perspectivas

Domingo, 13 Julho 2014

Hotéis portugueses proíbem o alojamento de famílias com filhos

 

A Helena Matos chama aqui à atenção da nova moda: hotéis que proíbem a hospedagem de famílias com crianças (mas os animais de estimação não estão proibidos). Em um país com uma depressão demográfica inédita, é incrível como podem existir hotéis que proíbem o alojamento das famílias.

hotel no children allowed web

O Diário de Notícias escreve:

“A lei mudou e não é taxativa sobre a interdição de crianças nos hotéis e restaurantes. Polémica reacendeu-se com debate na blogosfera.”

Segunda-feira, 21 Abril 2014

As "barriga de aluguer", segundo o Partido Social Democrata e o Partido Socialista : para já é “excepcionalmente”

Filed under: ética — orlando braga @ 2:12 pm
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O Partido Social Democrata e o Partido Socialista chegaram a um acordo: as mulheres que nascem com uma anomalia congénita conhecida por “agenesia vaginal”, vão ter direito a recorrer à “barriga de aluguer”.

Segundo parece, e nos casos da agenesia vaginal, a “barriga de aluguer” terá que ser gratuita — ou seja, não pode haver negócio de compra e venda de bebés. Porém, parece também que o critério adoptado é o da “infuncionalidade do útero”, o que significa que o próprio critério aponta para a permissão das “barriga de aluguer” para além dos casos de agenesia vaginal (portanto, já não se trata apenas de acomodar na lei os casos de agenesia vaginal, mas antes qualquer “infuncionalidade do útero” terá direito a “barriga de aluguer”, e que se pretende que não seja um negócio).

Como é que se prova que houve negócio?

Fiquei sem saber se a mulher com agenesia vaginal e com direito a “barriga de aluguer” deve ser casada, ou não. ¿Qualquer mulher com agenesia vaginal tem automaticamente direito à “barriga de aluguer”? Em que circunstâncias uma mulher pode ter acesso à “barriga de aluguer”? O texto não nos diz nada sobre o assunto — e não diz de forma propositada, não conhecêssemos nós o pasquim Público.

Brevemente veremos o Partido Social Democrata e o Partido Socialista anunciar que o critério mudou: de “infuncionalidade do útero”, o critério passará a ser o da “ausência de útero”, para que os gays também tenham direito à “barriga de aluguer”. E ainda hei-de ver um ex-deputado do Partido Social Democrata a montar um negócio de compra e venda de crianças.

Domingo, 30 Março 2014

O Professor Doutor Paulo Otero sobre a co-adopção de crianças por pares de invertidos

 

Segunda-feira, 24 Março 2014

Outro caso de sucesso de adopção de crianças por casais de homossexuais

 

Depois de ter mencionado ontem um caso de sucesso de adopção de crianças por um “casal” de lésbicas, vemos aqui um outro caso de sucesso de adopção de crianças por pares de invertidos:

dois gays que adoptam web“The case of a same-sex Connecticut couple accused of repeatedly raping and abusing two of their nine adopted boys is headed for trial.

Married couple George Harasz and Douglas Wirth of Glastonbury were supposed to be sentenced Friday in Hartford Superior Court under a plea deal, but instead withdrew from their agreement with prosecutors. The men had already pleaded no contest in January to one felony count each of risk of injury to a minor — a reduction from even more serious charges related to sexual assault.”

Fica, então, demonstrado mediante “estudos científicos” absolutamente verdadeiros que um “casal” de homossexuais educa melhor uma criança do que um casal natural.

Sábado, 15 Março 2014

Deputados do Partido Social Democrata que votaram a favor da adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para memória futura:

Teresa Leal Coelho (15), Miguel Frasquilho (14), Luís Menezes (1), Francisca Almeida (5), Nuno Encarnação (13), Mónica Ferro (12), Cristóvão Norte (2), Ana Oliveira (3), Ângela Guerra (11), Paula Cardoso (9), Joana Barata Lopes (4), Pedro Pinto (8), Sérgio Azevedo (10), Odete Silva (7) e Gabriel Corte-Real Goucha (6).

Conceição Caldeira e Maria José Castelo Branco abstiveram-se.

a quinta coluna do psd

Quinta-feira, 20 Fevereiro 2014

A hipocrisia do CDS/PP na questão da adopção de crianças por pares de invertidos

 

“O CDS-PP disse hoje respeitar a decisão do Tribunal Constitucional, que ‘chumbou’ a proposta de referendo sobre adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, e reiterou que “no actual contexto do país” não considera esta matéria prioritária.

“O CDS, como sempre, respeita as decisões do Tribunal Constitucional e mantém que no actual contexto de dificuldade do país a co-adopção não é uma prioridade“, referiu, numa declaração escrita enviada à Lusa, o porta-voz do CDS, Filipe Lobo d’ Ávila.

foi-cesarianaUma coisa que, alegadamente, não é prioritária, não significa necessariamente que não seja legítima. A prioridade de uma acção não condiciona necessariamente a sua putativa legitimidade. Ou seja, parece que, para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos não é prioritária, mas nada indica que não seja legítima. Para o CDS/PP, a adopção de crianças por pares de invertidos é uma questão de prioridade, e nada mais do que isso.

