perspectivas

Terça-feira, 5 Agosto 2008

Nojo

Filed under: Maddie — O. Braga @ 11:36 am
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Maddie, irmão e pai

Maddie, irmão e pai

A justiça portuguesa arquiva o caso Maddie McCann ao mesmo tempo que um ex-polícia lança um negócio publicando um livro em que afirma a existência de novas pistas sobre o caso. O que acontece? Nada. Fica só a propaganda a favor do branqueamento da imagem da polícia portuguesa que, não conseguindo resolver o caso, opta por denegrir a imagem dos pais da criança, encontrando assim um bode expiatório. E nada acontece.

Não seria esta uma oportunidade para o Ministério Público reabrir o processo? Em tese, seria uma boa oportunidade, mas o Ministério Público não reabre o caso porque sabe que o livro de Gonçalo Amaral contém inverdades grosseiras, e uma reabertura do processo poderia ser ainda pior para a já tão denegrida imagem da Polícia Judiciária.

John Lowe, o cientista forense britânico que coordenou o trabalho das análises de material biológico constantes do processo, e que lidou com as análises das “amostras de sangue de Maddie” ― assim classificadas por Gonçalo Amaral ― retiradas do carro dos McCann, escreveu num relatório afirmando que era mesmo impossível saber se aquelas amostras se tratavam, sequer, de sangue, quanto mais saber se se tratava de sangue de Maddie. No fundo, a praxis do Gonçalo Amaral é baseada num “wishful thinking”: acredita-se que o arguido é culpado, e dá-se umas porradas bem dadas para o obrigar a confessar. Parece que o método funcionou no “caso Joana” (cuja mãe confessou aquilo que fez, e aquilo que não fez), e vai daí o nosso Gonçalo passou a adoptá-lo como método de trabalho. Resquícios culturais da PIDE: primeiro acusa-se, depois obriga-se a confessar através de pressões psicológicas de vária ordem, porrada e de interrogatórios pidescos, e depois logo se verá: entre mortos e feridos, alguém há-de escapar.

Entretanto assistimos na TVI ( e noutros me®dia) à “verdade garantida”, em que se assume a “verdade” do Gonçalo como verdade absoluta, e a Justiça não reabre o caso, isto é, temos um ex-polícia que faz justiça fora dos tribunais, condenando alguém através dos me®dia, fazendo a sua justiça na praça pública, e o Ministério Público cala-se, ignora as “novas pistas” e nem sequer vem a terreiro dizer porque é que o faz.



One of the dangerous assumptions about science is that it is believed to be entirely objective and value free. In the Mcann Case it seems that the Portuguese authorities all too readily interpreted the evidence in a way that was conditioned to confirm their prior assumptions. In particular an assumption that the scientific evidence was ‘of itself’ an unequivocal symbol of ‘the truth’.

In philosophical terms it is clear that some real empirical evidence was collected. In other words there was an ‘ontological’ reality. It was tangible (just) and measurable (to a degree)

Someone, somewhere then placed a subjective interpretation on those facts. The facts did not have any objective meaning, a meaning was placed on them by a human being. One version of meaning was given by the British authorities and it was commendably circumspect and cautious. Another meaning was placed on the facts by the Portuguese authorities and this was astonishingly forthright and over-confident.

How were these two distinct ‘attitudes’ to the evidence formed? What motivations can we assume pre-disposed the Portuguese official(s) to take the attitude they did? Can we be certain these were benign or might somebody with the power and the authority have reasons for holding the attitude they took ?!!

Kate and Gerry are to be commended for their resilience in being able to resist the persuasive attempts to get them to comply with the Portuguese authority’s interpretation of the evidence. The more so given the extremity of the circumstances.

Adenda: Se a mãe da Joana chorava na TV, o caso tornou-se suspeito; se a mãe da Madeleine não chorava na TV, o caso também é suspeito. Bate sempre certo.

13 comentários »

  1. Havia informação suficiente para escarafunchar o caso, pelo que você coloca. Um único homem tem o poder de encerrar as investigações? E o vídeo de que fala foi investigado? Os ingleses que participaram das investigações aceitam o fechamento do caso? Ou não lhes compete questionar a Polícia Portuguesa? O que acontece que não se encontram respostas para esses pais?

