perspectivas

Sábado, 10 Novembro 2007

Zeitgeist (2)

Filed under: Religare — O. Braga @ 7:57 pm
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“P’rá mentira ser segura, e atingir profundidade
tem que trazer à mistura qualquer coisa de verdade…”
– Poeta Aleixo

No seguimento aos comentários deste post, cheguei à conclusão de que, não tendo eu visto o filme documentário “Zeitgeist” até ao fim, não deixei de ter razão na apreciação que fiz dele após dez minutos de visionamento.

Antes de mais, vamos definir “mitologia”, que é, aparentemente, o assunto do documentário “Zeitgeist”, e as suas implicações em toda a História humana. Segundo um bom dicionário, “mitologia” é a) a descrição geral dos mitos; mitismo, e b) o estudo dos mitos e c) a história dos mistérios, cerimónias e culto com que os pagãos reverenciavam os seus deuses e heróis, sendo que “mito” provêm do grego “mythos”, que significa a) fábula que relata a história dos deuses da antiguidade pagã, b) interpretação primitiva e ingénua do mundo e da sua origem.

O documentário “Zeitgeist” resume-se à tentativa de propagação de um mito actual que pretende denunciar eventuais mitos do passado, tendo como propósito passar a ideia de que não existem mitos no presente e de que não existirão mitos no futuro do Presentismo histórico. Apesar de não ter visto o documentário, mantenho o que escrevi aqui, em função dos comentários que lá se fizeram.

A denúncia da mitologia passada ou presente, pode-nos levar a dois cenários: a procura da verdade (cepticismo positivo) ou ao cepticismo negativo. A proliferação cultural do cepticismo negativo é exactamente o que se pretende com o documentário “Zeitgeist”. O céptico negativista, para além de duvidar sistematicamente – o que é saudável – deixa de procurar a verdade – o que é a negação da inteligência. O ser inteligente procura a verdade por entre os mitos que existiram, existem e sempre existirão; o mentecapto sucumbe à dúvida permanente e inconsequente, e por isso, considero que o “Zeitgeist” nos trata como se fôssemos acéfalos. O “Zeitgeist” é um documentário empirista, simplista, tendencioso e medíocre.

A ideia de que não existem mitos actuais e de que os mitos são “coisa do passado” é falsa. Assim como, por entre a prolixa mitologia moderna o ser inteligente tenta destrinçar os factos das construções ideológicas emanadas dos factos, assim o faz em relação aos mitos passados.

Fui dos primeiros bloguistas a denunciar a adulteração da “Palavra” por parte da Igreja Católica no Concílio de Niceia, mas seria pouco inteligente colocar em causa a totalidade da mensagem de Jesus Cristo, como o Zeitgeist, claramente, pretende fazer de uma forma subliminar e sibilina, ao dizer que Jesus – que pregou a paz — é implicitamente responsável pelas guerras de há dois mil anos a esta parte. O documentário tresanda a libertarismo de Esquerda, e é uma americanada libertária.

Lembro-me de que, na década de setenta e oitenta, era vulgar dizer-se nas tertúlias intelectuais “anti-mitos burgueses” que Jesus Cristo não existiu, que foi uma construção mitológica da Igreja Católica que teria “inventado” os evangelhos. Com a descoberta dos pergaminhos do Evangelho de Judas no dealbar do novo milénio, os arqueólogos verificaram que o Jesus Cristo histórico existiu de facto, e que os conteúdos dos evangelhos adoptados pela Igreja seriam consentâneos, em termos gerais, com o manuscrito com mais de dois mil anos encontrado no Egipto.
O que pretendiam essas tertúlias “intelectuais” que se manifestavam contra o mito cristão? Não era, concerteza, a procura da verdade, mas antes a intenção de introduzir na nossa cultura um mito moderno, que em nome de um combate contra a pretensa “mitologia” passada, tivesse um efeito mitológico de contra-informaçao ideológica e incentivasse o cepticismo negativo em relação à história das religiões. Comigo, essa não pega, porque já vi muitos outros filmes mitológicos parecidos com esse.

Actualização: para que não se sirvam mais desse argumento balofo, declaro que já vi o filme na íntegra 1.568 vezes!

32 comentários »

  1. Não importa se mitologia é algo bom ou ruim.
    Você tem que entender que o Cristianismo não é tratado como mito. Esse é o mote do filme. Se você entende que o cristianismo é mitologia e não história muda completamente seu enfoque.
    Sendo o cristianismo um mito ele se iguala a outros mitos. Qual a diferença de acreditar em Jesus ou acreditar em Horus?

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    Comentar por Straub — Domingo, 11 Novembro 2007 @ 7:29 pm | Responder

  2. Melhor você ver o documentário inteiro.

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    Comentar por Leonel Sanches — Domingo, 6 Janeiro 2008 @ 1:46 am | Responder

  3. É melhor ver o documentário todo mesmo.
    O documentário “Zeitgeist” não foi a respeito de “desconstrução” de mitos, ou não-historicidade dos mesmos. Mas sim a contrução de mitos na sua singularidade histórica (contexto, razões, rupturas/continuidade), onde o crisitanismo é somente uma fase, ou exemplo.
    Não esquecemos que não existe a “verdade”. Não há o que se falar num “ceticismo negativo”, talvez o aspecto negativo é o pré-julgamento de conteúdo que não sabe.

