perspectivas

Sábado, 21 Agosto 2010

A solução progressista do Jornal de Notícias para o nudismo selvagem

O que aconteceria se, de repente, 30 pessoas começassem a andar nuas na Avenida da Liberdade ?

O Jornal de Notícias traria uma notícia em parangona: « Naturistas da Avenida da Liberdade esperam nova Lei ». Para o Jornal de Notícias, aquilo que não é nem nunca foi um direito, passa a sê-lo só porque alguém o reivindica como tal.

Quando leio o Jornal de Notícias lembro-me sempre de uma frase de Gomez Dávila: “A ideia da evolução do Direito é tão cómica como a da evolução da lógica”. Mas o Jornal de Notícias acredita; até ao dia em que o pêndulo voltará ao equilíbrio.

Sexta-feira, 15 Janeiro 2010

A sub-informação do regime socialista

« O director-adjunto do semanário Sol, José António Lima, garantiu hoje ao organismo regulador dos media que uma pessoa próxima do primeiro-ministro tentou interferir no jornal, corroborando as acusações avançadas pelo director do título. »

inPúblico

Uma das vantagens do pluralismo democrático em comparação com os regimes totalitários ou autoritaristas, é a da livre concorrência entre órgãos de comunicação social (vulgo “mídia”). Quando a livre concorrência entre os órgãos de comunicação social é colocada em causa, em vez de “mídia” passamos a ter “me®dia”, na medida em que em vez de informação passamos a ter pseudo-informação [apologia e propaganda do partido político no poder] e sub-informação [tentativas sistemáticas de abafar a verdadeira informação que é, por natureza, social e politicamente “explosiva”].

Este caso do semanário “Sol” é grave e não pode ser esquecido ou abafado pela sub-informação do sistema socialista, e nesse sentido o jornal “Público” tem prestado um bom serviço ao pluralismo informacional quando não deixa a notícia cair no esquecimento.

Segunda-feira, 30 Novembro 2009

Os me®dia e o referendo suíço acerca dos minaretes

No seguimento do referendo na Suíça cujo resultado determinou a proibição de construção de mais minaretes de mesquitas, os me®dia portugueses e internacionais ― principalmente a Al Reuters ― mostraram-se escandalizados com a “impiedade” e a “islamofobia” do povo suíço. Fazendo zapping televisivo, deparei-me com um programa sobre o mundo rural português, em que o jornalista lamentava a construção de casas de emigrantes de estilo francês e alemão na paisagem rural portuguesa. Se num canal a jornalista se escandalizava com o resultado do referendo suíço, no outro canal um seu colega de profissão mostrava-se incomodado com a intrusão cultural da estranja na paisagem rural portuguesa. Ainda num terceiro canal de TvCabo, decorria uma discussão conduzida por um terceiro jornalista sobre o “casamento” gay ― coisa que no mundo islâmico é absolutamente normal, como Vocês sabem.

A ideia que eu tenho é que a classe jornalística está desfasada da realidade objectiva do povo português ― os jornalistas vivem num mundo virtual, em uma espécie de alienação ideológica e cultural. São capazes de defender uma coisa e o seu contrário com uma desfaçatez tal que até um mentecapto se dá conta que as contradições que só podem ter uma raiz ideológica.

Em primeiro lugar, a proibição de construção de minaretes na Suíça não significa a proibição de construção de mesquitas naquele país. Os muçulmanos continuam livres de fundar locais de culto em qualquer lugar da Suíça ― desde que não coloquem no edifício a chaminé almóada.

Em segundo lugar, os me®dia esquecem-se que nos países muçulmanos em geral, é proibida a construção de igrejas cristãs, e nos países islâmicos mais “tolerantes” como a Turquia ou a Indonésia, os cristãos são perseguidos e muitas vezes assassinados.

Em terceiro lugar, o referendo suíço foi precedido de semanas de discussão pública em que todas as partes envolvidas ― a favor e contra a construção de minaretes ― tiveram a oportunidade igual de colocar os seus pontos de vista.

É tempo de os me®dia ― e o poder político em geral ― começarem a ter mais respeito pela vontade popular.

Sábado, 28 Novembro 2009

O feminismo, os padrões da beleza e o paradigma do pederasta

O feminismo ― como toda a manifestação da mente revolucionária ― é uma doença mental no sentido clínico estrito. Trata-se daquilo a que o psiquiatra francês Paul Sérieux chamou de “delírio de interpretação”. Senão reparem neste texto:
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Quarta-feira, 2 Setembro 2009

O que está por detrás da Nova Ordem Mundial ?

