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Quinta-feira, 24 Julho 2008

Estamos como o Amaral: nem bem, nem mal

Filed under: Maddie,Portugal — O. Braga @ 8:56 pm
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O livro do ex-inspector da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, diz bem do estilo de polícia que temos; depois de ter desancado forte e feio na mãe da malograda Joana de que nunca se encontrou uma fímbria do seu corpo, e que não teve outro remédio senão confessar o que fez e o que não fez, e foi condenada sem provas, agora mais uma vez apoiado pelos me®dia, o Amaral faz da sua incompetência a sua força.

No livro, Amaral acusa preto no branco os pais de Maddie de a terem congelado ― depois de morte acidental ― e de terem ocultado o cadáver. O argumento do “congelamento” do cadáver é deveras imaginativo; “chapeau!”, pela capacidade de dramatização. O livro vai vender e encher os bolsos a quem, desde o início, foi o principal responsável por uma investigação sofrível. Em Portugal, a incompetência parece compensar.

Em relação às investigações, o Amaral reconhece que não conseguiram encontrar o corpo de Maddie porque este teria sido ocultado e transportado um mês mais tarde na mala do carro dos McCann. Repare-se: um casal escocês chegado há poucos dias ao Algarve pela primeira vez nas suas vidas, que não fala português, não conhece o território, não têm relacionamentos pessoais com a comunidade portuguesa, congela o cadáver, consegue ocultá-lo durante um mês, e depois, nas barbas da polícia que infestava a Praia da Luz, consegue transportar o cadáver sem que o Amaral desse conta disso. O Amaral, com este livro, passa um atestado de “BURRO” a si próprio.

Este País está como o Amaral; nem está bem, nem está mal.

16 comentários »

  1. «O Amaral, com este livro, passa um atestado de “BURRO” a si próprio.» Por incrível que pareça, ainda há quem não tenha visto isto. E a curiosidade mórbida fará o resto. Eu só acredito nas boas intenções do homem de querer repor a verdade, se renunciar aos proveitos do livro. Mas porque não pegou nessa documentação e a entregou a um advogado para reabrir o processo? Bem, creio que todos sabemos porquê. Uma vergonha, é o que é.

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    Comentar por Henrique — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 1:00 pm | Responder

  2. Eu acredito que maddie morreu acidentalmente no quarto e os pais ocultaram o cadáver, pois não possuiam mais alternativa nenhuma, com a morte negligente da filha, iam presos, os dois filhos que lhes restavam seriam retirados e as suas carreiras como médicos estavam acabadas. Motivos mais do que suficientes para arriscar quando à partida tudo está perdido. Desde os testemunhos contraditórios dos pais, que afirmaram estar sentados no restaurante de frente para porta da sua moradia e que várias testemunhas no restaurante contradizem, ao cheiro de cadáver numa das roupas de kate, que esta mais tarde afirmou dever-se ao hospital onde trabalha dois dias por semana, aos vestígios de sangue no quarto, ao cheiro de maddie na parte traseira de um jipe alugado depois do desaparecimento de maddie, etc…

    “não têm relacionamentos pessoais com a comunidade portuguesa”
    Mas tinham cá amigos. Amigos esses que apresentam testemunhos contraditórios… A coisa não ficou bem combinada.

    Quanto à policia portuguesa e a este inspector em particular… Façam o favor de dizer o que quiserem…

    Agora não gozem é com a cara do povinho e esperem que acreditemos que um casual raptor de crianças resolveu subir paredes, pular por telhados e entrar em pisos onde não sabia quem lá estava ou poderia lá entrar a qualquer momento, pegou numa criança ao colo fez todo o caminho de volta, numa janela de oportunidade de menos de 15 minutos, que é o intervalo de tempo que os pais afirmam que iam lá ver as crianças…

    Como se diz cá na minha terra, VÃO MAS É GOZAR COM O PADINHA!

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    Comentar por Fenéco — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 3:29 pm | Responder

  3. Féneco, Vc é livre de acreditar no que quiser — estamos num país livre (por enquanto). Eu acredito que temos uma polícia de merda. São pontos de vista diversos, com uma diferença fundamental: eu não estou a inventar nada, apenas constato factos, e Vc está a corroborar uma especulação de todo o tamanho.

    Os amigos que os McCann tinham cá eram ingleses e um grupo muito restrito. Não tinham amigos portugueses.

    Vc faz ideia do que é um cadáver em decomposição com 1 mês? Faz ideia do cheiro que deita? Nem era preciso um cão: qualquer pessoa saudável das narinas identificaria o cheiro. Colocaram o cadáver aonde? Na praia? E os cães da GNR não farejaram? Ninguém sentiu o cheiro nauseabundo? Ou será que colocaram o cadáver no frigorífico do padre, na Igreja? Será que o padre também “está feito” com monstruosos McCann? Será que comeram a filha ao pequeno almoço do dia seguinte da morte?

