A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje a austeridade e pediu muito esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para que a crise económica e monetária seja ultrapassada.
«Necessitamos de um grande esforço, de mais cinco anos», disse a líder democrata-cristã, durante o congresso regional da CDU em Sternberg, o Estado federado de Mecklemborgo, no norte da Alemanha.
«Precisamos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa», disse Merkel.
via Merkel pede à Europa austeridade e esforços por mais cinco anos – Economia – Sol.
Vamos partir do princípio de que o discurso de Angela Merkel é feito em boa-fé, o que, em política, é uma coisa raríssima.
Angela Merkel pretende que países como Portugal estejam mais cinco anos em situação de crescimento económico negativo — o que é uma impossibilidade objectiva.
A ideia de mais cinco anos sem crescimento da economia portuguesa ( = crescimento negativo e austeridade) e com o nível de valor da dívida que Portugal tem, por um lado, e com taxas de juro usurárias, por outro lado, só pode vir da cabeça de uma pessoa psicótica. A irracionalidade de Angela Merkel é de tal forma evidente que até eu, que de economia percebo pouco, consigo detectá-la.
O que Angela Merkel pede a Portugal é o seguinte:
- continuação de uma política económica de austeridade fortemente recessiva, com crescimento negativo continuado da economia, e por mais cinco anos;
- manutenção das taxas de juros usurárias impostas pela Alemanha através do BCE [Banco Central Europeu] e cumprimento religioso do escalonamento do pagamento da dívida.
Estas duas componentes juntas levam ao fim de Portugal, não só como país e como Estado, mas também como nação.
Perante isto, Portugal tem que sair do Euro: e ou sai a bem através de um consenso político, ou sai a mal através de um golpe-de-estado.
















