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Sábado, 5 Janeiro 2013

O jornal inglês The Guardian defende a legalização da pedofilia

O jornal inglês The Guardian publicou um artigo recentemente advogando a legalização da pedofilia.

vitima_pedofiliaSegundo o pedófilo inglês de alto coturno Tom O’Carroll, citado pelo Guardian, e que foi já condenado em tribunal por actividades ligadas à promoção da pedofilia, “se não existir bullying, coerção, abuso de poder, e se a criança entrar num relacionamento sexual com um adulto de forma voluntária … é evidente que não existe nenhum mal para a criança”.

1/ O acto pedófilo é, em si mesmo, um acto de abuso de poder. O abuso de poder faz parte da definição do acto pedófilo. Por isso, dizer que é possível o acto pedófilo sem abuso de poder, é dizer que o acto pedófilo não é um acto pedófilo.

2/ Por outro lado, dizer que uma criança entra em um relacionamento sexual com um adulto de “forma voluntária” é dizer que uma criança tem a mesma capacidade de discernimento de um adulto — o que significa a negação da condição natural da criança.

3/ O que estamos a assistir na sociedade ocidental é a destruição da Razão e da racionalidade. O princípio da autonomia de Kant, levado ao radicalismo actual, pretende legitimar qualquer tipo de comportamento. Paradoxalmente, Kant baseava o seu princípio na liberdade versus responsabilidade, enquanto que a actual interpretação da autonomia do indivíduo baseia-se num putativo e alegado determinismo genético: “a culpa do pedófilo ser pedófilo, é dos genes”.

4/ A destruição massiva da Razão teve a sua origem em Darwin. Aconselho a visualização deste vídeo do professor Stephen Clark : “How Darwin Destroyed Reason”.

Terça-feira, 30 Outubro 2012

O neonazismo progressista que se apodera da Europa

Schoolgirls as young as 13 are being given birth control injections and implants without their parents’ knowledge during their lunch break.

Over the past two years school nurses have administered implants and injections to girls between the ages of 13 and 16 more than 900 times.

And a further 7,400 girls aged 15 or under were given the contraceptives at family planning clinics.

via Schoolgirls, 13, given birth control jabs during lunch | News | The Christian Institute.

É óbvio que a História não se repete de uma forma literal. Portanto, o termo neonazismo é aqui utilizado em sentido figurado; tem apenas um valor simbólico. Mas o que se repete agora são as engenharias sociais de carácter eugenista: anéticas e socialistas.
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Terça-feira, 19 Junho 2012

A religião sacrificial pós-moderna, René Girard [e Fernando Pessoa]

“The contemporary West resembles nothing so much as an archaic society in the full panic of social breakdown, searching desperately for the scapegoats whose immolation will induce the gods to intervene. Whether it is the black-clad “Antifas” in Northern Europe who violently stifle free speech or the “hoody”-wearing vigilantes who have consigned a hapless Florida man to the hell of liberal non-process – the defining agents of the age resemble the implacable crowds of archaic narrative.”

via The Apocalypse of Modernity | The Brussels Journal.

As ideias de Nietzsche reflectem, em todos os seus aspectos, o pós-modernismo — incluindo a loucura em que se afundou, tanto Nietzsche como o homem pós-moderno.

Se o pós-modernismo pudesse ser personificado em uma hipostasia, seria certamente em Nietzsche. Nietzsche está para o pós-moderno — com mais ou menos consciência da sua realidade individual —, como Jesus Cristo estava para os primeiros cristãos, o que nos dá uma síntese da actual religião que transmite a aparência ilusória de que é uma ausência da religião. A [ilusão aparente da] ausência de religião é, em si mesma, uma forma de religião, mas desta vez é uma religião das massas atomizadas, e sem critério racional, que não seja a lei do mais forte que nos trouxe Charles Darwin.

O século XIX foi tenebroso. E no século XX, pessoas inteligentes, como por exemplo Fernando Pessoa, cometeram erros crassos de raciocínio porque se fiaram nas verdades ditadas pelas ideias do século XIX. Fernando Pessoa certamente que leu Nietzsche e Darwin, embora nunca os tivesse referido nos seus escritos. E conhecendo minimamente Fernando Pessoa, exactamente porque não os ter referido é sinal de que os tinha em alta consideração. Embora Fernando Pessoa tenha tido alguns raciocínios brilhantes, grande parte das conclusões a que chegou estão erradas — como nos prova, agora, a constatação irrefutável e empírica do que é o pós-modernismo.

