perspectivas

Sexta-feira, 6 Dezembro 2013

O Carlos Fiolhais anda aluado

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 11:07 am
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“Sabemos agora que os padrões das estrelas e dos planetas no céu nocturno não interferem na vida dos seres humanos.”citação de Carlos Fiolhais

Quando convém, a ciência esquece-se de recordar o erro de Galileu na sua (dele) Teoria das Marés. É nestas ocasiões que verificamos que, de vez em quando, os cientistas andam aluados.

Ademais, o Carlos Fiolhais cita um texto que remete o antropocentrismo para o passado, quando, de facto, o homem moderno é mais sub-lunar do que nunca: o homem moderno reduz o universo à dimensão da realidade que se encontra por debaixo dos satélites artificiais.

Quarta-feira, 25 Setembro 2013

Carlos Fiolhais e a matéria que produz o pensamento

 

Carlos Fiolhais escreve:

«Mas o “leitmotiv” do meu post foi a impressão em mim deixada por uma criança (com formação religiosa católica?) perante o facto de a neurofisiologia das “coisas” do cérebro lhe terem criado o pânico da denegação da alma.

Se verificar, meu Caro Alfredo Dinis, mesmo em adultos se confunde o pensamento (com base biológica na matéria) com a incorporeidade da alma.»

Para o laureado Nobel, John Eccles, a relação entre o mundo das ideias e o cérebro poderia ser imaginada à semelhança da relação entre o pianista e o piano: embora o pianista precise do piano para tocar, ele pode subsistir sem piano. Dizer que “as ideias não existem sem suporte físico” é a mesma coisa que dizer que um pianista não poderia existir sem piano.

Se há coisa misteriosa para a ciência, é a matéria. A ciência não sabe o que é a matéria. Ainda há pouco tempo surgiu o conceito de “matéria negra”, ou “matéria escura”, que ninguém sabe o que é.

E no entanto vemos gente que se diz “da ciência” a tratar a matéria como se fosse algo destituído de qualquer mistério — como se fosse possível definir matéria da mesma forma que se define, por exemplo, um brócolo.

Um dos grandes paradoxos da modernidade é o fazer de conta que o mistério não existe, como se o mistério deixasse de o ser apenas pela simples recusa de o assumir como tal. O mundo moderno é um mundo “de faz de conta” que nega que faz de conta.

Sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência.

Sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência. Por isso, dizer que “o pensamento tem base biológica na matéria” — para além de a ciência não saber o que é a matéria — é dizer que o cérebro produz os pensamentos da mesma forma que o rim segrega a urina; e, por outro lado, é pretender afirmar que a consciência tem a sua origem nos neurónios.

Para o laureado Nobel, John Eccles, a relação entre o mundo das ideias e o cérebro poderia ser imaginada à semelhança da relação entre o pianista e o piano: embora o pianista precise do piano para tocar, ele pode subsistir sem piano. Dizer que “as ideias não existem sem suporte físico” é a mesma coisa que dizer que um pianista não poderia existir sem piano.

Sábado, 15 Junho 2013

O “vector de estado” quântico, por Carlos Fiolhais

Filed under: Quântica — orlando braga @ 2:23 pm
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Apenas dois “acrescentos” a este verbete notável de Carlos Fiolhais:

“Há, porém, uma importante diferença entre as “partículas” (com aspas!) de luz – os fotões – e as partículas de electricidade (deixei de usar as aspas) – os electrões. As primeiras são partículas de energia e as segundas são partículas de matéria. Os fotões não têm massa e os electrões têm.”

Podemos dizer, em linguagem corrente, que energia é “matéria em movimento”, e matéria é “energia condensada”. Portanto, “partículas de energia” são partículas de “matéria em movimento”, e as partículas de matéria são de “energia condensada”.

“Um fotão tem energia e quantidade de movimento (as duas estão aliás relacionadas de muito perto) ao passo que um electrão tem massa e quantidade de movimento (pelo que tem energia).”

