perspectivas

Domingo, 19 Maio 2013

Manifesto anti classe política

Filed under: Política,Portugal,Ut Edita — O. Braga @ 9:09 am
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  • Recuso-me a viver num país em que a uma mulher pobre, como é por exemplo o caso de Liliana Melo, e apenas por ela ser pobre, a justiça retira-lhe os filhos para adopção; e nesse mesmo país, a classe política concede a adopção de crianças a uma elite de invertidos.
  • Recuso-me a viver num país em que o Estado paga, com o dinheiro dos contribuintes, os abortos que custam ao erário público cerca de 100 milhões de Euros por ano; e nesse mesmo país, um governo dito de “direita” prefere cortar nas pensões dos reformados e aumentar as taxas moderadoras nos hospitais públicos para equilibrar a despesa do Estado.
  • Recuso-me a viver num país em que o infanticídio foi despenalizado, ou seja, em que uma mulher que mata o seu filho recém-nascido não é condenada a pena efectiva de cadeia.
  • Recuso-me a viver num país em que o Estado penaliza fortemente com impostos as famílias numerosas, e os casais com filhos em geral, ao mesmo tempo que alivia de impostos às mães solteiras; e nesse mesmo país, a classe política legalizou e celebrou o “casamento” gay, que por definição, não dá filhos.
  • Recuso-me a viver num país em que o consumo de drogas é despenalizado, e um fumador de tabaco é perseguido politicamente.
  • Recuso-me a viver num país em que os meios de comunicação social privados são detidos por capitalistas, mas os chefes de redacção, nomeados por esses capitalistas, são comunistas e/ou de esquerda.
  • Recuso-me a viver num país em que o dinheiro é o critério único da liberdade.
  • Recuso-me a viver num país em que um homem é obrigado pela justiça a perfilhar uma criança em relação à qual é comprovadamente pai biológico; e nesse mesmo país a classe politica legaliza a adopção de crianças por pares de invertidos, retirando à criança adoptada, o pai ou mãe biológicos e o direito à sua árvore genealógica.
  • Recuso-me a viver num país em que a classe política combate a cultura nacional e ancestral, em favor de uma total desnacionalização e alienação, importando da União Europeia aberrações culturais como a eutanásia “a pedido do cliente” (porque o cliente tem alegadamente uma dor de cabeça, ou coisa do género), o aborto livre, a adopção de crianças por duplas de fanchonos, a legalização das “barriga de aluguer”, ou a procriação medicamente assistida para mulheres irresponsáveis.
  • Recuso-me a viver num país politicamente controlado pela maçonaria.
  • Recuso-me a viver num país em que a classe política tem medo da democracia e do povo, e por isso, tem medo dos mecanismos de democracia directa. E esta recusa, pela classe política, dos mecanismos de democracia directa justifica, por si mesma, a abolição desta democracia representativa por intermédio de um golpe-de-estado.

Ora, neste país, toda a classe política, sem excepção, é responsável. Portanto, há que mudar a classe política na totalidade. A mudança neste país terá que ser radical. A democracia representativa deveria servir para representar o povo e a maioria sociológica, por um lado, e por outro lado deveria servir para garantir o futuro da sociedade. E quando uma classe política não representa o povo e aliena o futuro da sociedade, essa classe política terá que ser destituída e substituída por outra.

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Basta uma qualquer Isabel Moreira a chorar na televisão para que qualquer crime seja despenalizado

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Deputada socialista Isabel Moreira

Quem assistiu, nas pantalhas, à monstruosidade ontológica e lacrimejante que é a deputada socialista Isabel Moreira, dá-se conta do poder da emoção que influencia cada vez mais a nossa incivilização. Qualquer monstro humano — como é o caso de Isabel Moreira — justifica um crime social ou contra o ser humano com um apelo à galeria acompanhado de lágrimas, baba e ranho.

Nem de propósito a seguinte notícia:


Mal tinha acabado de dar à luz, uma mulher de Portimão, com idade entre os 20 e os 30 anos, deitou o filho na sanita provocando a sua morte. A situação, que terá ocorrido esta quarta-feira, já está a ser tratada pelo Ministério Público daquela cidade.
(…)
O hospital alertou as autoridades, mas a PSP nega o registo da ocorrência. Ouvido pelo Diário de Notícias, um advogado acredita que é improvável que a mãe, no caso de ser detida entretanto, fique em prisão preventiva, sublinhando que este crime tem uma moldura penal de até cinco anos de prisão.

