O que se passa hoje é uma tentativa escandalosa da classe política, na sua maioria influenciada pelo movimento revolucionário, de se servir do pacto social que lhes garante o poder político para impôr coercivamente ao povo o conceito de “progresso da opinião pública”, “progresso” esse que coincide totalmente com uma visão elitista e desenraizada da realidade da sociedade.
(mais…)
Quarta-feira, 3 Agosto 2011
Jean-Pierre Olieu e o “casamento” gay
Quinta-feira, 15 Abril 2010
O stress mata
Vejo cada vez mais gente da classe média/alta e na casa dos quarenta anos com ameaças de AVC, estadas no hospital, e outros que vão desta para melhor. O que se passa? Não é suposto que tanta gente padeça do coração aos 40 anos… (mais…)
Sexta-feira, 19 Março 2010
O filisteu moderno
O substantivo adjectivado “filisteu” tem uma conotação pejorativa e está ligado ao utilitarismo da nova burguesia da “boa sociedade” do século XIX que via no objecto de arte, ou um artigo vendável e passível de lucro, transformando assim o objecto de arte num objecto de consumo, ou numa forma de se afirmar na sociedade através da exibição ostensiva de “cultura”. A imagem do filisteu era a do indivíduo que coleccionava obras de arte não pelo amor desinteressado à arte e à beleza, mas pela utilidade que essa colecção lhe traria, seja em dinheiro, seja em status social. O filisteu era um utilitarista.
(mais…)
Sábado, 6 Março 2010
Religião, tradição, autoridade
Se eu fosse militante do bloco de esquerda ou do partido comunista, defenderia essencialmente duas coisas: a primeira, a abertura total e inquestionada da imigração de origem islâmica; a segunda, a repressão de manifestações nos mídia por parte das igrejas cristãs. As esperanças dos novos totalitarismos gnósticos dependem muito do desenvolvimento político que o próprio multiculturalismo actual trará à Europa do futuro, e da repressão das expressões religiosas autóctones.
Um dos slogans atribuídos ao regime de Salazar era o de “Deus, Pátria, Autoridade” o que, em certa medida, coincide com a trilogia que dá o título a este postal. Porém, “autoridade” não é “autoritarismo”; um regime político autoritarista não é necessariamente promotor cultural da autoridade. Pelo contrário, o autoritarismo mina o fundamento da autoridade que é o da obediência sem o recurso à força da violência. Portanto, o Estado Novo apropriou-se de um conceito que não lhe pertencia. Por detrás do regime de Salazar existia claramente uma religião política. Aliás, o movimento que esteve na base da implantação do Estado Novo em 1926 era tão revolucionário como o movimento que implantou a república em 1910 ― Portugal tem vindo a sofrer várias revoluções gnósticas desde 1910.
(mais…)
Quarta-feira, 4 Novembro 2009
Claude Lévi-Strauss
— Claude Lévi-Strauss
Segunda-feira, 26 Outubro 2009
“Casamento” gay: uma visão totalitária e utilitarista da política

Absurdo com pernas
A partir do momento em que alguém admite a possibilidade lógica do “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo ― e a consequente e inexorável adopção de crianças, progénitas ou não progénitas, por duplas de homossexuais ― já perdeu o debate. Ao Alexandre Homem Cristo só lhe resta “recolher às boxes”.
De igual modo, no futuro próximo, alguém poderá reclamar o “direito” de Polanski (e outros que tais) a ter relações sexuais com uma miúda de 13 anos, como já o fizeram as eminências pardas de Hollywood. E aquilo que não é nem nunca foi um “direito”, transforma-se em direito por força da pressão política. Passamos a viver numa sociedade em que os direitos que nunca existiram passam a ser direitos adquiridos que ainda não foram (injustamente) reconhecidos. É o absurdo com pernas para andar.
É natural que o tal Vasco parta do princípio da assunção de um “direito” que nunca existiu como tal na História, porque a melhor forma de criarmos um direito que nunca existiu é dizer que ele existe embora nunca tenha existido.
Aliás, aconselho a leitura deste artigo (PDF) em que o conhecido escritor espanhol e homossexual Álvaro Pombo escreve preto no branco:
(mais…)
Sábado, 15 Agosto 2009
Sobre a “elite” intolerante que manda neste país
Como expliquei aqui, o politicamente correcto é o marxismo cultural que evoluiu depois da queda do muro de Berlim. O marxismo, seja em que roupagem exista, é a negação da razão ― é uma logofobia.
