perspectivas

Segunda-feira, 26 Janeiro 2009

A mente revolucionária, o messianismo judaico, a Utopia Negativa e o fenómeno obâmico

O Cristianismo ― e principalmente a Igreja de Roma ― passou a ser um alvo a abater, e para que tal aconteça, existe um fenómeno nunca visto de união de contrários ideológicos ― a plutocracia judaica internacional, a judaico-maçonaria, o movimento comunista internacional, e o próprio Islão que está a ser instrumentalizado pelos outros três movimentos internacionais.

Se virmos o programa de acção social do títere Barack Obama, mais de metade do programa é dedicado aos gays, como se as carências sociais dos Estados Unidos se resumissem aos protestos e reivindicações esdrúxulas dos gays. Ao ler o texto, fica-se com a ideia de que praticamente as lacunas da justiça social norte-americana se prendem com a realidade gay. Todos nós sabemos que não é assim, mas se alguém se atreve a questionar o critério obâmico na política de acção social é imediatamente apodado de “ignorante” ou/e “fascista”, porque os políticos conservadores da Europa e dos Estados Unidos estão totalmente reféns de uma trama ardilosa montada através de décadas de pensamento laborioso totalitário e esquerdista.

O que existe em comum entre a Esquerda europeia e Barack Obama é a corrente filosófica denominada de “Utopia Negativa”. Ao contrário da utopia tradicional que encontramos ao longo da História da humanidade que, por exemplo em Platão ou Thomas More, pretendia construir a “cidade ideal”, a Utopia Negativa concentra-se exclusivamente na crítica à sociedade real tendo em vista a instituição de uma sociedade totalitária que coloque em causa os valores tradicionais ocidentais escorados no Cristianismo.

A Utopia Negativa pega em Hegel, Marx e Freud, mistura só aquilo que lhe convém numa “poção mágica” irracional que é apresentada como o resultado de um messianismo judaico serôdio.

Por exemplo, a Utopia Negativa recorre a Hegel e à sua ideia de carácter absoluto da razão, mas propositadamente esquece a ideia fundamental defendida por Hegel acerca da existência de uma identidade positiva entre a realidade e a racionalidade. Segundo a Utopia Negativa, o carácter absoluto da razão passa a estar dissociado da realidade, o que é de uma irracionalidade incomensurável.

Seria como se um jornalista pegasse numa entrevista de um político e só publicasse uma pequeníssima parte dela, e só aquela que lhe convém para fazer passar uma mensagem política determinada. Trata-se de uma fraude ideológica; a Utopia Negativa é a maior fraude ideológica que existiu no século 20 e que hoje comanda o mundo.

A Freud, a Utopia Negativa vai buscar o conceito de “instinto” como instrumento de regresso do ser humano aos primórdios do Homo Sapiens ― isto é, para a Utopia Negativa, o regresso do Homem a uma sociedade selvagem (sob o ponto de vista moral e ético) e comunitária, que caracterizou o paleolítico, é um valor essencial. Trata-se de reverter “a queda” do primeiro homem bíblico através das promessas messiânicas judaicas que dão como certo o paraíso na Terra sob o controlo totalitário de um “Rei de Justiça”.

Ainda a Freud, a Utopia Negativa foi buscar o conceito de “repressão do instinto” humano por parte da civilização cristã europeia, mas separou este conceito da função positiva que ― segundo Freud ― esta repressão exerce através do Superego, tanto na eclosão e evolução de uma civilização, como na formação da personalidade humana normal. Mais uma vez, o “jornalista” deturpa a mensagem do “entrevistado”, citando apenas uma parte da mensagem para combater um inimigo político: esse inimigo é a sociedade de herança cultural cristã.

A Karl Marx, a Utopia Negativa foi buscar praticamente tudo, embora tenha tentado claramente subverter o materialismo dialéctico de Engels através da introdução da fenomenologia de Husserl no seu caldo cultural e ideológico ― seguindo o percurso ideológico de Gramsci e Lukacs.
A Utopia Negativa é uma aberração ideológica; contudo, é essa aberração ideológica que comanda hoje o mundo através de políticos como Obama, Gordon Brown, Lula, Chavez, Zapatero, Durão Barroso, e o próprio José Sócrates.

