perspectivas

Domingo, 12 Outubro 2014

A Esquerda caviar, a Direita salmão, e adopção de crianças por pares de invertidos

 

Para além da Esquerda caviar, existe em Portugal uma Direita salmão-rosa que defende o casamento anfíbio: a reprodução anfíbia é externa e a desova é feita em ambiente adequado e politicamente correcto para que a “prole” se mantenha viva.

“Temos uma dinâmica familiar em que ambos assumimos o papel de pais, a lei só me reconhece a mim, mas o nosso filho não tem dúvidas”, revela Diogo Infante.

Há uma dúvida que o filho adoptivo dele não tem: é a de que não tem mãe conhecida.

foi cesarianaNão ter mãe ou pai conhecidos, é uma infelicidade. Mas uma coisa é admitirmos que existem casos de crianças que, por infelicidade, não têm mãe conhecida; e outra coisa é apoiar um movimento político homossexualista que fomente a proliferação e vulgarização de mães desconhecidas. Uma coisa é constatar que as desgraças existem; outra coisa é tentar promover e normalizar a desgraça das crianças em nome de putativos “direitos” de adultos.

Ademais, há aqui um detalhe que não é despiciendo: o facto de a lei permitir, por hipótese e por exemplo, que um homem se “case” com o seu cão, não se depreende dessa permissão legal que exista de facto um “casamento”. A lei pode ser o que qualquer doente mental quiser; o casamento, não.

Esta gente mete nojo! — não porque sejam homossexuais (cada um come do que gosta), mas porque apresentam sintomas claros de psicopatia: não conseguem colocar-se no lugar de uma criança a quem é apagado, do registo civil, o nome da mãe e de todo o ramo familiar materno.

E, não contentes com isso, pretendem levar a sociopatia mais longe através das “barriga de aluguer” que será a próxima guerra destas bestas com forma humana.

Quarta-feira, 1 Outubro 2014

Ainda iremos voltar ao casamento com mulheres virgens

Filed under: Ciência — O. Braga @ 5:34 pm
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virgem casamentoA telegonia foi uma hipótese colocada pela primeira vez por Aristóteles e é hoje considerada “superstição” pela genética; mas uma experiência científica realizada com moscas da fruta demonstra que a genética não é tudo: existe também a epigenética.

Durante a experiência verificou-se que as fêmeas imaturas (que ainda não podiam procriar) que tinham sido “cobertas” por um determinado macho X, não tiveram prole porque ainda eram imaturas. Mas depois de ficarem maduras para a procriação, as fêmeas foram “cobertas” pelo macho Y, e verificou-se que a prole do macho Y tinha algumas características físicas evidentes do macho X que foi o primeiro a “cobrir” as fêmeas.

A experiência vai ser agora realizada com ratas (mamíferos). E se se verificar o mesmo fenómeno, vai passar a estar na moda o casamento com mulheres virgens.

no lovers

Segunda-feira, 15 Setembro 2014

Desta vez não critico o cardeal Bergoglio

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 6:22 am
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Tem havido muita crítica por parte dos ditos “tradicionalistas” católicos — os “católicos fervorosos” — contra o facto de o cardeal Bergoglio ter presidido a um casamento católico colectivo de 20 casais no Vaticano, sendo que parte dos nubentes já coabitavam e tinham filhos (esta é uma das críticas). Outra crítica é a de que as noivas iam vestidas de branco, quando — diz-se — não eram “puras e virgens”.

Desta vez não estou de acordo com as críticas: não por minha subjectividade, mas porque li as epístolas de S. Paulo e algumas obras de Santo Agostinho. Devemos criticar o cardeal Bergoglio naquilo em que ele é criticável, e não transformá-lo no “bombo da festa”, a “torto e a direito”.

casamento colectivo

No tempo de S. Paulo, era vulgar que as comunidades cristãs — a Igreja Católica primordial — celebrassem o matrimónio (muitas vezes casamentos colectivos eram prática comum entre as primeiras comunidades de cristãos) de gentios pagãos que coabitavam e tinham já filhos. Por isso é que, para a Igreja Católica, o casamento é um sacramento; aliás: basta que um casal seja baptizado para que a sua coabitação seja sacramentada — como diz aqui o Padre Paulo Ricardo: o casamento de baptizados é mais uma confirmação do próprio baptismo, por um lado, e por outro lado é mais um sacramento que confirma o baptismo.

