perspectivas

Quarta-feira, 27 Fevereiro 2008

Study Case

Um dos argumentos — senão O Argumento — utilizado pelos activistas políticos pró-gay (homófilos) quando reivindicam o “casamento” gay (com a consequente e inexorável adopção de crianças), é o de que existe um relacionamento entre duas pessoas adultas e idóneas que pagam impostos. Naturalmente que o estatuto de “casados” permitiria, por exemplo, um beijo em público entre dois gays num restaurante. Certo? Ou até actos de intimidade mais relevantes em público. Got the picture?


Posto isto, gostaria de colocar à vossa consideração este caso:

masoch.jpg

Um jovem casal protestou contra o facto de não ter sido autorizado a entrar num autocarro porque o motorista achou escabroso o facto de ela se apresentar com uma coleira ao pescoço e com o seu namorado a segurar a trela.

Conforme se pode ler aqui, há quem defenda que cada um deve ter a liberdade de fazer o que quiser com o seu corpo, e portanto, o casal deveria ser autorizado a entrar no autocarro com coleira e trela.

Imaginemos que este casal sado-masoquista estava em amena cavaqueira num restaurante, ela atrelada a ele naquela cumplicidade característica dos amantes, e que num momento de carinho extremoso, o namorado desatava à estalada e ao pontapé à sua amada. Será que alguém teria a legitimidade moral e ética para intervir impedindo assim o direito à liberdade que existe entre dois adultos idóneos que pagam os seus impostos, e o direito reclamado de cada um fazer do seu corpo o que quiser? Se calhar, o melhor seria deixar que ela se comprazesse com as chibatadas em público, porque poderia dar-se o caso de que, para além de masoquista, ela fosse exibicionista, e naturalmente que não temos o direito de impedir a felicidade dos outros.

O que está aqui em causa é a liberdade de cada um de nós, independentemente do que os outros pensam. Não é verdade? Eu acho muito bem: ou há moralidade, ou comem todos. O que é que Vc pensa desta minha opinião?

3 comentários »

  1. Bem, isto devia ser lógico, para alguém que seja sensato, equilibrado, que saiba pensar por si próprio e mais importante, que tenha força de carácter para resistir ao endoutrinamento pelo politicamente correcto.
    São demasiados requisitos, e demasiadamente exigentes. Partimos todos do mesmo “hardware”, do mesmo tipo de organismo, sistema nervoso central, mas a construção de uma personalidade é algo tão complexo e há tanto que pode correr mal…

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    Comentar por Fenéco — Quinta-feira, 28 Fevereiro 2008 @ 3:13 pm | Responder

  2. Que andem com coleiras e chicotes, se lhes apraz, mas que tenham os outros, a quem isto não agrada, o direito garantido de não lhes deixar entrar no carro ou de convidá-los a se retirar do restaurante.

    O que eu penso é que o problema não está em reconhecer os direitos de supostas minorias, mas em querer impor às outras pessoas todas que ajam como se achassem natural algo que, intimamente, as escandaliza.

    Há uma distância grande entre discriminar e não aprovar.

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    Comentar por fernanda — Domingo, 2 Março 2008 @ 6:04 pm | Responder

  3. Pois, lá está, há também uma grande distância de sensatez entre quem percebe isso e quem reage raivosamente à crítica…

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    Comentar por Fenéco — Terça-feira, 4 Março 2008 @ 9:48 pm | Responder


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