perspectivas

Quarta-feira, 25 Janeiro 2012

Sobre a polémica RDP versus Raquel Freire

Em primeiro lugar, não devemos confundir [como faz o jornal Público] o caso Pedro Rosa Mendes com o caso Raquel Freire. O Público esteve muito mal nesta mistela.

Depois, também eu achei muito estranho que a RTP emitisse em directo um programa com as características do Prós E Contras a partir de Angola. Não faz sentido, assim como não faria sentido que o dito programa fosse emitido, por exemplo, a partir do Japão que até é uma democracia. Não é pelo facto de Angola ter ou não algum défice democrático que justifica a minha crítica à emissão a partir deste país, mas antes pelo facto de o programa Prós E Contra ter determinadas características que o tornam eminentemente nacional e português.

A emissão em directo do Prós E Contras a partir de Angola vai contra o ADN do próprio programa tal qual o conhecemos desde há meia-dúzia de anos. Isto é um facto insofismável. Por isso, a emissão do programa a partir de Angola só pode ter tido razões excepcionais, nomeadamente, razões políticas.

Quando o jornalista Pedro Rosa Mendes critica a emissão do Prós E Contras a partir de Angola, não faz mais do que dizer aquilo que nos parece lógico pelas razões aduzidas acima. E isto significa que se a crítica de Pedro Mendes à RTP se resumiu e se justificou apenas pelo facto de Angola não ser alegadamente uma democracia plena, então o jornalista perdeu a razão, porque sempre existiram casos de emissões radiofónicas e televisivas portuguesas a partir de outros países que não dispõem de uma democracia.

O caso de Raquel Freire é diferente, porque se trata de alguém que não merece o nome de “jornalista”. Se no caso de Pedro Rosa Mendes se pode configurar um caso de um jornalista censurado, no caso de Raquel Freire trata-se de um caso de uma pseudo-jornalista afastada por incompetência, parcialidade por motivação política, e que já tinha sido sujeita a inúmeras queixas dos ouvintes da RDP.

Sexta-feira, 16 Abril 2010

Um pouco de pedagogia: resposta a um comentário sobre homofobia

Definição gayzista de homofobia

@ Sérgio Vitorino

O que é homofobia? Para falarmos das coisas temos que as definir primeiro. O gayzismo ou o movimento político homossexual tem a grande preocupação em não definir conceitos para que os epítetos, rótulos e slogans possam ser utilizados de uma forma flexível e em todas as situações. “Homofobia” é “pau para toda a colher”.

Homofobia é definida como “o medo irracional em relação aos homossexuais”.
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Terça-feira, 13 Abril 2010

Ainda sobre Raquel Freire

Vinha há pouco de Aveiro e sintonizei a Antena 1 da RDP. Pela primeira vez ouvi a Raquel Freire de que falei em outro postal. (more…)

Segunda-feira, 12 Abril 2010

O novo cânone de tabus da Raquel Freire

Recebi um convite para participar numa causa no Facebook com o seguinte ideário: “O clítoris na RDP — apoio à crónica de Raquel Freire na rubrica Este Tempo”. Os promotores da causa continuam:


« A dezasseis de Março de 2010, na sua crónica semanal na Antena 1, Raquel Freire atreveu-se a falar do clítoris e disse a palavra masturbação duas vezes. Mas há a escuta e há a audição selectiva. E as notícias lá vêm dizer que há queixas ao provedor por causa da hora a que a crónica “sobre a masturbação feminina” foi transmitida. Quem gosta de cantos escuros manifestou-se. Agora é a vez dos que gostam de janelas abertas fazerem o mesmo.

Escrevamos ao provedor da RDP em defesa da nossa liberdade de ouvintes e de uma sociedade mais saudável na sua relação com o sexo e na sua capacidade de se exprimir. O clítoris também tem direito às ondas hertzianas! »

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