“O crime de infanticídio é muito especial e a senhora poderá alegar uma situação de stress pós-parto, explica o advogado, acrescentando, aliás, ser “previsível” que, mesmo sendo considerada culpada, a mãe fique com “a sua pena suspensa”.


Em Portugal, uma mãe que mate o seu filho recém-nascido não leva cadeia. Ou seja, o infanticídio já está de facto despenalizado. A lógica é a das lágrimas — a mesma lógica que levou à despenalização do aborto e à adopção de crianças por pares de invertidos. Basta uma qualquer Isabel Moreira a chorar na televisão para que qualquer crime hediondo seja despenalizado.

Sexta-feira, 17 Maio 2013

Que morram do veneno que eles próprio venderam ao país

A minha posição em relação à greve dos professores é neutral. Se há professores a mais e crianças a menos, quem incentivou e aprovou o aborto livre e gratuito (pago pelo Estado) que os aguente. Que morram do veneno que eles próprios venderam ao país.

E isto ainda não é nada comparado com o que vem aí: a ideia segundo a qual os velhos também podem trabalhar e não precisamos assim tantos dos novos, vai rebentar na cara desta classe política. E quando a realidade lhes rebentar na cara também vou ser neutral, mesmo em presença de julgamentos sumários e fuzilamentos clandestinos.

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O Partido Social Democrata aprovou a lei de adopção de crianças por pares de homossexuais

A lei da adopção de crianças por pares de fanchonos passou no parlamento graças ao Partido Social Democrata. Este partido deve ser responsabilizado pelas consequências sociais e culturais que advenham desta aprovação.

“Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha foram os sociais-democratas que votaram a favor do diploma do PS.”

Três deputados do CDS/PP abstiveram-se na votação — e quem cala consente. Foram eles: João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert. Não conheço o último, mas os dois primeiros nunca me enganaram, e agora confirmaram aquilo que eu já pensava deles. E enquanto eles se apresentarem nas listas do CDS/PP para qualquer eleição, o CDS/PP não terá o meu voto. O CDS/PP causou um dano a si próprio maior do que esse partido possa pensar agora.

O termo “co-adopção” é um eufemismo próprio da linguagem orwelliana adoptada pela classe política

Co-adopção significa adopção; ponto final. E significa também basicamente três coisas:

1/ à criança adoptada por um par de gays é-lhe retirada a possibilidade de ter uma linhagem genealógica de pai e mãe; o parlamento criou uma nova injustiça de raiz que só pode ser remediada com a repressão política e cultural sobre os casais naturais que tenham filhos; e se ter filhos e educá-los já é difícil, as consequências políticas da nova lei vão desincentivar (ainda mais) os futuros casais a ter filhos. A classe política criou uma nova injustiça de base, para assim justificar, no futuro próximo, a tirania sobre as pessoas comuns e normais em nome de uma putativa igualdade.

Devemos todos temer o pior. Ao legitimar uma nova injustiça, a classe política procura uma nova forma de despotismo em nome do igualitarismo.

2/ a lei dá sinal verde às lésbicas e às mulheres em geral que queiram engravidar de pai incógnito, dizendo-lhes que a ausência de pai biológico declarado nos Tribunais de Menores não tem problema nenhum. Algumas disposições do Código Civil que procuram definir a identidade da criança e a legitimação do pai biológico, deixam de ter um valor real. Esta lei transforma o estatuto de “filho de pai biológico incógnito” em um valor cultural a seguir. Os efeitos na cultura antropológica desta valorização serão devastadores, como é óbvio e como qualquer pessoa com dois dedos de testa pode prever.

3/ a nova fase da luta gayzista já surgiu hoje mesmo:

“A aprovação do projecto de lei do PS, que consagra a possibilidade de co-adopção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo, “é bem-vinda, mas não deixa de ser um passo pequenino numa escadaria enorme”, reagiu nesta sexta-feira João Paulo, editor do site Portugal Gay.”