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    Comentar por Delfina — Terça-feira, 5 Agosto 2008 @ 6:42 pm | Responder

  2. O problema é que ninguém pode obrigar a polícia portuguesa a ser competente, e a incompetência da polícia deu muito jeito ao lobby pedófilo instalado no Poder político em Portugal. Ler:

    https://espectivas.wordpress.com/2008/08/05/nojo-2-2/

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    Comentar por O. Braga — Terça-feira, 5 Agosto 2008 @ 6:55 pm | Responder

  3. “inverdades grosseiras” ???
    Pode dizer-me quais??

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    Comentar por Teresa Domingues — Quarta-feira, 6 Agosto 2008 @ 12:26 am | Responder

  4. «Entretanto assistimos na TVI ( e noutros me®dia) à “verdade garantida”, em que se assume a “verdade” do Gonçalo como verdade absoluta, e a Justiça não reabre o caso, isto é, temos um ex-polícia que faz justiça fora dos tribunais, condenando alguém através dos me®dia, fazendo a sua justiça na praça pública, e o Ministério Público cala-se, ignora as “novas pistas” e nem sequer vem a terreiro dizer porque é que o faz.»

    Concordo em absoluto! Para mim, isto é crime!

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    Comentar por Henrique — Quarta-feira, 6 Agosto 2008 @ 1:53 am | Responder

  5. Quando a polícia a acusou de ser a autora da morte da filha, Kate afirmou: “então se fui eu que a matei eles que descubram o corpo”. É quase impossível ter sido ela a autora do crime e ter proferido estas palavras (também é verdade que nada é impossível nesta vida). Kate não é atrazada mental nem ignorante, quando muito teria dito outra coisa qualquer ou ter-se-ia calado. Aliás já havia sido bem explícita anteriormente quando afirmou “eles (os polícias) não prendem os pedófilos que têm no País e depois acusam-nos a nós do crime”… O facto dos Mcann terem promovido uma campanha a nível mundial para encontrar a filha, é outro pormenor não despiciendo, caso os pais estivessem envolvidos no crime. E teria sido um disparate monstruoso e eles não são estúpidos a esse ponto, antes são pessoas informadas e inteligentes. Mas a ter-se verificado, viria a ser um escândalo de proporções inimagináveis para eles e muito particularmente para o governo britânico que de certo modo se envolveu no assunto e com quem os Mcann polìticamente se relacionam. E tal envolvimento nunca seria admissível da parte de Downing Street por muito amigo que Gordon Brown seja dos Mcann. Teria sido um risco demasiado elevado. Além disso, msmo que G.B. o quisesse, o MI 5 (ou o 6) jamais deixaria o governo envolver-se num caso desta natureza. Que aliás ele (MI 5) saberá porventura mais do assunto do que possamos imaginar e até pode (por razões que fàcilmente se imaginam) estar a proteger “outra gente” proeminente de um outro país que não o deles. E aí, sim, descobrir-se quem é esta outra ‘gente’ é que seria óptimo mas provocaria um terramoto que não convém nem ao governo dele – porque os salpicaria – nem sobretudo ao desse ‘outro’ país. Seria mais um a juntar ao que já nos foi prometido há tempos e de que ainda estamos à espera. Ou melhor, o mesmo mas alargado. Este assunto é muito mais complicado do que aparenta, porque os governos dos países não são autónomos, recebem ordens e obedecem. Entre as quais a de proteger a todo o custo as redes pedófilas de que muitos deles fazem parte.
    Mas pode ainda haver outra hipótese. Os pais terem tido prévio conhecimento de que a filha iria ser raptada (daí a sua permanente calma e as muitas fotografias tiradas com especial incidência na Maddie e muito pouca nos gémeos), motivo pelo qual terão deixado os filhos sózinhos e a porta fechada só no trinco; e, depois da filha mais velha ter desaparecido, a mãe ter decidido deixar os mais novos sózinhos(!)para ir comunicar ao marido e amigos o desaparecimento da filha. Por detrás desta atitude só poderia ter havido uma única justificação, uma vez que o rapto da filha já havia sido consumado, a partir daí não haveria qualquer perigo para os outros filhos. Como quer que tenha sido, eles, sob ameaça, estariam sempre impedidos de falar. E há uma terceira hipótese para o rapto, que poderia estar interligada com qualquer destas, o sacrifício humano. Toda a gente sabe que isto acontece e quais as seitas implicadas. É dos livros. Mas também mostram no YouTube e é aterrador. Há até pessoas que supostamente se distanciaram dessas seitas e práticas e resolveram contar como tudo se passa ‘lá dentro’, no maior dos secretismos. Por exemplo, num programa da Oprah uma mulher, ainda nova, explicou o que fez à sua própria filha bébé, acrescentando com a maior das calmas que os sacrifícios humanos em bébés eram prática corrente na sua família desde há séculos!!!
    Mais um caso “Joana”, com contornos aparentemente semelhantes, fins idênticos, os mesmos prováveis encobrimentos e a mesma imperícia na investigação, propositada ou não. Pobres e infelizes crianças, a qem foi dado viver nestes tempos demoníacos.

