perspectivas

Sexta-feira, 8 Agosto 2014

O homem moderno chama “Acaso” a Deus

Filed under: Ciência,filosofia,Quântica — orlando braga @ 9:58 pm
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“A investigação da Física provou claramente que, pelo menos para a esmagadora maioria do desenrolar dos fenómenos cuja regularidade e constância levaram à formulação do postulado da causalidade universal, a raiz comum da rigorosa regularidade observada é o acaso.”

→ Erwin Schrödingen, Nobel da Física, durante uma lição inaugural na Universidade de Zurique em 1922 1

Ou seja, segundo Schrödinger, os processos que são orientados por leis da natureza surgem de estados que, anteriormente, não estavam sujeitos a regras e eram aleatórios. No referido livro 1 de Manfred Eigen e Ruthild Winkler podemos ler na página 35:

“Designamos como microcosmos o mundo das partículas elementares, dos átomos e das moléculas. Os processos físicos elementares ocorrem todos neste mundo 2. O Acaso tem a sua origem na indeterminação destas ocorrências elementares.”

A regularidade das leis da natureza não é desrespeitada quando Deus intervém no macrocosmos ou no mundo humano/universo. Quando Deus quer intervir num processo natural, fá-lo através do microcosmos e sem perturbar as expectativas de regularidade das leis da natureza. E a própria intervenção de Deus no nosso mundo através do microcosmos surge-nos conforme o princípio da causalidade.

Notas
1. citado por Manfred Eigen e Ruthild Winkler no livro “The Laws of the Game: How The Principles of Nature Govern Chance”, 1987, p. 15
2. mundo do microcosmos

Sexta-feira, 1 Agosto 2014

Depois de Boisguilbert e Adam Smith, só nos resta hoje a entropia do capitalismo (por culpa própria)

 

Eu escrevi um verbete com o título “A expansão da “ideologia de mercado” tem que ser travada”; mas isso não significa que eu seja contra o capitalismo e/ou contra o mercado. Pelo contrário, sou a favor do verdadeiro capitalismo, que não é o actual.

Olhemos para o exemplo da Hungria, que é um país capitalista que tem um imposto único e universal (IRS) de 16%, e tem a palavra “Deus” inscrita na sua Constituição.

O leitor Horta Nobre deixou o seguinte comentário no referido verbete: “Talvez os fisiocratas nos possam dar uma ajudinha”.

Vamos ver (como diz o cego): aquilo que se convencionou chamar hoje de “neoliberalismo” já não é o liberalismo de Boisguilbert, dos fisiocratas (por exemplo, Quesnay) e de Adam Smith (por ordem cronológica de evolução ideológica). Vou transcrever a tradução de um trecho de Boisguilbert (“Dissertation de la nature des richesses de l’argent et des tributs” – 1707, pág. 986):

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Segunda-feira, 9 Junho 2014

O secularismo, a sociedade de consumo, e a decadência cultural

Filed under: cultura — orlando braga @ 7:33 am
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É inevitável uma analogia entre o Ocidente actual e os últimos séculos do império romano, no que diz respeito ao efeito que a religião tem na política e na cultura. A república romana começou por ter a sua própria religião comum e oficial dos “deuses dos lares”, e com a absorção da Grécia e da cultura grega, passou a adoptar oficialmente uma emulação romana dos deuses gregos do Olimpo. Estávamos na fase do início do império.

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Quinta-feira, 8 Maio 2014

As religiões políticas modernas são ctónicas

Filed under: cultura,religiões políticas — orlando braga @ 4:34 pm
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Alguém comentou aqui:

Segundo T. S. Eliot:

“A primeira afirmação importante é que nenhuma cultura apareceu ou se desenvolveu a não ser em conjunto com uma religião; segundo o ponto de vista do observador,a cultura parecerá ser o produto da religião; ou a religião, o produto da cultura. [...] Digo apenas que, até onde vão minhas observações, é improvável que haja uma civilização de alto nível onde estejam ausentes tais condições.”