A nova fase da luta política gayzista é a adopção não-biológica, o negócio das “barriga de aluguer” e a procriação medicamente assistida para todas as mulheres — ou seja, a valorização e celebração do estatuto da criança filha-de-puta. Naturalmente que quando a própria lei protege e acarinha a existência de filhos-de-puta, estes têm que ser protegidos através da repressão da maioria da população. É neste sentido que se declara o seguinte:

“A Associação Novos Rumos – Homossexuais Católicos também já se congratulou com a aprovação do projecto de lei socialista. “É um passo importante no sentido de vir a alargar as famílias com capacidade de adopção aos casais do mesmo sexo”, escreve a associação num comunicado em que reclama do Estado acções de sensibilização, a fazer verter nos programas escolares, por exemplo, para que “essas crianças não sejam vítimas de preconceito, isolamento e bullying nas escolas”.

A repressão sobre as crianças com pai e mãe vai começar a acentuar-se, podendo atingir mesmo níveis de desumanidade e em nome do bullying. A partir de agora, qualquer frase de uma criança pode ser arbitrariamente considerada bullying e sujeita a repressão. A escola deixou de ser pré-politica (como deveria ser e foi defendido por Hannah Arendt) e já está totalmente politizada.

Note-se que segundo o catecismo católico, o comportamento homossexual é considerado erro moral grave. E no entanto vemos os me®dia referirem-se acriticamente a “homossexuais católicos”, como se a sodomia fosse perfeitamente aceite pelo direito canónico.

A seguir, prevê-se que o parlamento vá adoptar a “lei de ódio”, por iniciativa do Bloco de Esquerda. Mesmo que a proposta de “lei de ódio” do Bloco de Esquerda não passe imediatamente, o Partido Socialista irá filtrar a lei e adaptá-la ao “progresso da opinião pública”.
Por exemplo, se eu escrever aqui “fanchono” em vez de “homossexual”, poderei ser preso preventivamente aguardando julgamento. E mesmo que escreva homossexual, se a minha opinião for crítica, poderei ser no mínimo censurado pelo ministério público através de uma intimação nesse sentido ao servidor onde este blogue está alojado.

A censura à liberdade de expressão está na calha. Esta classe política já não merece credibilidade e deve ser combatida por todos os meios possíveis e disponíveis.

Quinta-feira, 16 Maio 2013

Camaradas! Depois da IVG, vamos impor a IVV!

Camaradas!

A razão por que o Bloco de Esquerda apoia a União Europeia é a de que a União Europeia apoia o Bloco de Esquerda. Nós apoiamos quem nos apoia. No caso da IVG (e da IVV), a União Europeia também apoia o Bloco de Esquerda. A União Europeia e o Bloco de Esquerda falam a uma só voz.

good cop bad cop be 242 webNós, no Bloco de Esquerda, depois de termos tido a iniciativa de legalizar a IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez), estamos totalmente de acordo com o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que pretende impor a legalização da IVV (Interrupção Voluntária da Velhice) a todos os países da Europa e do mundo.

Uma pessoa que chega a uma certa idade e já não tem pedalada para uma orgia, deve-se interromper voluntariamente a si mesmo. A interrupção voluntária de si mesmo é um acto de dignidade: só um indivíduo digno dá um tiro na sua cabeça depois de constatar a sua falta de “pica”. A única excepção é o gay passivo, que é sempre digno porque não necessita de “pica”; e a mulher também, porque possui a dignidade óbvia e intrínseca de uma boneca insuflável.

Mas não só. Por exemplo, os benfiquistas têm o direito à IVV, porque já estão carecas de tanto perder as finais das competições europeias de futebol. Por isso, todo o benfiquista com dignidade deveria ter o direito inalienável de solicitar uma IVV gratuita e em hospital público! Não é admissível assistirmos a suicídios clandestinos de benfiquistas em vãos-de-escada, ou na ponte 25 de Abril.

A realidade da interrupção voluntária de si mesmo, por parte de benfiquistas, existe. E se um fenómeno social existe, qualquer que seja, deve ser legalizado. Por isso é necessário legalizar a IVV para que esses benfiquistas, carecas de perder, possam interromper-se voluntariamente a si mesmos com dignidade.

A interrupção voluntária de si mesmo, ou IVV, também é um acto de amor à natureza, porque — tal como a IVG! — impede o aumento do aquecimento global. Nós, no Bloco de Esquerda, aconselhamos a toda a gente a IVV, com excepção dos militantes do Bloco de Esquerda que não podem, infelizmente, praticar a IVV porque somos necessários para aconselhar todos os portugueses nesse sentido. Nós, no Bloco de Esquerda, somos os guardiões da defesa da universalidade da IVG e da IVV.

Conhecemos o futuro! A vitória é certa! A luta continua!