Winston Churchill dizia da União Soviética que era “um quebra-cabeças envolvido num mistério, dentro de um enigma”. A eleição de Barack Hussein Obama e os desenvolvimentos da política globalista são um quebra-cabeças envolvido num mistério, dentro de um enigma. Para o cidadão com alguma estatura intelectual, e mesmo para os políticos de países mais pequenos como Portugal e países do terceiro-mundo, o que se está a passar nos areópagos internacionais é um quebra-cabeças envolvido num mistério, dentro de um enigma. O que é Nova Ordem Mundial?
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Sexta-feira, 21 Agosto 2009

A imprensa tradicional moribunda

Filed under: cultura,me®dia — orlando braga @ 9:37 am
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A recente e flagrante ocultação da realidade obâmica nos Estados Unidos revela o toque de finados do “sistema me®diático” tradicional. Como conservador, tenho imensa pena que a morte anunciada da imprensa tradicional esteja bem patente, mas a verdade é que a culpa é essencialmente da própria imprensa tradicional e não só dos meios de comunicação alternativos. Quando começarem a “chover” jornalistas desempregados, estes terão que meter a mão na consciência em vez de acusarem a sociedade e/ou terceiros: eles serão a principal causa da sua situação.

press

A imprensa tradicional (jornais, TV, rádio) perdeu a sua autoridade de direito em função do sistemático enviesamento das notícias e da manipulação das redacções por gente de esquerda; o marxismo sempre foi contrário à liberdade de imprensa e ao estatuto do jornalista como veículo do relato objectivo da realidade.

A imprensa tradicional ainda se julga o quarto poder, mas já só ela acredita nisso. Fechou-se nesta sua crença, dogmatizou-se enquanto se suicida irremediavelmente. Contudo, a informação escrita [em papel, e não na pantalha de um computador] continua a ser a mais eficaz forma de transmissão do conhecimento [para além da oralidade dialéctica tradicional que nunca perderá o seu valor] ― e por isso é que eu digo que é lamentável o que está a acontecer à imprensa escrita.

A crise da imprensa escrita poderá significar o aumento do enviesamento informativo na medida em que deixam de existir paradigmas considerados como “credíveis” por uma larga maioria da sociedade; quando não existem pontos de referência credíveis, a realidade objectiva dos factos deixa de existir, e corremos o risco de passarmos a viver num mundo virtual em que cada cidadão passa a gerir o seu próprio sistema de crenças independentemente dos factos objectivos.

Quarta-feira, 19 Agosto 2009

O que os nossos me®dia calam acerca de Obama

Il Duce

Il Duce

Aquilo que os nossos me®dia não dizem é que a reforma de Obama do sistema de saúde americano pretende retirar direitos de tratamento de saúde aos reformados para dar direitos aos imigrantes, por um lado, e porque pretende que o aborto passe a ser pago nos hospitais por todos os contribuintes.

Il altro Duce

Il altro Duce

Acontece que Obama prepara a lei da eutanásia para a terceira-idade; e acontece que a esmagadora maioria dos americanos está contra o plano de Obama de fazer pagar os abortos com o dinheiro de todos os contribuintes. É nestes dois pontos que reside o descontentamento do povo americano contra a reforma da Segurança Social de Obama.

Acontece que os protestos populares nos Estados Unidos já se espalharam a mais de 2000 cidades, e os me®dia calam o fenómeno. Acontece que Obama está surpreendido com a dimensão dos protestos ― e os me®dia calam. Por último, a questão da certidão de nascimento de Obama já se começa a espalhar pelo povo americano, não obstante o silêncio dos me®dia.

Sábado, 1 Agosto 2009

Lituânia: um exemplo a seguir

No dia 14 de Julho p.p., o parlamento da Lituânia aprovou duas leis que deveriam servir de exemplo a um futuro governo de Portugal: uma lei de restrição orçamental em relação a despesas supérfluas do Estado, e uma lei que proíbe a propaganda gayzista nos me®dia. A segunda lei, chamada de “protecção de menores”, que foi aprovada no parlamento lituano apenas com 6 votos contra, limita a propagação de informação que possa causar dano à população mais jovem. Por exemplo, a violência gráfica, instruções de como construir explosivos, a apresentação do uso de drogas numa perspectiva positiva, a pornografia, são alguns aspectos da lei lituana de “protecção de menores”.

Contudo, o aspecto que mais protestos levantou no lóbi gay que comanda a União Europeia, foi o aspecto da lei lituana que restringe a informação nos me®dia que promova as relações homossexuais, bissexuais e poligâmicas.

