perspectivas

Quarta-feira, 24 Setembro 2014

A subjugação total à Esquerda

Filed under: aborto — O. Braga @ 7:13 am
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Mariano Rajoy acaba de “dar o dito por não dito” e retirou o projecto de lei que restringia o aborto “livre” em Espanha. Recorde-se que a revisão da lei do aborto foi uma promessa eleitoral de Mariano Rajoy e do P.P. espanhol.

Entretanto, a presidente da Câmara Municipal de Paris, Anne Hidaldo, já veio dizer que “o corpo é meu” e que “o aborto é a condição da democracia”. Não pode haver democracia sem aborto. E depois, os políticos admiram-se que a dita “extrema-direita” continue a ganhar terreno na Europa.

Aquilo a que se chama hoje “Direita” pensa que apenas defendendo a propriedade privada poderá defender-se e demarcar-se da Esquerda. É um erro. Um erro crasso.

A Esquerda gramsciana e fabiana também não quer acabar com a propriedade privada — pelo menos, por agora. Por outro lado, a plutocracia internacional — do grupo de Bilderberg, dos Edge Funds, da City de Londres e de Wall Street — pensa que está absolutamente segura: pensa que criou um sistema de dependência global eficaz e indestrutível, alegadamente baseado na natureza humana, ao mesmo tempo que se junta à Esquerda para combater projectos de lei de restrição do aborto como o de Mariano Rajoy.

  • A Esquerda pretende a “liberdade” da mulher para abortar à fartazana, em nome de alegados “direitos individuais”;
  • A Direita dita “libertária” (por exemplo, o Partido Social Democrata de Passos Coelho e de Pinto Balsemão) secunda e corrobora a Esquerda.
  • A plutocracia internacional apoia ambas as correntes políticas porque pretende reduzir a população mundial — as famílias numerosas sempre incomodaram os poderosos. Portanto, só um radicalismo político poderá alterar o actual estado de coisas.

Em resultado disto, a chamada “extrema-direita” europeia vai continuar a engrossar as suas fileiras. Eu próprio já não acredito nesta Direita que temos — uma Direita subjugada à Esquerda.

Quarta-feira, 25 Junho 2014

A Catalunha proibiu as touradas; e a arena Monumental de Barcelona vai ser transformada em uma mesquita

A Catalunha proibiu as touradas; e a arena Monumental de Barcelona vai ser transformada em uma mesquita.

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O emir do Catar pretende investir 2,2 mil milhões de Euros para transformar a arena Monumental de Barcelona em uma mesquita, a maior da Europa, com uma capacidade para 40 mil maomedanos. Irá ser construído um minarete com 300 metros de altura (o terceiro mais alto do mundo, a seguir aos minaretes da mesquitas de Meca e de Medina). A nova mesquita terá também uma madraça e alojamentos para 300 pessoas (por exemplo, pode ser útil para alojar terroristas islâmicos).

A ironia é a de que a Esquerda acabou com as touradas na Catalunha, mas ao mesmo tempo contribuiu para o fortalecimento do Islão — não só na Europa, mas sobretudo na Catalunha. As touradas, que faziam parte do património cultural espanhol e catalão, são proibidas, e o Islamismo, que é uma religião alienígena na tradição europeia e com contornos ideológicos radicais, fortalece-se através das opções políticas da “Esquerda laica” e politicamente correcta.

Segunda-feira, 30 Setembro 2013

Passos Coelho corta nas pensões, e Rajoy aumenta-as

Filed under: Política — O. Braga @ 9:12 pm
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“Los pensionistas españoles verán incrementadas sus prestaciones un 0,25% el próximo año, el mínimo previsto por la última reforma del Gobierno, según los Presupuestos Generales del Estado para 2014 presentados el lunes en el Congreso de los Diputados.”

El Gobierno subirá las pensiones un 0,25% en 2014

O problema é que o nível de pensões em Espanha, já antes da crise, era muitíssimo mais elevado do que em Portugal. E mesmo assim, Passos Coelho abana a cauda (dele) à Troika. Ninguém pede que Passos Coelho aumente as pensões, mas ao menos que não faça asneiras (e que peça ao presidente da república para sair).