Marx assentou toda a sua teoria na recusa (e mesmo receio) dos conceitos filosóficos. Marx recusa-se a utilizar uma linguagem crítica, recorrendo, em vez disso, a símbolos. Marx criou um meio especifico de expressão que é também utilizado nesse texto: quando os signatários se vêem perante um ponto crítico e contraditório, no qual a sua teoria ou conteúdo do texto corre o risco de se auto-contradizer, utilizam metáforas que fazem comparações forçando relações entre termos indefinidos ― no caso do texto, a “igualdade” é um termo utilizado de uma forma difusa e indefinida.
E perguntamos nós: o que é a “igualdade”? O texto não o diz: parte do termo “igualdade” de uma forma indefinida e metafórica, seguindo avant la lettre a linguagem simbólica [slogan] marxista. A “igualdade” é, segundo o texto, aquilo que os autores do texto entendem ser e segundo critérios que eles próprios não explicam. A “igualdade” passa a ser uma metáfora que é produto de uma indefinição do próprio termo utilizado (a “igualdade”).
A metáfora em redor do termo “igualdade” é um elemento ditatorial que é característica do marxismo cultural [e do marxismo em geral], e que impede o debate, porque qualquer pergunta sobre o que é a “igualdade” é considerada imediatamente como sendo uma “pergunta intolerante”. Passa a ser proibido perguntar.
(mais…)
Quinta-feira, 30 Julho 2009
Sábado, 25 Julho 2009
Chover no molhado
A ideia segundo a qual alguns cientistas ― ou cientificistas ― afirmam o primado absoluto da ciência sobre a filosofia e a ética, religião e a moral, porque (segundo eles) a ciência se baseia no facto verificável — é uma absurdidade auto-referenciada, uma espécie de circulo vicioso dogmático.
Quando alguém diz que “somente as proposições ou afirmações resultantes de factos observáveis (ou da observação de factos) têm um significado legítimo e/ou válido”, profere uma reivindicação de um “facto” que não foi ― também ele ― previamente sujeito a observação. Portanto, o princípio de que parte o cientificista é dogmático.
O próprio evolucionismo neodarwinista é um mito ― tal qual é um mito a metáfora criacionista bíblica ― porque é “impossível explicar a sucessão das formas” (Eric Voegelin).
Contudo, não vale a pena fazer ver esta incongruência à esmagadora maioria das pessoas, porque os termos do discurso estão totalmente controlados. As pessoas, em geral, não raciocinam: seguem o discurso válido e validado em primeiro lugar pela utopia, e depois, numa fase avançada de degenerescência, pelo “mito social” (Sorel).
O mito social ― ao contrário da utopia ― não é um produto do intelecto mas uma experiência da vontade manipulada e irracional, conduzida por uma elite mais ou menos oculta, para determinados fins obscuros.
Esta é uma das razões por que qualquer opinião (ou blogue) de ruptura com o discurso controlado já não faz qualquer sentido: por mais que se diga que a ciência, por definição, não pode partir de um princípio dogmático para o seu fundamento, e por via do mito social instalado através do controlo do discurso, o sentimento contrário ― ou no mínimo, indiferente ― à religião, à ética, à filosofia e à moral cresce na população que sai das universidades. Já não me refiro a analfabetos: o fenómeno já se espalhou uma classe de indivíduos que se dizem “letrados” e que constituirão a “elite” do país, em poucos anos.
Em Portugal, já não vejo “lura por onde saia coelho”.
Quinta-feira, 25 Junho 2009
O sentido da vida
Os axiomas lógicos fazem parte da Totalidade ao mesmo tempo que estão para além das leis da ciência. Quando dizemos que “nenhum facto pode ser verdadeiro ou real ou nenhum juízo pode ser correcto sem uma razão suficiente”, o empirismo não tem lugar aqui. O axioma é anterior ao mundo e ao Homem. Quando dizemos que “um triângulo soma 180º nos seus ângulos”, esta ideia já era válida no tempo em que a vida na terra estava reduzida às amebas. A verdade destes axiomas é intemporal, e a razão criada pela evolução das espécies apenas participa dessa verdade intemporal.
