perspectivas

Sexta-feira, 30 Novembro 2007

Os Mídia e a agenda gay

Filed under: Hydra gay,politicamente correcto — O. Braga @ 6:09 pm
Tags: , , , , , , ,

Recorrentemente, os Mídia portugueses referem-se ao preconceito social que rodeia os seropositivos em Portugal. Ainda no último fim-de-semana aconteceu mais uma campanha de “sensibilização” pública através dos Me®dia. O acento tónico dos Me®dia é o seguinte:
existem N pessoas com SIDA em Portugal ”, e a SIDA passa a ser, por decreto cultural, uma “doença heterossexual”. Acabaram com os grupos de risco.

O “Jornal de Notícias” (socialista dos sete costados) fala de 400 casos de incidência da SIDA em heterossexuais com mais de 65 anos. Se existirem 3 milhões de heterossexuais com mais de 65 anos em Portugal, a percentagem de incidência da doença neste grupo é de 0,01%.

Os Me®dia não trabalham em termos de percentagem de incidência da doença por “orientação sexual” quando estão implícitos números de incidência da doença em gays: neste caso, preferem falar em números absolutos para baralhar a opinião pública. Por exemplo (a estimativa dos números são da minha lavra): a população sexualmente madura em Portugal é de, digamos, 6 milhões, e sendo que 94% destes são heterossexuais, 5% bissexuais e 1% de homossexuais. Façamos contas:

  • 94% do total corresponde a 5.640.000 heterossexuais
  • 1% do total corresponde a 60.000 homossexuais

Se existissem 20.000 heterossexuais infectados com o vírus da SIDA, a percentagem de incidência neste grupo seria de 0,35%. Se existirem 5.000 homossexuais infectados, a percentagem de incidência da SIDA neste grupo seria de 8.3 % – e não contemplo aqui os bissexuais e os tóxico-dependentes, que são os responsáveis pela propagação da doença aos heterossexuais.

Aos Me®dia interessa confundir os números todos para baralhar o Zé Povo, dando a ideia ilusória de que a probabilidade de 1 dos 5.640.000 heterossexuais apanhar a SIDA é exactamente igual à probabilidade de 1 dos 60.000 homossexuais da amostra. Se as percentagens relativas de incidência “por orientação sexual” são diferentes, a probabilidade nunca é a mesma.

Os grupos de risco são os grupos sociais onde a probabilidade percentual de pandemia é mais elevada, e por isso, os
homossexuais – por muito que nos digam que não é assim – continuam a ser um grupo de risco, em parceria com os toxicodependentes e os bissexuais.


Em 25 anos, foram infectadas em Portugal cerca 31.000 pessoas pelo VIH e morreram cerca de 7.000 pessoas, o que dá uma média de 280 óbitos por ano. Contudo, morrem por ano mais pessoas em Portugal devido à doença de Alzheimer do que devido à SIDA e não vemos, volta e meia, os meios de comunicação social a referirem-se ao “preconceito” que rodeia as pessoas que convivem com o Alzheimer. O meu pai morreu por complicações de saúde derivadas do Alzheimer, e por isso, tenho todo o direito a estar mais sensibilizado com esta doença que mata muito mais gente e lança as pessoas para "depósitos" de seres humanos, isolados da sociedade. Existe maior preconceito que isto?

Quero dizer que sou sensível aos doentes com SIDA, mas por grandeza de valores, não posso ser menos sensível aos doentes com Alzheimer – e no entanto, os Mídia praticamente concentram a sua atenção nos preconceitos em relação aos doentes infectados com o vírus da SIDA. Mais grave: o Alzheimer é uma doença congénita, e não um vírus que se apanha devido a um comportamento sexual promíscuo.

Porquê esta atenção especialíssima por parte dos Mídia em relação à SIDA?

1) Existe uma estratégia planeada que vem de fora dos meios de comunicação social.

Em primeiro lugar, todos nós vemos que os Mídia foram literalmente tomados por homossexuais, isto é, existe uma desproporcionada presença de homossexuais em tudo o que é programação de televisão e mesmo nos jornais. Contudo, seria injusto atribuir as culpas exclusivamente aos homossexuais que infestam os Me®dia pelas notícias enviesadas e manipuladas, e por uma doutrinação obsessiva em relação às vítimas dos seus próprios comportamentos de risco. Muitos dos que promovem uma cultura de excessiva culpabilização social em relação aos comportamentos de risco de uns poucos que apanham a SIDA, são heterossexuais.

