
Sábado, 19 Setembro 2009
Quarta-feira, 3 Junho 2009
Quinta-feira, 11 Dezembro 2008
A estratégia do “referendo do aborto” aplicada à Irlanda
O povo não quis o aborto num determinado referendo? Faz-se outro, e outro, e outro, até que o povo concorde em abortar à fartazana.
Esta forma de convencer o povo da sua mentecapcia é utilizada também na tentativa de modificar a opinião dos irlandeses. O povo irlandês disse “não” ao Tratado de Lisboa num referendo? Faz-se outro, e outro, quantos forem necessários, até que o povo se convença de que é estúpido.
Esta postura do Poder é uma característica da Pós-democracia. Os políticos podem ganhar o jogo, mas não convencem o povo, o que significa que estão derrotados a prazo.
Sexta-feira, 13 Junho 2008
Irlandeses dizem NÃO ao leviatão

Ainda este Tratado não foi a enterrar, e apesar do Papa ter apelado ao voto no SIM por parte dos católicos irlandeses (o que eu acho extraordinário!), já lhe arranjam sucessor.
A Europa — se é que podemos conceber uma Europa — terá que ser construída a partir dos seus cidadãos, e não através de uma constituição forjada por uma nomenclatura clarividente. Para que isso aconteça, terá que existir um debate em cada país sobre que Europa queremos, e não que nos enfiem pela goela a Europa que a elite política pretende, para poder alimentar as suas extravagâncias que insultam os povos que dizem representar. Para mau, já basta assim; para piorar, não nos interessa.
Os tiques totalitários desta Europa foram nitidamente descodificados pelos cidadãos irlandeses. Estou convencido de que se existissem referendos nos 27 países da União, a maioria votaria “não”; exactamente por isso, a elite política europeia optou por um putsch constitucional global, contornando a democracia e impondo, por via da ratificação parlamentar não mandatada para o efeito específico, transferências de soberanias que afectam os destinos colectivos dos seus respectivos povos. O Tratado de Lisboa é um acto vergonhoso perpretado por uma associação de malfeitores.
Vou ficar à espera das reacções histriónicas dos políticos ressabiados. Post a actualizar.
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