Naturalmente que o neoliberal Passos Coelho dirá que o conservador Rajoy é “populista”…

Ai aguentam, aguentam!

Sábado, 31 Agosto 2013

Portugal tem que deixar de ser “o amigo da Espanha”, e passar a ser “o amigo da onça”

Filed under: Política,Portugal — O. Braga @ 4:58 pm
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« Com o envio de uma Nota à ONU, da autoria da Missão Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, datada de 5 de Julho e até hoje completamente desconhecida da opinião pública portuguesa, sendo por nós revelada em primeira mão, reacendeu-se a disputa que, nas últimas décadas, tem levado as autoridades espanholas a porem em causa a dimensão da Zona Económica Exclusiva de Portugal em redor das Selvagens pelo facto de, afirmam os espanhóis, as mesmas não deverem ser classificadas como ilhas, mas sim como “rochas”.

A Missão espanhola escreve taxativamente que “Espanha não aceita que as Ilhas Selvagens gerem, de modo algum, Zona Económica Exclusiva, aceitando, todavia, que as mesmas gerem mar territorial uma vez que as considera como rochas com direito unicamente a mar territorial.”»

- Selvagens – Reacendeu-se o conflito entre Portugal e Espanha sobre a ZEE das ilhas

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O Amigo da Onça

Portugal tem que mudar a sua estratégia diplomática em relação a Espanha e aproximar-se mais das posições britânicas – porque de Espanha não é possível esperar qualquer compromisso diplomático sério. Espanha é hoje, na Europa, um Estado pária, fortemente dividido pelas nacionalidades e em avançado estado de putrefacção.

Trezentos e setenta e dois anos depois de 1 de Dezembro de 1640 que expulsou o domínio filipino de Portugal que Espanha nunca aceitou; 198 anos depois da Conferência de Viena que outorgou a Portugal o direito ao território de Olivença que Espanha nunca respeitou; e trinta anos depois da entrada de ambos os países na União Europeia, Espanha continua a ter uma atitude de hostilidade gratuita e irracional em relação a Portugal.

Em resposta a esta contínua e multi-secular guerra de guerrilha castelhana em relação ao nosso país e ao nosso povo, a diplomacia portuguesa terá que mudar não só no que respeita aos apoios internacionais, mas também em relação à forma como lida com as nacionalidades espanholas – incentivando quanto for possível o desmembramento de Espanha em tantos países independentes quantas as nações que existem sob o controlo de Castela. E há muitas formas “politicamente correctas” de fazer isto.

É preciso acabar com a Espanha do centralismo castelhano, de uma vez por todas.

Segunda-feira, 5 Agosto 2013

O fim anunciado da democracia espanhola

Filed under: Europa — O. Braga @ 7:23 am
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Numa altura em que a Catalunha pondera um referendo nacional sobre a sua independência, o governo espanhol resolveu embirrar com a Inglaterra por causa do penedo de Gibraltar. Mas não só a Catalunha: o País Basco e a Galiza podem ser as nações que se seguem no pedido de independência.

O embaixador espanhol no Reino Unido já foi chamado a Madrid por causa de uns blocos de cimento que o Reino Unido colocou ao largo de Gibraltar, alegadamente em águas territoriais espanholas. E mais: o governo espanhol pretende cobrar 50 Euros por cada entrada e saída de pessoas do rochedo de Gibraltar – ou seja, uma visita a Gibraltar, caso o governo espanhol avance com esta ideia obtusa e medieval, irá custar 100 Euros!

Mas o governo espanhol já não está preocupado com o caso de Olivença. E vendo tudo isto, até penso que foi uma boa ideia o presidente da república ter estado recentemente nas Ilhas Selvagens, no arquipélago da Madeira, porque para Espanha um rochedo qualquer justifica um incidente diplomático grave, e Olivença continua a ser espanhola apesar de Espanha nunca ter cumprido o que assinou no Tratado de Viena ratificado pelas potências europeias em 1817: o governo espanhol comprometeu-se solenemente a entregar a praça de Olivença a Portugal, coisa que nunca fez.

Das duas uma: ou a democracia espanhola continua alegremente rumo à decomposição do Estado espanhol nas suas diversas nacionalidades; ou é preciso arranjar um novo Franco.