2) Existe uma pressão gay sobre os Mídia, ainda mais importante do que a presença gay nos Mídia

Mais importante que a excessiva presença de gays nos Mídia é a pressão gay sobre o meios de comunicação social, pressão essa exercida por gente de fora dos Mídia e dos audiovisuais. Dou-vos um exemplo de pressão social sobre os meios de comunicação social:

Um dos grandes realizadores do cinema americano foi Jonathan Demme, que realizou o filme “O silêncio dos inocentes”, com Anthony Hopkins no papel de “Hannibal The Cannibal”. Toda a gente se recorda deste filme, com o qual Jonathan Demme recebeu um Óscar de melhor realizador (salvo erro, em 1991). Quando Jonathan Demme entrava no recinto da festa dos Óscares, foi apupado e insultado por umas poucas dezenas de aguerridos militantes gays que se juntaram à entrada do local da festa, acusando o filme de ser “intolerante” para com os gays e transgenéros.

Poucos anos mais tarde, Jonathan Demme realiza o filme “Filadélfia” (1), que como sabemos, é um filme pró-gay. A pergunta que se faz é a seguinte: será que Jonathan Demme teve medo do lobby gay? Não sei responder a esta pergunta, mas a verdade é que Jonathan Demme pretendeu com a realização do segundo filme a reconciliação com a comunidade gay extremamente
militante e activa, oferecendo um sincero gesto de arrependimento por ter realizado “O silêncio dos inocentes”, e dando uma demonstração pública de que não era intolerante. Jonathan Demme não era homossexual; cedeu simplesmente à pressão de uma pequeníssima minoria politicamente muito bem organizada.

3) Existe um apelo à irracionalidade pró-gay através dos Me®dia

Muita gente foi ver o filme “Brokeback Mountain” (ou melhor: Bareback Mountin’) por uma questão de dever apiedado em relação a uma “minoria de vítimas da sociedade”. Uma esmagadora maioria foi ver o filme “Filadélfia” porque inconscientemente julgava assim contribuir para ajudar “os coitadinhos que são vítimas da SIDA”.

Transformando-se em vítimas e apelando à irracionalidade, o lobby político gay conseguiu que o Canal 2 da RTP se transformasse num canal de séries televisivas de gays e lésbicas que trocam de parcerias sexuais todas as noites, séries essas exibidas a horas em que muitos pré-adolescentes ainda não foram dormir. Andamos todos a pagar para a RTP para que o seu Canal 2 se transforme num canal de propaganda cultural de uma minoria de comportamentos sexuais sórdidos e que resultam na propagação natural da SIDA, do HPV e de outras maleitas fatais. Por um lado, a RTP 2 apregoa a solidariedade e condena o preconceito em relação aos seropositivos; por outro lado, passa sistematicamente séries televisivas sobre gays e lésbicas que mudam sistematicamente de parceiros sexuais. Isto parece-vos racional? Só falta ao Canal 2 da RTP promover a pedofilia; lá chegaremos.

4) As injecções culturais por parte dos Me®dia em relação ao comportamento e cultura gays, não acontecem por uma lógica de mercado.

O mercado, isto é, a oferta e a procura cultural, não são a causa das sistemáticas injecções culturais pró-gay através dos Me®dia; não podemos dizer que “o que é gay é cultural e economicamente rentável”. As injecções culturais pró-gay são o resultado de pressões políticas muitas vezes financiadas pelo Estado português através do governo de José Sócrates, e não correspondem a uma realidade social ou a um fenómeno de audiência e acolhimento preferencial por parte do público.


A Estratégia Pink

A estratégia política gay em Portugal resulta de directrizes do Lobby Gay Internacional (ILGA) e pode ser resumida em três pontos:

a) Insensibilizar culturalmente o povo e normalizar o comportamento sexual promíscuo;

b) Insistir na vitimização dos gays;

c) Satanizar os defensores da família.

a) “Insensibilizar o povo” significa insensibilizar o povo português no que diz respeito aos gays e aos seus “direitos”; significa vencer o povo pelo cansaço; significa levar o povo a olhar a cultura gay com indiferença, sem convicções definidas. Todo e qualquer comportamento tende a ser normalizado se o povo é vencido pelo cansaço das pressões sociais de uma minoria politicamente organizada e aguerrida.