    Porque choras tu anjinho?
    Tenho fome e tenho frio.
    E só por este caminho,
    Como ave que caiu
    Ainda implume do ninho?

    A tua mãe já não vive?
    Nunca a vi na minha vida,
    Andei sempre assim perdida
    E mãe por certo não tive.

    És mais feliz do que eu
    Que tive mãe e morreu

    Augusto Gil

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    Comentar por Maria — Quarta-feira, 6 Agosto 2008 @ 2:37 am | Responder

  6. Desculpe mas está na lista de pagamento dos McCann? É que se não está e ainda publica os press releases gratuitamente ou é asnice ou de facto muita naividade. Leia o artigo do Dr. Pinto da Costa, forense, professor universitário, presidente do INML durante uma série de anos onde ele refuta o resultado do FSS em Birmingham.

    Ou então se não confia nos Portugueses segue aqui a opinião de uma expert forense, especialista em Low Copy Number – tradutor google:

    Children Association Kidnappés: Do you know the technique of LCN and how it is commonly used?

    S. Adamis: LCN (Low Copy Number) is a technique developed by the laboratories of Forensic Science Service English to analyze samples containing a very small number of DNA molecule. The basic principle is to increase the number of cycles of PCR to increase sensitivity [Gill, 2000; Whitaker, 2001]. This technique has two major drawbacks:

    1) it produces unbalanced profiles for one or the other marker, with possible disappearance of an allele due to stochastic effect.

    2) it leads to the detection of either allele in the negative controls of unknown origin.

    The first drawback led to obtaining profile incomplete, partially wrong and not reproducible. This little reliability goes against the spirit as advocated notably by the ISO 17025 standards in force in our country.
    The second requires necessarily work in special conditions to avoid contamination inherent in the environmental conditions and in particular from human DNA present in the dust of the atmosphere or on the surfaces of objects. Seen the limitations of this technique, the conclusions could be easily attacked and cancelled during a trial. This technique is not used routinely in DNA laboratories in Belgium.

    AEK: If on an analysis of DNA, 15 markers out of 19 belong to a person “x”, can we conclude that this is this person?
    SA: If the profile is complete and quality, and that the markers are analyzed information then no doubt! The result is discriminatory. This result is very reliable. The order of error is 1 for 1 billion! It is almost impossible it otherwise. For a conclusive DNA profile, it takes a minimum of 7 markers. In case you are presenting, 15 markers on 19 leave no doubt. This result is quite reliable and usable in court. The error rate for a one billion is so unlikely that the result is recognized by judges without lawyers can not bring them into doubt.

    We open a parenthesis. We understand even better the attitude of the PJ. In the face of inconsistencies we are talking about earlier, the police have doubts. Can dogs detect traces of blood and the smell of a corpse. The doubts turn into belief. But it lacks something. All these elements are not sufficient to face charges in a court. It lacks a confirmation. A scientific confirmation. This confirmation comes with the first analysis report which said that 15 DNA markers on 19 belong to Madeleine. It does not need more police. The proof is there. Self-explanatory. The first report analyses prove the guilt of parents in the eyes of investigators. This report should be considered as a proof by, I believe, all police forces. Once parents have been placed, logically, in the particular status “arguidos.” Of course, an error rate of 1 to 1 billion is not a profile of 100%, it Clarence Mitchell rightly so. Where, then, there is a coup d’éclat. A second report by the FSS comes and totally contradicts the first. Distroying evidence that the police have thought. According to the report, the samples have been contaminated finally making them very unreliable. Several DNA have been mixed to create the DNA of anyone!

