perspectivas

Quinta-feira, 12 Junho 2008

A nacionalização da GALP não é heresia nem blasfémia

Filed under: economia — O. Braga @ 8:24 pm
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O petróleo baixou no mercado internacional para os 133 USD, e a GALP aumenta os preços dos combustíveis em Portugal. Perante isto, o Sr. Pinto Sousa diz no parlamento, vangloriando-se, que não tem nada a ver com o que a GALP faz ou deixa de fazer. Isto significa que, se o petróleo baixar para os 100 USD e a GALP aumentar a gasolina para 2 Euros/litro, o governo do Sr. Pinto de Sousa continuará a dizer que não tem nada a ver com isso. Não esperemos outra coisa: estamos entregues à bicharada.

A GALP tem uma posição dominante no mercado, existe uma situação de cartelização e monopólio mitigado, e a liberalização do mercado dos combustíveis só pode ser piada de mau gosto. Resta-nos a nacionalização da GALP: se o mercado não funciona, compete ao Estado intervir.


Acabei de ouvir o Miguel Sousa Tavares criticar os camionistas em greve, com o argumento de que mais ninguém pode ter esse poder de reivindicação e parar o país. MS Tavares defende, assim, a ideia de que ninguém deveria ter poder de reivindicação — o “igualitarismo condicional”: se a maioria não tem poder de reivindicação, mais ninguém deve ter esse poder. MS Tavares reflecte a estupidez endógena de uma auto-proclamada elite política de Lisboa, que vive longe do país real.

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