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    Comentar por Carolossus — Sexta-feira, 11 Janeiro 2008 @ 10:50 pm | Responder

  4. As pessoas não acreditam que alguém possa ter a capacidade da “leitura diagonal”, seja de um livro, seja de um filme ou outra obra. Por exemplo, Álvaro Cunhal tinha essa capacidade desenvolvida de uma forma particular, que lhe permitia assimilar uma ideia de um texto compacto e longo em muito pouco tempo. A “leitura diagonal” tem muito de aliança entre a lógica empírica, a inteligência e o instinto.

    Eu tenho sido aqui e aqui acusado sistematicamente de não ter visto totalmente o documentário Zeitgeist e de ter feito uma “leitura diagonal”, e de elaborar, por isso, juízos de valor errados. Jay Kinney é um escritor americano que viu o documentário todo e que faz aqui uma análise ao Zeitgeist, que diga-se, não tem um autor assumido, isto é, ninguém ainda deu a cara pela autoria do documentário – penso que só este facto diz muita coisa em relação à credibilidade do filme.

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    Comentar por Orlando — Sábado, 12 Janeiro 2008 @ 6:56 am | Responder

  5. […] tenho sido aqui e aqui acusado sistematicamente de não ter visto totalmente o documentário Zeitgeist e de ter […]

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    Pingback por A minha leitura em diagonal do Zeitgeist « perspectivas — Sábado, 12 Janeiro 2008 @ 6:57 am | Responder

  6. Bom se for para basearmos em “acreditar”, em ter fé então é melhor cesar a nossa análise. Mito, religiões são sustentados pela fé e por si só são válidos.

    O que sustentei foi análise sob o jugo da razão, sem critérios pejorativos, estéticos ou gosto. Sem ser superficial.

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    Comentar por Carolossus — Sábado, 12 Janeiro 2008 @ 1:58 pm | Responder

  7. @Carolossus: não é racional inventarmos uma teoria da conspiração — como é o Zeitgeist — que mistura o 11/Setembro com religião, e depois fazermos apelo à Razão.

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    Comentar por Orlando — Sábado, 12 Janeiro 2008 @ 2:18 pm | Responder

  8. Não vejo dessa forma. Não venho aqui propagar tal documentário. Mas é errôneo e até mesmo pedante tecer comentário de algo que não viu, ou não tem conhecimento. O que parece é que os dez minutos continuam. Mas isso não é o importante. O importante é a visão crítica da realidade. Isso somente a razão pode proporcionar. Portanto o “apelo” e “crenças” não fazem parte de meu comentário e não fazem parte de uma visão crítica.

    O documentário é dividido em partes. Quanto a “mistura” é uma visão superficial. O superficial não se insere somente em “dez minutos”, mas a restrição de uma visão crítica, sem preconceitos, que a razão poderia ser um atributo eficaz. O documentário (ao meu ver) não é uma mistura de religião com 11 de setembro. O ponto central do documentário é manipulação, o uso de informação, de conhecimento ou de mito para uma finalidade dentro de um contexto histórico. Um visão da realidade, ou de uma visão de época_ essa tradução literal de Zeitgeist.

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    Comentar por Carolossus — Sábado, 19 Janeiro 2008 @ 7:40 pm | Responder

  9. @Carolossus:

    1) Existem dois tipos de preconceitos: o preconceito negativo, aquele que não admite discussão racional, e o preconceito positivo, aquele que admite a discussão pública. Neste sentido, tudo é preconceito.

    2) Sobre os mitos, ver.

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    Comentar por Orlando — Sábado, 19 Janeiro 2008 @ 8:17 pm | Responder

  10. Quando disse “sem preconceitos”, quer dizer, sem atribuir valor, idéias pré-concebidas. Isso é “pré-conceito”.

    Inócuo, portanto, a definição, ou melhor, o maniqueísmo em definir o preconceito.

    Agradeço a disposição do texto sobre “mitos”, mas nada que já havia lido.

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    Comentar por C arolossus — Segunda-feira, 28 Janeiro 2008 @ 9:35 pm | Responder

  11. “Preconceito” e “pré-conceito” significam exactamente a mesma coisa; trata-se de um preciosismo linguístico por parte do comentador acima. O que pode mudar é a sua aplicação semântica, mas a utilização de um vocábulo em determinado sentido não adultera o seu significado convencionado.
    Toda a gente tem ideias “pré-concebidas”, tanto os chamados progressistas, como os chamados conservadores. Quando as ideias “pré-concebidas” são sujeitas a escrutínio da opinião pública, lidamos com um preconceito positivo; quando a discussão pública é tabu,estamos em presença de um preconceito negativo.