O texto em epígrafe diz respeito a uma curta análise das ideias de René Girard acerca da pós-modernidade e, portanto, acerca das ideias de Nietzsche. Vale a pena ler.

A nova religião, que Nietzsche anunciou, é a da substituição de Cristo por Baco [ou Dionísio], o deus pagão greco-romano [que também foi parcialmente defendido, a espaços e conforme os dias, por Fernando Pessoa, quando se referia à “pureza do paganismo”], e reflecte uma inversão do conceito de aristocracia. Para o cristão, o aristocrata é aquele que se coloca ao lado da vítima injustamente condenada à morte; para Nietzsche e para as massas modernas e pós-modernas, o aristocrata é aquele que mata a vítima, afirmando a sua superioridade decorrente da lei do mais forte segundo Darwin. Satanás não é uma personagem: antes é um símbolo desse espírito das massas adequado à selecção natural — Satanás é aquilo a que as Escrituras chamam de “Legião”.

Por exemplo, o fenómeno da liberalização do aborto e a sua aceitação pelas massas, é corroborante, consciente ou inconsciente, desta nova religião pagã e sacrificial, que se orienta pela linha doutrinal de Darwin a Nietzsche, segundo a qual a vítima tem que, ou deve ser morta porque é fraca. E o novo aristocrata é aquele que não só apoia a morte da vítima, como cria as condições para que a vítima seja morta pelas massas ou Legião.

Para que se tenha uma ideia da influência de Darwin, Herbert Spencer e Nietzsche em Fernando Pessoa, transcrevo um breve trecho deste último:

“Todo o organismo é superior na proporção em que a sua unidade essencial é interpretada e realizada por funções diferenciadas. [até aqui, tudo bem]

Quanto mais elevado é um organismo na escala dos seres vivos, mais diferenciados são os órgãos que o compõem, e maior a interdependência das suas funções.” [errado!]

Aqui, Fernando Pessoa valoriza a superioridade do organismo, não qualitativamente [uma qualidade intrínseca ao ser do organismo], mas quantitativamente — à laia de Darwin, Nietzsche e Spencer. Ou melhor: a qualidade do organismo, segundo Fernando Pessoa, advém necessariamente da quantidade da putativa diferenciação dos órgãos que compõem o tal organismo superior. Ora, uma análise da ciência actual à complexidade extrema da célula eucariótica — e mesmo uma complexidade quase absoluta, como no caso do flagelo ou do cílio — por exemplo, mostra que Fernando Pessoa está errado, assim como estão errados Darwin e Spencer e, por inerência, o próprio Nietzsche. Defender, hoje, esta ideia é assumir uma posição, pelo menos, a-científica.

O utilitarismo, que caracteriza a modernidade e principalmente a pós-modernidade, não é a preocupação com o bem-estar da maioria: antes, é a procura do bode-expiatório inconsciente da Legião ou das massas.

E esse bode-expiatório é a vítima inocente, seleccionada arbitrariamente pela Legião. A escolha arbitrária da vítima corresponde à necessidade inconsciente de tentar resolver o problema da polarização dos contrários [da Metaxia, segundo Eric Voegelin] que caracteriza e delimita a existência humana (por exemplo, o bem e o mal); é uma tentativa de fuga à realidade, através do desejo de pacificação, mediante um ritual sacrificial, das forças contrárias que o ser humano se apercebe estarem presentes na sua realidade. O niilismo é mesmo isto: a tentativa [ilusória e delirante] de anulação das diferenças entre o bem e o mal.

A Revelação Bíblica denuncia esse mecanismo de bode-expiatório sacrificial e inconsciente, explicando-o. A Paixão de Jesus Cristo é exactamente a denúncia e a neutralização desse bode-expiatório, na medida em que o próprio Cristo se oferece à morte como vítima arbitrária e inocente.

Segunda-feira, 11 Junho 2012

A confusão darwinista: micro-mutações = macro-mutações = vida

Filed under: Darwinismo — orlando braga @ 11:57 am
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A probabilidade de uma mutação genética está calculada, pelos próprios darwinistas, entre 107 [1 seguido de 7 zeros] e 109 [1 seguido de 9 zeros], dependendo dos casos, por gene e por geração da espécie. Vamos considerar este números como sendo bons.

Dizem os darwinistas que se existir, por exemplo, uma colónia de bactérias, num tubo de ensaio, quantificada em um número 109 células, e se uma mutação genética de resistência a um determinado antibiótico tiver uma probabilidade de “mutação aleatória” de 107, então 100 células conseguem garantir a imunidade ao antibiótico [109 / 107 = 100].

De facto, no exemplo supra, a conclusão lógica e teorética dos darwinistas é verdadeira no que se refere às 100 células imunizadas. O problema é saber se essa micro-mutação das 100 células é aleatória ou se é conduzida pela própria célula, como organismo vivo, que se auto-impõe uma determinada adaptação em função e em resposta ao meio-ambiente [autonomia do organismo vivo]. De qualquer forma, o exemplo supra diz respeito a uma micro-mutação, e não à organização da vida.


Segundo Sir Fred Hoyle, a probabilidade de 20 amino-ácidos se juntarem aleatoriamente na sequência correcta para formarem uma proteína, é de 1040 [1 seguido de 40 zeros]. Ora, 1) como é óbvio, uma proteína ainda não é uma célula; 2) para termos uma ideia da grandeza do número 1040, a idade do planeta Terra está calculada em cerca de 109,6 anos, e a idade do universo está calculada em cerca de 1010,17 anos; 3) o número 1050 já é considerado uma impossibilidade matemática; 4) o número total de átomos em todo o universo é estimado em 1080


Hoje está na moda, entre os darwinistas, a comparação entre genomas para justificar o “ascendente comum” de qualquer espécie, incluindo a espécie humana. Ora, a comparação entre sequências de ADN não permite dizer se uma estrutura surgiu através de “mutações aleatórias” e selecção natural. Isto é um facto.

Um darwinista olha para, e analisa, um fóssil; depois compara-o com outro fóssil; e induz eventualmente que seriam da mesma família e que teriam ambos o mesmo “antepassado comum” [o tal “missing link” que nunca ninguém soube qual era]. Porém, o que é grave é que essa indução é extrapolada para uma dedução [teoria] segundo a qual a evolução de ambas as espécies fossilizadas resultou de uma selecção natural mediante mutações aleatórias. Aqui, já não estamos perante ciência, mas antes estamos perante uma determinada metafísica. Os darwinistas misturam ciência e metafísica.

Se um princípio ou pressuposto de uma teoria está errado, toda a teoria está, no mínimo, comprometida, para não dizer que está errada também [Aristóteles]. O princípio darwinista das mutações aleatórias presentes no surgimento da vida, está errado; e, por isso, toda a estrutura da teoria darwinista está errada. O darwinismo é uma metafísica que se aproxima de uma certa religiosidade.


Clique na imagem para ler a resposta a esta treta


Sábado, 24 Setembro 2011

Vídeo interessante sobre o herético Wallace

“Wallace, Darwin’s co-discoverer, couldn’t teach at a university today

Here. Wallace, co-discoverer of natural selection, saw hisdiscovery in the context of design. Of a socially humble background compared with Darwin, he was soon banished from the elite atheist circle, and consigned to the mockery of lesser men, then and since.”

via Uncommon Descent | Film on Darwin’s heretic Wallace now available.


Hoje, para ensinar numa universidade, é preciso fazer o juramento de lealdade a Darwin.

Quinta-feira, 21 Julho 2011

Darwinismo: o mito moderno

«Darwinism is a modern superstition: Animals think like people and mythical creatures like the selfish gene really exist.»

Darwinian fairy tales: Do horses really think this way.

Terça-feira, 19 Julho 2011

Richard Dawkins e a sua cabeça de galinha que põe ovos para procriação

«Uma besta moderna como Richard Dawkins, afirma implicitamente que, para além de não podermos encontrar provas da existência de Deus, podemos encontrar na beleza do universo, na sua harmonia grandiosa, um substituto.»

Os primórdios do ateísmo e a física quântica


O neodarwinismo, como teoria de explicação para a origem da vida, está morto; apenas os neodarwinistas ainda não se deram conta disso. Porém, convém dizer que pelo facto de neodarwinismo estar morto, isso não significa que o universo tenha tido o seu início há seis mil anos, como alguns criacionistas defendem… nem oito, nem oitenta!

As nano-máquinas intracelulares foram os testes de falsicabilidade da teoria neodarwinista, que se revelou falsa, por um lado, e a entropia genética foi o pesadelo dos darwinistas inteligentes — porque os burros ateístas continuam a ver elefantes cor-de-rosa —, por outro lado.
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Terça-feira, 25 Janeiro 2011

Afinal, Alfred Russel Wallace não era darwinista !

