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Quarta-feira, 14 Maio 2008

A carta de Einstein a Erich Gutkind

Filed under: Religare — orlando braga @ 10:26 pm
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  1. “I want to know God’s thoughts; the rest are details.”
  2. “The only real valuable thing is intuition.”
  3. “Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one.”
  4. I am convinced that He (God) does not play dice.”
  5. “God is subtle but he is not malicious.”
  6. “The eternal mystery of the world is its comprehensibility.”
  7. “Science without religion is lame. Religion without science is blind.”
  8. “God does not care about our mathematical difficulties. He integrates empirically.”

Estas citações são da autoria de Albert Einstein.


Saiu recentemente a notícia de uma carta de Einstein a Erich Gutkind, escrita em 1954, na qual Einstein terá escrito o seguinte:

“The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can (for me) change this.”

Como se explica a contradição entre o conteúdo das citações supracitadas e a carta que Einstein escreveu aos 75 anos de idade e um ano antes da sua morte?

Em primeiro lugar, alguém que considera o Antigo Testamento como “uma colecção de lendas” não é, só por isso, ateu. Eu próprio considero o Antigo Testamento como um conjunto de metáforas misturadas com lendas. A imagem do homem religioso que se atém, linha por linha, a uma determinada cartilha, só pode ser compreensível à luz da irracionalidade das ideologias políticas.

Segundo John Brooke, um conceituado analista sobre a vida e obra de Einstein, este não terá sido “um teísta convencional, embora não fosse ateu” (sic). Segundo Brooke, a religiosidade de Einstein era “cósmica”, e ele não acreditava num “Deus que pune os ‘maus’ e recompensa os ‘bons’ “ . Eu próprio não acredito num “Deus castigador” — antes penso que a recompensa e a punição é sempre auto-infligida por cada um de nós — e nem por isso deixo de ser uma pessoa religiosa.

Em segundo lugar, temos que pensar que Einstein era um ser humano, como um ser humano foi também Madre Teresa de Calcutá. Se até a Madre Teresa teve dúvidas de fé, como podemos exigir que Einstein não as tivesse tido?

Por último, Brooke fala do forte antagonismo entre os Evangélicos norte-americanos e Einstein, sendo que os Evangélicos conotaram a teoria de Einstein com o ateísmo e fizeram-lhe uma “guerra santa” durante décadas a fio. Portanto, para Brooke, Einstein reagiu com azedume a uma perseguição ideológica, quando na verdade, nada existiu na teoria de Einstein algo que pudesse racionalmente ser conotado com o ateísmo ideológico.

Leitura recomendada: Para alguns “cientistas”, existem crenças mais absurdas que outras

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20 Comentários »

  1. Deus é incontornável.

    O Ateísmo é a “cabulice” dos negligentes de pensamento que querem afastar as questões difíceis da sua “mente”.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Quarta-feira, 14 Maio 2008 @ 11:13 pm | Responder

  2. Qual Deus é que é incontornável? O seu?
    Por acaso não sou ateu, sou agnóstico, mas acho extremamente bizarra essa descrição dos ateus… De facto, o que me ensina a longa experiência de vida e de leitura é precisamente o contrário. Normalmente são os crentes que querem afastar da sua mente as “questões difíceis” abraçando uma proposta fácil. O que será difícil para um crente admito que sejam essas “crises de fé” ou a forma como o universo e os outros não encaixam na sua determinada visão moral ou cosmológica do mundo, “questões difíceis” que devem motivar grandes sobressaltos mentais e emocionais no crente. Mas de resto, tem na doutrina tudo explicadinho, seja em forma de fábula seja em forma de mandamento, homilia, encíclica, etc..
    Os ateus, pelo que sei, são pessoas como as outras, uns mais inteligentes outros mais burros, uns mais cultos outros mais ignorantes, enfim, precisamente como os crentes, mas nunca me deu para os ver como gente maioritariamente fechada a “questões difíceis”. Pelo contrário, normalmente são mais abertos e tolerantes a ideias diferentes.
    Mas que “questões difíceis” são essas, já agora?
    E em que medida é que embarcar na adoração de um Deus em particular (o Deus católico, por exemplo), passando a aceitar apenas uma explicação para a existência, é o oposto de “negligência de pensamento”?
    E porque é que “mente” está entre aspas?

    Comentário por jpc — Quinta-feira, 15 Maio 2008 @ 3:25 pm | Responder

  3. Não tenho uma procuração do Vickbest, mas tenho opinião.

    1. O Deus incontornável é o do Vickbest, como é o deus do JPG; acontece que os dois “Deus” não coincidem na forma, seja por uma questão cultural, ou por uma questão política, ou por outra razão qualquer. O facto de os dois “Deus” não coincidirem, não significa que o Deus de cada um não seja incontornável para cada um dos opinantes.