Para além de S. Paulo, outra figura incontornável da Igreja Católica é Santo Agostinho.

Para além das suas obras “Confissões” e da “Cidade de Deus”, que ainda existem em algumas livrarias boas, há dois escritos que desapareceram dos escaparates e que herdei de um tio meu, escritos em português vernáculo: “De Trinitate” (tradução do princípio do século XX), e o “Comentário à Primeira Epístola de S. Paulo”. O pensamento de Santo Agostinho é do melhor que tenho lido.

No “Comentário à Primeira Epístola de S. Paulo”, Santo Agostinho diz que a “união natural” (sexual) é boa, entendida no contexto da criação dos dois sexos, segundo o Génesis. Segundo Santo Agostinho, o bem do casamento não é somente a “procriação” (que significa “colaboração com a obra do Criador”), como considerava Clemente de Alexandria, mas também a “união indissolúvel” que representava simbolicamente a união de Cristo com a Igreja.

E agora prestem boa atenção: segundo Santo Agostinho, a virgindade não é um bem absoluto!, embora seja “a melhor das coisas boas”: ou seja, a virgindade é preferível, mas o casamento é um bem em si mesmo, e esse bem não depende da virgindade.

Essa ideia de que “as noivas não virgens não podem vestir de branco porque já não são virgens”, é uma concepção da cerimónia do casamento que o próprio Santo Agostinho não subscreveria.

Sábado, 30 Agosto 2014

Vivemos todos em Corinto, e a Igreja Católica já não ouve São Paulo de Tarso

 

“The secretary general of the Italian Bishops’ Conference has said that “unconventional couples” suffer “discrimination” and “prejudice” from the Church.”

Church ‘discriminates’ against ‘unconventional couples’: leader of Italian Bishops’ Conference

O secretário-geral da Conferência Episcopal italiana, o Bispo Nunzio Galantino, diz que a Igreja Católica discrimina os casais “não convencionais”. O conceito de “não convencional” é obviamente “pau para toda a colher” (pode servir para qualquer coisa), uma vez que o conceito de “casal” foi indevidamente alargado de forma subjectiva.

A Igreja Católica dirigida pelo cardeal Bergoglio — aka Francisco I — não só ignora ostensivamente S. Paulo, como está a trabalhar com afinco para eliminar ou censurar as epístolas de S. Paulo. Como cristãos e católicos, não podemos ignorar S. Paulo — mesmo que isso incomode os hereges liderados pelo cardeal Bergoglio que tomaram conta da Igreja Católica.


Sao Paulo WebNo tempo em que viveu S. Paulo, a cidade de Corinto tinha cerca de 500 mil habitantes, dos quais 2/3 eram escravos. Corinto era conhecida no império romano como uma cidade pervertida e licenciosa. S. Paulo criou uma comunidade de cristãos na cidade, e em relação a eles, escreveu: “Rogo-vos que sejais meus imitadores” (1 Cor 4, 16). Ou seja, S. Paulo pretendia que os cristãos de Corinto se demarcassem e se afastassem da cultura dos gentios da cidade. Isto significa que, para S. Paulo, os cristãos não se deveriam imiscuir com os gentios, conforme escreveu:

“Já vos escrevi na minha carta [alusão a uma carta pré-canónica] para não vos relacionardes com os devassos. Não me referia genericamente aos devassos deste mundo, ou aos avarentos, ladrões, ou idólatras, porque, então, teríeis que sair deste mundo. Não. Escrevi que não devíeis associar-vos com quem, dizendo-se irmão [cristão], fosse devasso, avarento, idólatra, caluniador, beberrão ou ladrão. Com estes, nem sequer deveis comer.”

— S. Paulo, 1 COR 5, 9

Ao contrário do que é defendido pelo supracitado Bispo herege da estirpe do cardeal Bergoglio, S. Paulo faz a distinção entre a comunidade cristã, por um lado, e o mundo, por outro lado. Mas o papa herege e os seus acólitos consideram que a comunidade cristã coincide com o mundo.

“Não vos iludais: nem os devassos, nem dos idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os pedófilos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os beberrões, nem os caluniadores, nem os salteadores herdarão o Reino de Deus.” — 1 COR 6, 9

S. Paulo tratou as mulheres e os homens em uma base de igualdade ontológica (igualdade do ser) — o que não é a mesma coisa que a igualdade física que a cidade de Corinto actual reivindica através da ideologia de género.