    O que é espantoso, em relação ao Amaral, é a insensibilidade e a falta de respeito para com a menina desaparecida. Fazer dinheiro à custa da sua própria incompetência — especulando acerca do desaparecimento de uma menina — revela a índole do facínora.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 5:49 pm | Responder

  4. O que vocês falam faz sentido, mesmo que com pontos de vista diferentes. O crime (?) poderia ter acontecido antes do jantar. Mas por quê não foi encontrado o corpo? Eu só tenho uma pergunta. Qual o objectivo do rapto? Alguém já sabe?

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    Comentar por Delfina — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 9:14 pm | Responder

  5. Delfina: tráfico pedófilo, estupro da criança, e depois de estuprarem, matam. Com a abolição das fronteiras na Europa (Acordo de Schengen) o tráfico de crianças cresceu imenso.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 9:23 pm | Responder

  6. Pois mas a probablidade de terem escolhido um casal de turistas ingleses, e de irem por ali acima dos telhados… É inédito em Portugal, as crianças desaparecem a caminho da escola ou quando se aventuram em pinhais ou matos. O tráfico de crianças escolhe a Europa de leste e sítios realmente miseráveis para atacar.

    Os pais tinham tudo a perder, foi o suficiente para estes dois médicos enveredarem por esta farsa, é a sobrevivência.

    “Os amigos que os McCann tinham cá eram ingleses e um grupo muito restrito. Não tinham amigos portugueses. ”

    Mas alguns até já cá estavam há algum tempo e tinham casa própria, Murat por exemplo.

    “Vc faz ideia do que é um cadáver em decomposição com 1 mês? Faz ideia do cheiro que deita?”

    É óbvio que dois médicos saberiam, e nunca guardariam o corpo, bastava a ajuda de um amigo próximo e confiável que levasse o corpo, enquanto eles enfrentavam as autoridades. É-me mais provavel do que a hipótese de rapto do “homem-aranha”.

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    Comentar por Fenéco — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 9:40 pm | Responder

  7. Crianças desaparecidas EM PORTUGAL nos últimos 10 anos.

    Meu caro, não vou alimentar uma discussão com quem fala em “cima dos telhados”; Vc sabe bem que o apartamento da Praia da Luz era (e é) um rés-do-chão, portanto esta conversa é ridícula.

    Imagine que a sua mãe tinha um momento de ausência ou distracção e um filho tinha um acidente mortal. Pode acontecer com qualquer um. Vc via a sua mãe com capacidade para ocultar um cadáver de um filho ao ponto de nunca mais saber onde ele tinha sido sepultado?!! Se Vc pensa que a sua mãe era incapaz disso, por que pensa que as mães dos outros são capazes desse feito? Vc acha que uma mãe no seu perfeito juízo deitaria um filho de 4 anos, morto acidentalmente, numa lixeira?!

    Vamos lá pensar como seres humanos. Basta olhar para a aparência do policia (Antropologia Criminal) para se ver a besta que ali está. O homem está mais talhado (análise da estrutura do crânio; Frenologia e Antropometria) para criminoso do que para polícia.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 10:09 pm | Responder

  8. Além disso, o casal McCann vai processá-lo. O homem vai ter que se retratar em público. Quis ganhar umas massas com o livro, e se calhar, vai ter prejuízo.

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    Comentar por O. Braga — Sexta-feira, 25 Julho 2008 @ 10:30 pm | Responder

  9. Meu caro, esteja à vontade de não alimentar nada senão a sua antipatia pela pessoa do inspector maldito, e a vontade de acreditar que os raptos em Portugal (mais concretamente no longínquo e sem lei Algarve) são tão frequentes que os raptores até se arriscam a planear raptos de dentro de condomínios turisticos (que no Verão não costumam estar às moscas), os quais atravessam de uma ponta a outra para conseguir entrar com mestria num apartamento sem deixar sinais de arrombamento em lado nenhum, sacar uma criança e sair sem ser visto. Tenho muita pena de que o preço a pagar por ser uma pessoa agarrada aos seus princípios, o faça também ser agarrado a uma certa teimosia…

    Nenhuma das Janelas da parte térrea foi arrombada…

    Reparem como a entrada do condomínio fica no outro extremo da planta.