    2. Em resposta ao ponto 1., naturalmente que o JPG pode dizer que “não tem Deus”; se isto fosse verdade, o JPG seria isento de religiosidade, e como a religiosidade é inerente ao Homo Sapiens, o JPG tem que ter um deus qualquer, e por isso não posso admitir essa possibilidade.

    3. As “questões difíceis” existem acreditando em Deus ou não, dependendo da forma como somos coerentes (ou não) com aquilo de queremos como um ideal. Uma pessoa sem um ideal é amorfa, o que a aproxima muito de um animal irracional. De igual modo, todas pessoas têm fé — incluindo os ateus e os agnósticos — só que uns têm fé na política, outros têm fé no dinheiro, etc., e ainda outros têm fé em Deus. É uma questão de opção e cada um responde perante a sua consciência — e conforme as suas circunstâncias — na opção que assume.

    4. “Proposta fácil” é sempre resultante da recusa de pensar. Quando não pensamos num assunto porque nos incomoda ou porque não temos a capacidade para o fazer, tendemos a interiorizar “respostas fáceis”, sejam elas a favor ou contra Deus.

    5. Aparece implícito no comentário que o JPG pensa que podem existir várias explicações para a existência, o que pode significar, para um incauto, que a existência tem diversas origens, o que não é plausível, não só porque vai contra o conceito de “causalidade científica”, mas porque a Filosofia não fez outra coisa do que procurar encontrar a UNIDADE ou a “Pedra Filosofal”. Tanto a ciência — com a noção de Big Bang — como a filosofia, como a religião, aceitam pacificamente a ideia da UNIDADE causal do universo. A ciência chama a essa UNIDADE primordial e causal de “Big Bang”, mas não sabe o que aconteceu antes. Os filósofos chamam-lhe de “Pedra Filosofal”; os religiosos chamam a essa UNIDADE causal de “Deus”, que por um processo de lógica dedutiva, se presume, assim, ser anterior ao Big Bang no processo de causalidade universal, dando ao universo, para além da CAUSA, o VALOR e a FINALIDADE.
    Vai tudo dar ao mesmo e as diferenças não são assim tão grandes como nos querem fazer crer. O problema passa a existir quando as agendas políticas manipulam a ciência, menosprezam a filosofia e colidem ostensivamente com matérias religiosas: nesse caso, não há Razão que sustente qualquer tipo de raciocínio.

    Comentário por Orlando — Quinta-feira, 15 Maio 2008 @ 4:31 pm | Responder

  4. Não tendo passado, previamente, procuração ao Orlando,concordo e ratifico, agora, tudo o que por ele foi dito.

    “Questões difíceis” são as relativas à existência e não-existência, sobre o que é o nómeno Kantiano, como explicar o infinito, o que “é” o pensamento, a vida, a energia e a matéria e como se desenvolvem e entrelaçam entre si e sob que Leis,como se coordenam causalmente umas com as outras, em suma, “questões difíceis” são as relativas à Unificacão toda a existência numa CAUSA única, num CAMPO UNIFICADO.

    Recusar uma “transcendência” (Deus)- ainda que como hipótese – é afastar da “mente” (e digo-o entre aspas porque não se sabe, cientificamente, o que “é” a “mente”)a hipótese de a Essência preceder a Existência, o que, como método para quem pretende seguir o científico, é uma fuga a “questões difíceis” e uma opção pelo Existencialismo na base de uma mera crença (ou “fuga”) como qualquer outra.

    Não pretendendo avançar a minha posição pessoal, dir-lhe-ei que quem “foge” à hipótese da Transcendência (Deus)está a cair na “cabulice” dos negligentes de pensamento que querem afastar as questões difíceis da sua “mente”.

    Fecha-se, assim, o ciclo da minha inicial afirmação.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Quinta-feira, 15 Maio 2008 @ 8:05 pm | Responder

  5. Eu tenho lido algumas coisas sobre Einstein, reconheço todas as frases citadas. Delas todas, destaco a 1.ª que revela o que ele pensava sobre a realidade. Ele punha tanto empenho na descoberta das leis que nos governam porque se há leis, tem que haver um legislador.

    Comentário por Henrique — Quinta-feira, 15 Maio 2008 @ 9:37 pm | Responder

  6. Continuação…
    Queria dizer que, por Einstein acreditar mum Deus, queria descobrir como é que ele pensou para «fazer» a realidade. Creio que ele terádito que o Deus dele era o mesmo que o de Espinoza e Espinoza era um panteista, julgo.