Um electrão, se “viajar” pelo universo em forma de onda, e tal como o fotão, também não tem massa.

Terça-feira, 21 Maio 2013

Carlos Fiolhais e Galileu

Filed under: A vida custa,Ciência,filosofia — orlando braga @ 9:18 am
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Estava a ler este artigo de Carlos Fiolhais, e estava a concordar com o seu conteúdo até que esbarrei com invocação sistémica de Galileu:

“Esta separação de águas, possível dentro da mesma pessoa, pode ser remontada a Galileu, um homem de fé que não perdeu a fé diante do Tribunal da Inquisição, quando se viu no lugar de actor principal num drama que marcou a história das relações entre igreja e ciência, hoje já resolvido após o papa João Paulo II ter admitido um erro de juízo.”

Qualquer cientista propriamente dito reconhece hoje, e a partir da perspectiva actual segundo o conceito de paradigma de Thomas Kuhn, que a reacção do Papa às teses de Galileu foi absolutamente correcta. As teses de Copérnico receberam o imprimatur porque foram formuladas como hipóteses. Porém, Galileu não quis formular quaisquer hipóteses, mas afirmar verdades absolutas — e isto numa época em que a hipótese de Ptolomeu podia explicar melhor muitos fenómenos celestes.

A Igreja Católica, naquela época, defendeu a concepção científica mais moderna embora se tenha atido a concepções cosmológicas erradas. Um critério semelhante ao da Igreja Católica daquele tempo é hoje utilizado por Carlos Fiolhais quando defende o paradigma do darwinismo: mas Carlos Fiolhais fala sistematicamente em Galileu sem falar nele próprio e naquilo que comprovadamente de errado ele ainda defende.

Carlos Fiolhais comporta-se hoje de forma mais dogmática do que a Igreja Católica do tempo de Galileu.

Não me agrada um certo paternalismo espertalhão de Carlos Fiolhais em relação à religião. “A fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável” — escreveu o físico francês Roland Omnès. Dizer que “um cientista não tem fé”, e que “a fé só é característica dos religiosos”, só pode vir de um paternalismo espertalhão em relação à religião. O que acontece é que a fé do cientista é uma fé chã, reduzida a uma parte ínfima da realidade. Por isso, comparar negativamente a fé de um ateu com a fé de um religioso é manifestação de má-fé.

Carlos Fiolhais não compreendeu, do alto da sua cátedra, que não existe tal coisa de “não-crença”. A verdade é que a não-crença é sempre uma forma de crença. O que existe é “crença inadequada”, ou reduzida, ou limitada a uma parte da realidade; e a ciência é esta crença limitada e/ou reduzida.

Carlos Fiolhais não percebe que um ateu é herdeiro da cultura cristã; e como não percebe isto que é tão simples de perceber, também não percebe que o Cristianismo está presente na mundividência do ateu mesmo que ele não queira. E depois, como não percebe isto, Carlos Fiolhais vem dizer que “um ateu pode ter um sentido da existência humana impregnado de ética” — como se a ética do ateu existisse independentemente da História do Cristianismo e da ética cristã.

Quando leio Carlos Fiolhais fico mal-disposto — não porque não concorde com ele, mas porque é gente desta estirpe que molda a opinião pública.

Quarta-feira, 8 Maio 2013

Paulo Portas, o mal-amado pela esquerda e pela direita Goldman Sachs

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 9:01 am
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“Paulo Portas é um político profissional e veio à televisão mostrar-nos como é profissionalmente má a política em Portugal. O seu discurso contra um imposto anunciado pelo Primeiro-Ministro do governo de que faz parte podia com vantagem ter sido substituído pela sua demissão do governo.