“Se algum irmão [cristão] tem uma esposa não crente e esta consente em habitar com ele, não a repudie. E se alguma mulher [cristã] tem um marido não crente e este consente em habitar com ela, não o repudie. Pois o marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando, na realidade, são santos.

Mas se o não crente quiser separar-se, que se separe, porque, em tais circunstâncias, nem o irmão [cristão] nem a irmã [cristã] estão vinculados.” — 1 COR 7, 12

Ou seja, para a Igreja Católica de S. Paulo, o que é mais importante é a comunidade cristã — e não o mundo. Mas para a igreja herege do papa Francisco I, o que é mais importante é o mundo, e não a comunidade dos cristãos.

“Irmãos, exorto-vos a que tenhais cautela com os que provocam divisões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Essa gente não é a Jesus Cristo que serve, mas ao seu próprio ventre; e com palavras lindas e lisonjeiras enganam os corações ingénuos.” — S. Paulo, Romanos 16, 17

Dizer que a Igreja Católica descrimina os casais “não convencionais” é a mesma coisa que defender que as epístolas de S. Paulo deveriam ser deitadas à fogueira da História. E é isso o que os hereges apaniguados do cardeal Bergoglio defendem.

Quarta-feira, 30 Julho 2014

¿O casamento é uma “construção social”?

 

Se a noção de “construção social” é verdadeira, então segue-se que a noção de “construção social” é, ela própria, uma construção social.

E quando alguém diz que “o casamento é uma construção social e que pode ser mudado para acomodar o casamento gay”, então segue-se que o “casamento” gay é também uma construção social.

E sendo o “casamento” gay uma construção social, temos também o direito de o rejeitar seguindo os mesmos pressupostos de quem o defende.

Sábado, 5 Julho 2014

Instrumentum Laboris 2014: a Igreja Católica, a família e o casamento

 

A Igreja Católica reafirma a sua posição sobre a família e sobre o casamento em um documento recente, Instrumentum Laboris, que pode ser lido aqui em português.

Este documento é muito importante, porque, em primeiro lugar, analisa criticamente os questionários feitos recentemente aos católicos nas suas paróquias, e depois faz uma crítica racional ao estereótipo cultural ocidental do nosso tempo — estereótipo esse que é, em grande parte, comum à esquerda e à “direita” — embora tenha sido imposto pela esquerda e depois recuperado/assimilado pela “direita”. Neste contexto, aconselho a leitura do capítulo III, alíneas 21 a 26.

Do ponto de vista filosófico, o Instrumentum Laboris 2014 é um documento que merece leitura e análise; coloca a nu os mitos do nosso tempo — em um Tempo em que se afirma que já não existem mitos, em que os mitos se tornam invisíveis na cultura antropológica, e que, através dessa invisibilidade mitológica, a sociedade irracionaliza-se em um tempo de predominância cultural da ciência; e, por intermédio dessa irracionalização da cultura, é hoje promovida uma manipulação das massas humanas em uma dimensão inédita na História.

Quinta-feira, 5 Junho 2014

A Eslováquia revê a sua Constituição e bane o "casamento" gay

Filed under: cultura,Europa — O. Braga @ 10:31 am
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A deputeda socialista Isabel Moreira afirmou recentemente, acerca da adopção de crianças por pares de invertidos, que Portugal não pode ficar com Rússia, Roménia e Ucrânia. Mas a verdade é que a tendência actual na Europa não é a de ceder aos interesses do lóbi político gayzista.

A Eslováquia acabou de rever a sua Constituição e introduziu nela o banimento do “casamento” gay e qualquer forma de união civil gay. Mas não só a Eslováquia: a Bulgária, a Lituânia, a Letónia, a Polónia, a Hungria e a Croácia também já introduziram emendas constitucionais que banem o “casamento” gay.

Portanto, o caminho de Portugal vai ter que ser exactamente o oposto do pensado pela Isabel Moreira: para além de se banir a adopção de crianças por pares de invertidos, vamos ter que banir o “casamento” gay. E dado que as uniões civis gays foram um instrumento político utilizado para se conseguir o “casamento” gay, vamos ter que reverter o processo e proibi-las também. É o pêndulo da História a voltar ao seu equilíbrio natural.

