perspectivas

Sábado, 3 Novembro 2012

Angela Merkel convida objectivamente Portugal a sair do Euro

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje a austeridade e pediu muito esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para que a crise económica e monetária seja ultrapassada.

«Necessitamos de um grande esforço, de mais cinco anos», disse a líder democrata-cristã, durante o congresso regional da CDU em Sternberg, o Estado federado de Mecklemborgo, no norte da Alemanha.

«Precisamos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa», disse Merkel.

via Merkel pede à Europa austeridade e esforços por mais cinco anos – Economia – Sol.

Vamos partir do princípio de que o discurso de Angela Merkel é feito em boa-fé, o que, em política, é uma coisa raríssima.

Angela Merkel pretende que países como Portugal estejam mais cinco anos em situação de crescimento económico negativo — o que é uma impossibilidade objectiva.

A ideia de mais cinco anos sem crescimento da economia portuguesa ( = crescimento negativo e austeridade) e com o nível de valor da dívida que Portugal tem, por um lado, e com taxas de juro usurárias, por outro lado, só pode vir da cabeça de uma pessoa psicótica. A irracionalidade de Angela Merkel é de tal forma evidente que até eu, que de economia percebo pouco, consigo detectá-la.

O que Angela Merkel pede a Portugal é o seguinte:

  1. continuação de uma política económica de austeridade fortemente recessiva, com crescimento negativo continuado da economia, e por mais cinco anos;
  2. manutenção das taxas de juros usurárias impostas pela Alemanha através do BCE [Banco Central Europeu] e cumprimento religioso do escalonamento do pagamento da dívida.

Estas duas componentes juntas levam ao fim de Portugal, não só como país e como Estado, mas também como nação.

Perante isto, Portugal tem que sair do Euro: e ou sai a bem através de um consenso político, ou sai a mal através de um golpe-de-estado.

Terça-feira, 26 Junho 2012

O IV Reich

Filed under: Europa,Política — O. Braga @ 2:44 pm
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Le contrôle des budgets nationaux, déjà mis en place fin 2011 pour renforcer la gouvernance économique en Europe, sera renforcé par des mesures qui visent à accroître la surveillance des budgets. Et ce, pour que chaque pays – en dehors de ceux sous programme d’aide – respecte son engagement de ramener son déficit public à 3 % du PIB l’an prochain.

À l’avenir, chaque État de la zone devra consulter la Commission européenne et les autres pays avant de prendre des décisions économiques ou budgétaires pouvant avoir des conséquences sur ses voisins. Ceci afin de garantir que ces derniers ne paient pas les mauvais choix politiques d’autres!

Concrètement, cela se traduira aussi par une réelle intervention de Bruxelles dans l’élaboration des lois de finances des pays membres. Après la publication de ses prévisions de croissance économique en septembre – qui donneront une précieuse indication sur la crédibilité que Bruxelles accorde aux propres prévisions du gouvernement français -, la Commission se penchera sur le budget 2013.

via Le Figaro – Élections : Bruxelles va pouvoir surveiller de très près le budget français.

Quinta-feira, 2 Fevereiro 2012

O receio em relação à Alemanha instala-se na Europa

Filed under: Europa — O. Braga @ 5:35 pm
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Eu não sabia da existência do senhor Harry Beckhough até que hoje alguém me chamou à atenção para este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=9LplCcxyPo4

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