O que é que Portas e os seus apaniguados estão a fazer num governo que não consegue chegar a um acordo interno? Não se demitindo ele, por que é que o Primeiro-Ministro não o remodela?”
(Carlos Fiolhais, in A Política no Seu Pior )

Repare-se que Carlos Fiolhais não ataca o imposto anunciado por Passos Coelho: em vez disso, ataca alguém que não concorda com o imposto, e sendo que esse alguém não é de esquerda. Para Carlos Fiolhais, só é legítimo criticar o tal imposto se a crítica vier da esquerda (leia-se, oposição externa ao governo) – o que é contraditório, porque se há alguém que adora lançar impostos é a esquerda.

Carlos Fiolhais tem razão: é mesmo a política no seu pior; e ele não lhe escapa.

Domingo, 7 Abril 2013

O erro da crença ideológica de Carlos Fiolhais e do blogue Rerum Natura

Carlos Fiolhais ficará na história da ciência e da pedagogia portuguesas como um dos piores exemplos de seguidismo cego de um determinado paradigma totalmente submetido a um “espírito do tempo” marcado pela ideologia, por um lado, e por outro lado por ter caído no erro de colocar, num mesmo plano epistemológico, a física e a biologia.

dawkins-papaO Rerum Natura, através do seu “repórter” de serviço António Piedade, fala-nos de um novo livro acerca do darwinismo (ou neodarwinismo) cujo conteúdo é corroborado por Carlos Fiolhais. Eu não li o livro (com o título “A Evidência da Evolução – Porque é que Darwin Tinha Razão”), e apenas estou a fazer um juízo acerca do texto do verbete publicado no Rerum Natura. Não li o livro nem vou ler, porque o título indica “mais do mesmo”, e porque a própria sinopse de António Piedade confirma o “mais do mesmo”.

Carlos Fiolhais, ao corroborar o conteúdo deste livro, terá que estar pelo menos parcialmente de acordo com Richard Dawkins quando este escreveu acerca do dito: “Quem não acredita na evolução ou é estúpido, ou é louco, ou não leu Jerry Coyne” (SIC) Reparem bem!: quem não acredita”! Eu diria que se Carlos Fiolhais acredita no que escreveu Richard Dawkins, então são tão estúpidos um como o outro.

Em ciência, o “acreditar” — a crença — é justificável e não pode ser, à partida, criticável. Nem todas as crenças são injustificáveis ou irracionais.

Portanto, ninguém pode estar contra toda a crença em ciência. Quando Newton publicou a sua teoria, baseou-se numa “crença” a que Kant classificou de “juízo sintético a priori”. Alguns aspectos da teoria de Newton estavam errados, mas muita da sua teoria salvou-se e foi até adoptada, por exemplo, por Einstein. Mas a biologia não entra nos pressupostos necessários para a elaboração de um juízo sintético a priori — que Kant, e muito bem, reduziu à matemática e à física.

A biologia — e muito mais ainda, a paleontologia — é uma ciência que se baseia essencialmente no juízo sintético à posteriori, e por isso a “crença científica”, em biologia, não se pode aplicar do mesmo modo que é aplicada na matemática e na física. Em biologia, não é possível uma “crença científica” senão se se tiver como motor dessa “crença” uma determinada ideologia política, ou então mediante o predomínio de uma mundividência subjectivista que determine essa crença (por exemplo, o positivismo).

Numa altura em que as macromutações, entendidas segundo o neodarwinismo, estão claramente colocadas em questão, e em que a maioria dos cientistas concordam com a ideia segundo a qual só se aplicam as “leis de Darwin” às micromutações inerentes à adaptação ao meio-ambiente — e o mais interessante é que as micromutações são reversíveis! —, o Rerum Natura e Carlos Fiolhais insistem em uma determinada crença aplicada a uma ciência (a biologia) que não pode, por sua própria natureza, estar legitimamente sujeita ao juízo sintético a priori.

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Quinta-feira, 1 Novembro 2012

Aquilo a que o blogue Rerum Natura consideraria “cientistas ignorantes”

Mais de 800 cientistas, de todo o mundo e com PhD, assinaram um documento de dissidência do darwinismo. Mas, a julgar pela linha editorial do blogue De Rerum Natura, trata-se de uma cambada de ignorantes; porque inteligente é o Carlos Fiolhais que adora citar Carl Sagan.