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Domingo, 21 Julho 2013

O double blind de Portugal, Espanha e Itália; ou o tiro de Angela Merkel pode-lhe sair pela culatra

Economistas europeus de renome – que não o maluquinho João César das Neves – começam a defender o óbvio: não pagar a dívida. A pressão política de Angela Merkel pode-lhe sair ao contrário, ou o seu tiro habilidoso pode-lhe sair pela culatra.

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Enrico Colombatto

« Enrico Colombatto es profesor de Economía en la Universidad de Turín y director del Center of Economic Research en la ciudad piamontesa. También es uno de los mayores expertos italianos en regulación, burocracia y gasto público. Y parece evidente que en los últimos años los diferentes gobiernos de su país le están proporcionando mucho trabajo.

Hace unas semanas estuvo en Madrid, invitado por la Fundación Civismo, para participar en el Free Market Road Show. Libre Mercado se reunió con Colombatto horas antes de su intervención en el Congreso, para hablar de España, Italia y las soluciones al problema de deuda pública que amenaza ambos países. El profesor, una de las grandes figuras liberales en el mundillo académico italiano, ofrece una propuesta rompedora: “No pagar la deuda”. Parece impensable, pero él cree que será la única forma de comenzar de cero, dejando que quienes hayan prestado dinero a políticos irresponsables paguen por su error. »

- “La única esperanza para Italia es la quiebra del Estado”

Adenda: a ler: como sair do Euro mandando a Angela Merkel pró…..

Sábado, 11 Maio 2013

Quem tiver depósitos em Bancos espanhóis que retire de lá o dinheiro !

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:23 am
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“Europe said that Greece was the first and last such restructuring, but then there was Cyprus. Spain is holding off further recapitalisation of its banks in anticipation of the arrival of Europe’s banking union, which it hopes will do the job instead. But if the Cypriot precedent is anything to go by, a heavy price will be demanded by way of recompense. Bank creditors will be widely bailed in. Confiscation of deposits looks all too possible.”

Spain is officially insolvent: get your money out while you still can

Terça-feira, 2 Abril 2013

Em Espanha, a cada quatro minutos há um divórcio

É o resultado do “divórcio na hora” que foi instituído por Zapatero para acomodar, na lei espanhola, o “casamento” gay, e que serviu de exemplo ao famigerado José Sócrates: de quatro em quatro minutos há um divórcio unilateral e expresso em Espanha — e isto para além de já não ocorrerem muitos casamentos, e apesar da crise económica em Espanha.

Zapatero e José Sócrates ficarão para a história como criminosos lesa-sociedade. Se não forem julgados por um tribunal de Direito, serão certamente julgados pelo tribunal da História.

Sexta-feira, 26 Outubro 2012

¿Espanha está ‘hodida’?

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 3:19 pm
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La tasa de paro supera el 25% en España, pero la mitad  del país supera o roza el 30%, algo inédito en la historia y en el mundo desarrollado.

via Media España se instala en la depresión con un paro medio del 32% – Libre Mercado.

O desemprego em Espanha é o maior em todo o mundo desenvolvido (25% da população activa), e tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo, a seguir à Macedónia, Bósnia e Sérvia; e tem até uma taxa de desemprego superior à do Sudão. Mas se dividirmos Espanha em norte e sul, a taxa de desemprego do centro-sul desse país atinge, em média, os 32,2% da população activa. Mesmo a taxa de desemprego na industrializada Catalunha é alta: 22,5%.
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Quarta-feira, 5 Setembro 2012

Depois da tirania zapaterista, as touradas voltam à televisão espanhola

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:45 pm
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Un inusitado interés ha despertado la exitosa corrida celebrada esta tarde en Valladolid, no sólo por la presencia de tres máximas figuras como “El Juli”, Manzanares y Alejandro Talavante, que han cortado siete orejas, sino también por el regreso de las cámaras de TVE en directo en un festejo taurino.

via Triunfal regreso de los toros a las retransmisiones de TVE – Libertad Digital.

Segunda-feira, 16 Julho 2012

O albergue espanhol do Corta-fitas

Como abri aqui uma categoria para o blogue Rerum Natura, vou abrir também uma categoria para o blogue Corta-fitas. Ambos têm merecimento semelhante.

