perspectivas

Sábado, 11 Maio 2013

Quem tiver depósitos em Bancos espanhóis que retire de lá o dinheiro !

Filed under: Europa — O. Braga @ 10:23 am
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“Europe said that Greece was the first and last such restructuring, but then there was Cyprus. Spain is holding off further recapitalisation of its banks in anticipation of the arrival of Europe’s banking union, which it hopes will do the job instead. But if the Cypriot precedent is anything to go by, a heavy price will be demanded by way of recompense. Bank creditors will be widely bailed in. Confiscation of deposits looks all too possible.”

Spain is officially insolvent: get your money out while you still can

Terça-feira, 2 Abril 2013

Em Espanha, a cada quatro minutos há um divórcio

É o resultado do “divórcio na hora” que foi instituído por Zapatero para acomodar, na lei espanhola, o “casamento” gay, e que serviu de exemplo ao famigerado José Sócrates: de quatro em quatro minutos há um divórcio unilateral e expresso em Espanha — e isto para além de já não ocorrerem muitos casamentos, e apesar da crise económica em Espanha.

Zapatero e José Sócrates ficarão para a história como criminosos lesa-sociedade. Se não forem julgados por um tribunal de Direito, serão certamente julgados pelo tribunal da História.

Sexta-feira, 26 Outubro 2012

¿Espanha está ‘hodida’?

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 3:19 pm
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La tasa de paro supera el 25% en España, pero la mitad  del país supera o roza el 30%, algo inédito en la historia y en el mundo desarrollado.

via Media España se instala en la depresión con un paro medio del 32% – Libre Mercado.

O desemprego em Espanha é o maior em todo o mundo desenvolvido (25% da população activa), e tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo, a seguir à Macedónia, Bósnia e Sérvia; e tem até uma taxa de desemprego superior à do Sudão. Mas se dividirmos Espanha em norte e sul, a taxa de desemprego do centro-sul desse país atinge, em média, os 32,2% da população activa. Mesmo a taxa de desemprego na industrializada Catalunha é alta: 22,5%.
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Quarta-feira, 5 Setembro 2012

Depois da tirania zapaterista, as touradas voltam à televisão espanhola

Filed under: cultura — O. Braga @ 9:45 pm
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Un inusitado interés ha despertado la exitosa corrida celebrada esta tarde en Valladolid, no sólo por la presencia de tres máximas figuras como “El Juli”, Manzanares y Alejandro Talavante, que han cortado siete orejas, sino también por el regreso de las cámaras de TVE en directo en un festejo taurino.

via Triunfal regreso de los toros a las retransmisiones de TVE – Libertad Digital.

Segunda-feira, 16 Julho 2012

O albergue espanhol do Corta-fitas

Como abri aqui uma categoria para o blogue Rerum Natura, vou abrir também uma categoria para o blogue Corta-fitas. Ambos têm merecimento semelhante.

Tenho uma amiga que agora vive em Espanha e que ainda está muito sensível à comparação das duas sociedades, portuguesa e espanhola. Num jantar, no meio de uma conversa entre amigas, disse uma coisas muito interessante: “Em Espanha não há esta obsessão com as diferenças sociais que há cá, porque Espanha é uma enorme classe média, onde toda a gente convive informalmente. Naquele contexto percebe-se perfeitamente porque o Príncipe Filipe casou com a Letízia”. Ao que eu respondi, é esse o caminho que Portugal vai percorrer nas próximas gerações, se Deus quiser.

Os espanhóis são simples e directos, por isso é que Espanha está onde está e pesa o que pesa no mundo e Portugal vive agarrado a preconceitos bacocos que apenas dão a ilusão de uma perpetuação do status quo, porque na realidade não há nenhuma permanência, mas sim um empobrecimento generalizado. Está tudo mais pobre, mas alguns continuam a pavonear-se com tudo o que têm para se auto-convencerem que ainda são o Grande Elias.

via Por onde vamos? – Corta-fitas.

Como diria Fernando Pessoa, alguns dos escribas do Novo Corta-fitas “são servos submissos da primeira mesquinharia francesa, súbditos reles da hipnose do de-lá-fora”.

Em primeiro lugar, não existe uma definição para “espanhol”.

A primeira característica de uma nação é a língua, e uma língua franca não define uma nação nem uma nacionalidade. Existem catalães que falam o catalão; a propósito convém dizer que o catalão está etimologicamente mais longe do castelhano do que este último do português. Existem galegos que falam um português mais antigo. E existem os Bascos cuja língua não tem absolutamente nada a ver com qualquer das línguas referidas. Por isso, ser “espanhol” é uma abstracção, é uma metáfora; e quando alguém não compreende isto, ou nunca foi a Espanha ou é um espírito bacoco.
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Quarta-feira, 4 Julho 2012

Paul Krugman anda muito preocupado com a Europa

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 9:04 am
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Finalmente, abogó porque el Banco Central Europeo garantice la monetización masiva de la deuda española y defendió que la inflación ayudará a salir de la crisis. Sobre este último punto, negó que sea un “robo” o un “impuesto” promover activamente la subida general de los precios. Añadió también que las expectativas vinculadas a la moneda común pueden alterarse sin grandes contratiempos ya que, en esencia, “no valen nada”. Según Krugman, abrazar la “austeridad” y rechazar las tesis que expone en su último libro sería equivalente a destruir la moneda común.

via Krugman: "Bromeaba cuando pedí que se crease una burbuja inmobiliaria" – Libre Mercado.