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    Comentar por Fenéco — Terça-feira, 29 Julho 2008 @ 11:33 pm | Responder

  10. http://joana-morais.blogspot.com/2007_11_23_archive.html

    “No break in”
    “24 Horas learnt through judicial sources that Ruth was never heard by the Portuguese authorities. Clarence Mitchell said that this was the first time that the couple was in Portugal. The authorities did not detected any evidence of break in when they searched the house to collect vestiges. A judicial source connected to the investigation said that would be very difficult that someone would break in the house without leaving traces. The stories of the McCanns and their friends that dinned at the Tapas Bar differ : Some say that the door was closed and Maddie’s bedroom window was open. Others say that both the door and the and the window were closed. The apartment, by judicial order has remained closed since 4 of May.”

    http://madeleinemaccann.blogspot.com/2007/09/2-captulo-o-desaparecimento-de.html

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    Comentar por Fenéco — Terça-feira, 29 Julho 2008 @ 11:37 pm | Responder

  11. «The apartment, by judicial order has remained closed since 4 of May.»

    Esta é mais uma mentira. O apartamento voltou a ser alugado a outras pessoas depois do desaparecimento da menina. Uma mentira de todo o tamanho, uma mentira nefanda; é destas mentiras que se alimenta a sanha que tenta proteger uma polícia incompetente e um sistema judiciário falido, a todo o transe.

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    Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 30 Julho 2008 @ 2:41 pm | Responder

  12. Eu sou uma mãe em luto. Perdi o meu filho atropelado quando ia para a escola. Tínha apenas 7 anos! Se o meu filho estivesse desaparecido, certamente que iria coloborar com a policia a 100% para encontrar o meu filho. O que fizeram os McCanns quando começaram a duvidar deles?

    Começaram a chamar a PJ de incompetentes e ameaçar tudo e todos! Isto é de alguem que está deesperado a encontrar a filha?

    Já agora Sr. O. Braga quanto é que os McCanns lhe estão a pagar para os defender??

    Tenha mas é vergonha de estar acusar a pj e use os seus conhecimentos tão aprofundados, para por exemplo criar um fundo para procurar meninos portugueses desaparecidos, como por exemplo o Rui Pedro!!!

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    Comentar por Mãe em Luto — Quinta-feira, 14 Agosto 2008 @ 2:33 pm | Responder

  13. @ Mãe de Luto:

    1. Quando o Amaral der o produto (o dinheiro, o vil metal) da venda do seu livro sobre a desgraça de uma menina, à Casa do Gaiato ou à Casa Pia, a senhora começa a ter alguma razão.

    2. Não foram os McCann que chamaram incompetentes; pelo contrário, mantiveram sempre um silêncio prudente em relação às notícias nos me(r)dia. A senhora está mal informada ou não quer ver a verdade. Quem chamou de “incompetentes” à PJ foi a imprensa britânica.

    3. Gente como a senhora é facilmente manipulável. A senhora não tem culpa; a culpa é de quem a formatou.

    Condolências pela morte do seu filho.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 14 Agosto 2008 @ 4:36 pm | Responder

  14. Já vi que quem não concordar com o O.Brga, leva sempre resposta. Ou seja é a tal liberdade apregoada. Se não és por mim, és contra mim…Já percebi. Temos uma policia de merda, temos uns futobolistas de mesda, temos um governo de merda, temos uns leitores de merda.Quem não concordar com este iluminado já sabe: “A culpa não é dele; a culpa é de quem o formatou

    Condolências pela morte da sua intelegência

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    Comentar por Américo — Segunda-feira, 20 Outubro 2008 @ 9:45 am | Responder

  15. @Américo:
    A grande cobardia do Amaral é que ele sabe bem que os McCann não podem (para já e por agora) dar uma resposta cabal e adequada ao livro que ele publicou. Aliás, temos no caso “Joana” uma ideia de como a PJ age como uma corporação, quando o advogado da mãe da Joana é (recentemente) ameaçado de morte por agentes da PJ por ter recorrido da sentença e ter acusado a PJ de abusos e extracção da confissão de culpa através da violência. Era isso que o Amaral gostaria de fazer aos McCann — “porrada em barda” até se arranjar um bode expiatório, à boa maneira da PIDE — mas os McCann não foram na “cumbersa” do Amaral. Claro que o Amaral ficou chateado.

    Outra coisa: escreve-se “inteligência”.

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    Comentar por O. Braga — Segunda-feira, 20 Outubro 2008 @ 10:52 am | Responder

  16. “Braga” também se escreve com B.R.A.G.A.
    Não vi qualquer correcção à palavra. É que “intelegência” como escrevi, foi um erro tipico de quem escreve nestas caixas de comentários (que não possuem correctores)e não um erro de português. Mas OK. Já entendi!!! o O. Braga só encontrou isto para “vociferar”.
    Quanto ao resto…sim , já sei que estou manipulado. Ainda bem que os cães eram ingleses.
    Quanto ao caso “Joana”. Também acredito que efectivamente ela foi morta pela Leonor. Só que, de vez em quando aparecem estes advogados do diabo que dão cabo de tudo

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    Comentar por Américo — Segunda-feira, 20 Outubro 2008 @ 8:08 pm | Responder


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