“Novas mutações não criam novas espécies; criam descendência deficiente” — Lynn Margulis

Carlos Fiolhais, o dia das bruxas, e a assombração do bosão de Higgs

«Os chamados fenómenos paranormais são, em geral, pura charlatanice. O  facto é que há gente pronta a  enganar outros e há ainda mais gente facilmente enganável. Os anúncios de coisas extraordinárias – incluindos fantasmas e assombrações -  raramente são acompanhados de provas convincentes.

O astrofísico e divulgador de ciência Carl Sagan afirmou um dia que “alegações extraordinárias requerem provas extraordinárias”. Alguém diz que viu? É preciso que mais alguém veja e que a observação se repita até que subsistam dúvidas. Se não houver dúvidas, haverá decerto uma explicação científica.

Claro que há fenómenos físicos novos, mas não são os fantasmas nem as assombrações. A mente humana está sujeita a  erros e a ciência é um grande esforço humano para escapar aos erros. Errar pode ser humano, mas o ser humano desenvolveu a ciência a fim de não errar demasiado. É a resistência permanente ao erro que nos tem permitido não só saber mais como viver melhor.»

via De Rerum Natura: NO DIA DAS BRUXAS.

Carlos Fiolhais esteve muito bem no primeiro parágrafo. Se ele tivesse ficado por ali teria demonstrado (dedutivamente) a sua sabedoria.

No segundo parágrafo, Carlos Fiolhais começou a asnear quando recorre à presumida autoridade de direito de Carl Sagan e à sua (deste) frase: “alegações extraordinárias requerem provas extraordinárias”. Antes de mais, e para demonstrar dedutivamente que Carlos Fiolhais começou a asnear, é preciso saber o que é uma “alegação” e o que é uma “prova”.
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Quarta-feira, 17 Outubro 2012

Carlos Fiolhais é bem-vindo à realidade complexa

Filed under: Política,Quântica — orlando braga @ 10:37 am
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1/ Uma das características do Positivismo é a mutilação e a simplificação da realidade. Ora, o Carlos Fiolhais compara aqui o Paulo Portas com a teoria complexa do gato de Schrödinger — só que, em função da sua visão positivista, a interpretação que o Carlos Fiolhais dá do fenómeno do gato de Schrödinger é simplista e mutilante.
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Quinta-feira, 4 Outubro 2012

Carlos Fiolhais e a Caixa Geral de Depósitos

“Julgo que não vale a pena ter um banco público que quase só serve os interesses da oligarquia partidária que, de um modo irresponsável e penoso, se vai alternando no poder. Escolham só a melhor altura para o vender.”

via De Rerum Natura: CAIXA BAIXA.

O Carlos Fiolhais teve razão até ao último parágrafo: fez o diagnóstico correcto e depois aplicou a receita errada. Detectou a causa da doença, e para a curar radicalmente, recomenda a eutanásia.

1/ O Banco de Portugal já não é de Portugal; em termos práticos, é apenas e só uma filial do BCE [Banco Central Europeu]. Se privatizarmos também a Caixa Geral de Depósitos, o Estado português fica sem qualquer instrumento de intervenção directa na economia.

2/ Nos países da União Europeia que conheço, existem Bancos do Estado. Por exemplo, na Alemanha existem vários Bancos do Estado, e um deles é a Sparkasse que é uma espécie de Caixa Geral de Depósitos alemã. Portanto, não percebo por que razão Portugal terá que ser a excepção à regra europeia…!

3/ Se a Caixa Geral de Depósitos só serve a oligarquia partidária, então tem que se acabar com o mal. Ou seja, terá que se acabar — utilizando a força bruta, se necessário — com a influência desmedida e desregrada da oligarquia partidária (que passa pela influência da maçonaria, como todos sabemos) na sociedade portuguesa; e não transformar Portugal em excepção à regra europeia.