Tenho uma amiga que agora vive em Espanha e que ainda está muito sensível à comparação das duas sociedades, portuguesa e espanhola. Num jantar, no meio de uma conversa entre amigas, disse uma coisas muito interessante: “Em Espanha não há esta obsessão com as diferenças sociais que há cá, porque Espanha é uma enorme classe média, onde toda a gente convive informalmente. Naquele contexto percebe-se perfeitamente porque o Príncipe Filipe casou com a Letízia”. Ao que eu respondi, é esse o caminho que Portugal vai percorrer nas próximas gerações, se Deus quiser.

Os espanhóis são simples e directos, por isso é que Espanha está onde está e pesa o que pesa no mundo e Portugal vive agarrado a preconceitos bacocos que apenas dão a ilusão de uma perpetuação do status quo, porque na realidade não há nenhuma permanência, mas sim um empobrecimento generalizado. Está tudo mais pobre, mas alguns continuam a pavonear-se com tudo o que têm para se auto-convencerem que ainda são o Grande Elias.

via Por onde vamos? – Corta-fitas.

Como diria Fernando Pessoa, alguns dos escribas do Novo Corta-fitas “são servos submissos da primeira mesquinharia francesa, súbditos reles da hipnose do de-lá-fora”.

Em primeiro lugar, não existe uma definição para “espanhol”.

A primeira característica de uma nação é a língua, e uma língua franca não define uma nação nem uma nacionalidade. Existem catalães que falam o catalão; a propósito convém dizer que o catalão está etimologicamente mais longe do castelhano do que este último do português. Existem galegos que falam um português mais antigo. E existem os Bascos cuja língua não tem absolutamente nada a ver com qualquer das línguas referidas. Por isso, ser “espanhol” é uma abstracção, é uma metáfora; e quando alguém não compreende isto, ou nunca foi a Espanha ou é um espírito bacoco.
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Quarta-feira, 4 Julho 2012

Paul Krugman anda muito preocupado com a Europa

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 9:04 am
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Finalmente, abogó porque el Banco Central Europeo garantice la monetización masiva de la deuda española y defendió que la inflación ayudará a salir de la crisis. Sobre este último punto, negó que sea un “robo” o un “impuesto” promover activamente la subida general de los precios. Añadió también que las expectativas vinculadas a la moneda común pueden alterarse sin grandes contratiempos ya que, en esencia, “no valen nada”. Según Krugman, abrazar la “austeridad” y rechazar las tesis que expone en su último libro sería equivalente a destruir la moneda común.

via Krugman: "Bromeaba cuando pedí que se crease una burbuja inmobiliaria" – Libre Mercado.

Paul Krugman, em visita a Espanha, apoia o resgate da Banca espanhola, a monetarização massiva da dívida espanhola por parte do BCE [Banco Central Europeu] , e uma alta inflação para sair da crise. Ou seja: exactamente o contrário do que Angela Merkel defende. Não haverá possibilidade de meio termo?

  1. Parece-me claro que é necessária uma política de quantitative easing [monetarização], mas comedida e muito controlada.
  2. Quanto ao resgate da Banca espanhola, Paul Krugman parece esquecer-se de um detalhe muito importante: desde o colapso do Lehman Brothers, nos Estados Unidos já faliram cerca de 400 Bancos! E nunca vi o Paul Krugman defender o resgate desses 400 Bancos americanos falidos. Por isso, um Banco falido é como uma empresa falida: fecha-se e resolve-se o problema, embora com a garantia dos depósitos até 100.000 Euros.

    Parece-me que as receitas de Krugman para a Europa não são idênticas aos conselhos que ele dá a Barack Hussein Obama.

  3. A inflação alta é um imposto camuflado que atinge principalmente os mais pobres e os mais indefesos. Mas o tal quantitative easing controlado a que me referi acima, causará sempre uma inflação controlada e necessária, mas não alta.

Portanto, o caminho para a solução da crise está, nomeadamente, entre as posições radicais de Angela Merkel, por um lado, e de Paul Krugman, por outro lado. E se eu tivesse que optar por uma solução radical, então optaria pela solução islandesa.

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