    EAK: If you get DNA from three different people, can we recreate the DNA of anyone?

    SA: If the DNA is collected DNA mixed with that of 3 individuals in an equivalent manner, then we could actually find the DNA profile of anyone. The mine just like yours. But it is important that the mixture is perfectly equivalent. In which case the reliability rate is very low, from 1 to a billion 1 per 1,000 or 1 in 100. It is therefore more question to consider this result as discriminatory.

    So what happened? NRL unreliable? The contaminated samples at the second analysis, but not the first? The first botched analysis by the FSS? There would be a good way of knowing. As two expert reports contradict each other, we practise a third analysis in an independent lab. But, alas, following an incident that remains unexplained, the only existing DNA samples were inadvertently lost or destroyed by the laboratory. What makes impossible a third analysis!

    FRENCH:

    D’autre part, l’interprétation de Clarence Mitchell des résultats ADN prête à caution. Pour nous aider dans nos propos notre association à fait appel à une experte en la matière. Il s’agit de Madame S.Adamis, Expert Judiciaire à l’Unité d’Expertise Génétique de l’Université Catholique de Louvain (GNEX – UCL).

    Association Enfants Kidnappés: Connaissez vous la technique du LCN et est-elle couramment utilisée ?

    S. Adamis: Le LCN (Low Copy Number) est une technique développée par les laboratoires du Forensic Science Service anglais pour analyser des échantillons contenant un très petit nombre de molécule d’ADN. Le principe de base est d’augmenter le nombre de cycles de la PCR pour augmenter la sensibilité [Gill, 2000 ; Whitaker, 2001]. Cette technique présente deux inconvénients majeurs :

    1) elle produit des profils déséquilibrés pour l’un ou l’autre marqueur, avec disparition possible d’un allèle dû à l’effet stochastique.

    2) elle conduit à la détection de l’un ou l’autre allèle dans les contrôles négatifs d’origine non déterminée.

    Le premier inconvénient conduit à l’obtention de profil incomplet, partiellement erroné et non reproductible. Ce peu de fiabilité va à l’encontre de l’esprit qualité préconisée notamment par les normes ISO 17025 en vigueur dans notre pays.
    Le deuxième nécessite obligatoirement de travailler dans des conditions particulières pour éviter les contaminations inhérentes aux conditions ambiantes et provenant notamment de l’ADN humain présent dans les poussières de l’atmosphère ou sur les surfaces des objets. Vus les limitations de cette technique, les conclusions émises pourraient être facilement attaquées et annulées lors d’un jugement. Cette technique n’est pas utilisée en routine dans les laboratoires d’identification génétique en Belgique.

    AEK:Si sur une analyse d’ADN, 15 marqueurs sur 19 appartiennent à une personne “x”, peut-on en conclure qu’il s’agit bien de cette personne ?
    S.A.: Si le profil est complet et de qualité, et que les marqueurs analysés sont informatifs alors sans aucun doute! Le résultat est discriminant. Ce résultat est très très fiable. L’ordre d’erreur est de 1 pour 1 milliard! Il est quasi impossible qu’il en soit autrement. Pour un profil ADN probant, il faut au minimum 7 marqueurs de base. Dans le cas que vous présentez, 15 marqueurs sur 19 ne laissent planer aucun doute. Ce résultat est tout à fait fiable et utilisable devant les tribunaux. Le taux d’erreur d’un pour un milliard est tellement peu probable que le résultat est reconnu par les magistrats sans que les avocats ne puissent les mettre en doute.

