perspectivas

Quarta-feira, 7 Agosto 2013

O blogue Rerum Natura e a astrologia

O escriba do Rerum Natura deve ter escrito isto numa noite de lua cheia. ¿Já viram alguém aluado reconhecer a influência da Lua nos seus neurónios? Nunca vi…

A crítica do aluado escriba em relação à astrologia anda em torno do conceito de “ciência”. Diz o aluado que a astrologia não é ciência. Vamos saber o que é “ciência”.


Ciência vem do latim scientia, derivado de scire, “saber”.

  • Em sentido lato, ciência significa “saber” em geral, e mesmo a habilidade técnica ou artística.
  • Entre os gregos, a ciência é o episteme: conhecimento simultaneamente eminente (um saber superior), universal (opõe-se à doxa ou opiniões particulares) e teórico (difere das aptidões práticas).
  • Entre os modernos, a ciência é o conhecimento científico positivo – positivismo – que se apoia nos critérios precisos da verificação, permitindo uma possível objectividade dos resultados.

Portanto, quando falamos de “ciência”, devemos especificar o conceito de ciência, que pode ser a ciência no sentido lato do termo, pode ser ciência no sentido de episteme, e pode ser ciência no sentido do positivismo. Não há um único conceito de “ciência”!

Naturalmente que não se pode pedir aos aluados do blogue Rerum Natura que saibam disto – com excepção de Desidério Murcho que se cala convenientemente. E é óbvio que a astrologia não é uma ciência no sentido positivista. O aluado escriba do Rerum Natura não se dá conta de que, por exemplo, a Lua influencia os movimentos das marés: é um pouco como os burros: andam aluados mas não se dão conta disso.

E a propósito da Lua e das marés, é conhecida a teoria das marés de Galileu que se demonstrou errada porque ele baseou a teoria apenas no movimento de rotação da Terra, e propositadamente não tomou em consideração a influência da Lua no movimento das marés. Galileu não colocou a hipótese da influência lunar no movimento das marés porque tinha um preconceito negativo em relação à astrologia.

Terça-feira, 5 Junho 2012

O cientismo, e a querela entre Galileu e a Igreja Católica

“Não é por uma teoria cientifica cair que deixa de ser científica. Pelo contrário, só as teorias científicas podem cair, por poderem estar erradas, isto é, por serem passíveis de negação, pela lógica, pela observação e pela experiência.

Por exemplo, o sistema geocêntrico foi substituído pelo sistema heliocêntrico, no século XVI, por ser mais lógico e estar mais de acordo com as observações. Foi Galileu, no século seguinte, quem fez vingar a visão de Copérnico.

Por outro lado, no mesmo século, a teoria de movimento de Aristóteles foi substituída pela mecânica de Galileu e Newton, que tinha, ao contrário das antigas ideias gregas, não só sustentação matemática como também um enorme poder preditivo na descrição de acontecimentos reais.”

via De Rerum Natura: ASCENSÃO E QUEDA DE TEORIAS CIENTÍFICAS.


Se entendermos a ciência na perspectiva actual e actualizada — que não deve incluir o cientismo —, a reacção do Papa às teses de Galileu foi absolutamente correcta, do ponto de vista científico.

As teses de Copérnico receberam o imprimatur porque foram formuladas como hipóteses — o que não aconteceu com Galileu, que não quis formular hipóteses, mas antes pretendeu afirmar verdades absolutas. E a tentativa de afirmação das suas verdades absolutas aconteceu numa época em que a hipótese de Ptolomeu podia explicar melhor muitos fenómenos celestes.

Segundo a perspectiva actual não-cientificista e, por isso, racional e científica propriamente dita, a Igreja Católica do tempo de Galileu defendeu a concepção científica mais moderna, embora tenha errado, tanto quanto erra a ciência actual.

No entanto, não é a primeira vez — nem será a última — que o Blogue Rerum Natura se refere à questão Galileu versus Igreja Católica de uma forma enviesada, o que revela a forte carga cientificista e politicamente orientada daquele blogue.

Domingo, 12 Dezembro 2010

O neodarwinismo, e a teoria das marés de Galileu

Filed under: Ciência — orlando braga @ 8:28 am
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É conhecida a teoria das marés de Galileu, que se demonstrou errada porque ele baseou a teoria apenas no movimento de rotação da Terra, e propositadamente não tomou em consideração a influência da Lua no movimento das marés.

Galileu não colocou a hipótese da influência lunar no movimento das marés porque tinha um preconceito negativo — normal entre os físicos daquela época — em relação à astrologia.

Uma coisa algo parecida com essa (ressalvo as diferenças) acontece hoje com o repúdio apriorístico do Establishment científico em relação ao Desenho Inteligente, tal qual é proposto por cientistas “heréticos” como Michael Behe.

Tal como Galileu descartou a Lua na sua teoria das marés por ter feito uma associação ideológica pejorativa com astrologia, assim a ciência politicamente correcta descarta o Desenho Inteligente por a associar à religião.

Todavia, ainda me dizem que a humanidade — desde o tempo de Galileu — “evoluiu”.

(Votos de um bom Domingo)

Terça-feira, 26 Agosto 2008

Giordano Bruno

Filed under: filosofia — orlando braga @ 10:50 am
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Não há nada que possa justificar a Inquisição católica; mas a Inquisição secularista, cientificista e ateísta do século 20 foi de uma virulência tal que transforma os inquisidores católicos medievais em meninos de coro.

Giordano Bruno

Giordano Bruno

Há já tempo que estou para escrever alguma coisa sobre Giordano Bruno; sempre que me deparo com um postal blogosférico clamando por justiça contra a ICAR a favor do mártir herético, lembro-me do caso de Galileu: a razão porque Galileu caiu na desgraça da ICAR prendeu-se com uma sua publicação na qual deliberadamente caricaturou a figura do Papa; tratou-se de uma questão pessoal. Afinal, o diferendo entre o “físico” e a ICAR resumiu-se a um diferendo pessoal e privado entre ele e o Papa Urbano VIII ― a ICAR já tinha inclusivamente aceite o heliocentrismo nove anos antes de Galileu o ter proclamado, através da teoria heliocêntrica da autoria do clérigo católico polaco Copérnico ― pasme-se! o heliocentrismo original é da lavra de um padre católico. Portanto, a estória de Galileu foi mal contada, ou pelo menos, enviesada. Coisa semelhante se passa com Giordano Bruno.

Giordano Bruno não foi morto por serviços prestados à ciência, assim como Galileu não foi perseguido por defender o heliocentrismo. Bruno foi morto por razões que se misturam entre a transgressão espiritual e teológica, e questões pessoais e privadas.

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Sexta-feira, 21 Março 2008

Quem ameaça o ser humano?

Filed under: politicamente correcto,Religare — orlando braga @ 4:29 pm
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«O partido comunista não pode ser neutral em relação à religião, porque a religião é algo que se opõe à ciência.»
– José Estaline, ditador sanguinário

Um dos argumentos ateístas contra o cristianismo foi o caso da pretensa proibição do papa Urbano VIII na publicação dos escritos de Galileu sobre o heliocentrismo. Oito anos antes de Galileu, Copérnico – que era um clérigo católico – publicava a mesma teoria sem nenhuma oposição da Igreja de Roma. A razão porque Galileu caiu nas más graças do Papa prendeu-se com uma publicação anterior, na qual deliberadamente caricaturou a figura do Papa. O pretenso “problema” da Igreja Católica com Galileu não tinha nada a ver com a teoria heliocêntrica , mas constituiu um problema pessoal entre o Papa Urbano VIII e Galileu.

Adenda: nem de propósito, ver este post.
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