O primeiro ministro da Lituânia, Andrius Kubilius, reagiu às alegações da União Europeia gayzista sobre “discriminação” e “violação de direitos humanos” ao explicar que não se trata de nenhuma discriminação: ele propõe o banimento de qualquer tipo de propaganda nos me®dia que promova qualquer tipo de relacionamento sexual entre pessoas menores de idade, isto é, a lei é dirigida à protecção de todos os menores, independentemente da “orientação sexual”.

A Lituânia tem apenas 3,3 milhões de habitantes, sendo que 95% são católicos. Várias sondagens na opinião pública revelam um esmagador apoio à lei de “protecção de menores” promovida pelo governo de Andrius Kubilius.

(Fonte)


Em contraste com o governo da Lituânia, José Sócrates pretende distribuir preservativos nas escolas a miúdos de 12 anos, promover a homossexualidade aculturada na escola primária, e através do “casamento” gay transformar o acto homossexual num princípio moral — para além de defender a adopção de crianças progénitas e não-progénitas por duplas de gays, como se pode ver na imagem abaixo respigada de um inquérito no Público:

A ler:


Email me (espectivas@nullgmail.com)

Quarta-feira, 17 Junho 2009

Partido conservador britânico abandona o grupo parlamentar do PPE

Alguém ouviu a notícia nos nossos me®dia? Claro que não. Uma notícia destas só vem eventualmente na última página dos nossos me®dia, e em letras minúsculas.

A ler:

Via

Domingo, 7 Junho 2009

Sobre os me®dia (ou “mídia”)

Filed under: politicamente correcto — orlando braga @ 8:44 am
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“Saiba o prezado leitor que só leio a “grande mídia” por obrigação profissional de analisá-la, como se analisam fezes num laboratório, e que jamais o faria se estivesse em busca de informação.”

― Olavo de Carvalho (“Jornalistas Contra a Aritmética” ― sobre o caso da “pedofilia sistémica” na Irlanda )

Quarta-feira, 11 Março 2009

Não podemos esquecer que o Bloco de Esquerda é um partido marxista

Uma das características do Bloco de Esquerda é o “psicomarxismo” ― que junta Freud a Marx ― que se vale da tradicional suspeição ideológica generalizada marxista aliada a Freud, para decidir que não existem “consciências inocentes”: a consciência ou é moral, ou imoral. Segundo esta concepção da realidade, qualquer teoria ― e mesmo qualquer opinião ― pode ser desmascarada como sendo uma “ideologia capitalista”, ao mesmo tempo que é um “sintoma oral” que resulta de um recalcamento edipiano do indivíduo que disfarça o desejo de ir para a cama com a sua própria avó.

A razão porque a generalidade dos me®dia dá o beneplácito da propaganda ao Bloco de Esquerda e não fazem exactamente o mesmo em relação ao Partido Comunista, é porque que o PREC ainda está presente na mente de muitos portugueses, e porque o Bloco consegue fazer passar para o público uma imagem de diferença metodológica em relação ao PCP. No caso dos comunistas, seria improfícuo que alguns “jornaleiros” dos nossos me®dia dissessem que o PCP não defende um totalitarismo, porque cairiam no ridículo, e isto porque já existe uma experiência passada vivida pelo povo português que prova que o PCP esteve muito próximo da instauração de uma ditadura do proletariado em Portugal, e que por isso o nosso país esteve muito perto de uma guerra civil em 1976/77.

A verdade é que é impossível que um movimento político seja marxista e não defenda um regime ditatorial; a essência do marxismo é a ditadura e a restrição das “liberdades burguesas”, que inclui a liberdade de expressão. Porém ― e o que é extraordinário ―, o Bloco de Esquerda está a conseguir passar a mensagem segundo a qual é possível ser-se marxista e ao mesmo tempo defender o pluralismo e a liberdade de expressão na sociedade. E as pessoas acreditam!
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Terça-feira, 10 Março 2009

Os me®dia “pimba” e o Bloco de Esquerda

Filed under: Política — orlando braga @ 3:04 pm
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Hoje ouvi na estação de rádio mais “pimba” do país ― o Rádio Clube Português ― a seguinte afirmação por parte de um “jornaleiro pimba” de serviço: “Angola está a colonizar Portugal”.

Nunca ninguém ouviu a um suíço dizer que os Estados Unidos (e outros países) colonizaram a Suíça com as volumosas contas bancárias que os capitalistas americanos depositaram na Banca suíça. Mas se uma ou duas empresas angolanas compram activos em empresas portuguesas, acontecem duas coisas: 1) “Portugal está a ser colonizado por Angola”; 2) O Bloco de Esquerda passa a ter privilégios de “prime time” nos me®dia “pimba” para protestar contra a visita do presidente de Angola, Eduardo dos Santos, ao nosso país.
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