    Comentário por Henrique — Quinta-feira, 15 Maio 2008 @ 9:41 pm | Responder

  7. Baseando-me no texto (posta) do Orlando, aprece-me ser de dizer o seguinte, para explicar a contradição entre as frases e citações iniciais de Einstein e a sua carta de 1954:

    Citações de Einstein na pujança da sua vida:

    “I want to know God’s thoughts; the rest are details.”

    “The only real valuable thing is intuition.”

    “Reality is merely an illusion, albeit a very persistent one.”

    I am convinced that He (God) does not play dice.”

    “God is subtle but he is not malicious.”

    “The eternal mystery of the world is its comprehensibility.”

    “Science without religion is lame. Religion without science is blind.”

    “God does not care about our mathematical difficulties. He integrates empirically.”

    Carta de Einstein a Erich Gutkind,de 1954,um ano antes da sua morte e sem ter desvendado o pensamento de Deus, na qual Einstein terá escrito o seguinte:

    “The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can (for me) change this.”

    Para quem procurava, cientificamente, desvendar o pensamento de Deus, sem o conseguir, já no fim da vida reconheceu que a palavra DEUS era sinónimo da fraqueza humana (e sua, dele, Einstein).

    O resto da carta também faz sentido, a esta luz.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Sexta-feira, 16 Maio 2008 @ 2:06 am | Responder

  8. “Já no fim da vida reconheceu” Ai sim? :lol:

    A que devemos mais importância, ao que disse e fez na sua “pujança” ou ao que disse um ano antes da sua morte, já enfraquecido e doente?

    Em que altura da sua vida é que Einstein deu o seu maior contributo para a ciência?

    -_-

    Comentário por fenéco — Sexta-feira, 16 Maio 2008 @ 3:05 pm | Responder

  9. O que é que você quer dizer, féneco?

    Experimente a passar por aqui

    http://rprecision.blogspot.com/

    para “perceber” certas questões que se põem, para além da posta pelo Orlando e que, pelos vistos, você não entendeu.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Sexta-feira, 16 Maio 2008 @ 3:33 pm | Responder

  10. @Feneco:

    Podemos constatar que Einstein escreveu uma coisa durante toda a vida, e depois outra aparentemente diferente, aos 73 anos. Este post serviu para tentar interpretar essa aparente incongruência.

    Comentário por Orlando — Sexta-feira, 16 Maio 2008 @ 5:36 pm | Responder

  11. Vejam bem esta análise:


    “A mais célebre será certamente esta:
    «A Ciência sem a religião é coxa; a religião sem a Ciência é cega», que o próprio Einstein explicou para quem tinha mais dificuldade de entendimento que pretendia significar não mais do que a perfeita compatibilidade entre a compreensão e a explicação científica do Universo com uma simultânea admiração e “espanto” pelos seus insondáveis mistérios ainda não desvendados pelo Homem.”

    Segundo o escriba, Einstein refere-se a “Deus” por uma questão de admiração e espanto pelos mistérios insondáveis do universo, e não porque valorizasse minimamente a noção do “Deus Histórico”, religioso e cultural. Por outro lado, Einstein nunca explicou esta frase da forma como o escriba disse — pelo menos, nada existe escrito por parte de Einstein, que eu conheça — que levasse alguém a poder interpretá-la dessa forma. Se tens “dois dedos” de testa, não terás dificuldade em verificar a fragilidade desse argumento: por detrás do escriba, estão razões e preocupações políticas, e a sua (dele) opinião nada tem a ver com a ciência.

    Comentário por Orlando — Sexta-feira, 16 Maio 2008 @ 6:05 pm | Responder

  12. [Comentário truncado pelo autor do blogue,devido a ofensas pessoais a um outro comentador]

    Einstein estava perfeitamente lúcido quando escreveu a carta e como já não tinha nada a perder disse o que sempre pensou.
    O Orlando explicou bem a questão para os mais ignorantes.

    Comentário por John Taylor — Sábado, 17 Maio 2008 @ 11:53 am | Responder

  13. Estou de acordo com o Henrique sobre a visão panteísta de Einstein. Contudo, parece-me que Einstein percebia muito mais de Física do que de Filosofia, e a visão de Espinosa foi amplamente rebatida por Leibniz (ver).

    Comentário por Orlando — Sábado, 17 Maio 2008 @ 3:55 pm | Responder

  14. Dou, pessoalmente, preferência à construção de Leibniz, porque mais ampla que a de Espinoza e mais compatível com as Leis da Natureza e a LIBERDADE do ser humano.

    Se me permitem uma “achega” – quiçá com “blasfémia” – diria que Einstein se dividiu entre o panteísmo e o panenteísmo. No primeiro caso ao considerar o Universo Infinito e, no segundo, ao admitir a sua FINITUDE, havendo para além dele (ainda) Deus.