expresso_agendagay.jpg

Por outro lado, a insensibilização do povo passa pelo “Bluff da Quantidade”: há que passar ideia para o povo de que uma enorme percentagem da população portuguesa é gay. Esta notícia do Expresso fala em 10% de gays em Portugal, como poderia falar em 50%, porque o que é mais importante é o “Bluff da Quantidade”: por um lado, baseiam os números no relatório Kinsley dos anos cinquenta do século passado, quando este decretou que dez por cento da população é homossexual; por outro lado, metem os bissexuais e pedófilos no mesmo saco, e depois falam em “sondagens anónimas e confidenciais” para que os números batam certo com aquilo que se pretende: o barulho dos números. Reparem bem no absurdo da notícia do Expresso:

“Cerca de um milhão de portugueses (9,9%) são homossexuais”

O Expresso já estava a contar com as crianças de leite, porque 1 milhão de portugueses são 10% da população total portuguesa, bebés de mama incluídos. Se tivermos em consideração um universo de cerca 6 milhões de portugueses sexualmente activos, 1 milhão corresponde a cerca de 20% de homossexuais em Portugal, isto é, 1 em cada 4 portugueses é homossexual. Obra desenganada!

Depois — diz o Expresso — que se trata de uma "sondagem anónima e confidencial". Estamos a ser manipulados com a maior desfaçatez. E logo por baixo encontramos a opinião dos heterossexuais candidatos à presidência da república que se compadecem com as "vítimas da sociedade".

Por isso, fala-se constantemente sobre o comportamento gay de uma forma favorável ou neutral, dando a ideia de que a opinião pública está dividida sobre o assunto, e que mais de metade do povo admite ou tem práticas homossexuais. Mesmo quando assistirmos, num futuro próximo, a debates públicos a favor e contra os “direitos dos gays” – “direitos” que se transformam em privilégios de casta social –, estes resultam como sendo uma propaganda cultural quando se chama à coacção algumas eminentes e “respeitáveis” personalidades que são homossexuais. (2)

b) A constante vitimização dos gays é estratégica e os meios de comunicação social constituem “o cavalo de Tróia” da nossa sociedade, apresentando – numa primeira fase – os gays como sendo vítimas e não como sendo revolucionários agressivos. Numa primeira fase, a estratégia gay é a de formar uma opinião pública em que os gays sejam vistos como vítimas com necessidade de amparo, que induziam os heterossexuais a assumir o papel de protectores. Actualmente, com o fenómeno do “orgulho gay”, operou-se uma evolução qualitativa no tipo de luta política do movimento gay, e a agressividade latente mas camuflada está já a ser visível e já é identificada pelo povo. A nossa expectativa é de que o movimento gay continue na mesma senda.

c) A satanização dos opositores é crucial para o movimento político gay. Depois da fase de vitimização, chega a fase da violência e da repressão, por todos os meios possíveis, contra os que se opõem ideologicamente à promiscuidade sexual da cultura gay.

Em primeiro lugar, o movimento político gay tenta transformar a homofobia em sentimento de culpa e de vergonha por se ser homófobo. Trata-se de uma guerra psicológica: é como se envergonha nos Mídia um fumador por fumar, mas no caso da homofobia sem apoio racional e científico, tratando-se de uma acção psicológica estrita e ideologicamente motivada.

Em segundo lugar, sempre utilizando a manipulação dos Me®dia e os grupos de pressão política, o movimento político gay
procura associar a homofobia ao comportamento uma minoria de “skin heads” ou a um grupo do Klu Klux Klan (condicionamento de Pavlov ideológico-maniqueísta: «não gostas de acompanhar gays? És nazi.») Por exemplo: o recurso sistemático, por parte do movimento político gay, ao argumento da eliminação de homossexuais por parte do nazismo, oculta propositadamente o facto histórico bastamente comprovado de que o próprio movimento nazi foi fundado por homossexuais, como Ernst Röhm entre outros (ver no Google: “Pink Nazism”).

Em último lugar, o movimento político gay assume o poder político e pune com penas de prisão efectiva o cidadão por delito de opinião quando se expressa publicamente em discordância com a cultura gay. Isto já está a acontecer no Canadá.


Conclusão

Devo aqui dizer que tenho sido sistematicamente insultado nos comentários deste blogue, mas os insultos não passam porque os comentários são moderados. Entre os insultos, existem três recorrentes: “porco”, “filho-da-puta” e dizem que sou “homófobo” como se de um insulto se tratasse.