Quinta-feira, 24 Abril 2014

O cardeal Bergoglio e a comunhão dos divorciados e recasados

Filed under: ética,Igreja Católica — O. Braga @ 9:30 pm
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1/ Uma pessoa que nunca se casou pela Igreja Católica, e mesmo que se tenha casado pelo civil, não é considerada, pela Igreja Católica, como estando oficialmente casada.

2/ Uma pessoa que foi casada pela Igreja Católica e que se separou do cônjuge (ou se divorciou dele ou dela), não vive necessariamente em pecado, porque é necessário saber por que razão essa separação aconteceu — quais as razões que podem levar a um acto de separação ou de divórcio.

Por exemplo, uma mulher que é sistematicamente agredida (física ou/e psicologicamente) pelo marido, pode e deve separar-se e divorciar-se dele, apesar de ser casada pela Igreja. A Igreja Católica não deve (eticamente) impôr a um cônjuge um sofrimento insuportável em nome da fidelidade ao casamento.

(more…)

Terça-feira, 25 Março 2014

O “Papa Francisco” pensa que Jesus Cristo foi um estúpido

Filed under: Igreja Católica — O. Braga @ 10:41 am
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papa ambiguo webO cardeal Kasper é o “ponta-de-lança ideológico” do cardeal Bergoglio, aka “Papa Francisco I”. Este papa foi eleito exactamente pela Quinta Coluna da Igreja Católica de que o cardeal Kasper faz parte e é um dos líderes.

O cardeal Kasper, na sua condição de “avançado-centro” do cardeal Bergoglio, propõe que os divorciados e os amantilhados estejam habilitados a receber a Sagrada Comunhão. E o cardeal Bergoglio, perante a ofensiva da Quinta Coluna da Igreja Católica, cala-se, bem caladinho. O estratega diabólico lança os seus cães-de-fila e mantém-se em lugar resguardado.

Ora, ¿o que disse Jesus Cristo sobre  este assunto? Podemos ler em S. Mateus, 19, 9:

“Se alguém se divorciar da sua mulher — excepto em caso de união ilegal — e casar com outra, comete adultério.”

Há que clarificar o que significa, na citação, “união ilegal”. Por exemplo, na Bíblia do Rei Jaime, em vez de “união ilegal”, pode ler-se: “excepto em caso de fornicação” (por parte da esposa). Ou seja, é legítimo que um homem repudie a sua esposa no caso de esta se comportar mal, ou seja, em caso de infidelidade por parte da mulher. O cristianismo não obriga o homem (ou a mulher) a pactuar com a sua indignidade: seria uma absoluta injustiça que ao homem não fosse possível o repúdio da sua esposa em caso de infidelidade manifesta e comprovada por parte da mulher. E o Cristianismo não é injusto.

Porém, caso diferente é o do homem que repudia a sua esposa por cupidez e concupiscência, sem que a mulher tenha quebrado quaisquer votos do casamento. Ora, o que o cardeal Kasper e o cardeal Bergoglio pretenderem é que a concupiscência passe a ser perdoada: em vez de perdoar o pecador, o cardeal Bergoglio e o seu “ponta-de-lança” pretendem perdoar o pecado.

Os católicos que pensam que “o Direito Canónico não pode ser mudado”, e/ou que pensam que “é impossível mudar a doutrina da Igreja Católica”, estão enganados. E a prova do seu engano está aí, disponível à evidência, cristalina para quem a quer ver: os agentes do maligno, que pululam no interior da Igreja Católica e que já a controlam, pretendem fazer vista grossa em relação às Escrituras e à palavra de Jesus Cristo. Pretendem fazer passar a ideia segundo a qual Jesus Cristo foi um estúpido.

Terça-feira, 4 Março 2014

O "casamento" gay e a “igualdade” que discrimina os sexos

 

O “casamento” entre pessoas do mesmo sexo constitui discriminação e segregação sexuais. A exclusão de um dos sexos em relação à instituição do casamento é feita intencionalmente.

O que é absolutamente perverso é o facto de que, em nome da “igualdade”, o “casamento” gay pretende codificar na lei a discriminação de sexos. E são as elites que batem palmas à “defesa igualitária” da desigualdade e da discriminação entre os dois sexos (através de uma forma de “casamento” que separa os sexos).