1/ Saber quem surgiu primeiro, se a religião se a cultura, é como procurar saber se a galinha nasceu primeiro que o ovo. O Homem é o único ser que tem cultura, e não existe cultura sem religião.

2/ o marxismo é uma forma de religião, como demonstrou Eric Voegelin. E o Aquecimentismo é outra forma de religião — ambas são religiões ctónicas e imanentes, tal como as religiões do neolítico eram ctónicas e imanentes.

As grandes civilizações surgiram quando o Homem começou a olhar para o Céu, procurando a transcendência, deixando de olhar para a Terra e para a imanência. Quando o Homem começou a olhar o Céu, as divindades terrestres e imanentes foram sendo abandonadas, e foi então que surgiram as grandes civilizações no Egipto, na Babilónia, ou entre os Maias e Aztecas.

3/ o marxismo (e o aquecimentismo) são formas de religião que se caracterizam por uma espécie de retorno moderno ao neolítico inferior (porque no neolítico superior começaram a surgir as civilizações que “olhavam o Céu”) — embora a História não se repita de forma exacta, há certos padrões históricos que se podem repetir.

Estas duas formas de religião (o marxismo e o aquecimentismo) são ctónicas, isto é, viradas para a Terra e em detrimento do Céu (em detrimento do Cosmos, do universo): nas religiões políticas modernas, o Céu, ou é colocado em segundo plano, ou é mesmo esquecido.

Sexta-feira, 2 Maio 2014

Epistemologia da religião

Filed under: filosofia — orlando braga @ 7:57 pm
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O Desidério Murcho fala aqui da diferença entre “epistemologia da religião”, por um lado, e da “metafísica da religião”, por outro  lado. Desde logo devemos saber o significa “epistemologia”, porque este termo tem hoje dois significados ligeiramente diferentes.
Na Europa continental — sobretudo em França —, “epistemologia” significa a análise do “espírito científico”: estudo dos métodos, das crises, da História das Ciências Modernas, ou o estudo de uma ciência em particular: por exemplo, epistemologia da matemática, epistemologia da História, etc..
No mundo anglo-saxónico, “epistemologia” mantém ainda um significado semelhante ao de “gnoseologia”, isto é, a análise ou estudo dos processos evolutivos gerais do conhecimento. Desidério Murcho escreve o seguinte:

“O tema central da epistemologia da religião é a adequação da crença em divindades.”

Devemos, dentro do possível, simplificar a nossa linguagem, por forma a evitarmos ambiguidades e/ou anfibolias. “Adequação” significa, neste caso, “correspondência racional”.

Desidério Murcho poderia ter escrito o seguinte: “o tema central da epistemologia da religião é a correspondência racional das crenças religiosas em relação às respectivas divindades”, o que significa que, neste sentido, a “epistemologia da religião” aborda, não o processo evolutivo geral das religiões ao longo do tempo (pré-história e história), mas antes dedica-se à análise lógica e racional da relação entre as diversas religiões (independentemente da sua posição no continuum temporal), por um lado, e as respectivas divindades ou divindade, por outro  lado.

Portanto, estamos em presença do conceito de “epistemologia” como estudo de um método segundo o qual a religião faz corresponder logicamente a sua filosofia, por um lado, com as suas divindades, por outro  lado. Ou seja, aplica-se aqui a noção francesa de “epistemologia”.  E por isso é que ele escreve:

“Do simples facto de existir uma divindade não se segue que seja epistemicamente adequado acreditar na sua existência, e do simples facto de ser epistemicamente adequado acreditar na existência de uma divindade não se segue que essa divindade existe.”

Quando o facto de se acreditar na existência (“existência” no sentido de “realidade”, e não necessariamente como “objecto”) de uma divindade depende de uma análise lógica (“epistemicamente adequado”), estamos então perante o conceito científico (francês) de “epistemologia”, por um lado, e por outro  lado, o facto de não ser epistemicamente (no sentido francês) adequado acreditar na existência de uma divindade, isso não significa que essa adequação não possa vir a surgir no futuro (em função de novas diferenciações culturais e mesmo com o contributo de descobertas da ciência), ou seja, que no futuro uma determinada inadequação lógica e racional entre uma determinada crença religiosa e as suas actuais divindades, não se possa transformar em uma adequação, e em função de novas diferenciações culturais, e de novos dados acerca da realidade que podem provir de novos fenómenos metafísicos ou mesmo da evolução da ciência.