    Nous ouvrons ici une parenthèse. On comprend encore mieux l’attitude de la PJ. En effet face aux incohérences dont nous parlons plus haut, les policiers ont des doutes. Puis les chiens détectent des vestiges de sang et l’odeur de cadavre. Les doutes se transforment en conviction. Mais il manque quelque chose. Tous ces éléments ne suffisent pas à faire face à une accusation dans un tribunal. Il manque une confirmation. Une confirmation scientifique. Cette confirmation arrive avec le premier rapport d’analyse qui précise que 15 marqueurs d’ADN sur 19 appartiennent à Madeleine. Il n’en faut pas plus à la police. La preuve est là. Évidente. Le premier rapport d’analyses prouve la culpabilité des parents aux yeux des enquêteurs. Ce rapport serait considéré comme une preuve irréfutable par, je crois, toutes les polices. Dès lors les parents ont été placé, en toute logique, sous le statut particulier “d’arguidos”. Bien sûr, un taux d’erreur de 1 pour 1 milliard n’est pas un profil à 100%, en ça Clarence Mitchell à raison. Lorsque, ensuite, survient un coup d’éclat. Un deuxième rapport du FSS arrive et contredit totalement le premier. Ruinant ainsi les preuves que pensaient avoir la police. Selon ce rapport, ,les échantillons prélevés auraient été contaminés finalement les rendant très peu fiable. Plusieurs ADN auraient été mélangé permettant de créer l’ADN de n’importe qui!

    EAK:Si on récolte l’ADN de trois personnes différentes, peut-on recréer l’ADN de n’importe qui ?

    S.A.: Si l’ADN récolté est mélangé avec l’ADN celui de 3 individus de façon équivalente, alors effectivement on pourrait retrouver le profil ADN de n’importe qui. Le mien tout comme le vôtre. Mais il faut que le mélange soit parfaitement équivalent. Auquel cas le taux de fiabilité devient très très faible, passant de 1 pour un milliard à 1 pour 1.000 ou 1 pour 100. Il n’est, dès lors, plus question de considérer ce résultat comme discriminant.

    Alors que c’est-il passé? Le LCN peu fiable ? Les échantillons contaminés lors de la deuxième analyse mais pas à la première ? La première analyse bâclée par le FSS ? Il y aurait bien un moyen de le savoir. Quant deux expertises se contredisent, on fait pratiquer une troisième analyse dans un labo indépendant. Mais, hélas, suite à un incident qui reste inexpliqué, les seuls échantillons d’ADN existant ont été, malencontreusement, perdu ou détruit par le laboratoire. Ce qui rend impossible une troisième analyse!

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    Comentar por X. — Quarta-feira, 6 Agosto 2008 @ 5:05 am | Responder

  7. Maria:

    “Encontrem o corpo; provem que nós a matamos” ― Kate McCann

    Esta frase só pode vir de alguém que está interessada em que as investigações continuem. Eu acho tão repulsivo e nojento o movimento dos me®dia portugueses aliados à escumalha que actualmente existe na PJ, que nem vou comentar muito mais.

    A sanha é de tal modo monstruosa, que existem comentários destes dirigidos a mim:

    “Desculpe mas está na lista de pagamento dos McCann? “. Veja a que ponto chegou a irracionalidade. Eu também já estou a ser pago pelos McCann!

    O problema é que estas querelas só fizeram com que a investigação parasse e o assunto fosse arrumado numa prateleira, exactamente o que o lobby pedófilo instalado no Terreiro do Paço pretendia.

    Tudo isto é um absurdo e põe a nu a porcaria da mentalidade portuguesa. As pessoas inteligentes, quando cometem erros normalmente reconhecem-nos; não custa nada. Em vez de reconhecerem os erros cometidos, a PJ alia-se aos me®dia portugueses para tentar salvar a face.

    Existiram pressões políticas do governo britânico? É óbvio que sim, porque a imagem do português lá fora é péssima, e não é de agora. O governo britânico fez pressão política em relação aos McCann como sempre fez pressões em relação a um qualquer súbdito britânico em apuros no estrangeiro; basta ler a História dos últimos 30 anos para constatar isso. Nós em Portugal é que não estamos habituados a que o nosso governo se preocupe com os cidadãos.

    Mas pode ainda haver outra hipótese. Os pais terem tido prévio conhecimento de que a filha iria ser raptada (daí a sua permanente calma e as muitas fotografias tiradas com especial incidência na Maddie e muito pouca nos gémeos), motivo pelo qual terão deixado os filhos sózinhos e a porta fechada só no trinco; e, depois da filha mais velha ter desaparecido, a mãe ter decidido deixar os mais novos sózinhos(!)para ir comunicar ao marido e amigos o desaparecimento da filha

    Quanto à “outra” hipótese: temos que nos colocar na situação de “mãe”. Eu tenho filhos e sei o que são situações de aflição. Numa situação de pânico com o perigo ou ameaça em relação a um nosso filho, o nosso raciocínio tolda-se e noção de prioridades não é, muitas vezes, aquela que seria racionalmente aconselhável. A hipótese de rapto consentido é um absurdo. Não sei como é possível que gente com filhos não consiga raciocinar e colocar-se na situação dos pais.

