“Uma coisa é o SNS ser um bom serviço, de qualidade, prestado às pessoas que não têm outro tipo de recursos. Outra coisa é ser um serviço que acaba por ser mau para todos”, afirmou a ex–ministra das Finanças, considerando que o SNS gratuito para todos tem de acabar.
Vamos lá ver: em teoria, se um serviço gratuito é mau para todos, o que se tem que fazer:
- Mantê-lo mau e gratuito, e só para os que não têm outro tipo de recursos (porque quem tem recursos vai ao privado e paga);
- Mantê-lo mau e não gratuito, para todos;
- Torná-lo bom, mas gratuito só para os que não têm outro tipo de recursos;
- Torná-lo bom e não gratuito para todos.
- Torná-lo bom e gratuito para todos (porque os ricos — em princípio — também pagam impostos).
Qual é a opção de Manuela Ferreira Leite?
Aparentemente, MFL prefere o ponto 3.: “Tornar o SNS bom e gratuito só para os que não têm outro tipo de recursos”. Se isto significar que os ricos que recorrerem a esse SNS “bom” terão que pagar, e os mais desfavorecidos não pagarão, até posso estar de acordo. Mas fico com a “pulga atrás da orelha” — até porque Pedro Passos Coelho concordou, o que é mau sinal.
Mas será isto que MFL quis dizer? E sendo assim, qual o critério para aceder ao SNS “bom e gratuito”? Ganhar 200 Euros por mês? 300? 400? Será que quem ganhar 500 Euros já paga “forte e feio” e não “bufa”? Será que nos estão a “fazer o ninho atrás da orelha”?
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