Há que dizer a verdade: sou considerado “homófobo” na exacta medida em que defendo que a família deriva do casamento entre um homem e uma mulher e que o matrimónio como núcleo familiar merece todo o nosso apoio, em que defendo que as crianças estão melhor no seio deste tipo de família monogâmica (salvo as excepções que confirmam a regra) do que em tipologias alternativas, e em que defendo a ideia de que há que fazer um esforço coordenado para colocar o movimento político gay nos limites racionais da sua importância social.

O movimento político gay insiste em insensibilizar, normalizar, auto-vitimizar e satanizar. Nós, os denominados “homófobos”, o que devemos fazer é somente lutar pelos valores da família tradicional e natural – não comparando a natureza do ser humano à de um animal irracional. É pela racionalidade das nossas posições que vamos ganhar, com toda a certeza, esta guerra cultural.

Devemos dizer ao povo que ser “homófobo” não é ser “anti-homossexual”; ser “homófobo” é não ser “homófilo”, e ser “homófilo” não é ser tolerante em relação aos gays, é antes participar activamente na celebração social da cultura gay que pretende destruir a família tradicional resultante do casamento entre uma mulher e um homem.

Devemos dizer ao povo que ser “homossexual” não é o mesmo que ser “gay”; a homossexualidade é uma característica pessoal, o gayismo é uma ideologia que se traduz numa cultura que se pretende hegemónica, porque como todas as ideologias, tende para uma imposição totalitária e intolerante dos seus princípios.

Devemos dizer ao povo que se o casamento passa a ser Tudo, passa a ser Nada, e as vítimas são sempre os seres humanos mais fracos: as crianças e os nascituros.

Devemos dizer ao povo que a adopção de crianças é um privilégio que a sociedade concede a famílias bem estruturadas, no interesse primeiro das crianças, e não um instrumento de afirmação social da cultura gay, secundarizando o interesse das crianças.

Por último, há que lutar contra uma cultura hedonista generalizada, que o movimento político gay incentiva, promove através dos Me®dia e de que se aproveita depois para impor a celebração dos seus valores decadentes.

O que faz falta é avisar a malta.

 (1) O filme vai ser exibido na RTP 1 amanhã (Sábado), uma semana depois da campanha dos "coitadinhos da SIDA" do último fim-de-semana; nada acontece por acaso. (Voltar)

(2) Para isso, promove-se já a imagem do Diogo Infante em outdoors com publicidade e no bom ensino do português (como não existisse alguém mais idóneo neste País para ensinar o português), e de outros proeminentes gays através dos Me®dia, e irá chegar o momento do biólogo Alexandre Quintanilha (entre outros) cumprir a sua parte na estratégia política gay. (voltar)

3 comentários »

  1. sabe o que é que é que eu fiquei a saber de si ao ler este artigo?

    1º – que nunca foi espancado em plena luz do dia pela orientação sexual que possui;
    2º – que nunca sofreu qualquer restrição em termos de trabalho proficional/escolar/educacional devido à sua orientação sexual;
    3º – que nunca foi humilhado à frente de tudo e de todos pela sua orientação sexual;
    4º – que nunca o proibiram de se casar devido à sua orientação sexual;
    5º – que nunca o proibiram de ter filhos devido à sua orientação sexual;
    6º – que nunca se sentiu oprimido devido à sua orientação sexual;
    7º – que nunca o proibiram de prestar serviços à comunidade como, por exemplo, doar sangue, devido à sua orientação sexual.

    Estarei eu a repetir-me ou será que a discriminação homossexual é um facto?

    Gostar

    Comentar por Carlos Costa — Quarta-feira, 19 Março 2008 @ 12:11 am | Responder

  2. P.s.: relativamente ao casamento, esqueça os valores tradicionais pois esses já não existem e não venha culpar os homossexuais por isso.

    Gostar

    Comentar por Carlos Costa — Quarta-feira, 19 Março 2008 @ 12:13 am | Responder

  3. 1. Há muita gente que é espancada e não é homossexual;
    2. Há 8% de desempregados em Portugal, e a esmagadora maioria não é homossexual;
    3. Se todos nos soubermos comportar em público, não somos humilhados;
    4. Qualquer homossexual se pode casar… com uma mulher (se ela quiser);
    5. Um gay não pode ter filhos porque não pode parir;
    6. Quando alguém se sente deprimido, consulte o psiquiatra;
    7. Quem não quer pertencer grupos de risco, deixe de correr riscos.

    E acima de tudo: deixem-se de auto-vitimização, que essa estratégia já não pega!

    Gostar

    Comentar por Orlando — Domingo, 11 Maio 2008 @ 6:45 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: