perspectivas

Quinta-feira, 24 Abril 2014

¿Eu não disse?! A culpa do próximo terramoto em Lisboa vai ser das praxes!

 

O Carlos Fiolhais escreve o seguinte: “não se percebe por que razão o muro foi usado como “palco”, aparentemente para cânticos e saltos de alunos de um curso contra outro” (…) O muro não deve ter caído naturalmente”, etc. Estamos no domínio do “suponhetamos”: o Carlos Fiolhais “suponheta” que o muro não caiu naturalmente, mas provavelmente caiu porque alguém subiu para cima dele, e que possivelmente foi palco para cânticos”, etc.. desespero web

Mas o que interessa saber, segundo o Carlos Fiolhais , é o facto de não ser possível ao muro cair se não fosse a praxe. Isto é ciência da mais pura!, só pode vir de uma mente iluminada! Ou seja, a julgar pela opinião do Carlos Fiolhais , a melhor forma de demolir muro velhos e instáveis é realizar praxes académicas na sua vizinhança.

A Câmara Municipal de Lisboa deveria proibir as praxes académicas na cidade, não vá uma praxe provocar um novo terramoto como o de 1755 — com a agravante de não termos hoje um Marquês de Pombal para superintender à reconstrução da capital; diga-se que o Marquês tinha já, então, proibido as praxes académicas quiçá porque, à semelhança do que acontece com o Carlos Fiolhais, suspeitava de uma ligação de nexo causal entre as praxes e as catástrofes, naturais ou não.

Sexta-feira, 6 Dezembro 2013

O Carlos Fiolhais anda aluado

Filed under: A vida custa — orlando braga @ 11:07 am
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“Sabemos agora que os padrões das estrelas e dos planetas no céu nocturno não interferem na vida dos seres humanos.”citação de Carlos Fiolhais

Quando convém, a ciência esquece-se de recordar o erro de Galileu na sua (dele) Teoria das Marés. É nestas ocasiões que verificamos que, de vez em quando, os cientistas andam aluados.

Ademais, o Carlos Fiolhais cita um texto que remete o antropocentrismo para o passado, quando, de facto, o homem moderno é mais sub-lunar do que nunca: o homem moderno reduz o universo à dimensão da realidade que se encontra por debaixo dos satélites artificiais.

Quarta-feira, 25 Setembro 2013

Carlos Fiolhais e a matéria que produz o pensamento

 

Carlos Fiolhais escreve:

«Mas o “leitmotiv” do meu post foi a impressão em mim deixada por uma criança (com formação religiosa católica?) perante o facto de a neurofisiologia das “coisas” do cérebro lhe terem criado o pânico da denegação da alma.

Se verificar, meu Caro Alfredo Dinis, mesmo em adultos se confunde o pensamento (com base biológica na matéria) com a incorporeidade da alma.»

Para o laureado Nobel, John Eccles, a relação entre o mundo das ideias e o cérebro poderia ser imaginada à semelhança da relação entre o pianista e o piano: embora o pianista precise do piano para tocar, ele pode subsistir sem piano. Dizer que “as ideias não existem sem suporte físico” é a mesma coisa que dizer que um pianista não poderia existir sem piano.

Se há coisa misteriosa para a ciência, é a matéria. A ciência não sabe o que é a matéria. Ainda há pouco tempo surgiu o conceito de “matéria negra”, ou “matéria escura”, que ninguém sabe o que é.

E no entanto vemos gente que se diz “da ciência” a tratar a matéria como se fosse algo destituído de qualquer mistério — como se fosse possível definir matéria da mesma forma que se define, por exemplo, um brócolo.

Um dos grandes paradoxos da modernidade é o fazer de conta que o mistério não existe, como se o mistério deixasse de o ser apenas pela simples recusa de o assumir como tal. O mundo moderno é um mundo “de faz de conta” que nega que faz de conta.

Sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência.

Sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência. Por isso, dizer que “o pensamento tem base biológica na matéria” — para além de a ciência não saber o que é a matéria — é dizer que o cérebro produz os pensamentos da mesma forma que o rim segrega a urina; e, por outro lado, é pretender afirmar que a consciência tem a sua origem nos neurónios.

Para o laureado Nobel, John Eccles, a relação entre o mundo das ideias e o cérebro poderia ser imaginada à semelhança da relação entre o pianista e o piano: embora o pianista precise do piano para tocar, ele pode subsistir sem piano. Dizer que “as ideias não existem sem suporte físico” é a mesma coisa que dizer que um pianista não poderia existir sem piano.