Sexta-feira, 10 Maio 2013

Cumbersa com um ateu sobre o “casamento” gay e a adopção de crianças por pares de homossexuais

Este verbete vem na sequência destoutro.

1/ existe uma falácia lógica que dá pelo nome de sorites, que é normalmente utilizada quando alguém se encontra encurralado perante um argumento adversário em concreto, e que consiste em ir buscar toda ou parte da história do pensamento desse adversário para tentar assim rebater esse argumento em particular e em concreto. Por exemplo, se eu digo num verbete, em concreto, que é aquele que está sujeito a debate, que “o casamento é uma instituição”, o meu adversário vai buscar, como argumento contra, um outro verbete de há um mês em que eu escrevi que “o casamento decorre de um contrato”. Embora, neste caso concreto, as duas proposições não seja contraditórias entre si, não é honesto ir buscar como argumentário alguns textos que não sejam aquele que está em discussão.

2/ naturalmente que quando eu escrevi que as elites patrocinam “um determinado tipo de relacionamento sexual (a sodomia e o “casamento” gay), promovendo-a e impondo-a coercivamente a toda a sociedade através da força bruta do Estado”, falava de imposição cultural (cultura antropológica). Não me passaria pela cabeça que alguém pensasse outra coisa diferente disto e interpretasse o texto à letra, mas a verdade é que me enganei. Das duas uma: ou quem interpretou à letra o que eu escrevi é limitado de raciocínio, ou está de má-fé.

3/ o escriba ateu em questão confunde duas coisas diferentes, mas essa confusão só pode advir de uma má-compreensão, ou então de má-fé: diz ele (implicitamente) que por eu ser contra o “casamento” gay e contra a adopção de crianças por pares de homossexuais, isso significa que eu odeio os homossexuais enquanto pessoas. Seria como se alguém dissesse que por eu ser contra a poligenia (ou poligamia), isso significaria que eu odiaria qualquer pessoa em si mesma que se encontrasse numa situação polígama.

O ateu parece não saber distinguir o comportamento de uma pessoa, por um lado, e a pessoa em si mesma, por outro lado. Ora, isto é extraordinário! Perante isto, a ciência cala-se.

(mais…)

Quinta-feira, 9 Maio 2013

O Partido Socialista quer ‘meter só a cabecinha’

Lembram-se a cantiga do Quim Barreiros, “Deixa-me meter a cabecinha?” O Partido Socialista de António José Seguro está igual:

Não significa que todos os casais constituídos por pessoas do mesmo sexo possam vir a poder adoptar crianças. Significa apenas “acautelar o futuro, o bem-estar e a segurança” das crianças que “já vivem os seus dias em famílias homoparentais”. Como? O membro do casal que não é pai deve ter a possibilidade de adoptar o filho do seu companheiro. A proposta é do PS. Na próxima semana o Parlamento debate o tema.” — Adopção por pares gay volta ao Parlamento, advogados defendem chumbo

Entretanto, Marinho Pinto e com razão recusa adopção por famílias onde “um homem faz de mãe e uma mulher faz de pai”. Mas isto é tão básico que até um animal, como por exemplo António José Seguro, deveria ver. Mas ele não vê, o que o relega para a condição vegetal.

O Partido Socialista quer resolver alguns problemas pessoais de alguns deputados que não deveriam estar na bancada socialista em função da sua ideologia.

Enquanto o Partido Socialista não recambiar a Isabel Moreira para o Bloco de Esquerda de onde não deveria nunca ter saído, não se safa. Pode até ganhar as autárquicas como sinal de protesto do povo contra Passos Coelho; mas nunca conseguirá uma maioria absoluta no parlamento enquanto patrocinar as políticas esdrúxulas e psicóticas do Bloco de Esquerda.

Aprendendo com Agostinho da Silva

“Mas, era um sentido acrítico, porque se afastava um dado tão evidente quanto incómodo: o povo (alemão) que provocou a catástrofe da (II) Guerra era, à altura, o mais escolarizado, o mais culto da Europa.”Helena Damião.