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    Comentar por Orlando — Terça-feira, 29 Janeiro 2008 @ 5:38 pm | Responder

  12. As opiniões expressas neste blog vão no sentido de resumir o documentário Zeitgeist à discussão das questões religiosas. Pessoalmente acho que a pior parte do Zeitgeist é exactamente o primeiro capítulo. Os capítulos II e III são verdadeiramente brilhantes.
    O primeiro capítulo aborda algumas questões interessantes, sendo para mim a relação entre as supostas datas de nascimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo e os movimentos astronómicos, o aspecto mais importante. A ser verdade, a existência/repetição das mesmas datas na vida de outras divindades da humanidade, torna tudo ainda mais interessante. No entanto, não passa disso! Como sabemos todas as religiões acabem por adoptar conceitos e ideias de outras religiões ou de religiões mais antigas. Sempre assim foi, sempre assim será.
    Só porque o cristianismo supostamente adoptou as datas e os conceitos referidos no documentário (inverso vs primavera; solstício, equinócio, os três reis, etc) não é suficiente para se concluir que o conceito de Jesus Cristo é totalmente falso, foi completamente fabricado, em suma nunca existiu. É esta a conclusão expressa no final do primeiro capítulo do Zeitgeist e é exactamente esta ideia que retira alguma credibilidade ao documentário.
    Quanto às discussões sobre o “mito”, bem, mito é pensar que os EUA não estiveram envolvidos (nem que seja passivamente) no 11 de Setembro e mito é pensar que não existe um cartel de banqueiros a manipular ou a tentar manipular a economia mundial. O documentário não referiu isto, mas basta ver o que se está a passar no mercado dos produtos petrolíferos refinados. O Brasil anuncia a descoberta de uma das maiores jazidas de petróleo do mundo e o que é que acontece no dia seguinte? Não acham que esta notícia seria suficiente para acalmar, pelo menos por uns tempos, um mercado verdadeiramente livre? Pois no dia seguinte o preço do barril subiu!!!! Qual é a lógica? Eu gosto sempre de ouvir as explicações que surgem para justificar a subida do preço: aumentou a procura na China e a instabilidade num “qualquer” país produtor de petróleo. Então o Brasil descobre a 3ª maior jazida do mundo e há o descaramento de se falar em aumento da procura?!?! Como se a China aumentasse a procura desta forma altamente significativa, mês após mês?!?!?! A verdade é que este mercado está longe de ser verdadeiramente livre. O mercado é altamente controlado por um grupo mais ou menos restrito de pessoas, na maioria americanos, que controlam as principais refinadoras do mundo. Ainda há um mês atrás isto foi referido pelo José Gomes Freire na SIC Notícias. Agora, quem é que vocês acham que está por detrás destes “texanos” (gosto desta palavra)? Quem é que vocês acham que os financia? Fico-me por aqui.

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    Comentar por Jorge Barreiros — Sexta-feira, 18 Abril 2008 @ 11:11 am | Responder

  13. @Jorge Barreiros:

    A mistura que o Zeitgeist faz com a religião e as teorias políticas de conspiração, não acontecem por acaso, e existe de facto a necessidade de criação de um mito moderno. O controlo do petróleo por parte de um cartel não é novidade nenhuma, e não percebo o que a existência de um cartel mundial que controla o petróleo tem a ver com Jesus Cristo. Essa mistura ideológica não cheira a neo-marxismo? Para mim, tresanda!

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    Comentar por Orlando — Sexta-feira, 18 Abril 2008 @ 6:17 pm | Responder

  14. Sempre fui ligado a religião católica, inclusive participante ativo da mesma. Mas também me considero um cientista, e a última coisa que me passa na cabeça é aceitar afirmações sem provas, não posso aceitar uma afirmação com base na afirmação. Assistí ao filme por completo, para poder falar como alguém que, antes de falar mal ou bem, escuta o que se tem a dizer.

    Honestamente, sei que as afirmações constantes no filme, na primeira parte, ferem a vários preceitos e dogmas católicos (e porque não dizer cristãos). Confesso que eu mesmo, quando assistí, achei que o filme pegou pesado. Mas entretanto, sobre a primeira parte, existe algo que deve ser registrado: 1º) Realmente e Infelismente até hoje não conheço algum registro não religioso a cerca da existência de Jesus, fora da Bíblia. Os próprios livros de história deixam uma lacuna quanto a isso. Acredito que na época, considerando que Jesus foi quem foi, nenhum registro público diria que Jeusus fosse santo, provavelmente diriam que ele era um agitador ou algo assim, afinal, cada um escreve da forma que entende, mas tudo bem, estaria registrado que ele de fato existiu, o que já seria um ponto favorável aos preceitos religiosos. Entretanto, o fato é que tal registro simplesmente não existe… 2º) Já fiz várias pesquisas na Internet (inclusive no momento em que eu escrevo este post) a respeito de um pronunciamento oficial do Vaticano sobre o filme, e nada. Sequer sites católicos no Brasil dizem algo. Este silêncio simplesmente me incomoda, pois considerando o que foi dito no filme, tal silêncio não poderia existir. O problema é que esta é uma forma de deixar algo intocado, ou seja, se ninguém se pronuncia a respeito, a coisa “encalha”, ou seja, quem crê cegamente diz “Eh, está vendo, não deu em nada, eles disseram um monte de coisas sem sentido que não foi adiante”. Já quem questiona os fatos, fica sem condição de contestar, pois eles (os lideres religiosos) não falam sobre o assunto…

