão social de comportamento sexual. Por imposição da regra do terceiro-excluído de Aristóteles, se a heterossexualidade não deve ser considerada como um padrão social de comportamento sexual, outro tipo de padrão social de comportamento sexual ocupará o seu lugar.

O problema dos gays ― como “minoria em stress” ― é só um: a rejeição cultural da maioria. E portanto, a única forma de resolver o problema do “stress da minoria gay” é eliminar essa rejeição maioritária na sociedade em relação aos relacionamentos sexuais gays, isto é, o que o escriba defende é que os homófobos sejam politicamente perseguidos pelo crime de “rejeição do acto homossexual”, e só os homófilos sejam aceites na sociedade como bons cidadãos. O que o escriba pretende é transferir o “stress da minoria gay” para a maioria da população, transfornando-o num “stress da maioria não-gay”. O problema é que não há aqui uma terceira via.

Para isso, a agenda política gay assume uma posição radical e subliminarmente violenta, como se pode ler:

Duas grandes teorias foram elaboradas para explicar a hostilidade heterossexual em relação à homossexualidade: a teoria da homofobia e a teoria do preconceito sexual, as quais reflectem, na sua sequência histórica, uma mudança de paradigmas, do paradigma psicológico ao paradigma social centrado na noção de minoria sexual, e, consequentemente, uma mudança das estratégias políticas, que visam mudar o status das pessoas homossexuais e bissexuais na sociedade, portanto, a emergência de novas abordagens dos direitos civis dos indivíduos homossexuais e dos casais do mesmo sexo, na sua forma mais extrema, da libertação gay vista como alteração radical da sociedade e da sua visão estreita da sexualidade e do género.

Traduzindo o que está escrito aqui acima por uma terminologia corrente e decente:

  1. A “mudança de paradigmas” significa que a heterossexualidade, ou heterossexismo, deve deixar de ser o paradigma da sexualidade na nossa sociedade. Para isso ― e é o está escrito acima ― a “minoria sexual” deve deixar de ser uma minoria através da mudança de estratégias políticas que, através da bissexualidade, transformem, em termos práticos, a homossexualidade como o comportamento sexual padrão por excelência.
  2. A integração da homossexualidade como comportamento normalizado passa pela adopção de políticas sociais coercivas que estabeleçam a supressão da heterossexualidade exclusivista, ou heterossexismo.
  3. A alteração radical da sociedade significa a condenação da heterossexualidade exclusivista como um comportamento social aceitável e correcto.

Condenando a violência sobre uma minoria, faz-se, assim, apelo à violência sobre a maioria. De certo modo, o escriba justifica a violência da maioria sobre a minoria ― e nem se dá conta disso.

Adenda: resposta a esta posta, aqui.


A ler:


Email me (espectivas@nullgmail.com)

3 comentários

  1. Muito bem desmascarado!

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    Comentar por Henrique — Segunda-feira, 23 Fevereiro 2009 @ 5:39 pm

  2. Prezado,

    Denunciei seu site à Safernet por promover o ódio e a discriminação dos homossexuais.

    Nõs não temos culpa de existir. Sinto muito, se odeia homossexuais, então mude de planeta, porque eles sempre existiram em todas as partes do mundo (e quem sabe na sua própria família?)

    Por isso, fiz a denúncia. Muitos homossexuais sofrem a vida toda com isso, alguns acabam se matando ou entrando e depressão. Pense que existem crianças de 13 anos de idade que nasceram homossexuais e precisam ouvir esta brutalidade que vc escreveu.

    Peço que retire isto do ar. Já está denunciado.

    Até mais.

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    Comentar por Zezinho Gladiator — Quarta-feira, 29 Julho 2009 @ 2:53 am

  3. Caro “Zezinho que gladia com o cu”:

    Já respondi à sua ameaça no seguinte postal:

    https://espectivas.wordpress.com/2009/07/29/a-ameaca-de-tentativa-de-policia-politica-na-internet/

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    Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 29 Julho 2009 @ 7:36 am


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