    A hipótese de um sacrifício humano obscurantista só pode vir de uma mente doente, do tipo do Amaral. Desde logo porque estamos a lidar com dois médicos que são claros adeptos da ciência (racionalismo).

    O grande problema dos me®dia portugueses é que diabolizaram um casal a quem desapareceu uma filha. Isto não é normal; a sociedade portuguesa está gravemente doente.

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    Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 6 Agosto 2008 @ 4:54 pm | Responder

  8. “encontrem o corpo; provem que nós a matamos”… e se o jantar tiver algo a ver com o desaparecimento? Me desculpem a ironia, mas com tudo isso que se escreve falta encontrar o corpo. Já pensaram em cremação? Oh Deus, sei que é cruel, mas o que pensar quando se acredita que pais entregam a sua filha à morte e poupam os outros dois? Ainda não estão no “ponto”? Chega…extrapolei, mas parece insano que se condenem os pais sem uma única prova, depois de mais de um ano de investigações. No mínimo têm direito ao benefício da dúvida. Me parece mais um jeito de desviar as atenções da incompetência desarmada.

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    Comentar por Delfina — Quinta-feira, 7 Agosto 2008 @ 7:36 pm | Responder

  9. Delfina:

    Como é que um casal inglês, que não fala nem uma palavra de português, que chegou a Portugal pela primeira vez há 3 dias atrás para passar férias, que não conhece um portuga sequer, não tem conhecimentos pessoais entre os portugas da praia onde alugaram um apartamento, não conhece ninguém para além do grupo dos seus amigos ingleses que vieram com o casal e respectivos filhos –> como é que esse casal:

    — esconde um cadáver e consegue que esse cadáver esteja um mês escondido, sem que ninguém sinta o cheiro, sem que os cães da polícia consigam identificar o sítio? isso só seria possível com a ajuda de portugas da localidade da praia, mas o casal não conhecia ninguém nem fala a língua.

    — como é que esse casal consegue cremar o corpo se não sabe sequer falar português? Cremar aonde? Com a ajuda de quem?
    Vc sai de sua casa para uma outra cidade no Brasil, e embora fale a mesma língua, Vc nota logo que há coisas que Vc tem dificuldade de fazer fora da sua cidade. Agora imagine só que Vc vai para o estrangeiro — tipo China — onde não faz ideia da língua que se fala lá. Aí, Vc comete um crime e vai cremar o corpo aonde? Vai cremar o corpo no forno do apartamento? Mete o corpo num táxi e vai para o crematório de Pequim? Pede ajuda a um chinês que nunca viu antes? Vamos pensar, minha gente!


    “Entregar a filha à morte para salvar os outros dois?”
    Como? Não entendi! Sacrifício humano?! Passa pela cabeça de um casal de médicos fazerem uma coisa dessas à sua própria filha de 3 anos de idade?

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 7 Agosto 2008 @ 7:48 pm | Responder

  10. Exactamente…é tão absurdo que, então, eu posso levantar hipóteses tão idiotas quanto!
    Não passa pela minha cabeça, nem pela cabeça de alguma mãe que eu me desfaça de um dos meus três filhos e para isso escolha um deles…afinal, não estou a falar de frutas em uma cesta. É claro, meu caro Orlando, que culpar os pais pelo desaparecimento da Madeleine é covarde, no mínimo. Imagino como eles se sentem só de pensar que ao deixá-los sozinhos criaram a oportunidade para o crime! É medonho tudo isso!

