perspectivas

Sábado, 28 Setembro 2013

A bichona

Filed under: homocepticismo,Homofascismo,Homofobismo,politicamente correcto — orlando braga @ 4:25 pm
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Manuel Luís Goucha é uma bichona ou não? É! E é, ou não, uma bichona assumida? É! E então por que razão o Manuel Luís Goucha colocou o Estado português no Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos"? Resposta: porque o Manuel Luís Goucha é uma bichona assumida, mas não gosta que digam, implícita ou explicitamente, que ele é uma bichona assumida.

Portanto, temos aqui um caso de esquizofrenia identitária.

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa disse alguma coisa que não corresponda à verdade? A ver:

«Manuel Luís Goucha não gostou que a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa falasse em «atitudes», «formas de expressar», «roupas coloridas próprias do universo feminino» e apresentou recurso no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.»

Em que medida os factos concretos e objectivos, tornados públicos pelo próprio agente moral, podem ser considerados injuriosos? Se Manuel Luís Goucha é uma bichona, e assume-se como uma bichona, por que razão é injurioso afirmar que ele é uma bichona?

¿Em que é que constitui uma discriminação alguém dizer de um sujeito que ele é aquilo que ele próprio diz que é?!!!

O problema da nossa televisão não é só Manuel Luís Goucha: é também a infestação de bichonas nos canais de televisão, como por exemplo, Malato, João Baião, Herman José, José Castelo Branco, Cláudio Ramos, João Monchique, Vítor de Sousa, etc. — a maior densidade populacional de bichonas por metro quadrado em todo o mundo.

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Sexta-feira, 30 Agosto 2013

A filosofia causa “pele de galinha”

A Helena Damião escreve aqui um verbete (que comentarei a seguir a uma breve nota) em que cita Karl Popper e classificando-o de “epistemólogo”. Epistemólogo deriva de epistemologia. Ora, epistemologia é um termo ambíguo, porque no mundo anglo-saxónico (Estados Unidos, Reino Unido, etc.) significa “teoria do conhecimento”, e na Europa continental – sobretudo em França – significa “história da ciência”.

Quando a Helena Damião diz que Karl Popper foi um “epistemólogo”, ficamos sem saber exactamente se ele foi um especialista na área da teoria do conhecimento, ou se foi um especialista na área da história da ciência – porque as duas áreas não são coincidentes.

A verdade é que Karl Popper foi um filósofo, porque para além da história da ciência, abordou também a metafísica (por exemplo, a teoria dos “três mundos”), um pouco a ética, muita filosofia política (podemos concordar com ela ou não), etc.. Mas, para algumas pessoas, a palavra “filosofia” causa pele de galinha e suores frios. E por isso é que Karl Popper é classificado de “epistemólogo”.


Em relação aos me®dia – no caso vertente do verbete de Helena Damião, falamos da televisão -, simpatizo com a opinião da Helena Damião pela coragem dela em negar a lógica da espiral do silêncio . A política editorial dos me®dia não se rege apenas pela lógica do lucro: em vez disso, existe sempre uma qualquer agenda política e cultural que impõe à sociedade uma espiral do silêncio. Essa agenda política e cultural pode ser, por exemplo, neoliberal, ou pode ser neomarxista – o que no fundo vai dar no mesmo, porque o neoliberalismo faz parte do processo revolucionário.

A indução do gosto do feio é uma forma de degradação moral da sociedade, porque a ética está intimamente ligada à estética. Quando alguém gosta do feio, podemos imediatamente inferir as características básicas da sua ética. A indução do gosto do feio, por parte dos me®dia, não é só parte de um negócio: faz sobretudo parte de uma agenda política específica que, utilizando a espiral do silêncio, acaba por homogeneizar a cultura antropológica e enraizá-la na barbárie.

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Segunda-feira, 14 Fevereiro 2011

A divulgação literária nos Estados Unidos

Filed under: cultura,Livros — orlando braga @ 10:34 am
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Com a crise no Egipto, tenho prestado mais atenção à informação televisiva proveniente dos Estados Unidos — CNN, Fox News, NBC, CBS, etc. Não há praticamente nenhum programa de informação (vulgo “telejornal”) da TV americana que não anuncie a publicação de um qualquer novo livro. A cultura faz parte do dia-a-dia da comunicação social dos Estados Unidos — não é necessária a existência de programas de televisão culturais específicos e especializados para que um novo livro sobre um qualquer tema seja anunciado ao público.

Bem sei que não podemos comparar as produções literárias de Portugal e dos Estados Unidos. Porém, podemos comparar a cultura de divulgação livreira nos me®dia: raramente um novo livro em Portugal é assunto de telejornal, e é apenas divulgado em programas selectivos emitidos a altas horas da noite e que praticamente ninguém vê.

Quarta-feira, 2 Junho 2010

O enviesamento dos me®dia portugueses

Vítima Ahmadi

Há poucos dias, foram assassinados no Paquistão mais de 100 muçulmanos — homens, mulheres e crianças — da seita islâmica Ahmadi que se encontravam a rezar numa mesquita, e os me®dia portugueses passaram algumas imagens em alguns segundos, e esqueceram o assunto.

As mesmas organizações extremistas islâmicas responsáveis pelo assassínio em massa dos Ahmadi, são as que estão por detrás da organização da “frota humanitária” que pretendeu furar o bloqueio marítimo israelita da faixa de Gaza.

Na sequência da acção israelita em defesa do bloqueio, morreram 9 militantes islâmicos, e os me®dia portugueses nunca mais se calaram.

Sábado, 29 Maio 2010

A pornografia feminina

Houve um psicólogo inglês que chamou aos Reality Shows (como o “Big Brother”) e aos concursos de televisão em que há um grande expectativa de fama e glória, de “pornografia feminina”, porque as estatísticas dizem que estes tipos de programa são mais vistos por mulheres.
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