perspectivas

Quarta-feira, 2 Outubro 2013

A caridade do Padre Nuno Serras Pereira, e o Bergoglismo

 

Como bom franciscano, o Padre Nuno Serras Pereira não prescinde da caridade, e desta feita estende-a aos pensamentos e à acção do cardeal Bergoglio enquanto dignitário do Trono de Cristo.

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Sábado, 20 Agosto 2011

A esperança asinina de José Saramago

“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.”
— José Saramago


Eu não concordo praticamente em nada com Saramago, nem mesmo com o seu género literário sem pontuação. Sou daqueles que pensa que Saramago, como prémio Nobel, foi um equívoco porque existiam outros literatos portugueses com muito maior qualidade (como, por exemplo, o António Lobo Antunes). Saramago foi um Nobel político, e não um Nobel literário.

E também não concordo com esta frase de Saramago, porque só um burro tem “esperanças loucas” nesta vida, como é o exemplo, a imanentização do éschatos e a consequente construção de um paraíso na Terra. Saramago não conseguia conceber nada mais senão aquilo que via no espelho à sua frente, ou a ilusão da realidade material efémera que ele percebia com os seus (dele) sentidos: Saramago era lógica e espiritualmente embotado (e é neste sentido que eu o classifico de “burro”).

Quando a própria ciência — que Saramago punha nos píncaros em oposição à religião dos outros — já nos demonstra que os objectos que nos rodeiam, e que existem no mundo, são compostos essencialmente por vazio ou vácuo que separa os átomos e as partículas subatómicas que se complementam a si mesmas em forma de ondas quânticas e imateriais — o que significa que a realidade material, tal como a percepcionamos, é produto de uma pré-concepção dos nossos sentidos —, percebemos que Saramago alimentou a sua própria fé subjectiva para se manter vivo, como toda a gente faz — Camus dizia que o principal problema da filosofia é o suicídio! —, com a diferença, no caso de Saramago, de se tratar da fé de um burro!

Sexta-feira, 10 Junho 2011

A “Introdução à Merdafísica”, de Heidegger

“Todos os entes se equivalem. Qualquer elefante numa selva qualquer da Índia é tão ente como qualquer processo de combustão química no planeta Marte, ou qualquer outra coisa.”

— Martin Heidegger, “Introdução à Metafísica”

Não sei bem há quantos anos tento ler a “Introdução à Metafísica” de Heidegger. Quando chego à página 12 e me deparo com esta proposição, fecho o livro e espero pela próxima tentativa de leitura do livro, que poderá chegar daqui a um par de anos, ou mais.

De vez em quando, quando estou à procura de um outro livro, deparo-me com a lombada da Metafísica, ali, solitário por entre a multidão de outros livros. E digo para com os meus botões: “é desta que o vou ler até ao fim”. Pego nele e recomeço a sua leitura, mas quando chego à página 12, como que por reflexo condicionado, paf!, fecho o livro e volto a colocá-lo na estante.

O título do livro está errado. Não deveria ser “Introdução à Metafísica”, mas antes “Introdução à Merdafísica”.
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Quarta-feira, 30 Março 2011

O erro de Espinoza (2)

Espinoza foi um homem que viveu e morreu sem grandeza porque não conseguiu ser diferente de uma árvore — não conseguiu vislumbrar a sua condição de miserável.

Quando Stephen Hawking, no seu último livro, afirmou que a causa do universo era o próprio universo, nada mais fez do que seguir, grosso modo, a metafísica de Espinoza. A diferença essencial é a de que Stephen Hawking baseia-se no conceito de Multiverso para justificar a infinitude material do espaço-tempo, enquanto que Espinoza concebia o universo como infinito porque não tinha os meios científicos suficientes para saber que, afinal, o universo teve um princípio e que, por isso, é finito.
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