Sábado, 15 Junho 2013

O “vector de estado” quântico, por Carlos Fiolhais

Filed under: Quântica — orlando braga @ 2:23 pm
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Apenas dois “acrescentos” a este verbete notável de Carlos Fiolhais:

“Há, porém, uma importante diferença entre as “partículas” (com aspas!) de luz – os fotões – e as partículas de electricidade (deixei de usar as aspas) – os electrões. As primeiras são partículas de energia e as segundas são partículas de matéria. Os fotões não têm massa e os electrões têm.”

Podemos dizer, em linguagem corrente, que energia é “matéria em movimento”, e matéria é “energia condensada”. Portanto, “partículas de energia” são partículas de “matéria em movimento”, e as partículas de matéria são de “energia condensada”.

“Um fotão tem energia e quantidade de movimento (as duas estão aliás relacionadas de muito perto) ao passo que um electrão tem massa e quantidade de movimento (pelo que tem energia).”

Um electrão, se “viajar” pelo universo em forma de onda, e tal como o fotão, também não tem massa.

Terça-feira, 21 Maio 2013

Carlos Fiolhais e Galileu

Filed under: A vida custa,Ciência,filosofia — orlando braga @ 9:18 am
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Estava a ler este artigo de Carlos Fiolhais, e estava a concordar com o seu conteúdo até que esbarrei com invocação sistémica de Galileu:

“Esta separação de águas, possível dentro da mesma pessoa, pode ser remontada a Galileu, um homem de fé que não perdeu a fé diante do Tribunal da Inquisição, quando se viu no lugar de actor principal num drama que marcou a história das relações entre igreja e ciência, hoje já resolvido após o papa João Paulo II ter admitido um erro de juízo.”

Qualquer cientista propriamente dito reconhece hoje, e a partir da perspectiva actual segundo o conceito de paradigma de Thomas Kuhn, que a reacção do Papa às teses de Galileu foi absolutamente correcta. As teses de Copérnico receberam o imprimatur porque foram formuladas como hipóteses. Porém, Galileu não quis formular quaisquer hipóteses, mas afirmar verdades absolutas — e isto numa época em que a hipótese de Ptolomeu podia explicar melhor muitos fenómenos celestes.

A Igreja Católica, naquela época, defendeu a concepção científica mais moderna embora se tenha atido a concepções cosmológicas erradas. Um critério semelhante ao da Igreja Católica daquele tempo é hoje utilizado por Carlos Fiolhais quando defende o paradigma do darwinismo: mas Carlos Fiolhais fala sistematicamente em Galileu sem falar nele próprio e naquilo que comprovadamente de errado ele ainda defende.

Carlos Fiolhais comporta-se hoje de forma mais dogmática do que a Igreja Católica do tempo de Galileu.

Não me agrada um certo paternalismo espertalhão de Carlos Fiolhais em relação à religião. “A fé do cientista é a maior que existe, porque é inconfessável” — escreveu o físico francês Roland Omnès. Dizer que “um cientista não tem fé”, e que “a fé só é característica dos religiosos”, só pode vir de um paternalismo espertalhão em relação à religião. O que acontece é que a fé do cientista é uma fé chã, reduzida a uma parte ínfima da realidade. Por isso, comparar negativamente a fé de um ateu com a fé de um religioso é manifestação de má-fé.

Carlos Fiolhais não compreendeu, do alto da sua cátedra, que não existe tal coisa de “não-crença”. A verdade é que a não-crença é sempre uma forma de crença. O que existe é “crença inadequada”, ou reduzida, ou limitada a uma parte da realidade; e a ciência é esta crença limitada e/ou reduzida.

Carlos Fiolhais não percebe que um ateu é herdeiro da cultura cristã; e como não percebe isto que é tão simples de perceber, também não percebe que o Cristianismo está presente na mundividência do ateu mesmo que ele não queira. E depois, como não percebe isto, Carlos Fiolhais vem dizer que “um ateu pode ter um sentido da existência humana impregnado de ética” — como se a ética do ateu existisse independentemente da História do Cristianismo e da ética cristã.

Quando leio Carlos Fiolhais fico mal-disposto — não porque não concorde com ele, mas porque é gente desta estirpe que molda a opinião pública.

Quarta-feira, 8 Maio 2013

Paulo Portas, o mal-amado pela esquerda e pela direita Goldman Sachs

Filed under: A vida custa,Esta gente vota — orlando braga @ 9:01 am
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“Paulo Portas é um político profissional e veio à televisão mostrar-nos como é profissionalmente má a política em Portugal. O seu discurso contra um imposto anunciado pelo Primeiro-Ministro do governo de que faz parte podia com vantagem ter sido substituído pela sua demissão do governo.

O que é que Portas e os seus apaniguados estão a fazer num governo que não consegue chegar a um acordo interno? Não se demitindo ele, por que é que o Primeiro-Ministro não o remodela?”
(Carlos Fiolhais, in A Política no Seu Pior )

Repare-se que Carlos Fiolhais não ataca o imposto anunciado por Passos Coelho: em vez disso, ataca alguém que não concorda com o imposto, e sendo que esse alguém não é de esquerda. Para Carlos Fiolhais, só é legítimo criticar o tal imposto se a crítica vier da esquerda (leia-se, oposição externa ao governo) – o que é contraditório, porque se há alguém que adora lançar impostos é a esquerda.

Carlos Fiolhais tem razão: é mesmo a política no seu pior; e ele não lhe escapa.

Domingo, 7 Abril 2013

O erro da crença ideológica de Carlos Fiolhais e do blogue Rerum Natura

Carlos Fiolhais ficará na história da ciência e da pedagogia portuguesas como um dos piores exemplos de seguidismo cego de um determinado paradigma totalmente submetido a um “espírito do tempo” marcado pela ideologia, por um lado, e por outro lado por ter caído no erro de colocar, num mesmo plano epistemológico, a física e a biologia.

dawkins-papaO Rerum Natura, através do seu “repórter” de serviço António Piedade, fala-nos de um novo livro acerca do darwinismo (ou neodarwinismo) cujo conteúdo é corroborado por Carlos Fiolhais. Eu não li o livro (com o título “A Evidência da Evolução – Porque é que Darwin Tinha Razão”), e apenas estou a fazer um juízo acerca do texto do verbete publicado no Rerum Natura. Não li o livro nem vou ler, porque o título indica “mais do mesmo”, e porque a própria sinopse de António Piedade confirma o “mais do mesmo”.

Carlos Fiolhais, ao corroborar o conteúdo deste livro, terá que estar pelo menos parcialmente de acordo com Richard Dawkins quando este escreveu acerca do dito: “Quem não acredita na evolução ou é estúpido, ou é louco, ou não leu Jerry Coyne” (SIC) Reparem bem!: quem não acredita”! Eu diria que se Carlos Fiolhais acredita no que escreveu Richard Dawkins, então são tão estúpidos um como o outro.

Em ciência, o “acreditar” — a crença — é justificável e não pode ser, à partida, criticável. Nem todas as crenças são injustificáveis ou irracionais.

Portanto, ninguém pode estar contra toda a crença em ciência. Quando Newton publicou a sua teoria, baseou-se numa “crença” a que Kant classificou de “juízo sintético a priori”. Alguns aspectos da teoria de Newton estavam errados, mas muita da sua teoria salvou-se e foi até adoptada, por exemplo, por Einstein. Mas a biologia não entra nos pressupostos necessários para a elaboração de um juízo sintético a priori — que Kant, e muito bem, reduziu à matemática e à física.

A biologia — e muito mais ainda, a paleontologia — é uma ciência que se baseia essencialmente no juízo sintético à posteriori, e por isso a “crença científica”, em biologia, não se pode aplicar do mesmo modo que é aplicada na matemática e na física. Em biologia, não é possível uma “crença científica” senão se se tiver como motor dessa “crença” uma determinada ideologia política, ou então mediante o predomínio de uma mundividência subjectivista que determine essa crença (por exemplo, o positivismo).

Numa altura em que as macromutações, entendidas segundo o neodarwinismo, estão claramente colocadas em questão, e em que a maioria dos cientistas concordam com a ideia segundo a qual só se aplicam as “leis de Darwin” às micromutações inerentes à adaptação ao meio-ambiente — e o mais interessante é que as micromutações são reversíveis! —, o Rerum Natura e Carlos Fiolhais insistem em uma determinada crença aplicada a uma ciência (a biologia) que não pode, por sua própria natureza, estar legitimamente sujeita ao juízo sintético a priori.

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Quinta-feira, 1 Novembro 2012

Aquilo a que o blogue Rerum Natura consideraria “cientistas ignorantes”

Mais de 800 cientistas, de todo o mundo e com PhD, assinaram um documento de dissidência do darwinismo. Mas, a julgar pela linha editorial do blogue De Rerum Natura, trata-se de uma cambada de ignorantes; porque inteligente é o Carlos Fiolhais que adora citar Carl Sagan.

“Novas mutações não criam novas espécies; criam descendência deficiente” — Lynn Margulis

Carlos Fiolhais, o dia das bruxas, e a assombração do bosão de Higgs

«Os chamados fenómenos paranormais são, em geral, pura charlatanice. O  facto é que há gente pronta a  enganar outros e há ainda mais gente facilmente enganável. Os anúncios de coisas extraordinárias – incluindos fantasmas e assombrações -  raramente são acompanhados de provas convincentes.

O astrofísico e divulgador de ciência Carl Sagan afirmou um dia que “alegações extraordinárias requerem provas extraordinárias”. Alguém diz que viu? É preciso que mais alguém veja e que a observação se repita até que subsistam dúvidas. Se não houver dúvidas, haverá decerto uma explicação científica.