Sexta-feira, 28 Fevereiro 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o “casamento” gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as “barriga de aluguer” e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

Segunda-feira, 27 Janeiro 2014

O Referendo, o "Casamento" gay e adopção de crianças por pares de invertidos

 

Alguém colocou aqui o seguinte comentário:

“Caro Orlando,

Tenho acompanhado o seu percurso relativo ao referendo da adopção de pares homossexuais e, apesar de concordar e compreender a argumentação, gostaria de lhe apresentar o meu ponto de vista. Considero-o bem mais capaz que eu e por isso duvido que não tenha pensado no que lhe vou dizer. Dado isto, gostaria de saber o que o levou a rejeitar este raciocínio (para eu possa, eventualmente, abandona-lo).

Todas estas medidas, que vêm do marxismo cultural e do relativismo, tem, de forma mais rápida ou mais lenta, “entrado” sempre. Não existe nenhum partido que (efectivamente) se posicione contra isto. Se a ideia do PSD (seja juventude ou não) é decidir mediante a opinião da maioria, não referendariam antes a base do problema? O casamento em si. Eu vejo este referendo como foi o referendo do aborto. Se não passar hoje vão bombardear as pessoas com (des)informação e voltam a referendar. Eu sinto que este referendo é mais uma falta de respeito ao intelecto do cidadão de bem do que um acto democrático.



1/ O bom é inimigo do óptimo.

O ideal seria o óptimo, mas “a política é a arte do possível”. O “casamento” gay foi promulgado (em lei) em uma época em que o Partido Socialista tinha maioria no parlamento.

Reverter a lei do “casamento” gay só será possível se a sociedade estiver preparada para enfrentar a violência no espaço público por parte da esquerda. É uma situação que não se coloca neste momento, mas que estou convencido que é possível que se coloque no futuro, dependendo da evolução dos índices demográficos — porque o casamento é um símbolo social, antes de ser um mero contrato.

Portanto, referendar o “casamento” gay, neste momento, é impossível. É preciso que se demonstre empiricamente que o “casamento” gay é nefasto à sociedade, e isso pode demorar ainda alguns anos.

2/ A ideia segundo a qual o “casamento” gay é a base do problema, é falsa! E, mais grave, aceitar esse argumento é cair na retórica de quem pretende falsamente associar o casamento à adopção.

O casamento e a adopção são instituições diferentes.

Desde logo, o casamento envolve duas pessoas adultas (até ver!), ao passo que a adopção envolve um adulto e um menor — quem adopta é um indivíduo adulto em um determinado momento e não dois em simultâneo. Por isso é que a lei permite a adopção de uma criança por parte de um só indivíduo, embora em casos excepcionais.

Quando um casal adopta uma criança, essa adopção é “duplamente individual” (são os dois indivíduos, ela e ele, que adoptam), e não é feita enquanto casal. Não é o casal, enquanto tal, que adopta: é o homem e a mulher, enquanto indivíduos e nessa condição, que adoptam.

3/ O conceito liberal de “progresso da opinião pública”

O problema é o seguinte: ¿quem tem razão? Os que defendem a adopção de crianças por pares de invertidos ou os que são contra ela? Uns dizem que tem razão, e os outros também. Não há acordo possível e este problema não tem solução. Em princípio, este problema poderia ser resolvido através de uma guerra civil, em que os da outra parte seriam fuzilados e perseguidos politicamente.

Mas ¿teríamos a garantia, mesmo que ganhássemos essa guerra civil, de que uma ditadura seria o melhor caminho? Penso que não, porque ninguém pode conhecer o futuro.

A esquerda subverteu o liberalismo político e adoptou também o conceito de “progresso da opinião pública” que foi, em primeiro lugar, adoptado pelo liberalismo inglês do século XIX. O “progresso da opinião pública” baseia-se no princípio da persuasão (que nos vem da democracia grega): o povo não aceita uma determinada lei, mas vai sendo convencido ao longo do tempo — mesmo que essa lei seja péssima e sirva apenas o interesse de uns poucos, e até contribua para a destruição da sociedade.

A única forma racional de lutar contra o conceito liberal de “progresso da opinião pública” é, por um lado, esperar que as leis nefastas se demonstrem de facto nefastas em relação à sociedade, fazendo com que utilizemos o conceito liberal de “progresso da opinião pública” para as revogar mais adiante no tempo. E, por outro lado, é confiando na instituição do referendo e/ou do plebiscito, que é também uma forma de princípio para contrariar a arbitrariedade das leis promulgadas por uma minoria (a classe política).

O caminho alternativo é a instalação de uma ditadura. E ¿quem controla um tirano?

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