Em suma, e em última análise, é a noção anglo-saxónica de “epistemologia” que se aplica ao estudo das religiões (o racionalismo e a lógica aplicáveis ao estudo das religiões estão sempre colocados entre parêntesis).

Sábado, 19 Abril 2014

A Ressurreição de Jesus Cristo e a prova científica

Filed under: Ciência,Igreja Católica — orlando braga @ 11:58 am
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O Padre Gonçalo  Portocarrero de Almada escreveu um texto que pode ser lido aqui (e aqui, em ficheiro PDF), e que pretende conciliar a “ciência dos factos”, por um lado, com a ressurreição de Jesus Cristo.

Antes de mais nada: ¿o que é um “facto”? É algo que adquiriu uma estrutura na nossa consciência.

“Facto” vem do latim “facere”, que significa “fazer”. Ou seja, um facto é “algo que é feito por nós”. Uma imagem que nós vemos não é mais nem menos o resultado das nossas acções quando comparada com uma imagem que pintamos, um trabalho que fazemos, ou um texto que escrevemos.

A realidade do nosso mundo é um “facto”; mas nós não inventamos os dados (da realidade do mundo) que são interpretados pela nossa mente: esses dados existem por si mesmos — constituem a “realidade em si” — em contraponto à nossa interpretação desses dados que constitui a “realidade para nós”. E, como dizia S. Tomás de Aquino, “a verdade é a adequação do pensamento à realidade”, ou dito por outras palavras, a verdade é a adequação da “verdade para nós”, por um lado, à “realidade em si”, por outro  lado.  No fundo, é esta “adequação” que a ciência vem procurando fazer.

Mas um “facto” não é só apenas aquilo que podemos medir experimentalmente. Por exemplo, os axiomas da lógica não são físicos, e não deixam, por isso, de constituírem “factos”.

E o que é a “prova”? Em primeiro lugar, a prova é intersubjectiva: só existe “prova” se for testemunhada e corroborada. Em segundo lugar, qualquer verificação científica de uma prova é sempre baseada na experiência do passado; e se dissermos que “o método científico se prova a si mesmo”, estamos perante uma tautologia.

Na medida em que o nosso cérebro interpreta a realidade — ou seja, a realidade é construída pela nossa mente —, segue-se que a ciência (que é humana) também não tem autoridade para fazer afirmações sobre “a realidade em si”: a ciência só se pode pronunciar acerca de casos concretos que não foram ainda refutados. E se reduzirmos toda a “realidade comprovada”, aos casos concretos que ainda não foram refutados pela ciência, reduzimos o conceito de realidade a uma condição paupérrima.

Com todo o respeito pela ciência, temos que admitir que o método científico não se prova a si mesmo. E temos que admitir que a Realidade não se reduz aos casos concretos que ainda não foram refutados pela ciência. Portanto, não vejo necessidade de justificar ou provar cientificamente a ressurreição de Jesus Cristo: a distância entre o finito e o infinito é infinita, e a realidade não se pode resumir ao método da ciência. E, se pensarmos assim, e só assim, poderemos conciliar a ciência com a Realidade. Ou ainda, como escreveu Einstein 1:


«¿Acha estranho que se considere a compreensibilidade do mundo como milagre ou como mistério eterno?

einstein webNa realidade, a priori, deveria esperar-se um mundo caótico que não se pode compreender, de maneira alguma, através do pensamento. Poderia (aliás, deveria) esperar-se que o mundo se manifeste como determinado apenas na medida em que intervimos, estabelecendo ordem. Seria uma ordem como a ordem alfabética das palavras de uma língua. Pelo contrário, a ordem criada, por exemplo, pela teoria da gravidade de Newton, é de uma natureza absolutamente diferente. Mesmo que os axiomas da teoria sejam formulados pelo ser humano, o sucesso de um tal empreendimento pressupõe uma elevada ordem do mundo objectivo 2, que, objectivamente, não se poderia esperar, de maneira alguma. Aqui está o milagre que se reforça cada vez mais com o desenvolvimento dos nossos conhecimentos 3. Aqui está o ponto fraco para os positivistas e os ateus profissionais.

