¡ Tudo legal ! A Esquerda e os liberais devem estar muito orgulhosos.

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O caso de Amina el-Filali, uma rapariga marroquina de 15 anos que se suicidou a 10 de Março passado, por se recusar a casar com um indivíduo de 23 anos que, alegadamente, a forçou em relações sexuais, não pode deixar de merecer a nossa atenção em relação ao estatuto da mulher nos países islâmicos.
Ao ler a história deste caso no Washington Post, dei comigo a pensar no absurdo e na injustiça da situação da mulher nos países islâmicos, por um lado, e por outro lado, no oposto radical do feminismo nos países ocidentais. Parece que o estatuto da mulher só subsiste em situações extremas, e que não é possível estabelecer um meio-termo racional que dê à mulher direitos e obrigações. Enquanto que nos países islâmicos, a mulher tem muitas obrigações e poucos direitos, no ocidente a mulher tem cada vez mais direitos e obrigações escamoteadas pelo politicamente correcto.
Em qualquer país civilizado, um adulto que tenha relação sexuais com uma rapariga de 15 anos comete um ilícito punível com pena de prisão. Em Marrocos, e nos países islâmicos em geral, a lei islâmica não pune o criminoso; e pior: obriga a rapariga a casar-se com ele.
Porém, como podemos pedir aos países islâmicos que alterem as leis que regulam o estatuto da mulher, se nós próprios, no ocidente, temos leis que tendem exactamente para o extremo oposto? Como podemos pedir a uma sociedade islâmica que dê mais direitos à mulher, se nós próprios transformamos os direitos da mulher em um instrumento radical de destruição da nossa sociedade? A verdade é que o ocidente não tem a moral necessária para poder exigir a mudança do estatuto da mulher no Islão.

“Du’a Khalil Aswad was beaten, kicked and stoned for 30 minutes at the hands of a lynch mob before one of her attackers launched a carefully aimed fatal blow.”
via The girl who was stoned to death for falling in love | Mail Online.
Ou a gente dá cabo deles, ou eles dão cabo de nós. Aqui não há “terceira via”, nem Estado de Direito, nem lei que nos valha! E quem pensar o contrário disto, é tolo…!
Eu sou insuspeito para falar de Angela Merkel; por várias vezes já escrevi aqui que ela é boçal e expliquei por quê. Não vale só dizer o que uma pessoa é; é necessário explicar porque é que ela é.
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