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    Comentar por Delfina — Quinta-feira, 7 Agosto 2008 @ 8:38 pm | Responder

  11. Já li o livro do Gonçalo Amaral e acho que há algumas informações que não constam, mas que seriam importantes para compreender a noite do desaparecimento de Maddie, isto tendo em conta a hipótese de terem sido os pais a cometer um crime:

    – Como estava o ambiente durante o jantar?! Como estava o humor de Kate. Pois por mais frios que possam ser, não acredito que perante um crime e em que algo acontece a um filho, que um pai ou mãe, mesmo querendo ocultar um crime estejam totalmente descontraídos e a comer e a beber bem. Portanto é muito importante saber como estavam eles durante o jantar.

    – Também me parece importante confirmar se o Gerry estava de facto a jogar ténis ou no seu apartamento, quando o seu amigo David Payne foi ao apartamento e isso n deve ser difícil de apurar, alguém estaria a vigiar o court de ténis do empreendimento. É também muito importante saber o motivo da sua visita, pois poderá ter sido cúmplice.

    – Se Gerry era a pessoa que de facto passou com Maddie ao colo, pela família Smith pelas 21:55 em direcção à praia, não poderia estar no restaurante Tapas a essa hora, o que dizem os empregados sobre isso? Para além disso, se não tinham viatura própria, onde teriam deixado o corpo de Maddie e o tempo necessário para voltar ao empreendimento e estar entre os amigos. Quando a policia chegou ao local, o Gerry já se encontrava, pois existe uma descrição de que ajoelhou aos pés da GNR. A ser ele a passar pela família Smith não teria muito tempo, e a pé, de esconder a filha e teria de ter já um local estudado para esconder o cadáver. Teriam eles relações com outras pessoas em Portugal que os ajudassem? Foram feitas buscas nos locais possíveis para esconder o cadáver? Isto tendo em conta onde ele foi visto (pela família Smith) e o tempo disposto para voltar.

    Há de facto muitas contradições nos testemunhos e muita informação foi negada à policia portuguesa, mas acredito que se este grupo de algum modo esteve envolvido directamente isso teria de ser notado e é pena que na altura tudo não tenha sido efectuado para verificar o seu envolvimento.

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    Comentar por Mónica Leal — Quarta-feira, 27 Agosto 2008 @ 1:24 am | Responder

  12. Mónica:

    As suas perguntas revelam que o Amaral não fez o trabalho de casa, enquanto responsável pela investigação.

    A primeira pergunta é de resposta quase impossível se partirmos do princípio de que existia um conluio entre os convivas do Tapas para ocultar um infanticídio ― tal qual o Amaral pensa que existe.

    A terceira pergunta idem. Nenhum empregado de mesa de um restaurante pode correr o risco de afirmar que determinado cliente estava na sala às 21 horas, 55 minutos e 15 segundos sem cair em erro. Quem trabalha num restaurante não está propriamente atento ao facto de um membro de um grupo que está a jantar, sair ou entrar.

    A quarta pergunta (Teriam eles relações com outras pessoas em Portugal que os ajudassem?) é óbvia: os McCann tinham relações com alguns membros da comunidade inglesa da Praia da Luz, mas não com a comunidade portuguesa, porque eles não falam nada de português. Consta que o Cliff Richard tem uma quinta perto da Praia da Luz onde produz vinhos de marca, e outros ingleses poderão ter tido contactos com o casal. De qualquer modo, esconder um cadáver numa terra estrangeira e onde não se fala a língua, não é coisa fácil.

    Finalmente, as suas perguntas revelam outra coisa: os pais são responsáveis pela morte da filha, mesmo sem se ter provas da morte, e a Policia Judiciária que trabalha para o Estado protege os interesses das crianças deste país, e não os pais delas que são assassinos salvo prova em contrário. O ónus da prova, no que se refere à responsabilidade da família tradicional em relação às crianças, é invertido. Para quando o “casamento” gay e a adopção de crianças por gays para completar o quadro?

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    Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 27 Agosto 2008 @ 12:28 pm | Responder

  13. pois eu acredito que o sr. gonçalo amaral esta a dizer a verdade e que a determinada altura tenha querido e não conseguiu continuar com as investigações e se assim foi tenho cada vez mais dor e sinto-me triste e defraldada por pessoas, que por terem alguma influencia para com o poder não sejam investigados e punidos (se for o caso)sendo considerodo acima da lei e de toda a gente em geral.

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    Comentar por maria joao — Segunda-feira, 15 Dezembro 2008 @ 8:33 pm | Responder


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