    Sinceramente, Não posso negar o que se diz a respeito de religião no filme zeitgeist, não tenho argumentos. E espero que outra pessoa religiosa que venha postar algo aqui contestando o filme tragam argumentos. Eu ainda continuo seguidor de uma religião, porque acredito em outros valores que exitem dentro da mesma, valores estes humanos, saudáveis e honestos, mas sou humilde para admitir que não tenho argumentos para contextar o filme. Quem tiver tais argumentos, me passem.

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    Comentar por Cleber Magalhães — Domingo, 20 Abril 2008 @ 10:51 pm | Responder

  15. @Cleber:

    “1º) Realmente e Infelismente até hoje não conheço algum registro não religioso a cerca da existência de Jesus, fora da Bíblia.”

    O Evangelho de Judas não faz parte da Bíblia, foi descoberto há menos de dez anos, e fala da existência do “Jesus histórico”. O problema do Zeitgeist é esse: contra a “mentira bem fundamentada”, não existem argumentos possíveis, e por isso andou bem a Igreja Católica ao ignorar o filme.

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    Comentar por Orlando — Segunda-feira, 21 Abril 2008 @ 7:57 pm | Responder

  16. Peço licensa para comentar no seu blog (Orlando?). O documentário é uma salada ideológica de Deleuze, Foucault e Nietzsche acompanhada de um bolo histórico algumas vezes digerívl e outras não. Não entendo por que rechaçá-lo. Ou você é religioso ou mal humorado demais (o que pra mim dá na mesma). Se dá ao trabalho de citar Álvaro Cunhal, leitura diagonal, ceticismo negativo, “Fui dos primeiros bloguistas a denunciar a adulteração da “Palavra””. Ah… vá fazer sexo; relaxar e se divertir com o filme!
    De um amigo do Brasil que te quer bem…

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    Comentar por Lique — Quinta-feira, 29 Maio 2008 @ 4:50 am | Responder

  17. @Lique:

    1. Sobre Nietzsche estarei de acordo, mas não podemos esquecer que Foulcault defendeu a ideia do “regresso da religião” à sociedade ocidental, pelo que a influência deste último não me parece visível. Foulcault estava demasiado ocupado a fazer sexo com adolescentes masculinos para se preocupar com o fim da religião. Do marxismo cultural de Marcuse e Adorno — estas sim — as influências são visíveis.

    2. Nós devemos ter opinião. Podemos estar enganados, e se estivermos, aprendemos com os nossos erros. Não podemos é deixar de ter espírito crítico, e deixar que pessoas como o Lula, decidam o destino colectivo de um país a seu bel-prazer.

    3. Fazer sexo e ver este filme não são duas coisas compatíveis.

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    Comentar por Orlando — Quinta-feira, 29 Maio 2008 @ 2:41 pm | Responder

  18. Pra que falar do Lula Orlando? Quer me matar de vergonha? Quando falei em Foulcault estava me referindo a “vigiar e Punir” . Há referências a isso no final do filme. Sobre o “rizoma de Deleuze também há. Quanto ao adorno você tem razão! Abraço….

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    Comentar por Lique — Quinta-feira, 29 Maio 2008 @ 4:26 pm | Responder

  19. fico muito triste em ver que um assunto tao importante é perdido com comentarios individualistas de vcs…
    Acabo de ver o filme e pesquisei sites em portugues para ver quais providencias estariam sendo propostas sobre o problema de governo global… porque, com ou sem “Deus”, seja ele qual for pra vcs, o problema esta ai.

    “zeitgeist” é só um titulo. Particularmente acredito em muitas coisas ditas no filme. Mas gostaria muito que alguem me fizesse mudar de ideia. Seria mais facil.
    Mas essas noticias do filme sao um compilado de informaçoes que realmente circularam na net. O filme sao algumas noticias sao colocadas juntas conforme a visao de UMA pessoa. Não concordo com algumas dessas interpretaçoes mas… as noticias sao reais. Sou arquiteto e quando as torres cairam eu nao acreditei…achei impossivel fisicamente cairem daquela maneira. Fui pesquisar a respeito e vi muita coisa sendo mostrada de maneira enganosa. Acho que com a internet uma grande mudança de comportamento pode surgir. Agora podemos passar o assunto adiante rapidamente. Debater o assunto como especie. Piegas, mas é verdade nao é?

