[mini-ensaio / 1438 palavras]
O que o nosso tempo nos pede é a coragem de uma autêntica revolução cultural.
Hoje é comummente aceite, mesmo pela direita dita “conservadora”, que o facto de a mulher trabalhar fora de casa [aqui entendido como “trabalho externo”] é um direito positivo [que implica a existência de um “dever”], enquanto que se a mulher ficar em casa a cuidar dos filhos, da família, ou trabalhar em comunidades restritas [aqui entendido como “trabalho institucional”], exerce um direito negativo [que implica a existência de uma mera opção]. Ou seja: na cultura coeva e nas leis, quando a mulher trabalha fora de casa, cumpre um dever; e se trabalha em casa, fá-lo por opção, ou, como se diz agora, por um “estilo alternativo de vida”.
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Ontem, um comissário qualquer da União Europeia veio dizer que é preciso “flexibilizar” (ainda mais) as leis laborais em Portugal, referindo-se à lei de despedimento. No sector privado da nossa economia, despedir alguém já não coloca grandes problemas à entidade patronal portuguesa. É hoje mais fácil um patrão despedir um trabalhador em Portugal do que em França; mas a União Europeia não está satisfeita. 