Filed under: Ciência — orlando braga @ 5:47 pm
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Uma recente biografia de Alfred Russel Wallace revela que o cientista, desencantado com o darwinismo, defendeu a ideia — na última fase da sua vida — segundo a qual “os organismos vivos só podem ser explicados como sendo produto de um desenho inteligente”.

Segunda-feira, 27 Dezembro 2010

DarwinLeaks : blogue recomendado

Filed under: Blogosfera,Ciência — orlando braga @ 5:16 pm
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«Assim como o WikiLeaks revelou documentos de ações políticas comprometedoras das nações, assim o DarwinLeaks se propõe revelar o modus operandi de Darwin e seus discípulos desde 1859 até o século 21.»

Quarta-feira, 11 Agosto 2010

Karl Marx morreu relativamente pobre

Filed under: curiosidades — orlando braga @ 9:13 am
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Foram revelados em Londres os conteúdos dos testamentos de várias personalidades proeminentes do século XX XIX, entre elas as de Karl Marx, Charles Darwin, Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes), Lewis Carroll (autor da “Alice no País das Maravilhas”) e Charles Dickens.

Karl Marx deixou como herança um valor que seria hoje equivalente a 27.550 Euros. Note-se que Karl Marx viveu décadas à custa da fortuna de Engels que se devia à exploração dos trabalhadores que ele próprio criticava.

Charles Darwin deixou um pecúlio avaliado hoje em 15,5 milhões de Euros (ca. de 3 milhões de contos). A morte de Charles Dickens valeu ao seus herdeiros 8,3 milhões de Euros.

Ver notícia aqui.

Sexta-feira, 2 Outubro 2009

A refutação do neodarwinismo através da simples evidência

nykid-darwinism

« Horia Cretan, dono de uma loja na Avenida Zerega, no Bronx, passou de desconhecido a herói na tarde da passada quarta-feira. Tudo porque, enquanto trabalhava, ouviu um grito e decidiu correr em direcção ao edifício em chamas de onde partira o pedido de ajuda.

Dentro do mesmo, um rapaz de quatro anos encontrava-se encurralado no quarto, enquanto o edifício ardia. Horia Cretan, subindo a escada de incêndio exterior do prédio, recebeu a criança dos braços de um bombeiro, ajudando nas operações de salvamento. »

(ler notícia no JN, com vídeo)

Para pessoas como Richard Dawkins, isto é, para um ateu qualquer, a Madre Teresa de Calcutá só é compaginável e imaginável como alguém que, evidentemente, calculou a sua recompensa celeste. No entanto, o que move um ser humano, que não é religioso e que não espera nenhuma vida eterna, irromper numa casa em chamas, a fim de salvar uma criança desconhecida ?
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Segunda-feira, 14 Setembro 2009

O ilogismo de Richard Dawkins (2)

O Novo Papa

O Novo Papa

No postal anterior referi-me a uma proposição de Richard Dawkins exarada do seu novo livro [The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution]. Hoje vamos analisar mais algumas contradições do zoólogo.

Dawkins afirma que o livro “não tenciona ser um livro anti-religioso” e que “nenhum leitor de mente aberta acabará de ler o livro duvidando da veracidade do seu conteúdo”: Richard Dawkins em soft mode (lobo com pele de cordeiro).

Do mesmo livro pude retirar algumas proposições mais:

  1. A evolução é uma teoria no mesmo senso em que o heliocentrismo o é.
  2. No que diz respeito ao argumento segundo o qual a evolução nunca foi “provada”, a prova é uma noção que os cientistas remeteram para o cepticismo. Filósofos influentes dizem-nos que, em ciência, não podemos provar seja o que for.
  3. Os matemáticos podem fazer prova das coisas ― de acordo com uma visão estrita, eles constituem-se na única comunidade que o pode fazer…
  4. Mesmo a teoria indisputável segundo a qual a lua é mais pequena que o sol, não pode ― em relação aos critérios satisfatórios de um determinado tipo de filósofos ― ser provado da mesma forma que, por exemplo, o teorema de Pitágoras. Mas a evidência apoia esse facto de uma forma tão sólida que negar-lhe o estatuto de facto passa a ser ridículo excepto para os pedantes. O mesmo se aplica à verdade da evolução.
  5. A evolução é um facto no mesmo sentido em que é um facto de que Paris se encontra no hemisfério norte…

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