    A falta de acentos no texto nao precisa ser comentada, nao é o foco do assunto!! (rsrs)

    para ver mais filmes um tanto sensacionalistas, mas com cenas e estudos reais: vá ao youtube e procure “911”.

    se ninguem quiser comentar mais nada… A gente se ve num bunker em 2012 (brincadeira)

    abraco´~’ç

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    Comentar por carlos — Quinta-feira, 5 Junho 2008 @ 5:10 am | Responder

  20. Amados,
    Vi todo o filme. É um espetáculo. Mas a primeira parte realmente falta compreensão por parte daqueles que vivem debochando do evangelho de Cristo. Infelizmente muitas pessoas vão passar por aqui e não vão compreender o evangelho… Mas deixa pra lá. Não quero evangelizar ninguém aqui.
    Partindo do princípio de que Deus é Deus, tudo é lícito e possível segundo a Sua vontade.
    Não vejo problema algum que a história de Cristo seja semelhante a de alguns mitos. Pelo contrário, é até legal porque segue toda uma metáfora aliada aos “sinais no céu” que sempre serão mistério aos nossos olhos.
    O que faz Cristo diferente dos outroa é a história que aí está, os documentos, o povo judeu. Em nenhuma outra personalidade do filme vê-se profecias cumpridas, nenhum deles teve autoridade pra pronunciar “Eu sou o caminho a verdade e vida, ninguem vem ao Pai senão por mim…” dentre outras afirmações inclusive documentadas…
    Pouquíssimo de sabe da história dos mitos pagãos… porquê ??? Suas histórias sumiram ??? Será que o Hitler da época deles consegiu exterminar tudo ???
    Bem diferente de Cristo cuja história está aí na cara do mundo através do povo judeu, não se limita em ser Alfa e Omega, Princípio e Fim, Crucificado, Cordeiro de Deus, inclusive negado pelos judeus como está na profecia de que “os seus não o aceitaram”…
    Desculpem-me os céticos, mas Cristo não é um mito.

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    Comentar por Mondra — Segunda-feira, 29 Setembro 2008 @ 5:25 pm | Responder

  21. primeiro – quando jesus nasceu naum existia esse calendario como nos conhecemos era usado outro sistema , inclusive bem mais preciso que o nosso calendario já que o nosso tem aquela pequenina falha de 4 horas por ano (o que na idade media naum se conhecia e resultou numa chegada do inverno 3 semanas antes do esperado causando perda de colheitas e muita fome)

    – segundo – 25 de Dezembro foi uma data simbolica, já que hoje em dia os teologos descobriram que a real data de nqascimento de Jesus foi em meados de Fevereiro/Março (os teologos descobriram isso analisando os documentos historicos , pois a biblia nos conta que Maria foi a Belem para fazer uma especie de Censo decretado pelo Imperador , que se não me engano era Herodes , sabe que esse Censo foi feito em meados de fev/mar portanto é incoerente afirmar essas coisas baseadas em 25 de Dezembro) Além do mais cada povo e cultura tinha seu proprio meio de contar os dias e meses e anos , por exemplo as tribos indiginas brasileiras não contavam meses apenas dias , anos e estações do ano .

    Acho que enganar cego é facil, dificil é abrir os seus olhos….
    Oportunismo, é quase isso que aquele video representa, e mais a Biblia já previa esse tipo de coisa basta querer estuda-la sem o intuito de querer achar erros e falhas nelas que você começa a entender o mundo ao nosso redor….

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    Comentar por Mondra — Segunda-feira, 29 Setembro 2008 @ 5:33 pm | Responder

  22. Primeiro parto do princípio que é um filme de ficção. Para em seguida a partir do filme, apreciar a nossa realidade como ficção, tomando-o como realidade por um instante. Se a obra é capaz de realizar esse transporte de forma interessante, pra mim, foi bem sucedida. Tiago, Rio de Janeiro.

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    Comentar por Tiago — Sábado, 4 Outubro 2008 @ 6:54 am | Responder

  23. acho que deverias ter visto o filme na integra, evitavas essa critica, simplista, tendenciosa e medíocre ( nao empirista ja que para tal seria necessário que as teorias científicas fossem baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé). se achas que o zeitgeist é empirista…nao és muito coerente. este filme é uma tentativa de desmistificar algumas verdades que, ainda que universais, nao lhes sao atribuidas grande interesse por que é mais facil seguir a corrente instituida.
    quem quiser perder o seu tempo a acreditar num instituiçao criada pelo homem, para controlo dos seus pares, atraves da subjugaçao intelectual, força. nao é o filme que nos apelida de acefalos, é a religiao.

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    Comentar por — Quinta-feira, 9 Outubro 2008 @ 11:52 am | Responder

  24. para continuar a espicaçar, vejam Zeitgeist: Addendum, acerca do sistema economico monetario, a escravatura moderna. Peace

    http://video.google.com/videoplay?docid=7065205277695921912

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    Comentar por — Quinta-feira, 9 Outubro 2008 @ 11:55 am | Responder

  25. O comentador acima () faz da crítica à religião a sua religião. Embora não concordando com ele, compreendo a sua (dele) religião.