    Julgo ter sido esta a primeira grande questão com que Einstein se viu confrontado (e “atormentado”) quando as Leis da Física Quântica não “batiam certo” com as suas da Relatividade (“Deus não joga aos dados”)…

    Permitam-me, sem pretensões de impertinência, uma referência a uma visão Rosacruciana e da Teologia do Progresso que pode ser encontrada em

    http://paginasesotericas.tripod.com/a_cosmologia.htm

    É apenas mais uma “achega”…

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Sábado, 17 Maio 2008 @ 5:59 pm | Responder

  15. Julgo não ter ferido qualquer sentimento “selectivo” sobre o que se pode falar ou não, com o último comentário que aqui deixei e que, certamente por lapso, não foi aberto.

    Pelo facto, as minhas desculpas.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Domingo, 18 Maio 2008 @ 4:41 pm | Responder

  16. @Victor Rosa de Freitas:

    O que se passa é que por algum motivo que desconheço, o programa Akismet que está instalado no http://wordpress.com atira automaticamente os seus comentários para uma lista de espera, de forma que tenho depois de desbloquear (logo que venho ao blogue). Talvez tenha algo a ver com o nome, que coincidindo com um homónimo seu sinalizado pela base de dados do Akismet, acaba por causar esta demora na publicação dos comentários — isto porque (neste blogue) a partir do momento em que um comentador tem um comentário aprovado uma vez, tem sempre a aprovação automática garantida.

    Comentário por Orlando — Domingo, 18 Maio 2008 @ 10:05 pm | Responder

  17. Eu penso que a questão do “infinito” e do “finito” merecia uma abordagem temática (filósofo a filósofo).

    Em relação a Einstein, ele sabia que a infinitude que ele sentia em relação ao universo era o universo (ou universos) finito criado e existente — não fora ele o criador da Relatividade.

    Obrigado pelo link. Vou ler, mas confesso um preconceito em relação aos Rosas Cruzes: funcionam em relação à maçonaria como o Harri Batasuna funciona em relação à ETA. Desde que conheci um rosacruciano que apregoava a superioridade moral do islamismo sobre o cristianismo, dizendo que o islamismo não praticava o proselitismo (quem diria?), que fiquei de “pé trás”.

    Comentário por Orlando — Domingo, 18 Maio 2008 @ 10:23 pm | Responder

  18. Orlando:

    Obrigado pelos esclarecimentos.

    Não me move qualquer proselitismo rosacruciano, como é evidente e o meu amigo bem sabe.

    Apenas referencio tal artigo por vir a propósito da referência ao panenteísmo, com relevância para a temática de TUDO ser MATÉRIA (no panteísmo) ou,em oposição, de, para além desta, existir “algo” de não-material – panenteísmo – (o que, pessoalmente, defendo na minha construção religiosa, como a invisível “mão” de Deus e que a Ciência só desvendará quando coincidir com a Religião e esta com aquela) e que tem implicações na definição de um Campo Unificado pelas das Leis da ciência (inevitavelmente apenas com o contributo da Religião), no seguimento do princípio da “incerteza” de Heisenberg e das leis da Física Quântica e que releva para as afirmações de Einstein de que “Deus não joga aos dados” e de que “Deus é subtil mas não malicioso”.

    Tudo isto para dizer que, a meu ver, o conhecimento do pensamento de Deus só “acontecerá” quando a Religião e a Ciência
    se encontrarem, como tão bem intuiu Einstein ao afirmar que “a ciência sem a religião é coxa e a religião sem a ciência é cega”.

    Comentário por Victor Rosa de Freitas — Domingo, 18 Maio 2008 @ 10:52 pm | Responder

  19. O panenteísmo foi o que Jesus Cristo defendeu (“O Pai e eu somos só Um” — S. João, 10:30)

    Comentário por Orlando — Terça-feira, 20 Maio 2008 @ 10:15 pm | Responder

  20. De qualquer forma, opiniões não provam nada, nem a favor nem contra, são apenas opiniões.
    Se em vida pugente ele acreditava, não o disse porque, se no fim com essa carta, tão pouco explicou a nova posição, citou apenas o que achava e morreu.

    Se os ateus se sentem felizes por essas declarações, vá lá, é apenas um efeito psicológico de efeito gregário, mas provar que Deus não existe, Einstein passou longe, e ao meu ver, se preocupou tanto em provar/desprovar a existência Dele quanto se preocupava se a caipirinha estava sem açucar em Sobral.

    Comentário por O Aforista — Sábado, 20 Novembro 2010 @ 4:36 pm | Responder


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