Paul Krugman, em visita a Espanha, apoia o resgate da Banca espanhola, a monetarização massiva da dívida espanhola por parte do BCE [Banco Central Europeu] , e uma alta inflação para sair da crise. Ou seja: exactamente o contrário do que Angela Merkel defende. Não haverá possibilidade de meio termo?

  1. Parece-me claro que é necessária uma política de quantitative easing [monetarização], mas comedida e muito controlada.
  2. Quanto ao resgate da Banca espanhola, Paul Krugman parece esquecer-se de um detalhe muito importante: desde o colapso do Lehman Brothers, nos Estados Unidos já faliram cerca de 400 Bancos! E nunca vi o Paul Krugman defender o resgate desses 400 Bancos americanos falidos. Por isso, um Banco falido é como uma empresa falida: fecha-se e resolve-se o problema, embora com a garantia dos depósitos até 100.000 Euros.

    Parece-me que as receitas de Krugman para a Europa não são idênticas aos conselhos que ele dá a Barack Hussein Obama.

  3. A inflação alta é um imposto camuflado que atinge principalmente os mais pobres e os mais indefesos. Mas o tal quantitative easing controlado a que me referi acima, causará sempre uma inflação controlada e necessária, mas não alta.

Portanto, o caminho para a solução da crise está, nomeadamente, entre as posições radicais de Angela Merkel, por um lado, e de Paul Krugman, por outro lado. E se eu tivesse que optar por uma solução radical, então optaria pela solução islandesa.

Sexta-feira, 13 Abril 2012

O ruir da utopia maçónica iberista

Enquanto parece que a Irlanda vai ter acesso aos “mercados” de capitais em finais de 2012, em Espanha, as nuvens adensam-se. O NYT adverte: “Espanha pode ser a próxima a cair”.

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A responsabilidade da Alemanha de Angela Merkel em todo este processo é enorme e até criminosa; e a responsabilidade de José Sócrates na política portuguesa de “Espanha, Espanha, Espanha!” que fez aumentar a dependência portuguesa das exportações para Espanha, e das negociatas socratinas do TGV, é lesa-pátria.

Em caso de “queda” de Espanha, as contradições internas do país decorrentes das diferentes nacionalidades tendem a agudizar-se. Sem um poder central forte como o de Franco, e sem um nível de vida equivalente aos dos últimos 20 anos, as nacionalidades espanholas independentistas tendem a ganhar uma nova vida. Não seria de todo despiciendo aventar a hipótese de um recrudescimento do terrorismo independentista em Espanha, agora que todos os países do Euro se preocupam mais com os seus problemas internos.

No meio disto tudo, Portugal terá ainda mais problemas dos que já tem, porque Espanha transformou-se, na última década e em função da utopia iberista, socialista e maçónica, no destino de cerca de 1/3 das nossas exportações de bens transaccionáveis; exportações essas que, face a uma provável “queda” de Espanha, serão reduzidas a um mínimo histórico.

A realidade mostra-nos que os maçons estão errados e que Portugal tem vindo a ser vítima da utopia maçónica desde 1822.

Segunda-feira, 20 Fevereiro 2012

Espanha desrespeitou o Congresso de Viena (1815) e festeja a sua incivilidade

Filed under: Portugal — O. Braga @ 9:58 am
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“O alcaide de Olivença resolveu festejar a anexação do território há 211 anos. O PS não gostou e tenta impedir a festa. A polémica está aberta entre autarquias dos dois países.”

via PS reabre polémica de Olivença por causa da Guerra das Laranjas – Local – PUBLICO.PT.

O problema da política contemporânea portuguesa em relação a Espanha tem sido dilemática: ou Portugal apoia a esquerda republicana espanhola cuja política conduz ao desmembramento de Espanha em várias nacionalidades, ou apoia a direita espanhola que pretende realizar a quadratura do círculo da “nacionalidade espanhola” que não existe realmente, pratica o etnocídio das verdadeiras nacionalidades da Hispânia e ainda sente orgulho das suas façanhas.

Podemos escolher os nossos amigos, mas não podemos escolher os nossos vizinhos; mas os vizinhos não têm que ser necessariamente nossos amigos: podemos brindá-los com uma monumental indiferença; podemos dar-lhes os bons-dias, ou não. Afinal, vivemos numa rede social global, e já nada nos obriga a cumprimentar vizinhos pouco civilizados — sejam de esquerda ou de direita.