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    Comentar por O. Braga — Quinta-feira, 9 Outubro 2008 @ 6:53 pm | Responder

  26. rapaziada, PARA de falar sobre a parte I, essa é a menos importante!
    caraio…
    a parte II e III sao o q há
    acho q dá até p assistir o filme sem ver a 1a parte… é desnecessária

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    Comentar por daniel — Quarta-feira, 29 Outubro 2008 @ 11:59 pm | Responder

  27. Zeitgeist

    Realmente não há como negar que o poder de argumentação do criador de zeitgeist é fantástico.
    O que ele disse no segundo filme já é de conhecimento de todos os que entendem um pouco de economia. A maneira como o dinheiro é criado e tudo o mais. Todos sabemos que o capitalismo não é um sistema perfeito, mas se prevaleceu é porque foi o melhor até agora.
    Apesar de haver tanta concentração de renda, os de classe média, desfrutam uma qualidade de vida que somente os reis da antiguidade desfrutavam. E se atualmente 50% da população é miserável, séculos atrás era 80%, 90%. “Não é que as pessoas sejam más, é que fazendo o melhor que podem, o máximo que conseguiram é o que vemos aí fora” (Dr. Charuri).
    O capitalismo é um sistema muito recente se compararmos com a história do mundo. E as mudanças tem sido absurdamente rápidas. A macroeconomia como existe hoje surgiu com as idéias de Keynes depois da crise de 29. Alguns já argumentam que depois desta crise atual muita coisa mudará. E eu concordo plenamente que a economia só existe porque os recursos são escassos.
    Sempre há pessoas divulgando idéias e é provável que essas do zeitgeist influenciem muita gente. As idéias de Marx também influenciaram muitos e foi implantada, mas hoje, olhando para trás, sabemos que foi um fracasso. Alguns dizem que Marx compreendeu plenamente o capitalismo, mas pecou por não compreender a biologia humana, o que Adam Smith fez com extrema habilidade.
    O autor não explicou que grande parte da tecnologia existente surgiu devido à guerra, inclusive a internet, pela qual ele divulga suas idéias. Sendo que se não houver mais conflitos e competição será que haverá incentivos suficientes para a criação de novas tecnologias? Um exemplo simples você vê dentro de sua classe. Quantos alunos estudam fora da época de prova? Entretanto todos se dedicam mais nessa época. Não haverá desenvolvimento de mais tecnologia se não houver pressão de algum modo (a não ser que os homens se tornem perfeitos).
    Ele disse que não será necessário leis. As leis existem devido ao conflito de interesses. Mesmo dentro de casa, dois irmãos, criados sob a mesma cultura e mesmo ambiente, brigam. Quanto mais bilhões de pessoas em uma sociedade. E até mesmo a natureza é regida por leis. Não conhecemos a lei da gravidade, e todas as demais leis físicas, químicas e biológicas?
    O problema não são as leis, mas são as leis criadas por homens imperfeitos, e que são desobedecidas, pois os homens são imperfeitos.
    Apesar de concordar que existe no mundo recursos em abundância para a sobrevivência de toda a humanidade não podemos nos esquecer, de que como Einstein ensinou, tudo é relativo. Será que os recursos serão suficientes para satisfazer o ego dos seres humanos? Se houver alguém com um pouco a mais, não importa o quanto o homem já tenha, sempre haverá alguém enciumado, invejoso etc. (porque o homem não é perfeito).
    Por isso não importa se o sistema seja comunista, capitalista, monárquico, ou mesmo projeto Vênus. Sempre haverá pessoas insatisfeitas (pois os homens não são perfeitos).
    A única solução será fazer com que os homens sejam perfeitos, que a mudança ocorra no interior das pessoas. E é isso, que no fundo, eles estão pregando. No fundo eles estão querendo o que todos nós queremos e o que Cisto já ensinou há muito tempo.
    Veja o que eles querem:
    1 – Que as pessoas conheçam a verdade para se tornarem livres.
    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
    Quem ensinou isso?

    2 – Que tenham mais amor pelos outros e não pelo poder e pela riqueza.
    “Ama teu próximo como a ti mesmo”.
    “Não busqueis riquezas, que a traça e a ferrugem consomem”.
    Quem ensinou isso?

    3 – Que as pessoas sejam unidas.
    “Sejais, pois um, assim como eu e o Pai somos um”.
    Quem ensinou isso?

    4 – Que as pessoas mudem primeiro a si mesmos para depois mudar os outros.
    “limpa primeiro o vaso interior”.
    “Pois o espírito efetuou em nós uma vigorosa mudança de modo que não temos mais disposição para praticar o mal”.
    Quem ensinou isso? E quem sentiu essa mudança?

    E a lista pode continuar…

    Resumindo, o mundo só será perfeito quando os homens forem perfeitos e praticarem o que ensinam. Quem melhor do Cristo para praticar o que ensinou?
    Mesmo com todo o poder, se sujeitou aos seus acusadores e ainda disse: ”Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Jamais Cristo disse uma palavra rude e grossa, com a intenção de machucar alguém, seja quem fosse. Por isso suas idéias perpetuam, e Ele é o ser mais respeitado na Terra. Ao mesmo tempo que é o mais criticado. Mas quem O critica?

    Agora vejamos como o filme foi feito:
    Imagens fortes e explosivas. Sons graves e às vezes contrastando com música suave. Se perceber bem verá que há muito de técnica de hipnose, talvez porque queria fazer uma lavagem cerebral. As acusações são veementes e sérias. Usando muitas vezes de ironia e sarcasmo.