“Com o culto excessivo da especialização, os homens desaprendem a sua tarefa essencial de ser humanos e de entender os problemas fundamentais dos outros homens. A Universidade hoje, por exemplo, a Universidade americana, a alemã, podem formar técnicos excelentes mas rarissimamente formam homens.” — Agostinho da Silva


“Consiste o progresso no regresso às origens: com a plena memória da viagem.” — Agostinho da Silva

E, já agora:

“Muitos fingem de mortos para que a vida não os agrida.” — Agostinho da Silva

Esta última citação não é menos importante do que as outras. A maioria finge de morta para que a vida (e os políticos) não a agrida. Cala-se perante os novos arautos da justiça “progressista” que, em nome desta, criam novas injustiças muito mais profundas, fundamentais e ontológicas. Mas há os que se levantam e “cantam até que a voz lhes doa”: são os inteligentes, segundo o filósofo português:

“A grande diferença entre o inteligente e o estúpido, é que o primeiro se esforça.” — Agostinho da Silva

Segunda-feira, 6 Maio 2013

O novo tipo de totalitarismo e o movimento político homossexualista

Num dos verbetes atrás, um leitor (Skedsen) perguntava num comentário sobre a razão da promoção e celebração do “casamento” gay por parte das elites. Este verbete no LOGOS levanta um pouco a ponta ao véu:

O’Neill wrote that while the movement normally gets cast as a continuation of the American civil rights movement of the 1950s and ‘60s, “it’s better understood as a continuation, and intensification, of the modern state’s desire to get a foot in the door of our private lives and to assume sovereignty over our relationships“.

Caldwell writes, “Never since the Progressive Era has there been a social movement as elite-driven as the one for gay marriage. No issue divides the country more squarely by class. Opponents of California’s anti-marriage Proposition 8 have come to include virtually all of Hollywood, Apple, Google, Amazon, and the White House.”

O fenómeno de estigmatização social — que sempre existiu em relação a quem se desviava da lei natural (enquanto “lei racional” dos estóicos), por um lado, e por outro lado em relação a quem desafiava os valores de uma ética fundamentada racionalmente — inverteu-se: hoje, são os que criticam o “casamento” gay, a sodomia e o estilo de vida dos fanchonos que são considerados anormais, malucos, uma espécie de psicopatas, radicais políticos.

Esta inversão do estigma social é dirigida e controlada pelas elites — no sentido de “ruling class” — que por sua vez controlam os me®dia.

Ao patrocinar um determinado tipo de relacionamento sexual (a sodomia e o “casamento” gay), promovendo-a e impondo-a coercivamente a toda a sociedade através da força bruta do Estado, as elites entraram já também pela nossa vida privada adentro, e abriram um precedente histórico ao redefinirem a noção de casamento, que é anterior ao Estado que essas elites controlam.

A partir da redefinição arbitrária de casamento, as elites assumiram para si próprias um “direito”, que consiste em deter o poder de redefinir as relações pessoais e íntimas de qualquer indivíduo, ou de grupo de indivíduos, ou de um grupo social. E esse “direito” reivindicado e assumido unilateralmente pelas elites é imposto à sociedade através de uma estigmatização invertida — utilizando a comunicação social, também conhecida como me®dia — em relação a qualquer pessoa ou uma qualquer comunidade que se oponha à tomada coerciva desse “direito”.

Estamos perante a construção de uma nova forma de totalitarismo, e o movimento político homossexualista é parte activa e integrante dele.

A ética cibernética

A maior parte dos “eticistas” contemporâneos, ou não define o Bem, ou parte de uma concepção no mínimo dúbia e ambígua de Bem (parte de um conceito muito alargado de Bem, e não de uma definição propriamente dita). E depois lemos coisas deste tipo acerca das teorias de Kagan.

A noção de Bem é indissociável da noção de Felicidade, e Kant — na esteira de Santo Agostinho — já demonstrou que a felicidade é subjectiva, por um lado, e por outro lado, mesmo restrita ao nível do subjectivo, é inatingível. Portanto, a ideia segundo a qual “a melhor acção é aquela que propicia a maior felicidade ao maior número” (nota bem: esta ideia é originalmente de Hutcheson, e não de Bentham!) parte de duas axiomáticas (duas proposições antitéticas: uma normativa, e outra positiva) que são contraditórias entre si e que, mesmo assim, compõem a essência do consequencialismo (leia-se, utilitarismo). Ou seja, o consequencialismo é baseado em duas axiomáticas que se contraditam entre elas…

Esta contradição fundamental do consequencialismo condiciona tudo o que se queira dizer acerca dele. Por exemplo, Karl Marx dizia que o consequencialismo é “uma moral de merceeiro inglês”; e Kagan inventa a noção de “consequencialismo factorial” que nada mais é do que tentar dissimular essa contradição fundamental do consequencialismo. Ou seja, quando um princípio está errado, toda a teoria dele emanante está errada (Aristóteles).