A tradicional incivilidade espanhola traduz-se de formas diferentes conforme seja de esquerda ou de direita; em qualquer dos casos, a incivilidade está sempre presente. Porém, a incivilidade esquerdista de Zapatero, por exemplo, é a que mais nos convém desde que nos mantenhamos culturalmente herméticos e imunes à contaminação cultural da esquerda espanhola. E exactamente por que o Partido Socialista português não é imune aos “ventos e casamentos de Espanha”, é que a iniciativa “patriótica” dos deputados do Partido Socialista a favor de Olivença, vale nada; é pura hipocrisia política.

Sábado, 18 Fevereiro 2012

Alemanha versus PIIGS: uma imagem vale mais do que mil palavras

Filed under: economia,Europa — O. Braga @ 5:44 am
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Neste gráfico abaixo, a linha azul traduz o crescimento económico [superavit] da Alemanha, e a linha vermelha diz respeito ao crescimento económico dos países chamados PIIGS [Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha]. Reparem no que aconteceu com a entrada do Euro.

Domingo, 12 Fevereiro 2012

Espanha : Fernando Ferrín Calamita versus Baltazar Garzon

O politicamente correcto português — que não é só de Esquerda e inclui os me®dia em geral — anda muito ofendido, revoltado e indignado [como é de bom-tom] porque o juiz espanhol Baltazar Garzon foi suspenso da sua actividade profissional por 11 anos devido ao crime de prevaricação. Ficou provado que Garzon tornou públicas as escutas telefónicas realizadas em relação às conversas entre um determinado réu e o seu advogado.

Porém, esse mesmo politicamente correcto me®diático português nunca se referiu ao caso do juiz espanhol Fernando Ferrín Calamita, que foi condenado pelo tribunal supremo espanhol a dez anos de inabilitação de exercício das suas funções de magistrado (sem remuneração, naturalmente), por ter tentado cumprir a lei da adopção de crianças ― tal qual ela se aplica aos casais naturais (heterossexuados) ― no caso do requerimento da adopção de uma criança por parte de uma dupla de lésbicas.

No caso de Garzon, aplicou-se o Direito e as liberdades e garantias; no caso de Fernando Ferrín Calamita, o Direito foi enviado às malvas e a justiça espanhola foi politizada pelo marxismo cultural do socialismo de Zapatero mediante a aplicação prática da noção de “tolerância repressiva” de Marcuse.

Segunda-feira, 21 Novembro 2011

A perda de soberania dos países da zona Euro alimenta a especulação financeira

«The Greeks and the Spanish cannot devalue their own currencies – but everything else they have done has been according to the austerity-economics textbook. And it hasn’t worked. For all the current talk about a democratic crisis in euroland, the politicians themselves gave much of their own sovereignty away in the preceding decade. From Blair to Zapatero, the fashion in social-democratic thinking has been to abdicate power – and now bond markets are filling the vacuum.»

via Politicians under the euro: at the wheel but not steering | Editorial | Comment is free | The Guardian.

Este editorial do The Guardian é tão elucidativo que até fere a vista. Os políticos da maioria dos países da União Europeia [com excepção do directório europeu, constituído pela Alemanha e pela nova França de Vichy] abdicaram da soberania dos seus países à revelia dos seus povos, e agora os mercados financeiros ocupam o vácuo deixado pelo poder político.

O único país da zona Euro que não abdicou da sua soberania foi a Alemanha — até a França sofre agora ameaças dos mercados financeiros: a França de Vichy, submissa à soberania alemã, já está à mercê dos mercados financeiros.

Para que tenhamos uma ideia nítida do que se passa: a Espanha tem uma dívida pública inferior — em percentagem do PIB — à da Alemanha!

Porém, vemos que os mercados não incomodam a Alemanha e já ameaçam a Espanha com uma intervenção externa. Os mercados financeiros sabem “quem manda” — reconhecem a soberania que decorre do poder político —, e sabem que “quem manda”, de facto, em Espanha, é a Alemanha. Enquanto a Alemanha fizer funcionar os seus mecanismos internos de soberania e estender o seu poder político aos países do Euro, é altamente improvável que seja beliscada pelos mercados financeiros.

Quinta-feira, 25 Agosto 2011

“España es un transatlántico” — (José Luis Rodríguez Zapatero) – FINAL

«La historia se repite. En mayo de 2010 el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, se vio obligado, en contra de su voluntad y de sus principios ideológicos, a presentar un histórico paquete de recortes presupuestarios (congelación de pensiones y rebaja salarial a los funcionarios, entre otras medidas) con carácter de urgencia ante el Congreso para tratar de evitar la bancarrota de España.»

via Los hechos demuestran que España es ya un protectorado del BCE – Libre Mercado.

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