Sexta-feira, 10 Agosto 2012

Por que é que o Carlos Fiolhais não se dedica à física, e deixa a metafísica e a língua em paz?

Filed under: A vida custa,cultura,Esta gente vota — orlando braga @ 9:14 pm
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«No outro dia, ao guiar numa povoação para mim desconhecida, parei para perguntar a um polícia onde ficava a rua onde queria ir. O guarda informou-me:

“Siga em frente até à próxima rotunda e aí, em termos de direita, é a última.”

Estava longe de ser a primeira vez que ouvia a a expressão “em termos de”, um inglesismo hoje usado a torto e a direito.»

via De Rerum Natura: "Em termos de pódio".

Vejamos esta proposição:

“A proposição do Carlos Fiolhais é uma contradição em termos” ou “a proposição do Carlos Fiolhais é contraditória nos seus termos”.

Será que a expressão “em termos”, utilizada na proposição supracitada, é um inglesismo?

Acontece que qualquer proposição, assim como um silogismo, tem “termos”: são os termos da proposição ou do silogismo. No dicionário consta que, em termos da lógica, «“termo” é uma palavra considerada quanto à extensão da sua significação; cada um dos termos considerados dois a dois nas três proposições de um silogismo». Do ponto de vista gramatical, “o termo é um elemento da proposição”. E toda a proposição é iminentemente silogística.

Portanto, ao contrário do que o Carlos Fiolhais afirma, não se trata de um inglesismo. Antes, trata-se de uma muleta de discurso semelhante, por exemplo, ao uso e abuso do “efectivamente”: “efectivamente isto”, “efectivamente aquilo” e “efectivamente aqueloutro”. E não consta que efectivamente seja um inglesismo.

Quarta-feira, 25 Julho 2012

Os me®dia controlados pela Esquerda e a fé cientificista de Carlos Fiolhais

Para que serve a sequenciação do genoma? Cada um de nós distingue-se pelo ADN, uma molécula no núcleo de cada uma das nossas células. Somos todos iguais, pois o genoma humano é quase todo igual, mas somos todos diferentes, pois as alterações individuais, apesar de poucas, são significativas. Algumas doenças e a predisposição para muitas outras estão nos genes.

O conhecimento científico está a aumentar neste domínio de tal modo que é necessário criar “interfaces” de uso fácil pelos médicos e outros profisissionais de saúde que possibilitem a interpretação dos dados do genoma. Conhecendo o perfil genético de cada pessoa, os médicos poderão, além de efectuar diagnósticos mais precisos, prescrever medicamentos à medida do paciente, praticando o que se chama medicina personalizada.

via De Rerum Natura: Dos Genes à Alimentação: Novas técnicas de sequenciação do genoma e a nutrigenómica.

O físico Carlos Fiolhais consegue saber mais de biologia e de bioquímica do que os mais eminentes biólogos e bioquímicos do mundo! E porquê? Porque Carlos Fiolhais tem fé, e a fé move montanhas. Um físico com fé cientificista sabe mais de medicina do que o mais informado dos médicos e impõe a biologia ao biólogo.

Um estudo recente — de Abril de 2012 — confirma aquilo que os geneticistas sabiam há muito tempo: a genética é praticamente nula no prognóstico da possibilidade de se vir a ter doenças.

O que Carlos Fiolhais escreveu é, no mínimo, incorrecto; mas como esmagadora maioria do povo português não domina a língua inglesa, Carlos Fiolhais tira partido da ignorância popular para transmitir a sua fé como se de ciência se tratasse. Ora isso é coisa muito feia!

Are diseases genetic? That’s the simplified and distorted mantra we hear every day in the media — that scientists have just discovered the gene causing this or that disease.

The truth is that genes only very rarely cause diseases. An illuminating new study in the journal Science Translational Medicine helps clarify what geneticists have been trying to explain to us for years: genes influence, but they don’t determine.

via The Limits of Genetic Testing – David Shenk – The Atlantic.

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