    Sinceramente, depois de ver o filme qual é o sentimento que você tem? Paz? Tranqüilidade? Vontade de ajudar as pessoas? Ou ódio? Raiva pelos governantes e líderes? Desconfiança de tudo e todos?

    Será que alguém que demonstra ter tanto ódio no coração realmente conseguirá criar um mundo com verdade, amor e união?
    Leia as histórias de Cristo e procure identificar os sentimentos que lhe vem
    Se você quiser saber se o zeitgeist trará maior benefício aos homens, ou se Cristo trará maior benefício aos homens, a resposta está dentro de você.
    As religiões não são o problema. O problema são os fanáticos. Mas existem fanáticos no futebol, nos estilos musicais, em ideologias… Então iremos acabar com tudo isso? Se não houvessem fanáticos as religiões seriam apenas como associações de amigos. E a grande maioria dessas instituições não ensina os homens a serem fanáticos, mas porque eles o são?
    Porque são imperfeitos.
    E se homens imperfeitos, com ensinamentos bons fazem coisas erradas, o que fariam se não fossem ensinados?

    Quanto ao mito de que Cristo existiu ou não, vamos aos fatos. É aceito pela grande maioria dos historiadores que Cristo viveu sobre a Terra. Realmente foi um homens que caminhou, ensinou e morreu. O que eles não afirmam é Sua divindade.
    Porém não há como negar que a bíblia ficou na mão da Igreja Católica por 1500 anos, que esta é uma igreja Romana e os romanos eram pagãos, que ela praticou muita iniqüidade, como indulgências etc.
    Com a reforma feita por Lutero a bíblia se tornou algo público e muitas igrejas surgiram. Mas o próprio Lutero não se considerou um profeta, e quase todas as igrejas reconhecem que foram criadas por homens (por isso são imperfeitas), com exceção de três.

    E ainda que muitos governos tenham conspirado, muitas instituições religiosas tenham conspirado, muitos banqueiros tenham conspirado, quem conspirou contra milhões de pessoas em todo o mundo, que testificam que sentiram pelo poder do Espírito Santo que Cristo é o Filho de Deus?
    Quem conspirou contra nós?
    Apesar de estamos todos sujeitos ao mesmo governo, às mesmas leis e ao mesmo sistema monetário temos o conhecimento da verdade, que um dia nos libertará, mas não nesta vida. E assim poderemos habitar em um mundo perfeito (se antes nos esforçarmos para nos tornar perfeitos; um dia, no mundo vindouro conseguiremos), com leis perfeitas e com seres perfeitos.
    Não pense que por Cristo não ter se mostrado a muitos, Ele não tenha Se mostrado a tantos outros. Todavia, ver não é o mais importante. Judas viu, Pilatos viu, tantos judeus viram, mas não sentiram. Por isso, sentir é o que importa.
    Deus não Se mostra através de provas criadas pelo homem, mas através de provas criadas por Ele mesmo. A resposta está dentro de você.
    se quiser saber mais me envie um e-mail, fs.costa@hotmail.com

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    Comentar por fscosta — Sábado, 14 Fevereiro 2009 @ 9:59 pm | Responder

  28. Depois que o infeliz teve a cabeça lavada pelo sistema,
    ele não acredita nem mesmo naquilo que seus olhos enxergam.

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    Comentar por nmae — Sábado, 18 Abril 2009 @ 4:49 pm | Responder

  29. Assisti ontem o filme e, ainda estou formando minha opinião. Algo que me chamou a atenção foi uma relação de historiadores que foi apresentada e que teriam vivido na mesma épocaque Jesus e que não mencionam sua existência. Achei superficial essa informação, pois fico imaginando como seria o acesso às informações históricas naquela época e as dificuldades que os historiadores tinham para registrar fatos ocorridos com alguma prova que lhe revestisse de credibilidade, principalmente levando em consideração as distâncias que os separavam dos locais onde efetivamente determinado fato ocorreu ou mesmo se haviam registros feitos e se esses registros eram arquivados de alguma forma e por quem eram feitos. Onde viveram efetivamente esses historiadores apresentados na lista? Ao invés de se discutir “de chofre” em cima do que é apresentado no filme, baseando-se neste ou naquele filósofo, ideólogo ou quem quer que seja, é preciso sim buscar em sua própria inteligência e pensamento intuitivo o que é válido ou não, analisando friamente o que é apresentado. A principal virtude do filme na minha opinião pode ter é a capacidade de provocar desdobramentos e promover o debate, não baseado simplesmente no que foi apresentado no filme, mas principalmente se verificar se as teorias ali apresentadas tem realmente algum fundamento histórico e mais, se as pessoas mais beneficiadas pelo sistema ali denunciado tem o que dizer e rebater e com que base, pois de acordo com o filme o silêncio é em geral a resposta mais escolhida pelos governos, igreja, banqueiros, e por aí em diante. Quero deixar bem claro que não sigo nenhuma religião e, quando me refiro a pensamento intuitivo, entendo como aquele que vem de dentro de si, não sei explicar de onde, mas que lhe faz aceitar ou não determinada idéia e que em geral, quando racionalizada confirma seu pensamente intuitivo inicial. Podem chamar isso também de fé.
    Em relação a Cristo, acho particularmente que ele existiu, acredito que fosse um ser de inteligência privilegiada e que tinha seus recursos para convencer as pessoas, mas a historia que contam sobre ele, definitivamente não é a que as religiões pregam e isso um dia ainda vai vir à tona, podem ter certeza.