Depois, teríamos que definir “melhores consequências”. O que são as “melhores consequências”? Voltamos ao problema da definição de Bem e de felicidade…

Os “eticistas” contemporâneos, como Kagan, fazem lembrar os darwinistas quando pretendem explicar a origem da vida: dizem eles que a origem da vida é uma coisa muito simples:

A –> B –> C –> D. E pronto! Está explicada a origem da vida!

Sendo que D era molécula de aminoácido mais abundante na natureza durante o tempo primitivo da “sopa pré-biótica”, e que a produção das outras moléculas (A, B e C) foram feitas “às arrecuas”, à medida em que D se foi tornando mais rara na natureza. E depois, a um determinado momento, os aminoácidos juntaram-se, como que por milagre, e formaram a primeira proteína.

Existe também neste gráfico darwinista uma sequência e, por isso, uma consequência. Mas eles não dizem que o significam realmente as letras do gráfico (na sua complexidade intrínseca), e o facto de não dizerem é propositado. De modo semelhante, os “eticistas” falam e Bem e de Felicidade como se fossem conceitos simples e assumidos universalmente de forma homogénea.

Para os liberais, o acto de parir é um mal em si mesmo

Na imagem abaixo podemos ler : “a mulher não é uma fábrica de bebés”. O slogan concede ao acto reprodutor uma conotação negativa. Para os liberais (de esquerda e de direita), o acto de dar à luz uma criança, entendido esse acto em si mesmo, não é positivo. O mais que podemos dizer é que, para os liberais, esse acto é eticamente neutro, ou seja, o seu valor é neutro.

Não se trata aqui de uma opinião de uma determinada mulher, ou de outra em particular, acerca do acto de parir: antes, trata-se de atribuir um valor universalum valor imposto a toda a sociedade — acerca desse acto natural. Não se trata aqui de dizer que uma mulher deve ter um filho em vez de dez: antes, trata-se de neutralizar eticamente o acto de nascer, e impor essa neutralidade a toda a sociedade independentemente do número de filhos que uma mulher possa ou queira ter. Estamos em presença de uma tentativa de normalização da neutralidade de um valor que decorre da lei natural e que é essencial para o futuro da sociedade.

Porém, o que é mais grave, é que os liberais que defendem essa neutralidade do acto de nascer são os mesmos que defendem a procriação medicamente assistida para todas as mulheres de uma forma irracional e indiscriminada, por um lado, e por outro lado defendem legalização das “barriga de aluguer” que vai criar um novo tipo de escravatura no terceiro mundo.

XX + XY = lei natural

XX + XX = procriação medicamente assistida

XY + XY = “barriga de aluguer”

feminismo sem parir 500 web

Domingo, 5 Maio 2013

O bacorejar abortista do Padre Anselmo Borges

Filed under: aborto,ética,Igreja Católica — O. Braga @ 8:23 pm
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“1/ O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um individuo humano e, muito menos, uma pessoa humana.

2/ Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído.”

— Padre Anselmo Borges, respigado aqui

1/ Eu não tenho a certeza se o Padre Anselmo Borges tem a noção de sequência de ADN de uma espécie. Podemos saber alguma coisa sobre o conceito de ADN, por exemplo, na Wikipédia; portanto, escuso-me de me alongar aqui sobre o assunto.

Sendo que o blastocisto tem já um ADN único, e que esse ADN é humano, ergo podemos dizer que se trata de de um indivíduo humano. Portanto, sobre isto não há dúvidas, mesmo do ponto de vista científico, o que significa que o Padre bacorejou.

2/ O problema clássico é o de saber se o embrião é uma pessoa; e o Padre diz que não. Ou seja, para o Padre, a pessoa é um conceito a posteriori e empírico (decorrente da experiência), e não um conceito a priori e apodíctico. Essa ideia errada do Padre foi desconstruída aqui. E o argumento da autoconsciência utilizado não só a favor do aborto como a favor do infanticídio (por exemplo, Peter Singer), foi desmontado aqui. Portanto, o Padre voltou ao bacorejo.

Se aquela avantesma é um filósofo, “vou ali e já venho”! Se estudou teologia, aprendeu grande merda. E se ainda é Padre, já deveria ter sido expulso do clero e mesmo excomungado — e se não o foi, é porque temos um arcebispo colorido e uma conferência episcopal de nepotes.

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