Portanto, a ideia ― que a política contemporânea incute na nossa juventude, através de uma educação enviesada e deturpada ― segundo a qual a Totalidade se resume às leis da natureza, para além de ser manifestamente incorrecta, é uma das principais causas de algum desnorte cultural da nossa juventude que denuncia uma crise de valores. As pessoas procuram um sentido para a vida e tentam encontrá-lo em religiões substitutivas, como a naturalista, que apreendem apenas uma parte da Totalidade.
A ideia de que a vida tem um sentido em si mesma obedece a um estatuto lógico de um peido. Quando alguém come fartamente e com prazer e mais tarde vai ao WC completar o ciclo do carbono, a lógica do sentir-se bem e satisfeito com a comida obedece à mesma lógica do peido: qualquer animal doméstico subscreveria esta ideia da “vida com um sentido em si mesma”. Portanto, a educação que temos nas nossas escolas e universidades, e os valores culturais que a nossa elite política veicula (salvo excepções), tendem a animalizar o homem do futuro e a imbuir a sua vida com a autoridade da lógica do peido.
Embora a nossa razão não tenha a possibilidade de compreender a Totalidade porque aquela se baseia na divisão sujeito-objecto enquanto esta, como totalidade, é por definição isenta dessa divisão, esse facto não significa que renunciemos a uma afirmação formal da Totalidade, uma vez que a afirmação de conteúdo em relação à Totalidade é impossível através dos métodos da razão. E sendo o ser humano, a humanidade, o planeta e o sistema solar, etc, partes da Totalidade, a vida humana só faz sentido através de uma dupla demanda: na procura do significado formal dessa Totalidade através da filosofia, e na procura do conteúdo da Totalidade através da religião.
Adenda: ocorreu-me escrever este postal na sequência deste comentário.Domingo, 7 Junho 2009
Uma visão esclarecedora sobre a “pessoa”
Um comentário a este postal no Fiat Lux:
1.As “infiltrações e recrutamentos cuidadosamente preparados” aconteceram também no seio do próprio clero da Igreja Católica. Por exemplo, a Teologia da Libertação é a face visível da infiltração marxista na Igreja. A infiltração gnóstica ― que inclui a Teologia da Libertação ― verificou-se mesmo no topo da hierarquia católica. Uma das tarefas mais delicadas da KGB foi (e ainda é, embora já não esteja sozinha) a de minar a ICAR.2.Acho interessante a substituição do substantivo “indivíduo” pelo de “pessoa”, porque este último conceito apela à intersubjectividade, e portanto ao universalismo subjacente ao “princípio de identidade” do ser humano. Contudo, não podemos confundir a “pessoa” como identidade ― que é um termo jurídico, também ― com o “personalismo” de Emmanuel Mounier, que vê a “pessoa” como a vê o existencialismo, seja este agnóstico [Camus] ou cristão [Kierkegaard], e recusando o dualismo espiritualista.
3.Não há que escamotear que existem comportamentos sexuais desviantes, no sentido da patologia. O que difere na legitimidade da reivindicação do “casamento” gay em relação ao “casamento” pedófilo é a lei [Direito Positivo] que considera as crianças como sendo inimputáveis. A partir do momento em que o Direito Positivo se afasta da lei natural e admite o “casamento” gay, não há nenhum argumento que impeça que o Direito Positivo se afaste ainda mais do Direito Natural e baixe a idade de consentimento sexual a ponto de permitir o “casamento” pedófilo.
Os comportamentos sexuais desviantes não podem ser objecto de “acomodação” legal, e o acto homossexual é um comportamento desviante. Se a lei quebra este princípio ligado à lei natural, abre uma caixa de pandora que conduzirá à dissolução da sociedade ou a uma revolução radical no sentido oposto à tendência política actual.
De resto, quem diz que o “casamento gay” não mexe com a vida da sociedade, leia o artigo até ao fim. E já agora, ao votar hoje não deixe de ter em consideração esta análise.
A ler:


Eu não pagava para ir ver uma tourada, mas quando transmitem uma tourada na TV com um bom elenco de cavaleiros, gosto de ver ― a tourada que gosto de ver é a portuguesa, com os cavalos e forcados; eu não perderia um só segundo a ver na TV uma tourada “à espanhola”, com o toureio apeado. 