A ciência só pode ser feita por pessoas que estão completamente possuídas pelo desejo de verdade e compreensão. No entanto, esta base sentimental tem a sua origem na esfera religiosa. Isto inclui também a confiança na possibilidade de que as regularidades que valem no mundo existente sejam razoáveis, isto é, compreensíveis à razão. Não posso imaginar um investigador sem esta fé profunda.

É possível exprimir o estado de coisas através de uma imagem: a ciência sem religião é paralítica, a religião sem ciência é cega.»


Portanto, a ciência não deve insistir na sua pretensão de exclusividade na aproximação à verdade. O conhecimento científico é apenas um aspecto do Absoluto. Reduzir a toda a realidade, à ciência e à prova empírica, é a maior estupidez que o Iluminismo nos trouxe.

Notas
1. “Worte in Zeit und Raum”
2. a tal “realidade em si
3. conhecimentos científicos

Segunda-feira, 31 Março 2014

Os "católicos fervorosos" e a perseguição dos católicos na Crimeia

Filed under: Igreja Católica — orlando braga @ 4:56 pm
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A Igreja Católica Grega da Ucrânia não é a mesma coisa que Igreja Católica Apostólica Romana.

A Igreja Católica Grega da Ucrânia é uma Igreja sui juris que está em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana — assim como, por exemplo, a Igreja Copta do Egipto é uma Igreja sui juris  que está em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana.

Afirmar que a Igreja Católica Grega da Ucrânia é a mesma coisa que a Igreja Católica Apostólica Romana, é falso — inclusivamente, os ritos são diferentes! A Igreja Católica Grega da Ucrânia é uma Igreja nacional, ao passo que a Igreja Católica Apostólica Romana é uma Igreja universal.

Sendo uma Igreja estritamente nacional e nacionalista, a Igreja Católica Grega da Ucrânia acaba por ter conexões políticas acentuadas em relação à esfera do nacionalismo político ucraniano. E é neste contexto nacionalista e político que caracteriza a Igreja Católica Grega da Ucrânia1 que se verificam as alegadas perseguições à Igreja Católica Grega da Ucrânia, na Crimeia.

Portanto, quando alguns católicos fervorosos vêm dizer que “os católicos estão a ser perseguidos na Crimeia”, estão a confundir a Igreja Católica Grega da Ucrânia, que é uma Igreja nacionalista ucraniana, por um lado, e a Igreja Católica Apostólica Romana, que é, por longa tradição, uma Igreja que existe acima ou para além das nacionalidades.

Qualquer perseguição religiosa é condenável — incluindo a perseguição religiosa encapotada, em relação à Igreja Católica Apostólica Romana, que acontece nos países europeus ditos “democráticos”, como por exemplo, a Inglaterra, a Bélgica e os países nórdicos. Por exemplo, a Igreja Católica Apostólica Romana teve recentemente que abandonar a actividade de infantários e de adopção de crianças em Inglaterra, porque recusou a adopção de crianças por pares de invertidos imposta por lei.

Impôr a uma religião, de uma forma coerciva e utilizando a força bruta do Estado, uma lei que contrarie os princípios dessa religião, também é uma forma de perseguição religiosa.

Nota
1. nacionalismo que a Igreja Católica Apostólica Romana não tem, porque existe o Estado do Vaticano que elimina as múltiplas “nacionalidades católicas”, e por isso é que este papa é criticável por não assumir o passaporte do Vaticano.

