perspectivas

Sexta-feira, 11 Julho 2008

Thomas Huxley estava errado (2)

A consciência universal

No postal anterior vimos como o princípio físico da “complementaridade” se aplica às relações humanas e ao pensamento, e como a matéria se dissolveria na indistinção do olvido se não existissem as observações e pensamentos da “mente universal” ― de que fazemos parte ― acerca da matéria atómica. Vimos também o processo de auto-construção do pensamento humano, que está ligado à consciência universal onde a nossa consciência se percebe a ela própria.

Sendo que o método de construção do nosso pensamento tem origem antes da materialização da matéria, não faz nenhum sentido falar-se de sequências temporais.

A Física quântica define a fase de “pré-matéria” como sendo a “função de onda quântica”, função essa que se encontra calculada de uma forma exacta e rigorosa. Contudo, a onda quântica não é definida pelos físicos quânticos como sendo matéria, porque ― segundo eles ― a onda quântica não é nada, isto é, pelo menos não pode ser considerada como sendo matéria.

Os físicos quânticos sabem que as ondas quânticas se deslocam a velocidades muito superiores à da luz, embora eles ainda não saibam exactamente as velocidades máximas que as ondas quânticas podem atingir. Sendo mais rápidas que a luz, isso significa que as ondas quânticas podem viajar no tempo, isto é, deslocar-se para trás e para a frente no tempo. A essas ondas quânticas, e por uma questão de facilidade na comunicação, os físicos convencionaram chamá-las de “taquiões” (que significa “coisas que andam depressa”).

Einstein já tinha pressentido a presença dos taquiões através da observação de sequências temporais invertidas ― alguns observadores no universo veriam as sequências temporais como um filme projectado na sua sequência normal, enquanto outro grupo de observadores veria as sequências temporais como sendo um filme projectado do fim para o princípio. Tudo o que se descreveu até aqui e neste texto está perfeitamente definido através de modelos matemáticos muito complexos.

As ondas quânticas não só fazem parte integrante da nossa consciência (ou pensamento) como estão presentes um pouco por todo o universo (ou universos), fazendo a ligação entre as nossas mentes (e a “consciência universal”) e o mundo físico. À presença universal das ondas quânticas chamamos de “consciência universal”.

Sendo que as ondas quânticas fazem a ligação entre os nossos pensamentos (consciência) e o mundo físico, e estando ligadas entre si por todo o universo, e sendo mais rápidas que a luz e por isso poderem viajar no tempo, é uma propriedade das ondas quânticas representarem o tempo e o espaço das probabilidades de que algo aconteça, isto é, as ondas quânticas medem as probabilidades de que um determinado acontecimento venha a ocorrer no espaço-tempo. Podemos resumir as ondas quânticas como sendo ondas de probabilidade que se deslocam mais rapidamente que a luz e fazem a ligação entre as nossas mentes, a consciência universal, e o mundo físico.

Quando o povo fala em “profecias” de um determinado profeta, não está longe da razão. A capacidade de previsão de acontecimentos futuros por parte da mente é possível quando a mente do profeta está sintonizada com os taquiões (ondas quânticas) que constituem a pré-matéria universal. As previsões oníricas, os sonhos premonitórios do ser humano vulgar são a demonstração da interacção entre a nossa mente e os taquiões, sendo que tanto o nosso pensamento como os taquiões fazem parte da consciência universal.

(continua noutro postal, para não cansar quem lê e quem escreve)

2 comentários »

  1. […] (continua noutro postal, para não cansar quem lê e quem escreve; a dúzia de livros que serviu de bibliografia para consulta será anotada no fim) […]

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    Pingback por Thomas Huxley estava errado « perspectivas — Sexta-feira, 11 Julho 2008 @ 11:18 pm | Responder

  2. […] sequência de postais (parte I, parte II), tem-se propositadamente evitado falar em “Deus”, porque tradicionalmente (e estupidamente) o […]

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    Pingback por Thomas Huxley estava errado (3) « perspectivas — Segunda-feira, 2 Fevereiro 2009 @ 3:58 pm | Responder


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