No Direito formalizado e positivista, podemos colocar qualquer conteúdo, por mais absurdo que seja, inclusivamente podemos através dele condenar à prisão seis cientistas por não serem videntes e profetas, e condenar também quatro empreiteiros porque as casas construídas por eles não resistiram a um terramoto.
Um cientista pode prever que um sismo vai ocorrer, mas não pode prever quando um sismo vai ocorrer. E um empreiteiro não é obrigado a construir uma casa anti-sismos a não ser que a lei estabeleça os critérios necessários para essa construção. A lei italiana, e por isso, a justiça italiana, reflecte uma cultura muito actual, cientificista, em que a ciência é concebida como uma espécie de varinha-de-condão que resolve os problemas da humanidade. Mas a culpa é da comunidade científica que cedeu facilmente ao cientismo. Os cientistas têm o que merecem.
A ideia dos actuais lideres políticos alemães é o de tentar “sugar”, tanto quanto possível, as economias dos países mais endividados [à Alemanha] da zona Euro, e depois de conseguir reaver os “dividendos” decorrentes da implantação do Euro e da sua dinâmica enviesada, ser a própria Alemanha a tomar a iniciativa de mandar o Euro às malvas. O Euro foi uma tramóia alemã para potenciar [ou “alavancar”, como se diz agora] geometricamente a economia alemã. 


Quando os nazis invadiram a Dinamarca, proibiram que a bandeira dinamarquesa fosse hasteada não só em edifícios públicos como em todas as casas dos cidadãos dinamarqueses. A reacção dos dinamarqueses foi espontânea e imediata: passaram todos a pintar as suas casas de vermelho e branco, que são as cores da bandeira dinamarquesa. Perante isto, a única coisa que restava aos nazis era demolir sistematicamente as casas dos dinamarqueses.













