perspectivas

Segunda-feira, 20 Outubro 2008

Obama é um marxista em “soft mode”

Filed under: Política — O. Braga @ 7:48 pm
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Para além da riqueza da linguagem que se nota neste texto de Olavo de Carvalho, estou de acordo e em desacordo com as ideias nele expressas.

Estou de acordo em relação ao conceito de que um político não se resume ao conjunto de ideias que defende em determinado momento, mas também a todo o seu percurso de vida. Um político não pode ser “o cidadão que muda de posição a cada minuto que passa”, como defendeu Fernando Pessoa, “em nome da liberdade de mudar”. Não podemos dissociar aquilo que o político diz daquilo que ele faz ou fez, porque a boa política requer coerência; um político incoerente ― aquele que não faz coincidir o seu percurso de vida com as ideias que profere e defende ― é uma pessoa extremamente perigosa (populista).
No caso de Barack Hussein Obama, podemos dizer que “bem prega Frei Tomás…” Por isso é que as convicções religiosas de um político ― sejam elas teístas, ateístas ou outras ― são importantes para que os eleitores tracem um esboço apriorístico do seu perfil como ser humano, porque, em regra geral, a religião acompanha o indivíduo (pelo menos) a partir da sua idade adulta, quando se afirma a autonomia da mente.

Porém ― e aqui estou em desacordo ―, sou de opinião de que as ideias valem por si, independentemente de quem as defenda. Quando as ideias não valem por si, entramos no ataque ad Hominem. O que é preciso é que a massa crítica disponível e em circulação numa sociedade seja capaz de distinguir as ideias defendidas, de quem as defende ― o que não acontece nos Estados Unidos, que é um país com um grande défice de politização.

Se eu fosse americano, não votaria em Obama ― desde logo ― pela sua incoerência e pela mentira que personifica. Votar num político incoerente é dar carta branca para um rol de incoerências que se seguirão à tomada de posse. Em Portugal, temos esse exemplo com José Sócrates.
Contudo, as ideias existem e valem por si, independentemente de quem as defende e porque as defende.

O que os republicanos americanos devem sublinhar é que as ideias que Obama defende não coincidem com o seu percurso de vida, por um lado, e desmistificar essas ideias, por outro. Os republicanos devem separar as ideias defendidas agora por Obama, do perfil histórico do candidato, e criticar em separado uma coisa e outra, e não fazer a confusão das duas coisas, o que pode induzir o eleitorado na ideia do ataque ad Hominem e racista ao “coitado-do-preto-que-é-vítima-perene-e-eterna”. Os republicanos caem assim numa armadilha bem montada por um vigarista completo e consumado.

Ademais, as ideias de Obama para os Estados Unidos são péssimas: aumento de impostos que vão sobrecarregar sobretudo a classe média, deixando os ricos à-vontade; abertura de fronteiras aos imigrantes ― sem regulação laboral ― que vai fazer aumentar o desemprego entre os americanos e desregular o mercado de trabalho, de que só as elites sociais (os ricos) têm proveito real; uma política de energia que privilegia o aumento de preços ao consumidor para satisfazer uma elite ideológica minoritária ecofascista e a elite (os ricos) que detém o negócio da energia; uma política externa que, em nome da “tolerância” própria do neo-pragmatismo, vai fazer com que regimes totalitários sanguinários reapareçam em países e regiões onde tinham sido extirpados, legitimando-os; uma política cultural em relação à família americana que defende a destruição dos seus valores tradicionais, o que vai fazer recuar a taxa média de natalidade actualmente existente nos Estados Unidos ― que é de duas crianças por mulher (taxa essa que repõe a população activa e assim contribui para a manutenção do vigor da economia), etc.

Em suma: Obama, como pessoa ― e independentemente de ser preto, branco, amarelo ou mulato ― é de carácter muitíssimo duvidoso; isto é um facto, quando analisamos todo o seu percurso de vida e as posições políticas que tomou como senador. Outra coisa são as ideias que ele defende neste momento, que são decalcadas de uma versão “soft” do marxismo cultural, e por isso, criticáveis.

2 comentários »

  1. Muy de acuerdo con tu artículo. Desde que ví a Obama por primera vez me pareció muy bueno para ser real.

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    Comentar por Prometeo — Terça-feira, 21 Outubro 2008 @ 12:23 am | Responder

  2. Obama + o seu livro “Dreams From My Father—A Story of Race and Inheritance”. + AUDIO BOOK
    http://www.khow.com/pages/caplisreport.html?feed=281113&article=3865991

    Durante o hino americano, todos de mão direita no peito, menos Obama, com as mãos cruzadas no escroto. Lealdade à América?

    Obama é o pacisfista e Mccain o belicista? Será?

    Obama + Bill Ayers


    Obama + Reverend Wright

    Obama + National New Party

    Isto sem falar nas fraudes eleitorais da ACORN…

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    Comentar por Fenéco — Terça-feira, 21 Outubro 2008 @ 6:55 pm | Responder


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