Sexta-feira, 21 Fevereiro 2014

Para quem diz que Albert Einstein foi ateu

Filed under: curiosidades — orlando braga @ 4:43 pm
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“¿Acha estranho que se considere a compreensibilidade do mundo como milagre ou como mistério eterno? Na realidade, a priori, deveria esperar-se um mundo caótico que não se pode compreender, de maneira alguma, através do pensamento. Poderia (aliás, deveria) esperar-se que o mundo se manifeste como determinado apenas na medida em que intervimos, estabelecendo ordem. Seria uma ordem como a ordem alfabética das palavras de uma língua. Pelo contrário, a ordem criada, por exemplo, pela teoria da gravidade, de Newton, é de uma natureza absolutamente diferente. Mesmo que os axiomas da teoria sejam formulados pelo ser humano, o sucesso de um tal empreendimento pressupõe uma ordem elevada do mundo objectivo, que, objectivamente, não se podia esperar, de maneira alguma.

Aqui está o “milagre” que se reforça cada vez mais com o desenvolvimento dos nossos conhecimentos. Aqui está o ponto fraco para os positivistas e os ateus profissionais.”

(Albert Einstein — “Worte in Zeit und Raum”)

“A ciência só pode ser feita por pessoas que estão completamente possuídas pelo desejo de verdade e compreensão. No entanto, esta base sentimental tem a sua origem na esfera religiosa. Isto inclui também a confiança na possibilidade de que as regularidades que valem no mundo do existente sejam razoáveis, isto é, compreensíveis à razão. Não posso imaginar um investigador sem esta fé profunda. É possível exprimir o estado das coisas através de uma imagem: a ciência sem religião é paralítica, a religião sem ciência é cega” (ibidem)

Terça-feira, 18 Fevereiro 2014

Uma sociedade sem o conceito de “milagre” é uma sociedade destruída

Filed under: A vida custa,cultura,filosofia,Sociedade — orlando braga @ 8:39 am
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No fim de cada tentativa de fundamentação da realidade, surge apenas aquilo que foi introduzido nela no início. Fazendo uma analogia: se introduzirmos carne em uma picadora de carne, obtemos carne picada com o resultado da nossa acção — e não outra coisa qualquer.

Assim, em uma sociedade fundamentada no materialismo não pode haver lugar para um Deus imaterial, porque a própria hipótese de um mundo exclusivamente material implica a não existência de Deus. O pensamento humano é circular e contraditório, por natureza.

Em uma sociedade em que não há lugar para um Deus imaterial, também não há lugar para os milagres — mesmo que eles aconteçam a cada momento. No fim da tentativa da fundamentação materialista da realidade, surge apenas materialismo e nada mais do que isto. E, em uma sociedade materialista, o ser humano não consegue ver nada senão matéria, e é por isso que os milagres deixam de existir, porque ninguém os vê.

Sábado, 11 Janeiro 2014

O Decálogo e a ética

Filed under: ética — orlando braga @ 6:27 pm
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O termo “Decálogo” foi cunhado ou por Clemente de Alexandria (~ 150 – ~ 230), ou Irineu de Lião (~ 130 – ~ 202) : não se tem a certeza de qual dos dois foi o autor do termo. Existem duas versões ligeiramente diferentes do Decálogo: a do Êxodo e a do Deuteronómio. Vamos apenas fazer aqui referência ao Êxodo.

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Sexta-feira, 10 Janeiro 2014

A liberdade religiosa está a ser ameaçada pela aliança da direita com a esquerda

 

Este texto dá-nos uma visão breve do processo histórico recente que levou a colocar em causa a liberdade religiosa nos Estados Unidos. Um facto que é de extrema importância, e que eu chamo à vossa atenção, é o da aliança entre a direita neoliberal Goldman Sachs e a esquerda marxista cultural, no sentido da limitação e restrição da liberdade religiosa nos Estados Unidos. Ou seja: por razões diferentes, a direita Goldman Sachs e a esquerda marxista cultural estão de acordo no que respeita à limitação da liberdade religiosa.

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Quinta-feira, 12 Dezembro 2013

A grave doença espiritual das elites

 

O suicídio de Kate Barry (filha de Jane Birkin) chocou-me, como me chocam todos os suicídios. Mas tratando-se de uma figura pública que não vivia propriamente na pobreza, o seu suicídio torna-se ainda mais incompreensível.

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