perspectivas

Quinta-feira, 14 Agosto 2008

Estamos metidos num colete de varas

Filed under: Portugal — O. Braga @ 8:38 pm
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Estamos metidos num colete de varas, e vez de nos liberarmos dele, estrebuchamos e apertamos cada vez mais o baraço que nos ata. Andamos a discutir o que não tem discussão, e deixamos o importante de lado. Note-se que eu não concordo com o Fernando Rosas em quase tudo.

Não tem discussão possível que a morte pela GNR do rapaz que acompanhava adultos desarmados num roubo de material de construção civil, é desproporcionada, embora a lei penal preveja a situação de crime punível para adultos que induzam um menor em situação de ilegalidade.

Não me surpreende que a GNR o tivesse feito, e a partir de agora estes casos vão se reproduzir, porque existe um claro sinal político do governo socretino de índole securitário (ler Fernando Pessoa e a Segurança na Sociedade).

O importante ― e que nos esquecemos ― é que não temos fronteiras em relação à UE, e por isso o controlo da criminalidade só pode ser feito pela nossa polícia de uma forma desproporcionada. Os países mais ricos da União Europeia dão subsídios a granel aos alijados do Poder, o que ajuda a reduzir a criminalidade nesses países; Portugal, sem recursos para o fazer, e com um índice de imigração desproporcionado relativamente à população autóctone, sujeita-se aos assaltos diários a Bancos.

Não podemos fazer parte de Schengen e sermos pobres; ou enriquecemos, ou fechamos fronteiras. Este é o problema de fundo. Por isso, não faz sentido uma discussão em termos de fazer de conta que a realidade não existe.

Adenda:cá está o “martírio do herói” de que falei aqui. Por vezes, gostava de não pensar.

1 Comentário »

  1. «Não podemos fazer parte de Schengen e sermos pobres; ou enriquecemos, ou fechamos fronteiras. Este é o problema de fundo. Por isso, não faz sentido uma discussão em termos de fazer de conta que a realidade não existe.»

    Sempre me fez confusão, desde o início, a entrada de Portugal na então CEE. Mais confusão me faz a moeda única. É evidente que vamos ficar sem cheta porque a moeda pode circular e, saindo mais do que entra, haverá cada vez menos por cá…

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    Comentar por Henrique — Quinta-feira, 14 Agosto 2008 @ 10:59 pm | Responder


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