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    Comentar por Nightrider — Terça-feira, 24 Novembro 2009 @ 6:19 pm | Responder

  30. @ Nightrider

    (…) se as pessoas mais beneficiadas pelo sistema ali denunciado (…)

    O “sistema” a que faz referência só passou a existir depois do Concílio de Niceia, no ano 325 d.C se não me falha a memória. Entre a morte de Jesus e esse ano de 325, existiu uma religião que se espalhou através da Patrística e em que não existiam privilegiados em função da religião. O Concílio de Niceia, promovido pelo imperador romano Constantino, transformou o cristianismo em uma religião de Estado, coisa que nos 300 anos anteriores não era: até esse momento, o cristianismo tinha sido apenas uma religião entre as muitas religiões que existiam no Império Romano. Por isso, não podemos falar em “beneficiados do sistema” senão quando o sistema foi montado a partir de 325 e, por isso, não podemos dizer que o fundamento e o princípio do cristianismo foi estabelecer esse sistema porque durante 300 anos as estruturas locais e populacionais do cristianismo existiam sem nenhuma aliança ao poder político e até foram perseguidos por este.

    (…) quando me refiro a pensamento intuitivo (…)

    Aquilo a que você chama de “fé intuitiva” é a manifestação do apodíctico ou a priori de Kant que estabelece o que não carece de prova empírica, e que força a própria experiência a reconhecer que existe independentemente desta. A intuição é uma forma de inteligência exactamente porque reconhece a existência de uma realidade apodíctica que é anterior ao empirismo. Por exemplo, os axiomas fazem parte dessa realidade apodíctica na medida em que eles não dependem de nada: quando dizemos que “a soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é sempre de 180 graus”, este princípio não depende de nada, sempre existiu desde que existe o universo, não tem uma causa empírica que o justifique senão a própria ordem universal que, ela própria, não tem uma causa justificável pela experiência senão através da “fé intuitiva” que é o reconhecimento da realidade apodíctica por parte do Homem, por um lado, e que se manifesta na religiosidade humana (que não é a mesma coisa que religião) imposta pelo juízo teleológico (Kant).

    A religião é a religiosidade humana e natural organizada através de um método que inclui o rito e o mito. Por detrás de uma religião, com os seus rituais e mitos que se manifestam no dogma, está uma filosofia. Por exemplo, quando dizem que o budismo é uma filosofia e não uma religião, é absolutamente falso; o budismo tem uma filosofia ― como tem o cristianismo ― mas tem também um método que consiste no ritual e no dogma.

    O dogma existe em função da incapacidade da linguagem humana em traduzir não só a imanência como principalmente a transcendência; uma prova disto é o formalismo matemático moderno, que traduz o mundo quântico imanente não através da linguagem humana ― o que seria impossível ― mas antes através da linguagem formal matemática só compreensível pelos matemáticos. Podemos chamar a esse formalismo matemático a expressão de um “dogma moderno”.

    Quando nós procuramos denunciar o mito de Cristo, só o podemos fazer criando outro mito. O problema é que o mito que é criado para combater ideologicamente o mito anterior é de uma qualidade ética e moral inferior, na medida em que substitui a ordem universal que tem a dualidade da imanência e da transcendência, por uma ordem monista (monismo) que transforma uma elite humana no próprio Deus e tenta eliminar o juízo teleológico e a intuição do ser humano.

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    Comentar por O. Braga — Quarta-feira, 25 Novembro 2009 @ 9:21 am | Responder

  31. Bem, adoro tecnologia, reprovo e odeio empresas e bancos, procuro não ser tão tapado como nos querem fazer sentir todo o tempo e achei as propostas dos dois Zeitgeist interessantérrimas!
    Lá pelas tantas, quase no final com o discurso lindo do Krishnamurti, afirma-se que – já vaticinando – alguns apenas conhecem esta verdade mas a maioria a desconhece. Não sei como intuiram isto, porém pode ser realidade diante de tudo que se vê a olhos mais do que vistos. Triste contudo importante nova verdade.
    A crise está desembocando e os leões famintos logo começarão a se degladiar para manter-se mais um pouco na crista da onda. Inevitavelmente, máquinas substituirão e conviverão lado a lado com humanos, aprofundando mais e mais problemas insolúveis. O perigo, concordo também, é dominarem nossa Internet mais ou menos livre. A menos que nossos computadores antes se unam por todo o planeta e nos salvem de nós mesmos…

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    Comentar por Juan Rossi — Sexta-feira, 26 Março 2010 @ 7:16 am | Responder


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