Claro que há fenómenos físicos novos, mas não são os fantasmas nem as assombrações. A mente humana está sujeita a  erros e a ciência é um grande esforço humano para escapar aos erros. Errar pode ser humano, mas o ser humano desenvolveu a ciência a fim de não errar demasiado. É a resistência permanente ao erro que nos tem permitido não só saber mais como viver melhor.»

via De Rerum Natura: NO DIA DAS BRUXAS.

Carlos Fiolhais esteve muito bem no primeiro parágrafo. Se ele tivesse ficado por ali teria demonstrado (dedutivamente) a sua sabedoria.

No segundo parágrafo, Carlos Fiolhais começou a asnear quando recorre à presumida autoridade de direito de Carl Sagan e à sua (deste) frase: “alegações extraordinárias requerem provas extraordinárias”. Antes de mais, e para demonstrar dedutivamente que Carlos Fiolhais começou a asnear, é preciso saber o que é uma “alegação” e o que é uma “prova”.
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Quarta-feira, 17 Outubro 2012

Carlos Fiolhais é bem-vindo à realidade complexa

Filed under: Política,Quântica — orlando braga @ 10:37 am
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1/ Uma das características do Positivismo é a mutilação e a simplificação da realidade. Ora, o Carlos Fiolhais compara aqui o Paulo Portas com a teoria complexa do gato de Schrödinger — só que, em função da sua visão positivista, a interpretação que o Carlos Fiolhais dá do fenómeno do gato de Schrödinger é simplista e mutilante.
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Quinta-feira, 4 Outubro 2012

Carlos Fiolhais e a Caixa Geral de Depósitos

“Julgo que não vale a pena ter um banco público que quase só serve os interesses da oligarquia partidária que, de um modo irresponsável e penoso, se vai alternando no poder. Escolham só a melhor altura para o vender.”

via De Rerum Natura: CAIXA BAIXA.

O Carlos Fiolhais teve razão até ao último parágrafo: fez o diagnóstico correcto e depois aplicou a receita errada. Detectou a causa da doença, e para a curar radicalmente, recomenda a eutanásia.

1/ O Banco de Portugal já não é de Portugal; em termos práticos, é apenas e só uma filial do BCE [Banco Central Europeu]. Se privatizarmos também a Caixa Geral de Depósitos, o Estado português fica sem qualquer instrumento de intervenção directa na economia.

2/ Nos países da União Europeia que conheço, existem Bancos do Estado. Por exemplo, na Alemanha existem vários Bancos do Estado, e um deles é a Sparkasse que é uma espécie de Caixa Geral de Depósitos alemã. Portanto, não percebo por que razão Portugal terá que ser a excepção à regra europeia…!

3/ Se a Caixa Geral de Depósitos só serve a oligarquia partidária, então tem que se acabar com o mal. Ou seja, terá que se acabar — utilizando a força bruta, se necessário — com a influência desmedida e desregrada da oligarquia partidária (que passa pela influência da maçonaria, como todos sabemos) na sociedade portuguesa; e não transformar Portugal em excepção à regra europeia.

Sexta-feira, 10 Agosto 2012

Por que é que o Carlos Fiolhais não se dedica à física, e deixa a metafísica e a língua em paz?

Filed under: A vida custa,cultura,Esta gente vota — orlando braga @ 9:14 pm
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«No outro dia, ao guiar numa povoação para mim desconhecida, parei para perguntar a um polícia onde ficava a rua onde queria ir. O guarda informou-me:

“Siga em frente até à próxima rotunda e aí, em termos de direita, é a última.”

Estava longe de ser a primeira vez que ouvia a a expressão “em termos de”, um inglesismo hoje usado a torto e a direito.»

via De Rerum Natura: "Em termos de pódio".

Vejamos esta proposição:

“A proposição do Carlos Fiolhais é uma contradição em termos” ou “a proposição do Carlos Fiolhais é contraditória nos seus termos”.

Será que a expressão “em termos”, utilizada na proposição supracitada, é um inglesismo?

Acontece que qualquer proposição, assim como um silogismo, tem “termos”: são os termos da proposição ou do silogismo. No dicionário consta que, em termos da lógica, «“termo” é uma palavra considerada quanto à extensão da sua significação; cada um dos termos considerados dois a dois nas três proposições de um silogismo». Do ponto de vista gramatical, “o termo é um elemento da proposição”. E toda a proposição é iminentemente silogística.

Portanto, ao contrário do que o Carlos Fiolhais afirma, não se trata de um inglesismo. Antes, trata-se de uma muleta de discurso semelhante, por exemplo, ao uso e abuso do “efectivamente”: “efectivamente isto”, “efectivamente aquilo” e “efectivamente aqueloutro”. E não consta que efectivamente seja um inglesismo.

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