Eu sempre pensei que pelo facto de Paulo Portas ser homossexual, isso não influenciaria a linha política tradicional do CDS/PP. Enganei-me. Estamos sempre a aprender.

Até Bagão Félix alinhou pelo diapasão sodomita deste CDS/PP de Paulo Portas: segundo ele, “o Presidente da República fez muito bem” em pedir a fiscalização preventiva do documento, e agiu “como manda a Constituição”. Até porque, continuou, “não era uma questão de prioridade” visto que o referendo “tinha sido aprovado apenas por um partido”.

Porém, a vergonha deste CDS/PP é exposta pelo constitucionalista Jorge Miranda, que dá o exemplo daquilo que este CDS/PP invertido deveria dizer:

O constitucionalista Jorge Miranda disse esta quarta-feira não ver inconstitucionalidade na proposta de referendo sobre a Co-adopção e adopção de crianças por casais homossexuais, que aguarda decisão do Tribunal Constitucional. “Inconstitucional não é. A Constituição diz quais são as matérias que não podem ser objecto de referendo e essa matéria não está excluída”, disse Jorge Miranda em declarações à agência Lusa.

O professor reconhece que as perguntas que constam da proposta de consulta popular “são um pouco diferentes”, mas mesmo assim considera que é sempre “possível responder ‘sim’ a uma e ‘não’ a outra”. Sobre o facto de uma das perguntas propostas (sobre a adopção plena) não ter qualquer iniciativa legislativa associada, questão que várias vozes defendem poder suscitar dúvidas de constitucionalidade, Jorge Miranda sustentou que “não é necessário que tenha”.

Ressalvando que “tem acompanhado pouco a questão”, o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, adiantou que resta aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional. A proposta de referendo sobre esta matéria foi enviada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, ao Tribunal Constitucional, que se encontra a avaliar a constitucionalidade das duas perguntas contidas na proposta, uma sobre a Co-adopção e outra sobre a adopção plena de crianças por parte de casais do mesmo sexo. A proposta de referendo, apresentada pelo PSD, foi aprovada no Parlamento, com a abstenção do CDS-PP e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV, há três semanas.”

Ainda hei-de ver este CDS/PP reduzido ao “partido da bicicleta”. Enganou meio mundo mas não engana o mundo inteiro.

Terça-feira, 28 Janeiro 2014

Olavo de Carvalho e a ditadura da União Europeia

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 10:11 am
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Terça-feira, 19 Novembro 2013

A “ideologia de género”, os socialistas, e a educação das crianças

 

“O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, desde a Antiguidade até aos nossos dias, mostra bem como pode parecer natural querer começar um mundo novo com aqueles que são novos por nascimento e por natureza. No que diz respeito à política há aqui, obviamente, uma grave incompreensão: em vez de um indivíduo se juntar aos seus semelhantes assumindo o esforço de os persuadir e correndo riscos de falhar, opta por uma intervenção ditatorial, baseada na superioridade do adulto, procurando produzir o novo como um “fait accompli”, quer dizer, como se o novo já existisse.

É por esta razão que, na Europa, a crença de que é necessário começar pelas crianças se se pretendem produzir novas condições, tem sido monopólio principalmente dos movimentos revolucionários com tendências tirânicas, movimentos esses que, quando chegam ao Poder, retiram os filhos aos pais e, muito simplesmente, tratam de os doutrinar.

Ora, a educação não pode desempenhar nenhum papel na política porque na política se lida sempre com pessoas já educadas. Aqueles que se propõem educar adultos, o que realmente pretendem é agir como seus guardiões e afastá-los da actividade política. Como não é possível educar adultos, a palavra “educação” tem uma ressonância perversa em política — há uma pretensão de educação quando, afinal, o propósito real é a coerção sem uso da força.

Quem quiser seriamente criar uma nova ordem política através da educação, quer dizer, sem usar nem a força ou o constrangimento nem a persuasão, tem de aderir à terrível conclusão platónica: banir todos os velhos do novo Estado a fundar. Mesmo no caso em que se pretendem educar crianças para virem a ser cidadãos de um amanhã utópico, o que efectivamente se passa é que se lhes está a negar o seu papel futuro no corpo político, pois que, do ponto de vista dos novos, por mais novidades que o mundo adulto lhes possa propôr, elas serão sempre mais velhas do que eles próprios. Faz parte da natureza da condição humana que cada nova geração cresça no interior de um mundo velho, de tal forma que, preparar uma nova geração para um mundo novo, só pode significar que se deseja recusar àqueles que chegam de novo a sua própria possibilidade de inovar.”

Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro, 2006, páginas 186 e 187

(…)

“Porque a criança tem necessidade de ser protegida contra o mundo, o seu lugar tradicional é no seio da família.” (ibidem, pág. 196)

(…)

“A própria responsabilidade alargada pelo mundo que a educação assume, implica, como é óbvio, uma atitude conservadora.” (ibidem, pág. 202)

Terça-feira, 12 Novembro 2013

Adparent rari Nantes in gurgite vasto

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 12:37 pm
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Há dias uma professora levou uns murros de uma mãe de um aluno — quando sabemos que ninguém pode tocar num cabelo dos “meninos”. Mas não é caso único: professoras esmurradas pelos pais dos “meninos”, é o que está na moda. E são os que defendem que as professoras do ensino público devem levar nas trombas que diabolizam o ensino privado.

Em nome da “mobilidade social”, destruíram a autoridade do professor; e depois da destruição da autoridade do professor, pretendem agora destruir a autoridade dos pais, entregando a educação das crianças a uma espécie de república de Platão.

E para que o sistema igualitarista e nivelado por baixo — tutelado por uma plêiade de sábios sem escrutínio — possa continuar a alimentar a estatização da cultura, opõem-se a qualquer reforma do ensino em nome de uma putativa reforma que nunca o foi.

a evolução do ensino web

A escola não é um laboratório de ensaios com animais

 

Quando se fala em “escola pública”, o que parece que se quer dizer é “escola monopolizada pelo Estado”.

É isto que os defensores da “escola pública” querem dizer: “é a escola em que uma qualquer ideologia política, alcandorada a religião oficial do Estado, tem a possibilidade de impôr — de forma coerciva e até utilizando a força bruta do Estado — às famílias uma qualquer mundividência alheia aos seus interesses e à sua natureza ontológica”.

Ora, se a definição de "escola pública" é essa, sou contra ela. Nem Salazar viu a escola pública desta forma, porque autorizou o ensino em casa (Home Schooling). A ideia segundo a qual o ensino privado deve ser desprezado pelo Estado, faz com que o sistema de ensino salazarista pareça hoje benigno e até angelical. Perante as propostas totalitárias da Esquerda de ostracização do ensino privado por parte do Estado, até já sinto saudades de Salazar…

Portanto, para variar, estou de acordo com o Blasfémias. Se eu tivesse, hoje, filhos em idade escolar, e da forma como a Esquerda está a politizar a educação das nossas crianças — quando a escola deveria ser pré-política —, não hesitaria um segundo no apoio ao cheque-ensino.

A escola não é um laboratório para engenharias sociais que tem como cobaias as nossas crianças. O Estado não pode ter a veleidade de substituir a família. E se a escola pública é aquilo que a Esquerda diz que é, então, Bardamerda para a Escola Pública!

Sexta-feira, 8 Novembro 2013

Novo estudo revela que crianças educadas por lésbicas são susceptíveis de maior insucesso escolar

 

Um novo estudo (estatístico) revela que as raparigas criadas por duas lésbicas tem um insucesso escolar maior do que as que são criadas por um casal natural, composto por um homem e uma mulher.

julio machado vaz« November 6, 2013 (Heritage) – Children living with married opposite-sex parents were more likely to graduate from high school than peers living with cohabiting, single, or same-sex parents, according to a new study in the Review of the Economics of Households

« This finding is consistent with the decades of research on children’s educational outcomes and family structure. However, this study is relatively unique because it uses data (a 20 percent sample of the 2006 Canadian census) that offers a sufficiently large nationally representative sample of children (ages 17–22) in same-sex-parent homes. So far, only four studies analyzing three U.S. datasets offer such or similar data (two on the 2000 U.S. Census, one on the Early Childhood Longitudinal Study, and another on the New Family Structure Study).»

Domingo, 27 Outubro 2013

O Partido Social Democrata é um partido revolucionário

 

«A cena política da semana foi a do referendo sobre a adopção homossexual, último coelho tirado da cartola (agora pela JSD) para, uma vez mais, evitar decidir o assunto. Que a adopção homossexual fosse instituída em Portugal, na modalidade da co-adopção, e ainda por cima num quadro parlamentar em que PSD e CDS dispõem de uma folgada maioria de 34 votos sobre o conjunto da esquerda, é coisa que ninguém entenderia.

O PSD tem que deixar-se de curvas e contracurvas e assumir claramente as suas responsabilidades políticas. Não pode continuar a arrastar esta coisa, alternando com uma conhecida ala do PS o protagonismo do disparate no teatro das diversões. Em Julho, quando a questão podia e devia ter ficado decidida, empurrou um primeiro adiamento. E, agora, inventou a hipótese de um referendo, que a todos nos cobriria de ridículo e de embaraço. Se, nesta altura de Orçamento, troika e dificuldades, decidíssemos convocar um referendo sobre adopção homossexual e não aparecessem multidões a apedrejar São Bento, é porque seremos, na verdade, um país de brandos costumes.»

José Ribeiro e Castro:  "Vaudeville" parlamentar: ora agora adopto eu, ora agora adoptas tu…

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