O existencialismo contemporâneo é escorado nos princípios da Utopia Negativa; não é possível ser existencialista sem ser neomarxista ― mesmo que o messianismo marxista esteja latente na mente do existencialista e/ou permaneça inconfessável; as duas correntes estão interligadas.

O relativismo ético e moral ― que sempre existiu embora de forma ideologicamente descoordenada ― foi sistematicamente transformado em teoria política pela Utopia Negativa através da superiorização da razão subjectiva em relação à razão objectiva. O existencialismo contemporâneo abraçou a subjectividade da razão propalada pela Utopia Negativa através de Herbert Marcuse. A liberdade deixa de pertencer à esfera de coordenação da razão, para passar a ser privilégio da escolha subjectiva em nome da superioridade da razão subjectiva em relação à objectividade da razão. A liberdade deixa de ser racional, porque passando a ser subjectiva, passa a ser instintiva e irracional ― o que é um contra-senso, porque “instinto” e “liberdade” são conceitos incompatíveis ― um animal irracional não tem a liberdade do ser humano porque não possui Razão (raciocínio);o instinto implica um determinismo, e não liberdade.
Quando se defende a ideia de “liberdade” subordinada ao “instinto” (i.e., “razão subjectiva”), defende-se a instauração de um regime político totalitário, porque a ética deixa de ser aplicável igualmente a todos os grupos sociais, e os poderosos passam a ter uma ética só para si. Quando fazemos o diagnóstico ideológico da actual nomenclatura política internacional, assistimos a um verdadeiro desfile de horrores incongruentes e em contradição permanente.


Só através da Utopia Negativa se pode explicar como a Esquerda internacional ― que ironicamente exclui hoje a Rússia de Vladimir Putin, que passou a ser um líder político relativamente conservador ― defende simultaneamente o aborto livre e a adopção de crianças por duplas de gays. Se o aborto livre conduz inexoravelmente e em crescendo à falta de crianças disponíveis para adopção, a adopção de crianças por duplas de gays é um contra-senso numa sociedade futura em que a natalidade irá decrescer drasticamente. Como se pode explicar esta aparente contradição?

Segundo Herbert Marcuse (“ Razão e Revolução”), “a auto-sublimação da sexualidade” destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em orgão erótico, e o trabalho em jogo, divertimento ou espectáculo. Com o advento do puro Eros ― segundo Marcuse ― ficaria destruída a “ordem repressiva da sexualidade procriadora”.
A pergunta que se faz, em resposta a Marcuse, é se a destruição do que ele chama de “ordem repressiva da sexualidade procriadora”, não destruiria também a capacidade de reprodução humana? E não é exactamente isto que está a acontecer hoje com o advento de um Inverno Demográfico?

A fertilização in vitro como método sistemático de promoção da natalidade levanta o problema ético de o nascituro ter o direito a conhecer o seu passado biológico. Não é possível que a sociedade negue sistematicamente ao cidadão o direito de saber a sua origem biológica. A fertilização in vitro como sistema de natalidade, significa a imposição da razão subjectiva de uns sobre a razão subjectiva de outros que se encontram em situação mais frágil, o que corresponde, na prática, à lei do mais forte (social-darwinismo) aplicado à sociedade, levando inexoravelmente ao Transumanismo e à selecção genética que subentende o eugenismo normalizado. A ironia disto é que a própria homossexualidade poderá vir a ser alvo de discriminação genética eugénica, exactamente por parte daqueles que hoje bradam pelos “direitos dos gays” por simples oportunismo político e por força de uma ideologia sociopata.

A psicose colectiva instalada acerca de um “aquecimento global” que não existe senão em função do clima que sempre mudou no planeta (link), revela uma política global orquestrada que se serve, até certo ponto, as ideias sociopatas e niilistas da Utopia Negativa. A “ordem repressiva da sexualidade procriadora” é levada à letra pela plutocracia internacional que não pretende dividir os recursos disponíveis no planeta em nome de um naturalismo cientificista e sociopata digno de Marcuse. O actual sincretismo ideológico presente na política global é de tal forma escandaloso que já não distinguimos os capitalistas dos comunistas ― existem apenas agendas políticas diversas que utilizam todos os recursos disponíveis, por mais antagónicos e incoerentes que sejam, com o único desiderato de poderem prevalecer. A única instituição a que nos podemos “agarrar” com alguma segurança e esperando coerência, é a Igreja Católica.

O império da “razão subjectiva” da Utopia Negativa deu nisto: a ética passou a ser teleológica: valem todos os meios para se atingirem os fins; a única coisa que é necessária é convencer a maioria da sociedade de que os meios utilizados ― por mais sórdidos que sejam ― são legítimos.

A única forma de conciliar o aborto livre com a adopção gay ― para além do Transumanismo e do eugenismo institucionalizado ― é o retrocesso civilizacional que nos levará à instituição da poligamia tradicional ou/e à poliamoria que encontramos no Homo Sapiens há mais de 2.000 anos ― com uma diferença: é que o gay de há 2.000 anos não era (salvo raras excepções) socialmente valorizado e ocupava-se de trabalhos menores na tribo, e hoje passa a estar no centro da atenção política até que o relativismo moral e ético característico da “razão subjectiva” da Utopia Negativa esteja definitivamente instalado na sociedade, facilitando assim ― através da diluição do combustível moral cristão ― a instauração de um totalitarismo baseado nos valores messiânicos judaicos que estão na base da mente revolucionária (link).

Por fim, convém ter em mente que a Utopia Negativa se desenvolveu na sequência da criação da “Escola de Francoforte”, e a esmagadora maioria dos principais protagonistas deste movimento marxista eram descendentes de judeus alemães (entre outros, Adorno, Marcuse e o próprio Horkheimer). Não se trata de anti-semitismo da minha parte: trata-se de constatar factos.
Alguém que me explique como pode um multi-milionário, como é o caso do judeu Samuel Rubin (link) apoiar declaradamente uma agenda política internacional que combate os valores cristãos do ocidente. Como pode um multi-milionário capitalista apoiar a agenda política neomarxista a nível internacional? De facto, o judeu Samuel Rubin não apoia os movimentos pró-comunistas; apoia, antes de tudo o mais, o combate aos valores cristãos remanescentes na sociedade.

O Cristianismo ― e principalmente a Igreja de Roma ― passou a ser um alvo a abater, e para que tal aconteça, existe um fenómeno nunca visto antes de união de contrários ideológicos ― a plutocracia judaica internacional, a judaico-maçonaria, o movimento comunista internacional, e o próprio Islão que está a ser instrumentalizado pelos outros três movimentos internacionais.

2 comentários »

  1. Caro sewnhor Orlando, quando leio essas coisas, fico horrorizada ao constatar até onde vai a ignorância e a teimosia humanas. Nestas horas, gostaria de ter uma grande cultura para derrubar item por item essas aberrações, resgatando historicamente onde começou o erro. Se bem que, para meu consumo próprio, eu sei onde o erro começou: na vontade de seguir o “non serviam” de Lúcifer, concebido na cabeça de algum débil mental.
    O pior é que o “non serviam” é só uma caricatura mascarada da ordem hierárquica do “serviam” e, para completá-la, os ignorantes precisam até do nascimento do filho do caos. Creio mesmo que os tais candidatos a dominadores mundiais devam passar seus dias e noites em missas negras.

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    Comentar por Madame Bia C. — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 1:04 pm | Responder

  2. Apesar de tudo, ainda acredito no Homem. Ainda acredito que as mudanças dependem de cada um de nós. Ninguém movimenta os princípios do Homem se não encontrar campo fértil. Acredito que cabe à família e não à igreja a responsabilidade para preparar homens com vontade própria e não meros títeres que qualquer idealista leva para onde quer. Não sou a favor de ideologias. Nego o poder das ideologias em seres humanos conscientes do seu papel na sua comunidade, e, no mundo. Tudo o que acontece à nossa volta, afeta a nossa vida, mas nem por isso preciso fazer parte desses acontecimentos. Se cuidarmos adequadamente da nossa “casa” o que vai na casa do vizinho acaba não tendo o impacto que ele espera.Precisamos estar alerta, acima de tudo, se somos formadores de opinião. E, em um primeiro plano, todos o somos, enquanto família.
    Não assumindo a responsabilidade pela nossa vida, não teremos como fugir dessa “lavagem cerebral” contínua a que o ser humano está sujeito pela mídia.

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    Comentar por delfinaguimaraes — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 5:45 pm | Responder


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